Existe uma frase que já vem sendo divulgada
e que todos que a leem acham sensacional!!
Essa frase diz assim: “Família uma ideia genial
de Deus.” Realmente ela é bem significativa.
E aí? O que fazemos com ela? Paramos para refletir
sobre sua profundidade?
Para compreendermos melhor, precisa-mos “mergulhar”
um pouco no contexto da reencarnação.
Vamos iniciar refletindo sobre a questão 171, de O Livro
dos Espíritos, onde Kardec fez o seguinte questionamento:
Em que está fundamentado o dogma da reencarnação?
E os espíritos responderam: “Na justiça
de Deus...” E Kardec, para melhor esclarecer, comentou:
“Todos os Espíritos tendem para a perfeição
e Deus lhes fornece os meios, através das provas da vida corporal;
porém, na sua justiça, concede-lhes efetuar, em novas
existências, o que não puderam fazer ou concluir
numa primeira prova (...)”.
Então, a frase: “Família uma ideia genial de Deus”,
pode ser fundamentada com bases na reencarnação.
Realmente, não podemos negar a “genialidade” de
Deus, quando em pequenos núcleos familiares, que os estudiosos
chamam de primeiro núcleo social, reúne espíritos
afins e, na sua maioria, comprometidos entre si.
Assim sendo, fica mais fácil entender que cada um de nós
reencarna no meio que lhe é próprio, de acordo com as
necessidades, vibração e grau evolutivo. Dessa forma,
podemos compreender que Deus não “organizou” os
grupos familiares de maneira aleatória. Nenhuma peça
do tabuleiro, se podemos assim dizer, foi direcionada para local errado,
o que nos faz compreender que ninguém é vítima
de ninguém e de nada, pois o que leva à estruturação
organizacional e pedagógica elaborada por Deus é a sua
lei, que rege o contexto da vida entre os dois planos da existência.
Na questão 614 de O Livro dos Espíritos, Kardec
perguntou aos espíritos: O que se deve entender de
lei natural? E os espíritos, de forma direta e objetiva,
responderam: “A lei natural é a lei de Deus;
é a única verdadeira para a felicidade do homem; indica-lhe
o que deve fazer ou não fazer e ele só é infeliz,
porque dela se afasta.”
Embasados nessas afirmações, concluímos o quanto
a família é primordial para que todos juntos possam
buscar os ajustes, através dos laços de afeto, que devem
ser desenvolvidos mediante a convivência diária. Nada
fácil, mas não é impossível.
A questão é que vivemos a vida no roldão do automatismo,
os momentos de reflexões são, na maioria das vezes,
abafados pelos sentidos materiais. Poucos de nós questionamos
DE ONDE VIEMOS, POR QUE ESTAMOS AQUI e PARA ONDE VAMOS.
Essas questões não fazem parte do pensamento de muitos
de nós, e passamos a viver como máquinas, espelhando-nos
em pessoas ou fatos materiais que oferecem prazer temporário.
E, por isso, não buscamos momentos de introspecção,
para compreendermos o SENTIDO DA VIDA.
Com isso, casa-se, porque assim todos fazem. E, quando se pensa emunir
o homem e a mulher para uma nova trajetória de vida, saindo
de seu núcleo primeiro de família, digo, pais e irmãos,
para iniciar uma nova etapa de vida, o que fica mais em evidência
são as questões referentes a festa exuberante, casa
bem montada, se possível, viagem, etc. A magia “contamina”
os sonhos fantasiosos. E grande maioria fica com endividamentos para
pensar depois, quando o “relógio mágico tocar
à meia-noite” e a “Cinderela e o príncipe”
tiverem que retornar à realidade da vida. E aí fica
a pergunta que não quer calar: O CASAL ESTARÁ PREPARADO
PARA SUA REALIDADE?
Não está aqui nenhuma depreciação aos
rituais religiosos e sociais do casamento. A questão está
acima disso.
Será que o casal se oportunizou a refletir sobre o sentido
da vida e o que eles terão por enfrentar, na estrada que estão
escolhendo seguir juntos?
O de que se está aqui tratando, refere-se a maturidade emocional,
visão espiritual, compartilhamento, etc. Saber compreender
o momento do “EU” e o compartilhar os momentos do “NÓS”.
Eis a questão!
Qualquer outro aspecto material se supera, se o casal estiver realmente
consciente do valor dos laços de família.
E, para complementar em O Livro dos Espíritos, questão
775, Kardec perguntou: “Qual seria, para a sociedade,
o resultado do relaxamento dos laços de família?”
E os espíritos responderam: “Uma recrudescência
do egoísmo.”
Paremos um pouco e reflitamos sobre o quanto verdadeiramente estamos
investindo em nossa família; sobre qual o grau de interesse
que predomina no grupo familiar, a ponto de fragilizar ou fortalecer
as relações.
E muito mais complexo e importante ainda é refletirmos sobre
qual é o grau de atenção que se está
dando aos filhos, de acordo cada faixa etária, atendendo as
necessidades e promovendo, assim, uma qualidade no campo energético
e vibracional, individual e coletivo.
Enfim, reflitamos sobre o que está acontecendo no momento que
estamos vivendo, em todo o nosso planeta. Todas as famílias
precisaram se aglutinar ao mesmo tempo, em seus respectivos ambientes
familiares pela força das coisas, que, no caso, está
sendo um vírus mortal, que nos assola,para que possamos, na
sobra do tempo, passar a olhar um para o outro e perceber o valor
da convivência em família.
Deus precisou “lançar” um conteúdo de aprendizagem
coletiva e bem mais específico, que exigirá de nós
mudanças significativas de valores reais da vida em sociedade.
Porque realmente “FAMÍLIA É UMA IDEIA GENIAL DE
DEUS.”
Referências bibliográficas
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. –
2 ed. Rio de Janeiro: CELD, 2011.