O que o outr@ faz
O que o outr@ faz nasce do
mundo que ele carrega por dentro, seus medos, suas histórias,
suas feridas ainda abertas. É como uma mala invisível:
cada pessoa caminha com a sua, e dela saem gestos, palavras e escolhas.
Mas o que você aceita é como abrir a porta da própria
casa e decidir quem pode entrar. Nem tudo o que vem de fora precisa
ficar. Nem toda dor merece moradia. Aceitar é escolher, mesmo
sem perceber.
Às vezes toleramos certas atitudes por hábito, por medo
de ficar só, por não sabermos que merecemos mais. E a
vida, com delicadeza insistente, repete a lição até
que aprendamos a escutar.
O desconforto não surge para punir, mas para acordar.
Quando você percebe que pode dizer “não” sem
perder o amor, algo se transforma. Quando entende que limites também
são gestos de carinho consigo mesm@, a alma respira aliviada.
Não é sobre mudar o outro@, é sobre cuidar do próprio
jardim.
Cada vez que você escolhe o que aceita, escolhe também
quem está se tornando. E aos poucos, sem luta, sem culpa, você
deixa de carregar pesos que nunca foram seus.
O outr@ faz o que sabe.
Você aceita o que permite.
E é nesse espaço de escolha silenciosa que nasce a verdadeira
liberdade interior
* * *