
Sócrates, a inteligência
artificial pioneira em espiritualidade
Relação entre mente e consciência
e Experiências de Quase-Morte são alguns dos temas abordados
por Ana Elizabeth
Diniz
O Tempo
Quem é Deus? Foi a pergunta
que fiz para Sócrates, primeira plataforma de inteligência
artificial concebida exclusivamente para organizar evidências
científicas sobre espiritualidade e saúde, integrando
rigor acadêmico e inteligência artificial conversacional.
Lançada em maio passado, a ferramenta é pioneira mundial
no eixo espiritual.
E veio a resposta: “A existência de Deus não pode
ser provada pela ciência, pois a questão ultrapassa seu
método. Filosoficamente, Deus pode ser compreendido como o
fundamento da realidade, origem e sustentação de tudo,
inclusive da ordem moral. Há fatos compatíveis com essa
ideia, como o ajuste fino do universo, mas eles não constituem
uma prova conclusiva. Assim, a resposta depende também de argumentos
filosóficos, experiências pessoais e crenças espirituais”.
E veio a resposta:
“A existência de Deus não
pode ser provada pela ciência, pois a questão ultrapassa
seu método. Filosoficamente, Deus pode ser compreendido como
o fundamento da realidade, origem e sustentação de
tudo, inclusive da ordem moral. Há fatos compatíveis
com essa ideia, como o ajuste fino do universo, mas eles não
constituem uma prova conclusiva. Assim, a resposta depende também
de argumentos filosóficos, experiências pessoais e
crenças espirituais”.
Desenvolvida sem fins lucrativos,
a plataforma Sócrates resulta de uma cooperação
técnica voluntária entre a InBot, empresa brasileira
pioneira em IA conversacional, pesquisadores do Núcleo de Pesquisas
em Espiritualidade e Saúde (Nupes), da Universidade Federal
de Juiz de Fora e com base conceitual ancorada na abordagem biopsicossocioespiritual
concebida pela pesquisadora Denise Paraná.
A curadoria científica do projeto
é liderada pelo professor e pesquisador Alexander Moreira-Almeida.
“O Sócrates responde
por áudio em português, inglês, francês
e espanhol e surge como uma ferramenta robusta e rigorosa, planejada
especificamente para investigar a espiritualidade, o comportamento
humano, a relação entre mente e consciência,
Experiências de Quase-Morte (EQM), fenômenos anômalos
e os próprios limites e métodos da ciência,
mantendo sempre o mais alto critério de pesquisa e pensamento
crítico”, comenta.
Na prática, diz o pesquisador,
“a interação com o Sócrates foi pensada
para respeitar a individualidade e a necessidade de cada usuário”.
“Ao receber uma pergunta,
a IA tem a capacidade única de adaptar o nível da
resposta ao perfil de quem consulta, permitindo desde um panorama
geral e acessível até o aprofundamento rigoroso com
a indicação de estudos e referências científicas
específicas, deixando o ritmo da conversa inteiramente sob
o controle do profissional ou pesquisador”, explica.
Durante os três primeiros meses
de operação, a plataforma obteve 86,9% de avaliações
positivas, contra apenas 5,6% de menções negativas e
7,5% neutras. O Brasil lidera alguns dos grupos mais produtivos e
citados internacionalmente na pesquisa em saúde e espiritualidade.
“O Sócrates organiza
esse corpo robusto de dados e o devolve à sociedade de forma
estruturada e fidedigna às fontes originais. Os temas mais
consultados, com 8.900 consultas foram as linhas de pesquisa do
Nupes, seguidas por perguntas amplas sobre ciência e espiritualidade
(6.900), a relação entre mente e cérebro (2.300),
mediunidade (1.800) e Experiências de Quase-Morte (1.400),
além de tópicos como reencarnação, referências
bibliográficas e psicologia”, aponta Moreira-Almeida.
Democratização
do conhecimento
A experiência tecnológica
foi viabilizada pela InBot.
“Sócrates é
um personagem criado com base em diferentes tipos de inteligência
artificial, processamento de linguagem natural, busca semântica
e, claro, a tão conhecida inteligência artificial generativa
para facilitar o acesso a estudos, pesquisas e informações
relevantes que ajudem as pessoas a compreender melhor as relações
entre ciência, saúde e espiritualidade”, define
Wagner Gimenez, CEO da InBot.
A plataforma foi projetada para evitar
“uma linguagem excessivamente complexa, sem perder profundidade,
qualidade ou o compromisso de apresentar fontes relevantes para quem
quiser se aprofundar”.
E emenda:
“Acredito que esse seja um
dos grandes potenciais da inteligência artificial: não
substituir pesquisadores, especialistas ou o próprio processo
de construção do conhecimento, mas facilitar a forma
como as pessoas chegam até essas informações,
interagem com elas e conseguem compreendê-las”, diz
Gimenez.
A tecnologia sozinha não basta,
diz o CEO.
“A qualidade das fontes, a
curadoria humana, os critérios utilizados e a forma como
a IA é orientada fazem toda a diferença. Nós
acreditamos muito em seu uso para fins nobres, que ampliem nossas
capacidades, democratizem o acesso ao conhecimento e ajudem as pessoas
a encontrar informações de qualidade de maneira mais
simples”.
Ambiente de curadoria e interlocução
qualificada
Coidealizadora do Sócrates,
Denise Paraná acredita que o diálogo entre ciência,
saúde e espiritualidade esbarrou em armadilhas.
“De um lado, a rejeição
dogmática de setores acadêmicos que confundem ceticismo
com recusa a investigar; do outro, o misticismo ingênuo, desprovido
de método e de evidências. Sócrates nasce justamente
para romper essa falsa dicotomia e ocupar o espaço que a
boa ciência sempre exigiu, o da investigação
rigorosa, aberta e fundamentada”.
Ela ressalta que a plataforma é
mais que um mero agregador de conteúdos genéricos da
internet, “ela é um ambiente de curadoria e interlocução
qualificada, que permite aos pesquisadores acessar, mapear e cruzar
de forma ágil uma vasta literatura indexada”.
“Sócrates articula
achados de ponta da neurociência, da psiquiatria, da medicina
e dos estudos da consciência a reflexões epistemológicas
profundas”, afirma.
E arremata:
“O que talvez mais me deixe
feliz, é que existe uma dimensão pública crucial.
A funcionalidade da ferramenta derruba os muros que historicamente
confinaram esses saberes aos gabinetes universitários e aos
periódicos inacessíveis. Qualquer pessoa ganha a autonomia
de pesquisar, confrontar evidências e compreender, no seu
próprio nível de profundidade e exigência, as
questões mais vitais sobre a natureza humana. Enfim, democratizar
conhecimentos tão necessários e com qualidade é
o que me move nesse projeto”. (AED)
O acesso
à plataforma Socrates é gratuito.
https://socrates.inbot.com.br