25/11/2013
Redação do Site Inovação
Tecnológica

Rede de células piramidais no córtex
cerebral. Estes neurônios foram simulados usando um programa de
computador que captura a arquitetura dendrítica de células
piramidais reais. Agora se demonstrou que esses dendritos realizam cálculos
por si próprios.[Imagem: UCL]
Computações cerebrais
Os cientistas há muito sonham em construir computadores tão
poderosos quanto o cérebro humano.
Agora a tarefa ficou muito mais difícil.
Não porque o desenvolvimento dos computadores tenha se deparado
com algum gargalo, mas porque o cérebro humano é muito
mais complicado do que se imaginava.
Spencer Smith e seus colegas de universidades britânicas e norte-americanas
descobriram que os dendritos, as partes menores dos neurônios,
também são componentes ativos que fazem suas próprias
"computações".
Até agora, o saber científico estabelecia que apenas
os axônios, as porções maiores dos neurônios,
seriam ativas, e todos os processos cerebrais seriam resultantes da
atuação das redes neurais, conjuntos de vários
neurônios disparando seus axônios de forma coordenada.
Nessa interpretação, os dendritos seriam apenas a "fiação"
que interliga os neurônios uns aos outros.
"Subitamente, é como se o poder de processamento do cérebro
se tornasse muito maior do que tínhamos pensado originalmente,"
comenta Smith.
"Imagine que você fizesse uma engenharia reversa de um
pedaço de tecnologia alienígena, e o que você
pensava que fosse uma simples fiação na verdade fossem
transistores que computam informação. Foi algo assim
que acabamos de descobrir," compara o pesquisador.
Poder computacional do cérebro
O maior poder computacional do cérebro revelou-se quando os
pesquisadores desenvolveram uma tecnologia com resolução
suficiente para medir a atividade elétrica dos dendritos, o que
revelou sua capacidade de gerar seus próprios disparos elétricos
de forma independente.
Foi uma tecnologia similar que permitiu que, há menos de duas
semanas, os pesquisadores conseguissem medir pela primeira vez a corrente
elétrica de uma sinapse individual.
O experimento consistiu em inserir uma pipeta de vidro microscópica,
cheia de solução fisiológica, em dendritos neuronais
no cérebro de um camundongo. Isso permitiu "ouvir"
diretamente o processo de sinalização de cada dendrito.
Os dados coletados comprovaram que os dendritos efetivamente atuam
como verdadeiros "computadores sub-neurais", processando ativamente
os sinais neuronais por conta própria, sem depender dos axônios
e menos ainda das redes neurais.
Assim, as estimativas que sempre se faz sobre a quantidade de neurônios
no cérebro - os últimos cálculos indicam 86 bilhões
- não servem mais como parâmetro para o poder computacional
do cérebro porque há cálculos sendo realizados
internamente nos neurônios, em uma quantidade e velocidade que
ainda precisarão ser calculadas.
Atualmente, as tentativas de imitar os processos cognitivos cerebrais
em computadores concentram-se nos chamados processadores neuromórficos,
geralmente construídos não com transistores, mas com um
componente eletrônico com capacidade de memória, chamado
memristor.
Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=descobertos-computadores-sub-neurais-cerebro&id=010150131029&ebol=sim
>>> clique aqui para acessar a página principal
de Notícias
>>>
clique aqui para voltar a página inicial do site
>>>
clique para ir direto para a primeira página de Artigos, Teses e Publicações