28/02/2010
Denise Grady
Em Mineápolis (EUA)
The New York Times
O homem da Somália senta-se nervosamente
em uma sala de exames no Centro Médico do Condado de Hennepin,
esfregando cuidadosamente as pontas dos dedos no lado esquerdo da cabeça.
"Você será submetido a uma cirurgia
para remover estilhaços do seu crânio", diz a ele
o médico Steven Hillson, fazendo uma pausa para que a intérprete
somali, que usa um lenço negro e uma saia que vai até
o chão, possa traduzir.
O paciente, Abdulqadir Jiirow, 31, balança a
cabeça em sinal de assentimento e explica que o estilhaço
está lá desde 1991, quando ele tinha 14 anos de idade
e a guerra civil eclodiu na Somália. Ele recebeu o ferimento
quando um projétil de artilharia atingiu a sua casa. O problema
só passou a atrapalhá-lo realmente recentemente, quando
ele começou a trabalhar em uma unidade de empacotamento de carne
e o capacete e os óculos de proteção necessários
para o trabalho pressionaram dolorosamente a sua cabeça.
Jiirow conta que trabalha em uma pequena cidade que
fica a várias horas de viagem, e que divide um apartamento com
outros somalis, enquanto a mulher e o filho vivem em Mineápolis.
Ele vê os dois aos finais de semana.
"É impressionante", diz o médico,
sacudindo a cabeça, depois que Jiirow vai embora. "'Alguém
alvejou a minha casa com peças de artilharia'. Mas isso é
comum aqui".
O Centro Médico do Condado de Hennepin, um vasto
complexo no centro de Mineápolis, próximo ao Metrodome,
proporciona um quadro extraordinário da forma como os imigrantes
estão colocando à prova a estrutura médica norte-americana.
Os recém-chegados - muitos fugindo da repressão, da guerra,
do genocídio e da pobreza extrema - trazem consigo padrões
distintos de doenças e ferimentos, bem como crenças culturais
sobre vida, morte, doença e saúde.
Em uma cidade na qual antigamente suecos e noruegueses
tinham hospitais separados, o Centro Médico de Hennepin investe
US$ 3 milhões anualmente em intérpretes fluentes em 50
línguas para possibilitar a comunicação efetiva
com os seus pacientes nascidos no estrangeiro.
Muitos chegam com problemas de saúde raramente
vistos neste país - deficiências vitamínicas, parasitas
intestinais e doenças infecciosas como tuberculose, por exemplo
- bem como com níveis elevados e anormais de trauma emocional
e estresse. Com o passar do tempo, à medida que adquirem hábitos
ocidentais, alguns desenvolvem também problemas de saúde
ocidentais, como obesidade, diabetes e cardiopatias, mas mesmo assim
eles frequentemente questionam os tratamentos com os quais não
estão familiarizados, e que duram a vida toda, e que são
necessários no caso dessas doenças crônicas.
Alguns também resistem às práticas
e ao conhecimento médico tradicionais, obrigando o hospital a
implementar mudanças. A objeção das mulheres somalis
a terem o parto com médicos do sexo masculino levou o Hennepin,
gradualmente, a criar uma equipe obstétrica quase que inteiramente
composta de mulheres.
Os médicos daqui dizem que para muitos desses
recém-chegados, os problemas de saúde mais comuns, e os
mais difíceis de tratar, ficam naquela linha difusa entre o corpo
e a mente, onde as cicatrizes emocionais de passados complicados podem
emergir como doenças físicas, dores e depressão.
"Quem é imigrante terá uma doença
crônica para o resto da vida", diz a médica Verônica
Svetaz, nascida na Argentina, e que trabalha em uma das clínicas
de bairro do condado de Hennepin. "O indivíduo não
pertence mais a lugar algum".
Vindos de países distantes
Assim como diversas outras cidades norte-americanas, Mineápolis
recebeu uma quantidade tremenda de hispânicos. Muitos deles vieram
do Equador e do México e estão aqui ilegalmente. Os hispânicos,
tanto legais quanto ilegais, representam o maior grupo de imigrantes
no Estado, bem como no país.
Mas, desde o final da década de 1970, esta que
outrora era uma cidade branca na pradaria, congelada durante a metade
do ano, passou também a receber levas de refugiados legais vindos
de regiões bem mais distantes do planeta: Vietnã, Camboja,
Laos, Rússia, Bósnia Herzegóvina, Libéria,
Etiópia, Somália, Mianmar e outros países.
Um número tão grande de indivíduos
oriundos de zonas de guerra veio para cá que um grupo não
governamental criou o primeiro Centro de Vítimas da Tortura do
país em Mineápolis, em 1987.
Em todo o Estado, o número de pessoas nascidas
no exterior mais do que dobrou na década de 1990, e atualmente
esse grupo é formado por quase 250 mil indivíduos. Eles
representam 5% da população.
O número de imigrantes da Somália tem
sido particularmente grande. Um milhão de pessoas fugiram daquele
país quando a guerra civil eclodiu. Muitos passaram anos em campos
de refugiados pobres carentes de estrutura e repletos de doenças
ou em favelas na Etiópia e no Quênia.
Os que tiveram mais sorte, aqueles que receberam status
de refugiados políticos, começaram a chegar aos Estados
Unidos em meados da década de 1990. Muitos foram transferidos
para Mineápolis pelo Departamento de Estado devido ao robusto
sistema de serviços sociais da cidade e aos vários grupos
de ajuda aos recém-chegados. Calcula-se que haja de 35 mil a
40 mil somalis no Estado de Minnesota, a maioria deles em Mineápolis,
o que é mais do que em qualquer outra cidade norte-americana.
Mas o número exato é desconhecido, já que os refugiados
não são rastreados quando se mudam de um Estado para outro.
Algumas autoridades e os próprios somalis acham que o número
é bem maior do que o Estado calcula, chegando talvez ao dobro
do estimado.
"Ninguém é capaz de contá-los",
diz Osman Harare, que na Somália era médico e autoridade
de saúde pública, e que no Hennepin tornou-se defensor
e intérprete dos pacientes. "Nós somos nômades".
A comunidade está prosperando, embora enfrente
problemas. O Birô Federal de Investigação (FBI)
investiga se jovens somalis que moram em Mineápolis foram recrutados
para cometer atos de terrorismos na Somália, e as autoridades
da área de saúde têm examinado relatórios
que indicam a existência de índices incomumente elevados
de autismo entre os filhos de imigrantes somalis.
O hospital do condado de Hennepin, que possui 446 leitos,
tem a tradição de não rejeitar ninguém,
e tornou-se a primeira parada para muitos imigrantes que necessitam
de um médico. Não são feitas perguntas sobre a
situação dos pacientes perante a lei de imigração.
Cerca de 20% dos pacientes do centro nasceram em outros países,
e cerca de US$ 100 milhões das despesas anuais de US$ 500 milhões
com tratamentos de pacientes são destinados a eles. Os intérpretes
do Hennepin são chamados para ajudar pacientes mais de 130 mil
vezes por ano. A maior demanda é por intérpretes de língua
espanhola, e a seguir por indivíduos que traduzem o idioma somali.
Um dos desafios para o tratamento dos imigrantes é
o dinheiro. O Hennepin tem um custo anual de US$ 45 milhões que
não é reembolsado, e embora os imigrantes não sejam
responsáveis por toda essa cifra, eles representam "um fator
que muito contribui para ela", segundo Mike Harristhal, o vice-presidente
de políticas públicas e estratégia do hospital.
A maioria dos somalis está neste país
legalmente e qualifica-se para vários programas governamentais
de seguro saúde. Mas para quem está aqui ilegalmente,
a história é bem diferente. Antigamente eles tinham acesso
ao Medicaid, mas não têm mais, exceto em casos de emergência,
em se tratando de mulheres grávidas ou de pessoas com menos de
18 anos. O Hennepin tem uma tabela variável de preços
para os indigentes, mas alguns não conseguem arcar nem com valores
tão baixos.
Uma parcela da população de Minnesota
se opõe à imigração e ressente-se com o
fato de pagar as contas dos estrangeiros, e os funcionários do
Hennepin reconhecem que o clima cosmopolita da instituição
afasta alguns potenciais clientes. Mas o hospital é um centro
de traumatologia renomado. Até mesmo aqueles que torcem o nariz
para a clientela admitem que, para pacientes que se envolveram em um
acidente automobilístico, não há nenhum hospital
melhor.
Necessidades complexas da clínica
Grande parte do trabalho do Hennepin com os imigrantes ocorre em um
conjunto de salas de exames e consultórios no sétimo andar,
que se tornou uma clínica de saúde internacional que possui
determinados dias reservados para vários grupos étnicos.
Em uma tarde de terça-feira no outono passado,
uma mulher da Somália de 62 anos de idade fez a sua primeira
vista à clínica. Inicialmente, ela estava exuberante,
falando tão rapidamente que o intérprete mal conseguia
acompanhá-la.
"Eu adoro este grande hospital público,
que pertence ao mesmo governo que me recebeu aqui de braços abertos
após a guerra e a tristeza da Somália", disse ela,
sorrindo para a enfermeira Deborah Boehm. "A sua face me dá
boas-vindas".
O sorriso largo da paciente revelava falhas na dentição.
Ela usava um tradicional lenço muçulmano, uma saia azul
e roxa que ia até os pés, sandálias de dedos e
um xale transparente sobre um casaco de moletom. As suas unhas estavam
pintadas de esmalte laranja.
Ela trazia uma dúzia de frascos de pílulas
obtidos em outras clínicas de Mineápolis, e uma longa
lista de enfermidades: artrite, problemas digestivos, alergias, insônia
e, o pior de tudo, dores. Nos últimos meses ela deu entrada duas
vezes na sala de emergência devido a dores terríveis nas
pernas e uma ardência dolorida do lado do corpo.
Boehm diz que pedirá um exame de sangue para
medir o nível de vitamina D, porque deficiências vitamínicas
comuns nos somalis são uma causa frequente de dores (dores por
todo o corpo não são incomuns entre os somalis, e as pessoas
mais velhas às vezes dizem aos médicos que se sentem como
se tivessem sido pisoteados por camelos e cavalos durante toda a noite).
O corpo usa a luz do sol para sintetizar vitamina D,
e pessoas de pele escura produzem uma quantidade dessa substância
bem menor do que as de pele clara. As mulheres somalis são especialmente
propensas a sofrer de deficiências porque as suas roupas tradicionais
cobrem grande parte da pele.
A paciente disse que à vezes não é
capaz de recordar-se de quantos dos seus filhos ainda estão vivos.
O esquecimento teve início quando ela deixou a África
e os problemas de lá.
Boehm, 56, que tem cabelos curtos e encaracolados e
que usa óculos, olhou intensamente para a paciente enquanto tomava
notas e disse, "Haa", que quer dizer "sim" em somali.
"Me fale sobre os problemas".
A face da mulher se contraiu. Ela balançou-se
na cadeira, emitiu umas poucas palavras, e a seguir mordeu a mão
e enxugou as lágrimas dos olhos com o xale. A tradução,
"Não me faça recordar", foi desnecessária.
Boehm mudou calmamente de assunto, passando a falar
de questões relativas à digestão e sobre um supermercado
local que vende leite de camelo.
Mais tarde, Boehm previu que descobriria que grande
parte dos problemas físicos da sua nova paciente tem raízes
emocionais na Somália. A angústia que se traduz em dor
e depressão é algo que Boehm presencia com frequência
ao tratar de refugiados somalis.
Boehm começou a trabalhar com mulheres somalis
na clínica em 1997, e o seu trabalho complicou-se rapidamente.
"Passei a ouvir queixas de dores", conta Boehm.
"Eu não conseguia encontrar nenhum motivo para isso. Elas
diziam que a sensação era de queimadura com fogo ou de
um choque elétrico, descrições com as quais eu
não estava familiarizada. Eu pedia raios-x, exames laboratoriais
e prescrevia fisioterapia. Por algum motivo, eu não conseguia
acabar com as dores das pacientes. Após passar de seis a 12 meses
nesta situação, decidi examinar o estado de saúde
mental dessas pessoas".
A pedido dela, a clínica contratou uma psicóloga.
"Eu trabalhei intensamente para colocar essas mulheres na terapia",
diz Boehm.
Mary Bradmiller, a psicóloga, diz que os índices
de depressão e desordem do estresse pós-traumático
são elevados. "A maioria das pacientes somalis é
constituída de mães com problemas tremendos de estresse
psicossocial, violência doméstica, questões relativas
à proteção dos filhos, traumas de guerra, pesadelos,
memórias traumatizantes e separação dos familiares",
afirma Bradmiller.
Um estudo realizado em 2004 nos Estados Unidos com 1.134
refugiados da Somália e da Eritreia revelou que 25% dos homens
e 47% das mulheres foram torturados, índices que os pesquisadores
consideraram chocantemente elevados. A tortura das mulheres frequentemente
envolve o estupro.
Os sobreviventes muitas vezes resistem à ajuda
psicológica e negam os seus problemas. A cultura somali, como
várias outras, estigmatiza a doença mental. Na Somália,
os problemas mentais são frequentemente atribuídos à
possessão por espírito, e a psicoterapia é praticamente
inexistente. "Em casos como esses eles talvez conversassem com
um xeque, um imame ou uma curandeira", diz Bradmiller.
Ela mantém propositalmente um consultório
na clínica médica, um local familiar para os pacientes,
de forma que estes não tenham a sensação de estarem
frequentando um hospital psiquiátrico. O diretor de tratamento
dos somalis, o médico Douglas Pryce, e Boehm pedem a certos pacientes
que vejam Bradmiller e às vezes até os acompanham pelo
corredor para certificarem-se de que eles foram de fato até a
psicóloga.
"Eles jamais vêm fazer terapia, a menos que
haja uma recomendação enérgica por parte de um
médico no qual confiem", explica Bradmiller.
Mesmo assim, não tem sido fácil. No início,
ela percebeu uma expressão indignada nas faces dos pacientes
quando o papel dela era explicado. Bradmiller descobriu que alguns intérpretes
a estavam chamando de "médica de loucos". Outros intérpretes
riam do que os pacientes falavam.
De fato, segundo Bradmiller, alguns terapeutas deixaram
a clínica devido aos problemas com os intérpretes. Agora
ela se apresenta como "terapeuta de conversa" e escolhe cuidadosamente
os intérpretes.
"Algumas pacientes desistiram completamente"
diz Bradmiller. "Os filhos mais velhos estão trazendo os
mais novos, e a mãe não sai mais de casa".
Bradmiller diz que se os pacientes chegam a ponto de
falar sobre o que aconteceu com eles na Somália ou nos campos
de refugiados, é preciso lidar cuidadosamente com a situação
para evitar que eles fiquem novamente traumatizados.
As histórias contadas pelos pacientes podem também
trazer de volta as terríveis histórias dos intérpretes,
de forma que Bradmiller procura encontrar os intérpretes menos
vulneráveis.
"Procuro não digerir o que está sendo
dito de forma que a história não me afete", diz Abdi
Rahmansali, um dos intérpretes. "Me esforço ao máximo,
mas sou um ser humano. Fico afetado. Às vezes, por mais que a
gente tente, dá para sentir o cabelo arrepiar-se".
Bradmiller calcula que cerca de apenas 10% das suas
pacientes enxerguem um vínculo entre a dor física e a
emocional.
Mas, segundo ela, para aquelas que enxergam essa conexão,
as mudanças podem ser surpreendentes.
"As pacientes passam a ir à escola, cozinhar,
usar maquiagem e roupas coloridas. Elas começam a falar com a
gente em inglês", diz a psicóloga. "Quando a
vida torna-se mais interessante do que a terapia, é hora de a
terapia acabar".
Tratamento doméstico em questão
Em uma tarde no final de setembro, Pryce e Harare, o intérprete
e defensor dos direitos dos pacientes, emergiram de uma sala de exames
com uma expressão cansada, mas triunfante.
Eles tinham acabado de negociar, educada, mas persistentemente,
com um paciente que - de forma também educada e persistente -
recusava-se a fazer um exame de sangue porque aquele era o mês
sagrado do Ramadã, e ele temia que a retirada de sangue pudesse
constituir-se em um pecado.
Finalmente, os dois telefonaram para um imame, que declarou
que não havia pecado algum nisso. A amostra de sangue foi retirada.
Pryce diz que uma das grandes alegrias de se trabalhar
em um hospital como o Hennepin é a descoberta de formas de superar
as barreiras culturais - e saber que os seus pacientes estão
melhores por causa disso. Mas ele afirma que os desafios culturais ocorrem
também no sentido inverso. E ultimamente um problema começou
a perturbar ele e Boehm.
Os pacientes somalis têm pedido a eles que preencham
atestados dizendo que necessitam de assistentes para tratamento pessoal
doméstico. Pryce afirma que alguns não necessitam dessa
ajuda, mas estão sendo recrutados por agências de tratamento
de saúde administradas por somalis que desejam embolsar os pagamentos
do seguro pelos serviços.
Os somalis em Mineápolis, muitas vezes empreendedores
e voltados para os negócios, abriram agências para tirar
vantagem de certas regras relativamente generosas de Minnesota que tinham
o propósito original de ajudar a manter os idosos e os pacientes
com enfermidades crônicas fora de asilos.
Tricia Alvarado, diretora de tratamentos domésticos
da Agência de Enfermeiras Visitantes de Minnesota, que avalia
os pedidos de auxílio doméstico, concorda que houve um
aumento explosivo do número de agências somalis, sendo
que cerca de cem foram inauguradas somente nos últimos três
anos. Muitas delas são administradas por pessoas que não
tiveram qualquer treinamento médico. E Alvarado confirma que
as agências estão tentando obter clientes potenciais.
"Diabetes?", pergunta Pryce, reproduzindo
aquilo que segundo ele foi uma conversa típica entre um paciente
somali e uma agência dirigida por somalis. "Você precisa
de um assistente de tratamento pessoal. Eis aqui o formulário.
Entregue-o ao seu médico".
Pryce rejeita os pedidos que considera injustificados,
mas os pacientes reclamam e, às vezes, até simulam estar
mais doentes do que de fato estão.
"Tudo isso me deixa furioso", diz Pryce. "Quero
ser um bom administrador dos nossos recursos, do dinheiro do contribuinte
que estamos usando'.
De acordo com ele o mesmo ocorreu com imigrantes russos
na década de 1990, ainda que à época as regulamentações
estaduais fossem mais rígidas.
A atual situação relativa aos somalis
faz parte de um problema maior no Estado de Minnesota: o número
de clientes e os custos do tratamento pessoal mais do que dobraram entre
2002 e 2008, e a quantidade de agências mais do que triplicou.
Um relatório divulgado em janeiro pelo auditor legislativo do
Estado afirmava: "Os serviços de tratamento pessoal continuam
inaceitavelmente vulneráveis a fraudes e abusos". O Estado
está elaborando planos para aumentar o controle sobre esses serviços.
"Eu adoro o povo e a cultura somalis",
diz Pryce. "Gosto de cuidar deles. É recompensador e interessante.
Eles não bebem, não fumam muito, estão vivendo
o sonho americano, e precisam da nossa ajuda. Mas há esse outro
lado que é realmente doloroso, a questão polêmica
de determinar quem receberá o que".

Enfermeira Deborah Boehm (dir.) atende a
paciente somali(esq.) ajudada por intérprete
Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2009/04/03/ult574u9267.jhtm
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