A “Escuela Espirita Allan Kardec”
está desenvolvendo cuidadoso programa de Estudo Sistematizado
da Doutrina Espírita, segundo explanou seu Diretor, José
Arroyo, em recente reunião do Conselho Executivo da CEPA,
da qual é um dos vice-presidentes.
O Estudo Sistematizado da EEAK é composto
de três programas. O primeiro deles tem por objeto os “Os
Antecedentes do Espiritismo”, com vários subtemas
buscando esclarecer “o que é e o que não é
espiritismo”.
O Programa 2 trata dos “Fundamentos do Espiritismo”,
desenvolvendo estudos sobre Deus e seus atributos, existência
e sobrevivência do espírito, pluralidade das existências,
pluralidade de mundos habitados, justiça divina e outros.
O Programa 3 estuda aspectos da filosofia espírita,
notadamente as Leis Morais, constantes na 3a parte de O Livro
dos Espíritos. Concluído o estudo dos três
programas, a EEAK oferece aos interessados que desejem permanecer
como sócios ativos e colaboradores da instituição
uma Oficina de Educação Mediúnica, onde se
busca melhor explorar as capacidades naturais de sintonia com
a realidade extrafísica dos trabalhadores, com orientação
espírita.
A página web da Escuela Espírita Allan Kardec -
https://www.educacionespirita.com/ - onde a instituição
se declara “laica, progressista e livre-pensadora”
dedica largo espaço de divulgação de seu
programa de estudos.

O noticiário acima enfoca a interessante
experiência em estudo sistematizado do espiritismo que a
Escuela Espírita Allan Kardec, de Porto Rico vem
realizando. Através de bem elaborado cartaz, amplamente
divulgado, convida o público interessado ao estudo da Doutrina
Espírita. Informação prestada por seu Dirigente
José E. Arroyo Romero, vice-presidente da CEPA para a Região
do Caribe e Estados Unidos, dá conta que entre os inscritos
estão espíritas, não-espíritas, agnósticos,
religiosos em busca de respostas e pessoas interessadas em conhecer
a filosofia espírita.
Há vários anos, o CCEPA optou por
essa – digamos – “estratégia” para
composição de seu quadro de integrantes. Hoje, não
mais possui sessões de passe ou de tratamento espiritual.
Não é um templo de orações. É
uma casa de estudos, de reflexão e de debates sobre a DE
etemas correlatos. Os que frequentam seus encontros são
motivados pelo interesse em conhecer e discutir a Filosofia Espírita.
E isso é feito através de cursos, seminários
e estudo em grupos, além da participação
em eventos patrocinados pela CEPA-Associação Espírita
Internacional.
Atualmente, a maioria de seus membros é constituída
por pessoas que participaram de um Curso Básico de Espiritismo
– apenas cinco (5) aulas abordando os princípios
ou postulados fundamentais do espiritismo – e que, ao final,
desejando prosseguir no estudo metódico do espiritismo,
constituem um novo grupo, de caráter permanente.
Dessa maneira, atende-se o interesse que algumas pessoas demonstram
de apenas saber, por curiosidade, o que é o espiritismo
– as que se restringem à participação
no curso básico -, e o das que ficam na Casa pelo desejo
de aprofundar seu conhecimento doutrinário.
Disso decorre uma natural “seleção de clientela”
para usar a linguagem de mercado. Esse procedimento era o que
acontecia na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas,
onde Allan Kardec so-ente admitia nas reuniões de estudo
e observação participantes com alguma leitura prévia
das suas obras. No Brasil é que as sessões espíritas
tomaram essa feição assistencialista que enche os
salões de pessoas em busca de socorro e passe.
Claro que, num País como o nosso, tal modelo teria dificuldade
de se popularizar. No CCEPA, por exemplo, o quadro de associados,
hoje, corresponde a 20% do que já foi, há algumas
décadas quando ainda mantinha sessões de passe,
de tratamento espiritual, receituário, preces e irradiações,
etc.
Também não estou dizendo que todos os Centros deveriam
ser como a Escuela Espírita Allan Kardec ou o CCEPA. Como
diz o Maurice Herbert Jones, o espiritismo é uma doutrina
tão generosa que abriga, confortavelmente, pela liberdade
que confere aos seus líderes e adeptos, as mais variadas
tendências e preferências.
Mas, dentro dos mesmos princípios de liberdade, acredito
que nos seja lícito definir que tipo de público
desejamos em nossas salas de estudo.