O professor Jáder Sampaio indicou em seu blog "Espiritismo
Comentado" um documentário sobre Cairbar Schutel:
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A TV local da região de Matão fez um programa sobre Cairbar
Schutel. Extenso e um pouco repetitivo (na questão da caridade,
que é enfatizada diversas vezes), o vídeo, contudo, recupera
a memória de um espírita que se tornou uma ponte entre
o espiritismo europeu e o brasileiro, em uma época de limitações
e dificuldades.
Por uma série de ações, Cairbar é visto
como um empreendedor da caridade, capaz de realizar projetos audaciosos
e de agrupar em torno de si trabalhadores idealistas e dedicados.
Sua obra continua sendo lida e discutida nos dias de hoje, sua editora
continua dando sua contribuição ao movimento espírita
e seus projetos ainda ressoam e granjeiam parceiros, décadas
depois de sua desencarnação.
É difícil crer que a carta de Bozzano enviada por ele
a Getúlio tenha acalmado a sanha do ditador em controlar os espíritas
e todos os grupos que fossem vistos como uma ameaça a seu governo,
como relata um dos seus historiadores, mas é interessante saber
que de sua forma, ele não cruzou braços ante a perseguição
feita ao movimento espírita.
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Documentário produzido pela extinta TV Morada do Sol, emissora
independente sediada em Araraquara (SP), que depois veio a tornar-se
Rede Mulher.
Cairbar de Souza Schutel (1868 - 1938) foi
um divulgador espírita.
(...) Com a morte da mãe, (...) foi viver com o avô paterno,
Dr. Henrique Schutel, no Rio de Janeiro. Cairbar começa a freqüentar
o Colégio Pedro II, onde cursou até ao segundo ano.
Em 1880 abandonou o colégio e empregou-se em uma farmácia
da Rua 1 de Março (Casa Granado, a confirmar - teve clientes
como o Imperador Pedro II, Rui Barbosa e José do Patrocínio),
como aprendiz. Ali se especializou como farmacêutico prático
(...), adquirindo conhecimentos da manipulação de xaropes,
poções e essências, e na nomenclatura dos medicamentos.
Mudou-se para Piracicaba e depois para Araraquara, onde, em 1891, empregou-se
Farmácia Moura. (...)
Insatisfeito com as explicações do padre local para os
seus constantes sonhos com os falecidos pais, em 1904 passou a frequentar
sessões de tiptologia (forma de comunicação obtida
pela sucessão de pancadas ou batidas curtas feitas em algum material
rígido, usualmente madeira, produzindo ruídos) com a trípode
(pequena mesa com três pés).
Nessas sessões espíritas, conclui que a vida continuava
além-túmulo, passando a estudar e vindo a abraçar
a Doutrina Espírita, dela se tornando um dos maiores propagandistas.
(...)
(...) na mesma noite em que faleceu (30.Jan.1938), através do
médium Urbano de Assis Xavier, comunicou-se e sugeriu a seguinte
frase para a lápide em seu túmulo: