Espiritualidade e Sociedade





Alberto Pereira dos Santos

>   Geopolítica ou Anarquia do Espiritismo no Brasil?

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Alberto Pereira dos Santos
>   Geopolítica ou Anarquia do Espiritismo no Brasil?

 

 

Parte da Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação em Geografia Humana, do Departamento de Geografia, da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Doutor em Geografia Humana.

 

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Como entender o espiritismo a partir da perspectiva das geopolíticas das igrejas e da anarquia religiosa no Brasil?

Lançado o desafio científico, uma vez que essa questão se insere como parte do escopo central desta tese, buscou-se analisar o espiritismo a partir da opção ou fundamentação teórica (KROPOTKIN, RECLUS, RAFFESTIN, LACOSTE, VESENTINI, WEBER...) apontada no inicio deste trabalho, qual seja, um estudo geográfico sobre as populações religiosas e as igrejas no território brasileiro na perspectiva da geografia humana com ênfase nos aspectos geopolíticos.

(...)

O fato de lideranças defenderem e divulgarem explicitamente o senso crítico na relação entre a teoria (doutrina dos espíritos) e a prática do espiritismo nos centros espíritas sugere um caráter anarquista para fora e, especialmente, para dentro do movimento espírita na sociedade brasileira.

Nesse sentido, os centros e federações estaduais nascem, em certa medida, com esse senso crítico – o germe anarquista –, com as disputas internas entre as diferentes posições e posturas de lideranças espíritas. Como não há clérigos na cultura espírita, e o ponto de partida são as obras de Kardec, existe espaço para amplas discussões nos bastidores das instituições espíritas.

(...)

Foi como “religião dos espíritos”, uma religião de leigos, sem clero, sem hierarquia (municipal, estadual e nacional) que o espiritismo se popularizou e se expandiu através de centros espíritas aleatoriamente fundados e espalhados pelo território brasileiro.   

(...)

Esta opção teórica não ignora outros aspectos, tampouco pretende subestimar ou menosprezar qualquer outro estudo acerca do espiritismo, apenas se constitui como uma contribuição geográfica para análise desta religião e suas relações com a realidade social e política brasileira. Sabemos que há outros métodos e opções teóricas para se compreender as religiões (ou qualquer outro objeto de estudo) como, por exemplo, a fenomenologia, a pesquisa participante e, também, vários autores sociólogos antropólogos e psicólogos que estudam as religiões a partir de outros métodos. Mas aqui nossa opção teórica busca entender o espiritismo no contexto desta perspectiva geopolítica das igrejas e anarquia religiosa.



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Fonte: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-13012012-092001/pt-br.php

 

 

 

 

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