Ademir
L. Xavier Jr.
> A mediunidade de Eugênia von der Leyen
Um de nossos leitores
(1) comentou sobre um interessante livro ao ler nosso texto "Os
vivos e os mortos na sociedade medieval" (3).
Trata-se de "Meine Gespräche mit Armen Seelen"
(2), que podemos traduzir livremente como
"Minhas conversações com almas penadas". É
um diário escrito pela princesa Eugenie von der Leyen und zu
Hohengeroldseck (1867-1929) entre 1921 e 1929. Nascida em Munique, Eugênia
vivera praticamente enclausurada em vários castelos de sua família
(Figura abaixo) na região de Landsberg
na Baviera. De formação fervorosamente católica,
Eugênia ou "Eschi" compôs, sob sugestão
de seu confessor, relatos periódicos em que atestou "visões"
e conversas com falecidos. Obviamente, o círculo social onde
Eugênia viveu jamais permitiria qualquer outra interpretação
para suas "visões" do que o contato direto com as "almas
penadas" do purgatório, o que possibilitou a sobrevivência
de seus escritos, confiados totalmente a seu confessor.
Comentamos alguns trechos de seu diário que foi publicado e proibido
na Alemanha de Hitler. Citações a essa obra foram avançados
por Hermínio de Miranda em seu livro "A reinvenção
da morte" (4). Consideramos relevante
seus escritos, pois referem-se a uma descrição fora do
contexto do conhecimento espírita, o que atesta a universalidade
desses mesmos ensinos. Trata-se também de uma ideia interessante,
que pode ser adotada por médiuns de variadas sensibilidades:
a de se escrever a impressão do fenômeno até suas
menores particularidades.
Alguns relatos
Os relatos de Eugênia parecem ser autênticos,
uma vez que a médium nunca mencionou sua ocorrência em
vida. Conforme atesta seu confessor:
Eu conheci a vidente durante seus últimos doze
anos de vida; todos os dias tinha conhecimento de seus encontros com
almas. A meu conselho, ela anotava o que via num diário. Nem
ela e, no início, nem eu, tivemos a intenção
de publicá-lo... A vidente levava uma vida santa. Era de uma
piedade autêntica, humilde como São Francisco, zelosa
na prática do bem e desmedidamente generosa: sempre prestativa
e pronta a renunciar à própria vontade, disposta aos
maiores sacrifícios, querida por Deus e por todos que a cercavam.
Quem a conhecia, venerava-a. Jamais desejou atrair a atenção
de quem quer que fosse. Tinha um talento especial para prestar favores
e proporcionar surpresas agradáveis aos outros. O caráter
da princesa é a mais sólida garantia de que merece crédito.
Declaro, sob juramento, que a aconselhei a anotar, clara e integralmente,
suas experiências reais, mas nunca, e em parte alguma, lhe sugeri
quaisquer opiniões minhas. (p. 41)
A julgar por suas descrições, o convívio de Eugênia
com os desencarnados era constante, mas limitado à visão
e audição. Seu diário traz exclusivamente contatos
com desencarnados. Poucos, porém, chegavam a responder seus questionamentos
(todos os grifos são meus):
Cinco horas da tarde. Vi no jardim, entre duas árvores,
uma freira. Parecia estar me esperando. Pensei tratar-se de uma velha
conhecida e apressei-me a ir ao seu encontro. De repente, ela desapareceu
sem deixar vestígios (p. 45).
24 de fevereiro — Às quatro da manhã acordo e
acendo a luz. Junto à minha cama está Crescência
e, a seu lado, aquela desconhecida. Perguntei: “Crescência,
querida, donde vens?” — “Do espaço intermediário.”
— “Como me encontraste?” Ela fez um gesto como para
dizer que veio pelo ar. (p. 52)
23 de março — De noite. Outra vez aquela
gente. Dezesseis pessoas. Demoraram longo tempo. Cinco deles eu conheço:
Viktor, Maria M..., Perpétua R..., aquele sapateiro que vivia
dizendo: “Ai, meu Deus!” , Baptista B...; perguntei-lhes:
“O que querem vocês?” Nenhuma resposta. Então
eu disse: “Vamos rezar por vocês. Não precisam
voltar mais.” Aí, diz o Viktor: "Temos de vir!”
“Quem o quer?”, perguntei. Não responderam. Ficaram
mais um pouco; todos cravaram os olhos em mim, e se foram.
Aparecem noite após noite, mas não posso fazer nada;
rezo e depois de pouco tempo, todos eles se retiram. (p.
54)

Schloss Unterdießen, onde Eugênia
viveu a partir de 1925.
A primeira citação mostra um fenômeno
bastante comum em sua narrativa: o desaparecimento repentino de imagens
de pessoas que Eugênia aprende a distinguir das "pessoas
de carne e osso". Isso não acontece em um ambiente reservado
(e nem sob invocação, o que seria inaceitável para
Eugênia), mas a qualquer horário, que ela prefere seja
de dia. Na segunda descrição, a médium recebe uma
resposta "Do espaço intermediário" e o Espírito
afirma que veio pelo ar. Na terceira citação, Eugênia
quer saber porque almas do purgatório a procuram. A resposta
de um Espírito chamado Viktor é "temos que vir".
Eugênia também descreve a presença de dezesseis
Espíritos em seu quarto, que tinha, segundo os editores de (2),
cinco metros quadrados!
Apesar de seu caráter católico fervoroso, não existem
dúvidas em Eugênia de que ela está, quase sempre,
cercadas de "almas em sofrimento", Ou seja, ela jamais interpreta
o que vê como uma manifestação "do demônio",
opinião que é compartilhada por seu confessor. O fenômeno
é espontâneo e intermitente. A médium não
tem controle dele, embora reconheça que, em algumas situações,
perdeu contato com as almas:
Durante alguns dias, sempre à noite, tive febre.
Não conseguia conciliar o sono. Nessas ocasiões, nada
via e nada escutava. Agora que estou boa, parece que voltam.
(p. 55, grifos meus)
A que se deve isso? A mediunidade, segundo Kardec, encontra-se fundada
na estrutura do organismo:
79. A faculdade mediúnica é uma propriedade
do organismo e não depende das qualidades morais do médium;
ela se nos mostra desenvolvida, tanto nos mais dignos, como nos mais
indignos. Não se dá, porém, o mesmo com a preferência
que os Espíritos bons dão ao médium. ("O
que é o Espiritismo?" Cap. II: qualidade dos médiuns.)
Explica-se assim porque a sensibilidade mediúnica
pode se enfraquecer durante as enfermidades do corpo físico do
médium.
Um fato curioso sobre a "sensibilidade" de animais (4b)
também é relatado por Eugênia:
Vi sentada no cercado de galinhas aquela mulher. Seu
jeito é sempre amável. Mas ela não responde.
Tendo ido ao galinheiro, pude observá-la bem. Um gato veio
andando em direção a ela. Ao enxergá-la, deu
um pulo, assustado, para o lado. Senti-me feliz por constatar que,
ao menos, o gato vê o que eu vejo. (p.
60)
Mas, para onde iriam as "almas" que Eugênia
ajuda? Lemos o seguinte diálogo entre a médium e uma delas:
20 de junho — Estando eu para me flagelar por
Weiss, apareceu ele, ao meu lado, com uma expressão feliz e
disse: “Tu me remiste.” — “Não fui
eu, foi a misericórdia de Deus.” — “Servindo-se
de ti!” — “Aonde vais agora?” — “A
uma esfera superior.” (p. 125)
Licantropia
Algumas descrições recentes
em livros espíritas falam do fenômeno da Licantropia -
algo que aconteceria a Espíritos desencarnados com delitos graves
- como um processo de deformação do perispírito.
O livro "Libertação" (5)
descreve um caso de um Espírito feminino que assassinou seus
filhos e que foi deformado sob sugestão hipnótica "à
forma de uma loba". A licantropia não aparece em nenhuma
obra de Kardec (6), mas o fenômeno é confirmado nos relatos
de Eugênia:
19 de dezembro — Chegou o Monstro.
Posso vê-lo distintamente. É mais alto que os homens
comuns. Tem cabelos hirsutos, negros; resfolga de um modo asqueroso.
Protegi-me com a relíquia da Santa Cruz e aspergi água
benta na aparição. Fixou-me o olhar algum tempo e depois
foi embora pela janela. Nunca em minha vida tinha visto algo tão
nauseabundo, a não ser em jardins zoológicos. E esse
Monstro, nojento e asqueroso, esteve no meu aposento! (p.
90)
24 de abril— Faz três dias que me visita toda noite um
animal todo preto, intermediário entre búfalo e carneiro.
Fiquei muito assustada. Pulou no meu leito. Para remediar minha covardia,
recorri à água batismal e o quadrúpede me deixou
em paz. (p. 140)
E não apenas nele. Segundo (2),
há outras referências (7):
José de Gorres, o grande especialista
em mística da Universidade de Munique, escreve em sua obra
"Mística cristã" sobre a Irma Francisca do
Santíssimo Sacramento, da Ordem das Carmelitas, que “apareciam,
às vezes, a essa Irmã, pessoas falecidas sob formas
terríveis, mais parecendo um animal do que gente".
(p. 25)
Concordando com André Luiz, conforme
conclui Eugênia, as "almas" nessas condições
cometeram delitos muito graves. Por meio da presença da médium,
o Espírito passa por uma transformação pelo qual
reassume uma forma humana.
Por que eu? Paralelos com as descrições
de Yvonne Pereira.
Uma das grandes questões de Eugênia era: por que ela? Por
que as "almas" a procuravam? Em seus contatos, elas estão
sempre a fitar profundamente seus olhos. Outros buscam tocá-la:
Algo tocou-me no ombro e
senti muito medo. (p. 55)
Aproximou-se de mim, e antes que o pudesse impedir, o dedo dele tocou
na minha mão. (p. 63)
23 de janeiro — Henrique mudou bastante. Nem sei dizer como
ou em que, mas já não me inspira tanto nojo. Estou feliz
porque não me tocou. (p. 102)
Disse-lhe: “Prefiro que não me toques, embora eu tenha
muita vontade de ajudar-te.” (p. 95)
A impressão que temos é
que a médium era uma "fonte" (de fluidos) em contato
com a qual as "almas" se beneficiavam e transformavam profundamente.
É difícil deixar de comparar os contatos de Eugênia
com as descrições de Yvonne Pereira. Exemplos encontramos
no livro "Recordações da Mediunidade" (em
azul abaixo, 8), seguido do equivalente quase idêntico
com Eugênia (em verde). De novo,
os grifos são meus:
Mesmo assim,
como não enlouqueci de pavor, ou não me deixei obsidiar,
nos momentos em que via o infeliz suicida deixar o sótão,
flutuar no espaço atraído pelas minhas forças
afins, sem mesmo disso se aperceber, e atingir o escritório
para se deter junto de mim e continuar suas eternas convulsões?(8,
Cap. 6, "Testemunho")
22 de junho — Desde à uma hora
da noite até depois das cinco, esteve “ele” no
meu quarto. Foi medonho. Curvou-se sobre mim diversas vezes e
sentava-se junto ao meu leito. Chorei de tanto pavor. (2,
p. 60)
O ruído
provindo do mundo invisível é muito mais impressionante
do que a visão, e senti-me chocada. Ainda hoje prefiro
ver os Espíritos, qualquer que seja a sua categoria moral,
a ouvir os ruídos que eles produzam, pois quaisquer
ruídos ou sons provindos do Além são assaz diferentes
dos conhecidos na Terra, são como que difusos pelo ar, cavos,
surdos, ocos. (8, Cap. 6, "Testemunho")
Tenho a sensação de que há
muitas almas junto a mim, mas nada vejo; ouço, porém,
passos e respiração arquejante pertinho de mim; em seguida,
um barulho estranho, como se alguém batesse na parede. Apenas
ouço e percebo esses ruídos, o que, para mim, é
pior do que ver e assistir seja ao que for. (2,
p. 55)

Yvonne Pereira (1900-1984), a grande médium brasileira.
Impressiona alguns paralelos que se pode fazer entre suas descrições
com as de Eugênia von der Leyen.
A explicação para a atração
dos Espíritas por Eugênia pode ser talvez a mesma descrita
pela grande medianeira do Brasil:
Se, outrora, como suicida que
também eu teria sido, me vi socorrida por almas generosas do
Espaço, as quais me ajudaram o reerguimento moral pelo amor
de Deus, a lei suprema de mim exigiria agora que, por minha
vez, eu socorresse a outrem, pois sabemos que essa lei determina
a solidariedade entre as criaturas de Deus, e jamais receberemos
favores ou auxílios de outrem sem que, posteriormente, deixemos
de transmiti-los também à pessoa do próximo.
(8, Cap. 6, "Testemunho")
...que também aparece em Eugênia:
Aproxima-se uma luta que tenho
travado já tantas vezes: devo amar esse pobre coitado
e não o consigo. Só quando chegar a amar essa
alma embrulhada em execração serei capaz de fazer sacrifícios.
(2, p. 94)
9 de agosto — Passei por algo pavoroso. Um estrondo me despertou.
Acendi a luz e algo de horripilante se inclinava sobre mim. Constantemente
meus pensamentos voltam àquilo: uma cabeça gigantesca
com olhos tão apunhalantes que não parecem existir,
ou antes: o rosto todo era um só olho que me fixava. “Vai-te!"
— exclamei — “o que procuras comigo?” —
“A paz.” — “Não sou eu quem pode dá-la.”
— “Mas tu deves!” — “O que me pode obrigar
a isso?” — “Amarás o teu próximo
como a ti mesmo.” (p. 127)
Há muitas outras semelhanças.
Por exemplo, a maior parte dos contatos de Eugênia dá-se
durante o período da madrugada. Yvonne Pereira também
afirma a mesma coisa e fornece, inclusive, uma explicação
para esse fato.
Conclusões
É importante entender que a mediunidade
de Eugênia é raríssima. Eugênia cai na categoria
de médiuns de vigília, conforme a questão 1 no
Cap. VI de "O Livro dos Médiuns" de A. Kardec.
A espontaneidade, intermitência e falta de controle da médium
demonstram sua mediunidade como de caráter neutro e absolutamente
independente da crença de Eugênia ou de qualquer ato ou
circunstância capaz de provocar os fenômenos.
Entretanto, Eugenia parece não compreender completamente a dinâmica
do fenômeno que hoje podemos analisar graças à chave
fornecida pelo Espiritismo e informes mais recentes da literatura espírita.
Em particular, a atração das "almas" pela presença
de Eugênia se deve a sua mediunidade peculiar, sua crença
fervorosa no poder superior e sua inclinação para fazer
o bem, não obstante a repulsa que descreve sentir pelos seres
que a procuram. Ela convenceu-se gradativamente que era sua obrigação
ajudá-los. Pouco a pouco, eles melhoram de condição,
conforme ela mesma descreve.
Isso é reforçado por outra conclusão interessante:
seus rituais (aspersão de água benta, sinais, presença
da relíquia da cruz etc) parecem inócuos (9).
O benefício conseguido para as "almas" deve-se à
atuação de seu fluido por meio de sua vontade: quanto
mais passa a amar os infelizes que a procuram, a interessar-se por eles,
tanto mais eles conseguem ter seus sofrimentos abrandados.
É provável que outras descrições (7)
existam de testemunhos semelhantes que aguardam melhores análise
e estudos. Particularmente interessante também é o contexto
católico que aprova e recomenda a leitura do diário de
Eugênia. Não se fala em visões infernais ou ação
demoníaca. O contexto piedoso e de fé que envolvia Eugênia
fez sobreviver seus relatos, que não diferem das descrições
de médiuns espíritas. E nem poderia deixar de ser, pois
o fenômeno é o mesmo.
Referências e comentários
1 - José Ricardo Basílio a quem agradeço
a sugestão do livro que deu origem a este post.
2 - E. von der Leyen (1994). "Conversando
com as Almas do Purgatório". AM Edições,
São Paulo. ISBN 85-276-0305-5.
3 - "Os vivos e os mortos na sociedade medieval".
http://eradoespirito.blogspot.com.br/2013/09/livro-vi-os-vivos-e-os-mortos-na.html
4 - Conforme indicado por José Ricardo Basílio.
4b - Ver o Capítulo 22 de "O Livro dos
Médiuns" de A. Kardec.
5 - Xavier F. C. (1992) "Libertação".
15a Edição. FEB.
6 - Sobre a possibilidade de Espíritos aparecerem em forma de
animais, ver "O Livro dos Médiuns", Cap. VI,
"Manifestações visuais", questão 35.
Também, ao se ler "A história de um danado",
na Revue Spirite de 1860, por exemplo, deparamos com interessantes relatos
(grifos meus):
(A São Luís) - Teríeis a bondade
de nos dar algumas informações sobre este Espírito,
já que ele não pode ou não quer dá-las?
- É um Espírito da pior espécie, um verdadeiro
monstro. Fizemo-lo vir, mas não foi possível obrigá-lo
a escrever, malgrado tudo quanto lhe foi dito. Ele tem seu livre-arbítrio,
do qual o infeliz faz triste uso.
14. - Esse Espírito é sofredor e infeliz. Podeis descrever
o gênero de sofrimento que experimenta?
- Ele está persuadido de que terá de ficar eternamente
na situação em que se encontra. Vê-se constantemente
no momento em que praticou o crime. Qualquer outra lembrança
lhe foi apagada e qualquer comunicação com outro Espírito
foi interdita. Na Terra, só pode ficar naquela casa, e
quando no espaço, nas trevas e na solidão.
62. - Podeis descrever seu gênero de suplício?
- É-lhe atroz. Como sabeis, foi condenado a ficar no local
do crime, sem poder dirigir o pensamento a outra coisa senão
ao crime, sempre ante os seus olhos, e julga-se eternamente condenado
a essa tortura.
Tais descrições se assemelham ao que
André Luiz descreveu em outros termos (influência hipnótica
etc).
7 - Joseph von Gorres (1840). Mística cristã,
v. III, p. 476. Editora Manz, Regensburg. O leitor interessado poderá,
talvez, estudar do ponto de vista espírita a vida de outros místicos
católicos citados na obra incluem:
- (S) Catarina de Gênova (1447-1510)
- (S) Teresa D'Ávila (1515-1582)
- Crescentia Höss de Kaufbeuren (1682-1744)
- Maria Ana Lindmayr (1657-1726)
- Heinrich Seuse (1295-1366)
- Margarete Schäffner (?-1949)
- Ana Caterina Emmerich (1774-1824)
8 - Pereira Y. (1992). Recordações
da mediunidade. Ditado pelo Espírito de A. B de Menezes. 7a Edição.
Feb.
9 - Conforme esclarece A. Kardec:
Nenhum objeto, medalha ou talismã tem
a propriedade de atrair ou repelir os Espíritos; a matéria
não tem nenhuma ação sobre eles. Um bom Espírito
nunca aconselha semelhantes absurdos. A virtude dos talismãs
nunca existiu a não ser na imaginação das pessoas
crédulas. ("O Livro dos Médiuns", cap. XXV.)
Fonte: http://eradoespirito.blogspot.com.br/2016/06/a-mediunidade-de-eugenia-von-der-leyen.html