Fazendo longas caminhada pelas estradas,
Jesus não se negava a atender os aflitos que queriam alívio
para suas dores ou absorver um pouco mais de suas lições.
As palavras ditas a Nicodemus sobre
a reencarnação afetaram aquelas mentes presas ao imediatismo
terreno e não faltaram os interrogatórios para mais
esclarecimentos.
A jornada de Jesus, numa peregrinação
de três anos foi intensa, mas muito curta considerando as nossas
necessidades.
Suas lições afetaram
profundamente os seus discípulos que tiveram a missão
de as divulgar.
Logo após a crucificação,
os apóstolos se reuniam para relatarem seus momentos com Jesus
e divulgarem entre todos a mensagem edificante do Mestre Divino.
Certa ocasião, Jonas, vai a
esse encontro trazendo dúvidas e perguntando aos discípulos:
Por que tanto sofrimento em todos
os lares?
Como relacionar tantas provações
com o passado que ignoramos?
O filho de Saad nada fez por merecer
as convulsões que o atormentam.
Meu irmão Azis está
em um leito paralisado há 15 anos tendo sido trabalhador exemplar.
A mulher de Noel tem o corpo retorcido
em meio a dores que a impedem de caminhar.
O pobre Tadeu é um mendigo
que caminha esmolando sem enxergar desde criança.
Eli tem a mente perturbada percorre
nossas ruas maltrapilho chegando às vezes a fazer ameaças
a quem se aproxima dele.
Abel era trabalhador sem descanso
nas plantações e hoje tem o corpo todo tomado por feridas.
Pedro, paciencioso, pede que Jonas
se aproxime e dirigindo-lhe o olhar esclarece:
Jonas, meu querido amigo,
Dentro de casa nossos pais nos corrigem
com o propósito de nos educar para não agravarmos os
nossos erros.
A Justiça Divina nos corrigirá
tanto nas palavras ofensivas como nos crimes mais graves com o mesmo
zelo.
Nada escapa aos olhos de Deus.
Mas o propósito do nosso Pai
será o mesmo: nos educar para sermos hoje melhor que ontem.
Entretanto, pondera o apóstolo:
Por merecimento de cada um de nós,
a Misericórdia Divina está propensa a nos oferecer sempre
a oportunidade da redenção.
Não convém apontarmos
esse ou aquele para não alimentarmos sentimentos de culpa ou
acusações que não estamos autorizados.
Não nos compete fazer julgamentos
ou determinar punições.
A cada encarnação trazemos
a benção do esquecimento em nosso próprio benefício.
O Propósito das Leis é
corrigir ensinando.
Aquele que a epilepsia o ataca atirando
ao chão, pode ser o mesmo que no passado conquistou inimigos
que hoje o perturbam ou, em muitas ocasiões, abusava das bebidas
que o projetavam ao solo.
Os paralíticos de hoje exigiram
no passado que seus serviçais trabalhassem sem descanso.
As grandes dores retratam as torturas
que impusemos nos que escravizávamos.
A cegueira de agora esconde a luz
que usamos para divulgar a calúnia.
A mente perturbada pertence a todos
aqueles que desequilibraram os pensamentos dos outros e afetaram a
tranquilidade emocional de muitos, exercendo o domínio e a
submissão dos que se aproximavam dele.
As feridas que corroem a pele hoje,
expõem a vaidade que a beleza de autora nos permitia exibir
para humilhar.
Lição de Casa
A medicina humana tem alcançado
sucesso no esclarecimento das causas físicas e psicológicas
de um grande número de doenças.
Esse gigantesco trabalho tem resultado
em frutos de valor inquestionável.
Entretanto, ainda nos falta aprofundar
nas motivações do sofrimento.
Numa visão materialista e imediatista
alguém poderia dizer:
Isso é da vida.
A vida transcorre com esses percalços.
Engano grosseiro.
Jamais Deus distribuirá injustiças.
Segue-se a Lei de Ação
e Reação.
Colhe-se o que plantamos.
A medicina terá que abrir-se
para o estudo do Espírito como entidade imaterial que preside
todos os fenômenos orgânicos.
E debruçar-se sobre o significado
e a importância da reencarnação.
Partindo de um princípio da
misericórdia Divina que nos facilita trocar perversidades e
ilusões por resgate com sublimação e oportunidades
de redenção.