Espirituialidades e Sociedade



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Kardec: o codificador do espiritismo em quadrinhos

 

 

19/11/2013

 

No argumento em si, trechos cuidadosamente selecionados da história real do codificador da Doutrina Espírita prometem agradar tanto aos que os conhecem previamente quanto os que nunca tiveram contato anterior algum.

É o caso de uma das seções espíritas em que – como era comum na sociedade parisiense – sucedem-se perguntas óbvias e ridículas respondidas pelos espírito não sem um certo sarcasmo (“Eu vou emagrecer?”, pergunta a obesa madame / “Se tiveres força de vontade e parares de comer”, replica a mensagem do além).

 

 

Rivail, após anotar na agenda que mais uma vez predominam as dúvidas fúteis, destina uma pergunta ao espírito do filósofo Sócrates e a resposta é não só um “presta atenção” a todos os presentes como ainda um indicativo certo de que ele está no caminho certo.

De acordo com o argumentista Carlos Ferreira (que junto com Rosa aproveitou o clima do livro para posar para “foto de época” que ilustra a orelha do livro), a proposta da HQ foi revelar um pouco mais sobre quem foi Allan Kardec.

“Ele não é um velhinho médium, mágico e santo. Ele era um pedagogo, cético, que ouviu sobre as mesas girantes e mesas que supostamente eram usadas pelos espíritos e não acreditou de primeira. Resolveu investigar e descobriu a verdade sobre o universo e sobre si", diz.



Ele acrescenta que a dupla quis fazer a Graphic Novel porque, além de se interessar por temas espirituais e até mesmo os ditos sobrenaturais, quis trazer à tona uma história até então inédita nos quadrinhos.

“Interessa-me narrar o que ainda não foi narrado”, afirma Ferreira.

Repleta de qualidades, Kardec, a HQ, tem dois defeitos, que de maneira algum a comprometem, mas que cabem ser reparados.

O primeiro é a pouca promoção/distribuição. Lançada em 2011, só agora parece estar aparecendo em um pouco mais livrarias, ainda assim em geral naquelas que tem seções dedicadas à arte sequencial. Em boa parte dos centros espíritas do país, inclusive, a obra é desconhecida.


O segundo é um pequeno descuido da editora com o glossário que, terminado o quadrinho, situa o leitor em relação a fatos e personalidades citados. A página 121 se encerra com o verbete Mito de Odin. A 122 se inicia já no meio de um verbete – impossível dizer qual – e o leitor fica sem saber o que perdeu.

 

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