Quando o assunto é "drogas",
percebemos que há um número bastante significativo
de pessoas que, instantaneamente, associam essa palavra aos produtos
cujo consumo não nos é lícito, quais sejam:
a maconha, a cocaína, o crack, etc.. No entanto, esquecem-se
de que, tanto do ponto de vista físico quanto espiritual,
outros produtos tóxicos, e de livre comércio, são
tão prejudiciais ou mais perniciosos, até, do que
aqueles, como, por exemplo: a bebida alcoólica, o cigarro,
as drágeas confeccionadas em laboratórios, etc..
Quantos lares são desfeitos e quantos crimes são
cometidos, cuja causa provém de estados de embriaguês?
Quantas doenças incuráveis são diagnosticadas
em pessoas que se lançaram à autocrueldade, pela
dependência da nicotina? Portanto, o fato de a substância
ser legal ou ilegal não tem uma relação direta
com o perigo que oferece.
Quantas famílias desejariam
que reinasse, nas pessoas a quem muito amam, a serenidade frente
às crises que enfrentam na vida, e quantas gostariam que
inexistissem hábitos autodestrutivos que, equivocadamente,
adotam como suposta solução de seus problemas, causando
dor e sofrimento a si mesmas e ao grupo familiar a que pertencem?
Aqueles que já se
iniciaram nos maus vícios, mas ainda não estabeleceram
um nível de intimidade maior com as drogas, os pais podem
e devem ampará-los com serenidade, ajudando-os, fundamentalmente,
a não se tornarem dependentes dessas substâncias
tóxicas, além de lhes ensinar a manterem acesa a
chama da esperança, incutindo neles a idéia de que
estão, apenas, vivendo momentos difíceis de ajuste
da alma em desalinho. Em razão disso, não devemos
abandoná-los à própria sorte, pois ninguém
se lança ao vício para ser infeliz, uma vez que
todos almejam a felicidade.