25/03/2016
Divaldo Franco em Los Angelis/EUA
18 março 2016
Na última sexta feira, 18/03, o
médium e orador espírita Divaldo Franco encerrou mais
um ciclo de atividades doutrinárias no Estado da Califórnia,
com um seminário na cidade de Los Angeles, que versou sobre o
tema “A Felicidade na Visão do Espiritismo”.
O belíssimo auditório do “Olympic Collection Conference
Center” ficou completamente lotado, com a presença de 250
pessoas.
Texto: Júlio
Zacarchenco
Fotos: Akemi Adams/Lucimar

Os espíritas da Califórnia
homenagearam o médium pelas décadas de visitas ininterruptas
àquele Estado, durante as quais prestou extraordinário
serviço de implantação, amparo e expansão
do movimento espiritista regional. Reconhecido, ele agradeceu o gesto
gentil e transferiu o mérito à Allan Kardec, o codificador
do Espiritismo.
O registro histórico do século VI a.C., referente à
vida do rei Creso, da Lídia, serviu como introdução
para o tema da noite. Conforme narrado, Creso vivia na capital de seu
reino, Sardes, com seus dois filhos. Acreditava-se plenamente feliz,
pois que era o homem mais rico do planeta. Certa feita, o rei convidou
o grande filósofo Sólon para visitar seu palácio.
Após mostrar-lhe a sua imensa fortuna, falar da grandeza de seu
reino e de seu poder, perguntou-lhe se conhecia alguém mais feliz
do que ele, recebendo uma resposta afirmativa. Contrariado, reformulou
a questão, indagando a respeito de quem seria, então,
a segunda pessoa mais feliz do mundo. Novamente, seu nome não
foi indicado pelo filósofo, o que lhe causou profunda revolta.
Sólon aproveitou a oportunidade para oferecer-lhe uma grande
reflexão, afirmando que somente seria possível verificar-se
se uma pessoa realmente foi feliz após a sua morte, já
que antes disso muitos fatores poderiam, de um minuto para outro, alterar
a sorte de uma vida. O ensinamento recebido foi profético. Creso
houvera, oportunamente, requisitado de seus ministros que procurassem
os médiuns, pitonisas, videntes, mais importantes de diversas
regiões, a fim de testar a autenticidade dos fenômenos
ditos paranormais.
Após todos retornarem a Sardes para apresentarem ao rei as informações
colhidas, constatou-se que a médium de Delfos era, de fato, autêntica.
De lá, chegaram os avisos para Creso de que ele não teria
sucessores legítimos no trono, uma vez que o filho surdo-mudo
estaria naturalmente impedido de assumir a função e o
outro desencarnaria tragicamente, e de que um grande império
estaria para ruir. E assim ocorreu. O filho sem limitações
físicas morreu em um trágico acidente. O rei, acreditando,
equivocadamente, que a referência sobre o império a ruir
seria do persa, decidiu guerrear contra ele, caindo, porém, derrotado.
Mas algo inusitado acontecera nesse episódio. Após perder
a batalha, Creso retornou para seu palácio e , ali, em uma sacada,
contemplando as terras destruídas, não percebeu que um
soldado inimigo houvera adentrado o local; quando este preparava-se
para arremessar uma lança, o outro filho do rei da Lídia,
que era surdo-mudo, numa reação surpreendente, deu um
grito, pedindo que não matassem o pai. O soldado titubeou e ao
fazer o arremesso, errou o alvo. O rei foi preso com a família,
mas quando estavam para ser mortos, ele pronunciou em voz alta o nome
de Sólon e repetiu a frase que lhe houvera sito dita. Naquele
dado instante, Ciro, o rei dos persas, passava por ali e ouviu a menção
ao filósofo, de quem era profundo admirador. Ao saber daquele
encontro entre Creso e Sólon, o comandante dos persas decidiu
libertar a família do rei vencido e torná-lo seu servo.
Esse fato, narrado pelo historiador grego Heródoto de Halicarnasso
e que traz as comprovações históricas da paranormalidade/mediunidade,
bem descreve a impermanência da existência física,
a sua fragilidade, a ilusão das conquistas mundanas e as alternâncias
das situações da vida material.
Aproveitando-se desse contexto, o orador questionou sobre o que seria
a verdadeira felicidade e onde encontrá-la. Explicou que para
determinada corrente filosófica, a felicidade constituir-se-ia
em ter coisas, ter poder; para outra vertente da Filosofia, ela seria
a total ausência de posses materiais; haveria, também,
aqueles que defenderiam a tese de que a felicidade residiria no enfrentamento
silencioso de todo sofrimento, sempre e em qualquer circunstância.
Entretanto, a vida do rei Creso demonstraria que todas essas teorias
seriam incorretas.
Divaldo apresentou a advertência do grande psicólogo existencialista
estadunidense Rollo May, que afirmou que vivemos numa época de
enorme ansiedade e de consumismo, evidenciando os conflitos íntimos
e o vazio existencial que trazemos em nós. O desejo de estar
em diferentes lugares ao mesmo tempo, o estresse, a agitação
do cotidiano, a rotina, os relacionamentos sociais e afetivos virtuais,
em detrimento do contato humano, as ilusões das comunicações
pela internet, das redes sociais, a sexolatria, o individualismo, seriam
as provas de nosso desequilíbrio interior e os elementos impeditivos
da felicidade.
Por conta desse panorama da sociedade mundial é que se concluiria
que as crises de toda ordem que contemplamos no planeta nada mais seriam
do que a crise moral do indivíduo. E, assim, a solução
não poderia ser exterior, senão uma medida íntima
de transformação moral individual para melhor.
Como embasamento científico de suas colocações,
o conferencista destacou a proposta dos reconhecidos psiquiatras Viktor
Frankl, Carl Gustav Jung e Milton Erickson, que afirmam ser indispensável
para o ser humano eleger e vivenciar uma meta psicológica profunda
para a sua existência, a fim de viver em equilíbrio e feliz.
A ausência de uma meta profunda acarretaria frustrações
e vazio existencial, que levariam o indivíduo a estados perturbadores,
incluindo a depressão e outros transtornos psicológicos
e psiquiátricos.
Por fim, Divaldo apresentou a visão espírita da felicidade,
que, em perfeita consonância com a Ciência, convidaria a
criatura humana à viagem interior do autoconhecimento, a fim
de que cada pessoa pudesse identificar as suas más inclinações
morais e domá-las, substituindo-as, paulatinamente, por pensamentos
e comportamentos morais saudáveis, geradores de harmonia e paz.
Para o Espiritismo – afirmou-, a felicidade é perfeitamente
possível de ser experienciada em nossa vida, sendo necessário,
contudo, que eliminemos as ilusões e faceemos a nossa realidade
imortalista, realizando todos os esforços para o aperfeiçoamento
moral e espiritual. A certeza da existência do Deus bom, misericordioso
e justo, da imortalidade da alma, da interação constante
entre os mundos físico e espiritual, da pluralidade de oportunidades
reencarnatórias para o aperfeiçoamento do Espírito,
e mais os recursos terapêuticos contidos no Evangelho de Jesus
seriam um tesouro de inestimável valor a nos guiar para a conquista
da verdadeira felicidade.
O seminário foi encerrado com o convite para que cada qual despertasse
em si a consciência de que somente nos acontece aquilo que seja
de melhor para o nosso processo de evolução e de que o
Amor é a força mais poderosa do Universo, capaz de transmudar
dor em alegria, trevas em luz e perturbação em paz, em
nossas vidas e nas de nossos irmãos de Humanidade. Por isso,
exortou o palestrante: “seja feliz, hoje!”
Na segunda parte do seminário, foram respondidas perguntas do
público sobre traumas de infância, perdão e autoperdão,
aliança do Espiritismo com a Ciência, crise política
no Brasil, felicidade face aos sofrimentos morais e físicos,
dentre outras.
Fonte: http://www.noticiasespiritas.com.br/2016/MARCO/23-03-2016.htm
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