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Neurônios são criados na vida toda, diz estudo

 


22/06/2013

A formação - ou não - de neurônios no cérebro humano ao longo da vida é um dos assuntos que mais "queimam neurônios" dos neurocientistas. Há evidências de que novas células neuronais são geradas em algumas estruturas cerebrais até a vida adulta, mas a frequência com que isso ocorre e a importância desse processo (chamado neurogênese) dentro da fisiologia do cérebro como um todo são temas ainda pouco compreendidos pela ciência.


Agora, em um estudo "bombástico" publicado na revista científica "Cell", pesquisadores revelam evidências diretas e inéditas de que neurônios são formados continuamente ao longo da vida no hipocampo, uma região do cérebro fortemente associada à memória e ao aprendizado. Mais especificamente, cerca de 700 novos neurônios por dia em cada hipocampo (o cérebro tem dois, um em cada hemisfério). O estudo foi feito com cérebros congelados (doados após a morte) de pessoas entre 19 e 92 anos, sob a coordenação de cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia.

Tão interessante quanto os resultados é o método que os pesquisadores desenvolveram para chegar até eles. Para determinar a idade dos neurônios e concluir em que momento da vida eles foram gerados, utilizou-se uma técnica de datação de carbono semelhante à que se usa na arqueologia e na paleontologia para datação de fósseis e objetos antigos.

Cientistas mediram no DNA de cada neurônio a concentração de carbono-14, um isótopo de carbono não radioativo. Comparando a concentração de carbono-14 nas células às concentrações de carbono-14 na atmosfera no passado, foi possível determinar em que ano cada neurônio foi gerado. Se um neurônio "nasceu" em 1995, mas a pessoa nasceu em 1965, por exemplo, isso significa que ele foi gerado na vida adulta.

O próximo passo é tentar determinar a importância dessa neurogênese nas funções cerebrais. Segundo cientistas, o fato de tantas células serem formadas continuamente sugere fortemente que elas têm um papel importante na manutenção das funções cognitivas do hipocampo ao longo da vida.

Fonte:
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2013/06/07/neuronios-sao-criados-na-vida-toda-diz-estudo.htm


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Apesar de muito estudado, funcionamento do cérebro ainda é um mistério


O cérebro, por toda a sua complexidade, é um órgão que vem sendo cada vez mais estudado. Mas a verdade é que ainda se sabe pouco sobre ele. Uma das teses mais propagadas sobre essa parte do corpo tem a ver com as funções de cada hemisfério. O direito é apontado como mais emocional, e o esquerdo, como racional. De acordo com o neurologista Leandro Teles, tal divisão é muito simplista.

"O cérebro é, sim, dividido em duas metades que, de fato, apresentam algumas funções diferentes. O hemisfério esquerdo está mais relacionado à linguagem, ao raciocínio lógico sequencial e à matemática, enquanto o direito é mais criativo, intuitivo, viso-espacial. Apesar dessa separação, ambos tratam aspectos racionais e emocionais. Aliás, sempre que entra em jogo um ângulo cognitivo complexo, o direito e esquerdo trabalham em franca parceria."

Para Antonio de Salles, chefe do Centro de Neurociências do Hospital do Coração e professor do Departamento de Neurociência da Universidade da Califórnia (EUA), tal divisão, de qualquer forma, foi confirmada em pesquisa recente feita no Canadá com dois pacientes que tiveram remoção de um dos hemisférios cerebrais para tratamento de epilepsia.

"O indivíduo com a parte direita retirada apresentava extrema dificuldade em avaliar emoções durante o convívio com outras pessoas, principalmente julgamento de expressões faciais. Já o outro, que perdeu o lado esquerdo, mostrava excelente capacidade de relacionamento e percepção de emoções, ao mesmo tempo em que não era hábil para se exprimir. Aliás, o envolvimento do hemisfério direito em emoções já está mais do que sacramentado em exames de ressonância magnética funcional, que revelam o aumento da demanda sanguínea em atividade."

 

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O cérebro do homem é diferente do cérebro da mulher. Isso acontece por questões anatômicas, hormonais e culturais. O do homem é maior, mais pesado e mais capacitado, de modo geral, para soluções pragmáticas, raciocínio lógico e habilidades motoras. Já o feminino se destaca em criatividade, intuição e questões sociais.

"Não existe superioridade global de um modelo sobre o outro, mas tendências e limitações que os tornam diferentes", assegura o neurologista Leandro Teles. Antonio de Salles, chefe do Centro de Neurociências do Hospital do Coração, este é um tema controverso.

"Do ponto de vista leigo, podemos dizer que homens e mulheres processam algumas informações de maneira distinta: elas são notórias por terem maior percepção de detalhes e desenvoltura com a linguagem, enquanto eles são menos detalhistas, porém mais diretos e sistemáticos na tomada de decisões, com facilidade para o raciocínio geométrico e abstrato. E claro que, mesmo com tais prevalências, há exceções. É bom deixar claro que essas particularidades, além de não implicarem em superioridade de um sexo sobre o outro, são necessárias na natureza para assegurar a sobrevivência da espécie"

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A Semana do Cérebro (Brain Awareness Week) é uma campanha global para divulgar os benefícios do estudo do cérebro. A cada ano, no mês de março, universidades, hospitais e outras organizações do mundo todo se unem durante uma semana para popularizar conhecimentos em neurociências. Coordenada pela Dana Alliance for Brain Initiatives e a European Dana Alliance for the Brain, a última Semana do Cérebro aconteceu entre 11 e 17 de Março de 2013.

No Brasil, os primeiros eventos da Semana do Cérebro aconteceram em 2010 no Rio de Janeiro, por iniciativa de várias instituições e universidades. Em 2011, professores e pós-graduandos da USP de Ribeirão Preto abraçaram a causa com entusiasmo. Em 2012, pela primeira vez a Semana do Cérebro foi organizada nacionalmente, com apoio da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC).


Fonte:
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/03/08/apesar-de-muito-estudado-funcionamento-do-cerebro-ainda-e-um-misterio.htm

 

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