18/09/2010
Brasil é o 76° em ranking de generosidade da população
Pesquisa avaliou o grau de envolvimento de pessoas de diversos países
em ações de caridade
Casa de caridade que cuida de crianças carentes em São
Paulo: segundo pesquisa, Austrália e Nova Zelândia são
os países mais generosos
Brasília -
Em um ranking internacional de generosidade que avaliou
o grau de envolvimento da população em ações
de caridade, os brasileiros ocupam o 76º lugar. Na América
Latina, o Brasil aparece atrás de 15 países, empatado
com a Argentina e a Nicarágua. As informações são
da agência BBC Brasil. A liderança ficou com a Austrália
e Nova Zelândia. Em segundo lugar, aparecem empatados o Canadá
e a Irlanda, e em terceiro, a Suíça e os Estados Unidos.
Foram analisados 153 países pela organização não
governamental Charities Aid Foundation, que criou o World Giving Index
(Índice da Generosidade Mundial, em tradução livre).
Essas nações concentram 95% da população
mundial.
Os entrevistados responderam a perguntas sobre doações
para entidades beneficentes, tempo gasto em trabalho voluntário
e ajuda a estranhos. Na relação dos países que
integram o Bric (Brasil, Rússia, Índia e (China), os brasileiros
são os mais generosos. Depois vêm os indianos (134º
lugar), russos (138º), e chineses (147º).
Os cincos últimos do ranking são a Grécia, Sérvia,
Ucrânia, o Burundi e Madagascar. Em cada país, foram entrevistadas
mil pessoas que vivem em centros urbanos. Em países mais populosos,
como a China e Rússia, a amostragem foi feita com 2 mil entrevistados.
O índice leva em consideração três aspectos:
doação de dinheiro para organizações, trabalho
voluntário e ajuda a pessoas estranhas. No Brasil, quase metade
dos entrevistados (49%) disse ter ajudado pessoas que não conheciam
no último mês.
O índice no qual os brasileiros demonstram menos solidariedade
é o de trabalho voluntário - 15% afirmaram ter se voluntariado
em alguma organização no último mês. Em países
que lideram o ranking, como a Austrália, Suíça
e os Estados Unidos, o índice é mais do que o dobro do
brasileiro.
No Haiti, país que atravessou crises políticas e foi
atingido por um terremoto de grandes proporções em janeiro
deste ano, 38% dos entrevistados disseram que fazem trabalho voluntário.
Um em cada quatro entrevistados no Brasil afirmou que contribui com
dinheiro para alguma organização, que inclui instituições
de caridade, partidos políticos ou igrejas. Na Austrália,
país que lidera o ranking ao lado da Nova Zelândia, 70%
das pessoas entrevistadas afirmaram que doam dinheiro para entidades
sociais.
Segundo a Charities Aid Foundation, as ações caridosas
variam muito entre os países devido a diferenças culturais.
Cada nação tem conceitos diferentes sobre o que é
ser generoso. No entanto, a pesquisa identificou um padrão global:
quanto mais velhas as pessoas, mais generosas elas costumam ser. Segundo
a entidade, isso tem relação com o melhor nível
econômico dos mais velhos em cada país.
>>> clique aqui para ver a lista completa
de notícias
>>>
clique aqui para voltar a página inicial do site
topo