Marcelo Henrique e Débora Nogueira

>     Arigó: se a história não for triste, cativará?

Artigos, teses e publicações

Marcelo Henrique e Débora Nogueira
>   Arigó: se a história não for triste, cativará?

 


 


“Que todo grande amor / Só é bem grande se for triste

[…]

Assim como o poeta / Só é grande se sofrer” (JOBIM, 1957)

 

 

Foi “Antônio Brasileiro, Maestro Soberano” (BUARQUE, 1993) quem compôs, em 1957, aos trinta anos de idade, mais este clássico da Música Popular Brasileira, cuja pequena estrofe abre este nosso ensaio. Tom Jobim sabia como poucos encantar, na beleza poética e harmônica, os sentimentos humanos, a alegria e seu contraponto a tristeza.

Pois dizem que é disto que é feita a vida, a alternância entre bons e maus momentos, sucessos e fracassos, sorrisos e lágrimas.

E a obra de ficção (cinema), embora possa ter respaldo em fatos históricos e em situações reais, terá sempre a “licença poética” e, como consta, geralmente dos letreiros finais (que muitos não leem) sentencia: “esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com fatos e acontecimentos reais, terá sido mera coincidência”.

O fato é que o mote deste artigo é sim, a tristeza…

Acabamos de assistir, via plataforma Netflix, agora em abril de 2024, o filme “O Predestinado” (Gustavo Fernández), que é um resultado acima da média da filmografia dita espírita em nosso país. Consideramos esta película ao nível de “Kardec, a história por trás do nome (Wagner de Assis), embora sem toda a riqueza de figurino e cenário deste último… Vale dizer que a apresentação da produção, na “telona” (cinemas de todo o país se deu em setembro de 2022).

Um lindo filme, com uma cenografia simples, mas um desempenho de primeira dos atores “globais”, com destaque para Danton Mello, Juliana Paes e Marcos Caruso (o padre Anselmo). E, embora enquadre fatos que são explicados pela Filosofia Espírita, a produção não é panfletária nem proselitista, porque não se destina ao convencimento do público sobre a vida após a morte, nem sobre os fundamentos do Espiritismo. E é nesse ponto que ele é mais válido e contagiante.

O ambiente rural e bucólico do interior mineiro – pois o personagem principal, José Pedro de Freitas (1921-1971), o José Arigó ou Zé Arigó (ou simplesmente Arigó), o médium de operações espirituais à base de cirurgias com incisões, vivia em Congonhas (MG), terra onde viveu (1796-1805) e se situa grande parte do acervo artístico [1] de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (que, aliás, “aparecem” em várias cenas da película).

A história, logicamente, gira em torno dele, Arigó e sua performance (real) como “médico prático”, sob a influência espiritual do Espírito Adolph Fritz, um médico cirurgião alemão que teria atuado na II Guerra Mundial. A mediunidade (inconsciente) resulta em ações cirúrgicas bem rudimentares, com uso de materiais não-esterilizados, e cortes e incisões profundas. Mas, surpreendente (para a medicina da época) é a inexistência de danos (infecções, generalizações das doenças, aleijamentos, cegueira ou mortes). Muito pelo contrário, pelo que se conhece e pelas informações da imprensa, da polícia e do judiciário da época, nunca houve um só ser humano prejudicado pela atuação do médico-médium.

Mas, por que Arigó? José era operário na Companhia de Mineração de Ferro e Carvão, até 1942 e o apelido era o nome dado aos trabalhadores que construíam estradas de ferro e engenhos, como era o seu caso. Sua formação educacional foi apenas até a terceira série do antigo primário. Viveu uma vida normal até próximo a 1950, quando passou a sentir fortíssimas dores de cabeça, sofria de insônia e passou a ter a vidência (enxergar Espíritos), assim como ouvia a voz de um personagem que o acompanhava por onde fosse (e que falava dentro de sua cabeça). Peregrinou por diversos consultórios médicos, sem obter qualquer diagnóstico.

Certo dia, em “desdobramento” (expressão que não consta das obras de Kardec), ou, mais propriamente, em “emancipação da alma”, no conceito kardeciano, Arigó teve seus primeiros contatos com um Espírito (desencarnado) que se identificou como Fritz, que anunciou sua missão: curar os doentes de diversos males, operando-os com instrumentos rudimentares, guiado por ele.

Naquele primeiro momento de contato espiritual com o médico alemão, ensina a Filosofia Espírita que, “o sono é a porta que Deus lhes abriu, para o contato com os seus amigos do céu; é o recreio após o trabalho, enquanto esperam o grande livramento, a libertação final que deve restituí-los ao seu verdadeiro meio” (“O livro dos Espíritos”, item 402, destacamos).

Depois, é oportuno relembrar o que consta de “O livro dos Médiuns”, onde Kardec, quando trata das tipologias mediúnicas, atesta: “O sonambulismo pode ser considerado como uma variedade da faculdade mediúnica, ou melhor, trata-se de duas ordens de fenômenos que se encontram frequentemente reunidos”. E ele prossegue: o Espírito sonâmbulo “vive por antecipação a vida dos Espíritos”, desfrutando, assim, da capacidade de desprendimento do corpo físico, deslocando-se apenas com o perispírito, enquanto o corpo jaz sonolento. Depois, o Professor francês arremata: “Mas o Espírito que se comunica através de um médium comum pode também fazê-lo por um sonâmbulo. Frequentemente mesmo o estado de emancipação da alma, no estado sonambúlico, torna fácil essa comunicação” (Item 172, do Capítulo XIV, da Segunda Parte, sublinhamos).

Finalmente, também são oportunos os conceitos apresentados na edição não-adulterada de “A Gênese” (Capítulo XIV, item 23, nossas marcações): quando o Espírito se liberta, mas continua preso ao corpo pelo perispírito, e “vive a vida espiritual, ao passo que o corpo vive apenas a vida vegetativa. Está, parcialmente, no estado em que ficará após a morte; percorre o espaço, diverte-se com os amigos e outros Espíritos livres, ou encarnados como ele”.

Depois, Kardec, ainda neste mesmo item, arremata, demonstrando teoricamente as cenas em que Arigó se lembra das conversas com Fritz: “ao despertar, conserva de suas peregrinações uma lembrança, uma imagem mais ou menos precisa do que constitui o sonho. Seja como for, guarda em si as intuições que lhe sugerem ideias e pensamentos novos e justificam o provérbio: A noite traz bons conselhos; é boa conselheira” (Salientamos).

Em outras cenas, a situação é diferente. De dia, estando desperto e deslocando-se fisicamente entre lugares, Arigó enxerga o Espírito que se vale dele para as cirurgias. Fritz, então, está sendo visualizado por outro tipo de mediunidade, a de vidência. Novamente em “O livro dos Médiuns” (Segunda Parte, Capítulo XIV, Item 167), há a explicação doutrinária: tais médiuns videntes “são dotados da faculdade de ver os Espíritos […] em estado normal, perfeitamente acordados, guardando lembrança precisa do que viram”, enquanto outros só a experimentam “em estado sonambúlico ou aproximado do sonambúlico”, como tratado acima. E tudo isto é “o resultado de uma crise súbita e passageira” (negritamos).

Evidentemente, as ações de Arigó-Fritz causaram – e ainda causam, depois de tantas décadas – além de perplexidade e curiosidade, inclusive de órgãos internacionais de imprensa e de pesquisa e ciência, a ira do “mundo corporativo” (Associação Médica de Minas Gerais) em face das curas, dos métodos pouco convencionais e de “risco”, assim como da perda de “clientela” (tanto para consultas e internações, quanto para a prescrição de remédios/fármacos).

Uma das cenas mais emblemáticas da produção é a cura do senador mineiro Carlos Alberto Lúcio Bittencourt, que tinha câncer no pulmão e estava com viagem marcada para cirurgia nos Estados Unidos. Arigó, em transe, relata, depois, que não se lembrava do que fez. A cirurgia com o canivete e as mãos resultou na cura do político, causando estupefação em seu médico, que desejava saber qual a técnica empregada pelo profissional que tinha atendido Bittencourt, para aperfeiçoar-se. O caso foi manchete nacional e repercutiu no exterior.

Arigó foi estudado, por exemplo, por uma fundação americana para pesquisa de fenômenos paranormais, na presença dos pesquisadores Henri Belk e Henry K. “Andrija” Puharich, em 1963, quando foram acompanhados por dois intérpretes da Universidade do Rio de Janeiro e pelo jornalista, escritor e pesquisador espírita brasileiro Jorge Rizzini (1924-2008). O próprio Puharich foi submetido a uma cirurgia mediúnica, com Arigó, para a extração de um lipoma de seu cotovelo esquerdo (um procedimento indolor, em cinco segundos, utilizando-se um canivete comum, em uma incisão de menos de 5 centímetros, com pouco sangue, de da qual não resultou qualquer inchaço, com rápida cicatrização e sem infecção. Voltando a Rizzini, o jornalista, inclusive, documentou a operação em um filme a cores, para estudos.

Impressionado com o que presenciou e com a sua própria cura, Andrija, ao retornar aos EUA, como membro da NASA convenceu seus colegas a prosseguir e aprofundar as investigações. Foi, então, formada uma comissão para examinar o caso Arigó, com seis membros médicos (William Brewster, cientista da The New York University School of Medicine; Luís Cortes, pesquisador da mesma instituição; Walter Pahnke, chefe da seção de pesquisas e psiquiatra no Maryland Psychiatric Research Center; Robert S. Shaw, cirurgião no General Hospital of Massachusetts; e o próprio Puharich, que chefiava as pesquisas médicas para a Intelectron Corporation of New York City), com, ainda, a colaboração de outros especialistas da Agência, entre os quais os técnicos Paul Jones e John Laurence (este especialista em audiogravações).

A “cobertura” e os estudos de Rizzini foram decisivos para a publicação de uma obra espírita com enfoque pertinente aos ensinamentos de Kardec. Ele, como amigo pessoal do filósofo e maior autor espírita brasileiro, J. Herculano Pires, forneceu precioso material para que o escritor avarense publicasse “Arigó: vida, mediunidade e martírio”, obra que sempre recomendamos para a leitura atenta de todo interessado em Espiritismo e em Mediunidade. Resta salientar que Herculano escreveu a obra em 1966, em sua edição definitiva (segunda) cerca de cinco anos antes da desencarnação do médium, e já falava do “martírio” sofrido pelo personagem. Imagine se tivesse escrito após a morte de Arigó – o que, neste caso, aumentaria o drama que envolve o personagem genuinamente espírita.

Já em 1968, Laurence John e P. Aile Breveter, da Fundação Psíquica Willians-Banks, americana, vieram observar e analisar o mineiro e, mesmo sem chegar a um parecer conclusivo, comprovaram não haver ilusionismo nem feitiçaria.

Em 1971, no célebre programa da TV Tupi (“Pinga-Fogo”), Chico Xavier atendeu a uma pergunta jornalística sobre Arigó, quando declarou: “Conheci pessoalmente José Arigó durante três anos de convivência muito estreita, de 1954 a 1956. Sempre me pareceu um apóstolo legitimo da nossa causa espírita e, sobretudo, da mediunidade a serviço do bem, um pai de família exemplar, um amigo de todos os sofredores. Depois da nossa mudança para Uberaba, em 1959, perdemos contato mais direto com Arigó”.

Depois, em 1974, foi a vez do jornalista americano John G. Fuller escrever e publicar o livro “Surgeon of the Rusty Knife” (Arigó: o cirurgião da faca enferrujada), que repercutiu internacionalmente, dada a isenção jornalística e a não-vinculação do comunicador à Filosofia Espírita, dando credibilidade aos relatos.

Também Guy Lion Playfair, jornalista e pesquisador britânico, correspondente e tradutor de várias revistas brasileiras, residindo no Brasil, interessou-se, em conjunto com Hernâni Guimarães Andrade, pesquisador, engenheiro e parapsicólogo espírita brasileiro, produzindo o livro “The Flying Cow” (A Força Desconhecida), de 1975, relatando seus contatos com Arigó e Chico.

Mas o que mais repercute é a indignação do Clero Católico em relação aos “milagres” do Espiritismo. O pároco local, então, “duela” com Arigó durante todo o enredo do filme. Faz pregações nas missas, intimida pessoas que procuram Arigó e “alimenta” o ódio da classe médica, influenciando na interposição de ações criminais contra o médium (por exercício irregular da medicina – curandeirismo).

Arigó foi preso e processado duas vezes. A primeira em 1958 (mas, em face de pedidos da população e das curas realizadas, comprovadamente, inclusive da filha do Presidente Juscelino Kubitschek, o JK, deste recebeu o indulto do Presidente, que também era mineiro. Continuando a prodigalizar “milagres”, curas, e sob vigilância atenta da entidade dos médicos e da Igreja, Zé voltou a ser processado e condenado, sendo recolhido a estabelecimento penal. No presídio, Arigó causa uma grande revolução, seja por atender alguns presos doentes e a mãe do próprio Diretor da repartição e os moradores da região foram permitidos para que Arigó operasse dentro da cadeia. Uma cena marcante desse tempo encarcerado é a ação de defesa do carcereiro que sofreu uma emboscada dos detentos, em razão de sua “carreira” de rigidez e violência no trato dos internos. O médium se posiciona entre o funcionário e a turba ensandecida, convencendo-os a não continuarem o linchamento, porque isto prejudicaria seriamente a cada um deles. Tempos depois, o carcereiro abandona o trabalho e se integra ao grupo do Centro Espírita fundado pelo médium.

O advogado de Arigó consegue a soltura, pela falta de provas de danos ou prejuízos aos atendidos – pois ninguém jamais reclamou dos atendimentos, dos cortes e cirurgias ou da conduta do médium – levando a cidade a uma apoteose, com Arigó de volta ao Centro Espírita, prosseguindo os atendimentos, com a ressalva de evitar “aglomerações” e “publicidade” para seus feitos.

É neste momento que a história triste e de sofrimento tem o seu ápice, com um desfecho trágico. Naturalmente, não iremos dar “spoiler”, porque estamos sugerindo aos estudiosos espíritas – mesmo os que conhecem, em parte, por leituras e palestras, ou por documentários televisivos, a trajetória deste importante personagem que ajudou a popularizar – junto com Chico Xavier – as ideias espíritas em nosso país, ainda que nesta fase de “Espiritismo Primitivo e Religioso”.

Resta destacar que o contexto da atividade mediúnica (faculdade natural dos seres humanos, encarnados, uma vez que todos a possuímos “em maior ou menor grau”, como destacou Allan Kardec em suas obras), tanto a de Arigó como a do próprio Chico, devem ser submetidas a análise espírita sensatas. Os dois médiuns foram submetidos a um regime praticamente escravagista, em relação a seus mentores, Fritz e Emmanuel – e isto consta das entrevistas, dos relatos e das reportagens que seguidamente foram feitas, por veículos leigos ou espíritas. A Mediunidade jamais deve decorrer de elementos como a subserviência, a dependência cega, o aprisionamento do encarnado às vontades e deliberações do desencarnado, ou a concordância com as ameaças da entidade espiritual que lhe acompanhe e com quem celebre a parceria (seja a da psicografia ou a de curas).

Um adendo: é surpreendente o “descaso” reiterado do “Espiritismo oficial” – que não se dispôs a enviar seus representantes, da sede do Rio de Janeiro (RJ), ou, mesmo, mais proximamente, os dirigentes da federativa mineira, filiada à Federação Espírita Brasileira (FEB) – e o silêncio “sepulcral” de sua centenária publicação oficial, a revista “Reformador” em relação aos fatos mediúnicos existentes em Congonhas (MG) e a condição de médium inconsciente de efeitos físicos. Nenhum estudo, nenhuma reportagem, nenhuma menção em documentos expedidos pela federativa e – o que é de estarrecer – nenhuma análise, segundo as diretrizes das obras kardecianas, em especial “O livro dos Médiuns”, para demonstração do que consta na teoria espírita. Perdeu-se, à época, uma excelente oportunidade para a difusão do Espiritismo. Por que não o fizeram? Fica a grande dúvida… Será que foi pelo reiterado elitismo no meio espírita? Ou a costumeira postura de distanciamento de intervenções efetivas dos Espíritos em questões materiais, especialmente no segmento dos atendimentos mediúnicos e cirurgias espirituais (até hoje, uma tônica da instituição federativa nacional)? Ou teria sido por receio, em anos “chumbo” de sofrer represálias ou ações de fiscalização e coerção dos poderes constituídos, por algum “vínculo” com a mediunidade arigoniana? Afinal, grande parte do “boom” das cirurgias ocorreu nos anos de ditadura militar (especificamente entre 1964 e 1971), embora as curas tivessem iniciado antes.

Que bom que Jorge Rizzini e José Herculano Pires seguiram – como de costume – outra “toada”, sem formalismos, sem institucionalização, sem pedantismo, sem atributo de censura ou dominação. Foram eles aqueles que documentaram para a posteridade, no chamado segmento espiritista a natureza dos fenômenos mediúnicos realizados por Arigó-Fritz e deixaram, com isso, não só importante material de pesquisa para os espíritas (da época e de hoje), como realizaram a investigação sob criteriosos métodos inspirados em Allan Kardec.

É essencial frisar, no caso de Arigó, a simplicidade do médium, que reconhece seu papel e a grandiosidade de sua missão de serviço, por meio das cirurgias espirituais, mas não se converteu em nenhuma celebridade ou popstar e nem aceitou as bajulações de praxe nessas situações.

Para nós, espíritas conscientes, que sabemos observar os fenômenos e submetê-los, todos, à análise lógico-racional, com suporte na Filosofia e na Ciência Espíritas, observando, neste corte da história, o trabalho e a missão de Arigó, mesmo com o seu final trágico, podemos repetir com Moraes e Powell (1967):

“É melhor ser alegre que ser triste

Alegria é a melhor coisa que existe

É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza

É preciso um bocado de tristeza

É preciso um bocado de tristeza

Senão, não se faz um samba não”.

 

O “samba” de Arigó foi alegre e foi triste, mas o bocado de tristeza não ofuscou a grandeza da sua atividade mediúnica, servindo para chamar a atenção de inúmeras pessoas, no Brasil e em países estrangeiros, sobre a realidade da continuidade da vida e da possibilidade de comunicação e interação (a favor do bem) entre “mortos” e “vivos”, ou melhor, entre desencarnados e encarnados, porque ninguém morre!

 

Notas dos Autores:

[1] O acervo do artista na cidade reúne 64 esculturas em cedro expostas nas capelas dos Passos da Paixão, seis relicários no interior da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e os 12 profetas talhados em pedra-sabão, no adro da basílica.

 

 

Referências

BRASIL. Código Penal Brasileiro. Decreto-Lei n. 2.848/1940. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm>. Acesso em 6. Abr. 2024.

BUARQUE, C. Paratodos. 1993. Chico Buarque. Disponível em: <https://www.chicobuarque.com.br/obra/cancao/443>. Acesso em 6. Abr. 2024.

CLUBE DE ARTE. Pinga-Fogo com Chico Xavier. 1971. 2 de Dezembro de 2020. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=6anM2o_-Li0>. Acesso em 6. Abr. 2024.

JOBIM, T. Eu não existo sem você. Partitura. 1957. Instituto Tom Jobim. Disponível em: <https://musicabrasilis.org.br/partituras/tom-jobim-eu-nao-existo-sem-voce>. Acesso em 6. Abr. 2024.

KARDEC, A. O livro dos Espíritos. Trad. J. Herculano Pires. 64. Ed. São Paulo: LAKE, 2004.

_____. O livro dos Médiuns. Trad. J. Herculano Pires. 20. Ed. São Paulo: LAKE, 1998.

_____. A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Trad. Carlos de Brito Imbassahy. Guarulhos: FEAL, 2018.

MORAES, V.; POWELL, B. Samba da Bênção. 1967. Instituto Antônio Carlos Jobim. Disponível em: <https://www.jobim.org/gil/handle/2010.4/1314>. Acesso em 6. Abr. 2024.

PIRES, J. H. Arigó: vida, mediunidade e martírio. 2. Ed. São Paulo: EDICEL, 1966.

 

 

Ficha Técnica

Direção: Gustavo Fernández

Roteiro: Jaqueline Vargas

Produtores: Fábio Golombek e Roberto D’Ávila

 

 

Elenco (atores mais destacados):

Arigó – Danton Mello

Arlete – Juliana Paes

Padre Anselmo – Marcos Caruso

Senador Lucio Bittencourt – Alexandre Borges

Cícero (Diretor da Penitenciária) – Cássio Gabus Mendes

Juiz Barros – Marcos Bicca

Juiz Felipe – Antonio Sabóia

Dr. Fritz – James Faulkner

Carcereiro – Ravel Cabral

Preto – José Trassi

Jorge – Aldo Bueno

Orlandinho – Carlos Meceni

Dr. Jair (advogado de Arigó) – Maurício de Barros

Tarcísio – Matheus Fagundes

 

 

Fonte: https://www.comkardec.net.br/arigo-se-a-historia-nao-for-triste-cativara/

 


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