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A Prefeitura de São Paulo
inaugurou a primeira unidade da Hospedagem Social para Pessoas em
Situação de Rua, uma nova tipologia de acolhimento
da rede socioassistencial. O hotel, localizado no bairro da Liberdade,
é direcionado aqueles que, mesmo em situação
de rua, já estão inseridos no mercado de trabalho
ou em busca de um emprego.
O serviço é para os que apresentam
alguma dificuldade com a adaptação aos Centros de
Acolhida já existentes. Nessa nova modalidade de serviço
de acolhimento serão ofertadas 1.000 vagas.
O equipamento disponibiliza 208 dessas vagas para
o público da modalidade 1, composta por indivíduos
sozinhos ou casais sem filhos. Os quartos são compartilhados,
sendo até quatro pessoas por cômodo.
No serviço para família, cada uma
recebe um quarto.
Todos têm direito a café da manhã,
jantar, cama com colchão e travesseiro, local para guardar
pertences, banheiro com toalha, shampoo, escova e pasta de dente.
Enfim, tudo aquilo que a pessoa precisa de forma imediata.
A Hospedagem Social, que recebeu o investimento
de R$ 3,2 milhões, está instalada em hotéis
espalhados pela cidade, de forma a distribuir as vagas, inclusive
nas regiões mais afastadas das áreas centrais de São
Paulo. Inicialmente, quatro hotéis oferecem mais de 500 vagas
de acolhimento.
O programa foi iniciado em 28 de dezembro de 2023.
Encaminhamento
Além da hospedagem, no acolhimento de pessoas
sozinhas ou casais também são ofertadas duas refeições
ao dia: café da manhã e jantar, levando em consideração
que os indivíduos devem estar trabalhando ao longo do dia.
No acolhimento às famílias são
ofertadas três refeições por dia: café
da manhã, almoço e jantar, considerando que alguns
integrantes podem passar o dia no hotel.
Esta categoria não dependerá da triagem
da Central de Vagas, diferentemente das outras tipologias de atendimento,
e contará com encaminhamento direto feito pelo Serviço
Especializado de Abordagem Social (SEAS), pelo Centro de Referência
Especializado de Assistência Social (CREAS) e pelo Centro
de Referência Especializado para População em
Situação de Rua (Centro POP).
A modalidade possui, ainda, gestão centralizada
que dispõe de 28 profissionais de diversas áreas como
assistente social, psicólogo, entre outros, à disposição
dos hospedados.
Cada acolhido terá um período inicial
de três meses de permanência no equipamento. De acordo
com a avaliação da equipe técnica, o prazo
pode ser renovado, com possibilidade de extensão a até
dois anos.
Diferença entre a hospedagem social
e os hotéis sociais
A rede socioassistencial da cidade de São Paulo conta, atualmente,
com 36 hotéis sociais espalhados pela cidade que dispõem
de 4.094 vagas de acolhimento. São equipamentos que, de forma
individual, atendem a perfis diversos como homens, mulheres, idosos,
famílias e o público LGBTQIA+.
O preenchimento destas vagas é determinado por meio de uma
central, que é acionada pelos serviços de abordagem
e encaminhamento dos territórios. O mesmo público
que é recebido nos hotéis sociais pode ser acolhido,
também, em outros serviços tradicionais da rede socioassistencial,
como os Centros de Acolhida 24h e os Centros de Acolhida Especiais,
que variam de acordo com o perfil do indivíduo a ser recepcionado.
Nesses equipamentos, a Organização da Sociedade Civil
(OSC) responsável auxilia os acolhidos na busca de um emprego,
capacitação profissional, reconstrução
de laços familiares e/ou afetivos e propõe atividades
socioeducativas, entre eles e também com a comunidade, como
maneira de fortalecimento dos vínculos sociais e de reconstrução
da autonomia.
Além disso, as regras de convivência são definidas
em assembleias, realizadas pela OSC responsável com os acolhidos
e nelas são determinadas questões como horários
de entrada e saída, entre outras determinações
de convívio.
Já a Hospedagem Social atenderá prioritariamente
pessoas em situação de rua, mas que encontram dificuldade
neste modelo acima, seja pelas regras determinadas em assembleia
ou qualquer outro motivo e que já possuem plenas condições
(física, psicológica e emocional) de exercer uma atividade
profissional.
Com a liberdade na definição de horário de
entrada e saída, por exemplo, os acolhidos poderão
cumprir os horários de trabalho estabelecidos, de acordo
com a necessidade.
O intuito desta nova modalidade é ofertar vagas de acolhimento
para pessoas com autonomia e condições de organização
das atividades necessárias para a vida diária e, ainda,
com prontidão para acessar o mercado de trabalho, inclusive
a partir das alternativas ofertadas pela Prefeitura de São
Paulo, como o Programa Operação Trabalho (POT).