Espirituialidades e Sociedade



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Marcel Souto Maior fala sobre a biografia de Allan Kardec

 


09/10/2013


O jornalista Marcel Souto Maior, autor de "As Vidas de Chico Xavier", escreve agora sobre a vida de Allan Kardec, francês que codificou o espiritismo no século 19.

Em "Kardec", título com lançamento previsto para 21 de outubro de 2013, Souto Maior procura compreender como um cético notório se transformou em uma referência quando se trata de comunicação espiritual e vida após a morte.

Nascido em 1804, Hippolite-Leon Denizard Rivail, nome de batismo de Kardec, buscava uma explicação racional para uma série de fenômenos ocorridos em uma pequena propriedade no Estado de Nova York, nos EUA, em 1848.

 

Além de "As Vidas de Chico Xavier", livro adaptado para o cinema com o título "Chico Xavier", o autor também assina "Por Trás do Véu de Ísis" e "As Lições de Chico Xavier".

"Kardec"
Autor: Marcel Souto Maior
Editora: Record
Páginas: 322

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O autor Marcel Souto Maior deu entrevista para Manoel Fernandes Neto do site da Sociedade Espírita Nova Era de Santa Catarina sobre a biografia de Allan Kardec


Uma nova biografia de Allan Kardec se "materializa" nas livrarias neste mês de outubro e não se trata de nenhum "fenômeno mediúnico". Nem por isso, desprovido de novidade, mesmo Kardec sendo uma personalidade (re) conhecida por espíritas e não-espirítas. O que torna a obra um atrativo é o seu autor: Marcel Souto Maior, jornalista, não-espirita e biógrafo de Chico Xavier, em obra - entre outras - que deu origem ao filme sobre o médium brasileiro.

Desta vez, após anos de contato com a Doutrina dos Espíritos e seu Codificador, Souto Maior decidiu que chegara o momento de retratar um personagem que o intrigava.

"O que transformou o professor Rivail no missionário Kardec? O que deu a ele tanta certeza sobre a existência e influência dos espíritos? ", indaga o autor.

 

Nesta entrevista para o portal Nova Era, Marcel fala do livro e dos motivos que o levaram a se interessar pelo assunto:


Por que você resolveu escrever a biografia de Allan Kardec?

Por interesse jornalístico. Desde que iniciei minhas pesquisas sobre Chico Xavier, há 20 anos, mergulhei também no universo de Kardec – um personagem que sempre me intrigou. Ele se chamava Hippolyte Léon Denizard Rivail e era um professor cético, discípulo do educador Pestalozzi, na França do século 19 até ver mesas girarem, cestos escreveram, adolescentes colocarem no papel mensagens complexas demais para a idade e formação delas...Aos 53 anos, depois de pôr à prova estes fenômenos, ele mudou de vida e de nome para dar voz aos espíritos. O que transformou o professor Rivail no missionário Kardec? O que deu a ele tanta certeza sobre a existência e influência dos espíritos? A biografia – escrita com o máximo de objetividade – é a história desta “conversão”. Uma saga pontuada por altos e baixos, surpresas e decepções, fraudes e revelações.

Como foi a pesquisa? Você pode falar um pouco das fontes que você utilizou?

Li, é claro, toda a obra de Kardec – inclusive as obras pedagógicas do professor Rivail – e estudei a fundo todos os exemplares da “Revista Espírita”, escrita e publicada por ele ao longo de 12 anos. Esta foi a primeira etapa da pesquisa: um mergulho nas motivações, dúvidas e convicções de Rivail/Kardec. Na segunda fase de investigação, depois de ler os principais livros escritos sobre o Codificador, fiz uma série de viagens a Paris (quatro ao todo) para levantar informações históricas e resgatar artigos e reportagens de jornais e revistas da época sobre – e contra - Kardec e o espiritismo. O acervo de periódicos da Biblioteca Nacional da França me ajudou muito nesta etapa. Meu principal objetivo, como jornalista, foi reconstituir os obstáculos enfrentados por Kardec em sua Marcha contra o Materialismo e os principais ataques sofridos por ele ao longo de sua jornada: perseguições da Imprensa e da Igreja, que chegaram ao auge no Auto-de-Fé de Barcelona.

Você ja tem dois livros com temáticas espírita, mesmo não sendo espirita, o que lhe traz credibilidade. O que falar desses temas e personagens tem mostrado pra você? Fale um pouco deste interesse.

O que mais me mobiliza – e me impressiona – no espiritismo não é o fenômeno, sempre sujeito a fraudes, mistificações ou enganos. O que mais admiro no movimento é a rede de solidariedade que ele sustenta e mantém cada vez mais viva e integrada. Ao mergulhar nas histórias de Chico e de Kardec entrei em contato com os conceitos e práticas que considero os mais relevantes e transformadores da doutrina. “Ajuda o outro e você estará se ajudando”, Chico receitava e praticava. “Graças a Deus aprendi a viver apenas com o necessário”, dizia. “Fora da caridade não há salvação”, decretava Kardec. “Trate o outro como você gostaria de ser tratado”, ensinava. O espiritismo aumenta, sim, a responsabilidade de todos nós diante da vida, ao nos tirar do próprio umbigo e nos colocar em contato com o outro. Estas são as principais lições do espiritismo pra mim. Hoje luto para ser menos egoísta e mais tolerante, apesar de não me considerar espírita.

Como você analisa o resultado final desta nova obra "Kardec"?

O livro acaba de sair da gráfica da editora Record - ficou pronto, aliás, em 3 de outubro, dia do aniversário de Rivail - e ainda estou, confesso, sem muito distanciamento para avaliar o resultado final. Encaro o livro como a minha versão da vida e da obra do professor – uma visão jornalística. Espero que os leitores que já conhecem Kardec através de outras biografias – e do estudo de sua obra -, reconheçam Kardec no meu livro e descubram também, em alguns capítulos, novidades sobre os obstáculos que ele enfrentou para organizar e divulgar a “doutrina dos espíritos”.

Tem alguma expectativa de como ela será recebida pelo movimento espírita?

Não sei como os espíritas vão receber o livro. É sempre um enigma para mim a reação dos leitores: espíritas ou não-espíritas. Tento sempre escrever o livro mais consistente e independente possível. Como jornalista luto para me ater aos fatos sem fazer juízos de valor. Deixo ao leitor a liberdade - e a responsabilidade - de chegar às próprias conclusões. Cada leitor, espírita ou não-espírita, terá uma leitura diferente do livro, de acordo com sua fé ou falta de fé. Espero apenas que os leitores espíritas reconheçam no livro o Kardec que já conhecem tão bem e encontrem novas respostas – e caminhos – nesta investigação.

Fonte:
http://www.se-novaera.org.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1466#.UlPH-BYBB5o.facebook

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Allan Kardec será retratado no cinema


Marcel Souto Maior, autor de As Vidas de Chico Xavier, cujo trabalho apoiou o filme de Chico, vai lançar um novo livro, a biografia de Allan Kardec.


Depois de "Chico Xavier - O Filme" em 2012, a vida anterior deste apóstolo do Cristo, como Hippolyte Léon Denizard Rivail (o codificador da Doutrina dos Espíritos) vai ser retratada no cinema.

 

Filme em 2014 - ALLAN KARDEC

Segundo o colunista, Ancelmo Góis, do jornal O Globo, Conspiração, que acabou de lançar o filme “Gonzaga – De pai para filho”, irá produzir a biografia do criador da doutrina espírita, Allan Kardec (1804 – 1869).

O longa vai se juntar com outras produções que já são conhecidas pelo público, por exemplo, Nosso Lar, obra em que o espírito André Luiz descreve as atividades de uma cidade espiritual próxima a Terra, passando uma ideia da vida além-túmulo.

A Doutrina Espírita também serviu de inspiração para a indústria cinematográfica nos filmes Chico Xavier; As Mães de Chico Xavier e O Filme dos Espíritos, baseado no O Livro dos Espíritos, uma das obras básicas da codificação.

A cinebiografia de Allan Kardec (Léon-Hippolyte-Denizart Rivail) tem previsão de estreia no circuito nacional no próximo ano.


MARCEL SOUTO FALA SOBRE KARDEC, CHICO E ESPIRITISMO

O escritor e seu livro mais famoso

Reproduzimos a seguir uma entrevista com o escritor e jornalista Marcel Souto Maior, autor dos livros As Vidas de Chico Xavier (2003), Por trás do véu de Ísis (2004) e As Lições de Chico Xavier (2005). Marcel, que viu na biografia do médium Chico Xavier a possibilidade de um trabalho de rica pesquisa jornalística, fala do que descobriu sobre o tema, de como o O Livro dos Espíritos lhe influenciou nas pesquisas e da figura e a importância de Allan Kardec para o Espiritismo, assunto a que volta e meia ele retorna:

"Não tenho nenhuma religião, mas tenho fascínio por este tema: a fé...", diz.

Atualmente, ele está lançando um novo trabalho, a biografia de Allan Kardec.

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Como você avalia a evolução da fé espírita no país?

A cada ano, cada livro e cada filme lançados, o Espiritismo atrai novos adeptos e admiradores. O Brasil já abriga mais de 10 mil centros espíritas kardecistas. Cada “casa” destas funciona como um centro de estudos e divulgação do espiritismo e como um pólo de solidariedade. Uma rede cada vez mais ativa e integrada. Hoje mais de 5 milhões de brasileiros já se declaram espíritas kardecistas nas pesquisas do Censo... O número de simpatizantes é estimado em 30 milhões só no Brasil.

Seus livros sobre o tema Espiritismo foram lançados no início dos anos 2000. Agora eles voltam a ser lembrados e comentados a partir do lançamento de alguns filmes nacionais. Você identifica um novo interesse da sociedade brasileira em relação às questões espíritas? A que se atribuiria esta "retomada" do assunto?

O lançamento de filmes e livros, o destaque dado a Chico Xavier no ano de seu centenário – todos estes “eventos” ajudam e muito. Mas por trás desta retomada existe uma questão maior: uma imensa esperança de que a vida seja mais do que este nosso dia-a-dia estressante, às vezes sem sentido, rumo ao fim.

Estamos todos condenados à morte ou a vida continua?

O Espiritismo aposta na melhor hipótese e, por isso, mobiliza tanta gente.

Você já declarou, algumas vezes, que não é espírita, e que sua abordagem sobre o tema sempre foi do ponto de vista jornalístico. Por conta desse distanciamento, e mesmo por ter partido do "zero conhecimento" para chegar ao que hoje você dispõe, o que você acha que leigos no assunto não deveriam ignorar? Há alguma "descoberta" sobre o Espiritismo que acha que seria bom que todo mundo soubesse?

Nestes 15 anos de pesquisa – e de investigação jornalística - , encontrei fraude e auto-sugestão neste território movediço onde “vivos e mortos” se cruzam, mas deparei também com histórias impressionantes, desconcertantes e inexplicáveis pra mim. Histórias que conto na introdução de “As Vidas de Chico Xavier” e no livro “Por Trás do Véu de Ísis”. A conclusão a que cheguei é esta: existe fraude e má-fé sim, mas existem verdades que devem ser encaradas por todos nós – inclusive pela ciência – com mais coragem e menos preconceito.

O que o motivou a pesquisar e escrever sobre figuras e temas do Espiritismo?

Foi interesse jornalístico mesmo. A história de Chico é irresistível. Ele escreveu mais de 400 livros, vendeu mais de 20 milhões de exemplares e doou toda a renda dos direitos autorais a instituições beneficentes. “Os livros não me pertencem. Eu não escrevi nada. Eles – os espíritos – escreveram”, repetiu ao longo de toda a sua vida, enquanto era atacado, perseguido e até processado. Aos que diziam que mais cedo ou mais tarde ele cairia, desmascarado como fraude, por exemplo, Chico dizia: “Não vou cair porque nunca me levantei”. Morreu na cama estreita de seu quarto simples em Uberaba.

Como O Livro dos Espíritos marcou a sua pesquisa?

O O Livro dos Espíritos é fundamental para quem quer entender a origem, a lógica e o sentido da Doutrina Espírita. Li e reli várias vezes para conseguir decifrar Chico Xavier. Durante toda a vida ele se dedicou a seguir os principais valores descritos/defendidos no livro de Allan Kardec: a fé na vida depois da morte, o valor da caridade, a importância do trabalho em favor do outro.

Você já falou do potencial de Chico Xavier como personagem de uma pesquisa jornalística. E Allan Kardec? Como vê esse "personagem"?

É outro personagem muito forte. Eu resumiria a história dele com poucas palavras: “Ele nasceu Hippolyte Léon Denizard Rivail na França do século 19. Sempre foi cético. Um professor respeitado em seu tempo, discípulo do educador Pestalozzi. Até que mesas começaram a girar e mensagens passaram a chegar de muito longe... Com 54 anos, depois de testemunhar estes fenômenos – batizados de “mesas girantes” -, Rivail mudou de vida e de nome. Tornou-se Allan Kardec para dar voz aos espíritos...” A história de Kardec é a história de uma conversão.

O trabalho com o tema Espiritismo modificou sua forma de encarar o mundo/as pessoas/questões relativas à espiritualidade? Você passou a acreditar em algo em que não acreditava antes?

Eu era um “cético absoluto” quando me aproximei de Chico Xavier pela primeira vez. Hoje digo que minha fé “não é consolidada”, é cheia de altos e baixos... Às vezes acredito na possibilidade da “vida depois da morte”, às vezes duvido totalmente, mas esta nova “posição” já é um avanço para quem não acreditava em absolutamente nada há 15 anos.

Qual a sua crença religiosa?

Não tenho nenhuma religião, mas tenho fascínio por este tema: a fé.


Fontes:
http://www.radioboanova.com.br/site/noticias-destaque/filme-sobre-allan-kardec-em-breve
Comunicação Social FEB - http://www.febnet.org.br/blog/geral/divulgacao/comunicacao-social-feb/em-breve-filme-sobre-allan-kardec/
http://www.partidaechegada.com/2012/11/marcel-souto-fala-sobre-kar

 

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