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Resumo:
O artigo tem como objetivo apresentar reflexões
preliminares sobre o uso religioso da arte a partir da descrição
de uma sessão de pintura mediúnica ocorrida na cidade
de Campinas, em 2008. Ao longo do artigo são apresentadas algumas
referências relevantes para a compreensão das implicações
do conceito de arte espírita sobre a prática psicopictográfica.
A exposição está dividida em três partes:
(a) etnografia de uma sessão de pintura mediúnica,
(b) apresentação de casos de psicopictografia em precursores
do espiritismo, assim como de exemplos contemporâneos e locais,
(c) conceitualização de arte espírita.
Mediunidade e psicopictografia: reflexões
preliminares acerca da pintura mediúnica, Luisa Pessoa
Revista Proa , nº 01, vol. 01.
http://www.ifch.unicamp.br/proa
Introdução:
A prática psicopictográfica, ou seja,
a capacidade de execução de quadros de artistas desencarnados
pela sua incorporação em médiuns, é fenômeno
passível de observação desde a primeira metade
do século XIX, quando Allan Kardec escreve as obras que serviriam
de base para a organização do espiritismo como religião,
filosofia e ciência.
Dentro do período de 1895 e 1900, no Brasil, o espiritismo se
sedimenta como religião (em detrimento da visão como movimento
filosófico e científico), a partir de idéias espíritas
que entravam no país por livros (SANTOS, 1997, p. 27). É
a partir da década de 1970 que a mediunidade aplicada à
arte parecer ter ganhado maior importância e visibilidade no Brasil,
conforme mostram estudos de LAPLANTINE (1993) e STOLL (1999). É
ainda verdade, entretanto, que não contamos no meio acadêmico,
com estudos específicos sobre a psicopictografia, ainda que já
haja trabalhos sobre o fenômeno psicográfico, como os de
Alexandre Caroli Rocha, de 2001 e 2008.
Dessa maneira, neste artigo apresento ao leitor reflexões e referências
preliminares para se pensar o fenômeno psicopictográfico
por meio do seguinte trajeto analítico: em primeiro lugar, descrevo
uma sessão de pintura mediúnica, comparandoa em seguida
com outros casos de psicopictografia. A seguir, proponho uma discussão
a respeito do conceito de “arte espírita” sugerida
pelos escritos de Allan Kardec e seguidores.
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