
José Raul Teixeira conta que certo dia ia a uma conferência
numa cidade importante do Brasil e, ao dirigir-se para almoçar
num restaurante com os seus anfitriões, enquanto esperavam
que o semáforo abrisse para atravessarem larga avenida, ele
via uma mulher andrajosa ali ao lado, no caixote do lixo a procurar
comida e a separar o lixo mais limpo do mais sujo.
Tal cena causou-lhe tamanha impressão, que perdeu a vontade
de almoçar, embora a necessidade de o fazer.
Enquanto tentava se recompor mentalmente, já no restaurante,
pensando naquele ser que nada tinha, e ele ali num restaurante com
os seus amigos, apareceu-lhe, através do fenômeno da
vidência espiritual, um espírito amigo que o acompanha
na sua tarefa doutrinária, que o acalmou, referindo que mesmo
que fosse dar comida àquela senhora ela recusaria.
E o Espírito, em breves pinceladas contou a história
daquela mulher, que nesta vida era a reencarnação de
um famoso político brasileiro, ainda hoje muito conceituado,
e que por ter prejudicado tanto o povo, tinha reencarnado numa condição
miserável, devido ao mecanismo do complexo de culpa que fez,
após a morte do corpo de carne, no mundo espiritual (onde não
conseguimos esconder nada, nem de nós, nem dos outros), voltando
numa condição miserável para aprender a valorizar
aquilo que ele tanto desprezara na vida anterior: as dificuldades
financeiras do próximo.
Curiosamente, o nome desse famoso político estava afixado nesse
local, dando nome à avenida, e essa mulher, por um mecanismo
de fixação inconsciente, não largava aquele local
onde outrora lhe prestaram grandes homenagens.
Não era um castigo divino, mas sim uma decorrência da
Lei de Causa e Efeito, onde cada um colhe de acordo com os seus atos,
pensamentos e sentimentos.
"A SEMEADURA É LIVRE,
MAS A COLHEITA OBRIGATÓRIA"