RESUMO
Dentro do movimento de pluralização
confessional ensejado pela secularização (característica
da modernidade religiosa brasileira), recorto para fins de estudo
um processo mais específico, a saber: o de adensamento institucional
do espiritismo kardecista entre as décadas de 1920 e 1960.
Por meio do exame de trajetórias de agentes de relevância
desse segmento e de sua produção intelectual religiosa,
a análise que se pretendeu realizar levou em consideração
as disputas materiais e simbólicas entre formas distintas de
visões espíritas de mundo. Sob esse enquadramento, o
objetivo foi o de compreender e explicar como são articulados
os sistemas de crenças espíritas e quais são
as fontes de autoridade em jogo. Foram abertas duas frentes de trabalho.
A primeira delas consistiu basicamente na reconstituição
histórica de algumas coordenadas importantes para a compreensão
tanto do cenário quanto do elenco espíritas. Na segunda,
foi levado a cabo um trabalho de definição sociológica
do que poderia vir a ser um “clero espírita”, e
mais particularmente, quais os contornos que caracterizam os diferentes
papéis desempenhados pelos vários atores em cena.
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