Infelizmente, as religiões
hão sido sempre instrumentos de dominação; o
papel de profeta há tentado as ambições secundárias
e tem-se visto surgir uma multidão de pretensos reveladores
ou messias, que, valendo-se do prestígio deste nome, exploram
a credulidade em proveito do seu orgulho, da sua ganância, ou
da sua indolência, achando mais cômodo viver à
custa dos iludidos. A religião cristã não pôde
evitar esses parasitas.
(KARDEC, 2007a, p. 25)
Temos visto, no meio espírita, opiniões
de algumas pessoas que, por razões íntimas, querem negar
qualquer relação do Espiritismo com religião; para
isso, não evitam nem mesmo distorcer a opinião dos outros
a fim de justificarem suas próprias ideias. Kardec fez muito
bem em registrar esta opinião dos Espíritos:
A vaidade de certos
homens, que julgam saber tudo e tudo querem explicar a seu modo, dará
origem a opiniões dissidentes. Mas, todos os que tiverem
em vista o grande princípio de Jesus se conformarão
no mesmo sentimento de amor ao bem e se unirão por um laço
fraterno, que abarcará o mundo inteiro; deixarão de
lado as miseráveis disputas de palavras, para só se
ocuparem com o que é essencial. E a Doutrina será sempre
a mesma, quanto ao fundo, para todos os que receberem comunicações
de Espíritos superiores.
(KARDEC, 2007b, p. 65) (grifo nosso)
Mas, quer queiram ou não,
quer gostem ou não, isso pouco importa, porquanto o Espiritismo,
particularmente aqui no Brasil, é visto como uma religião,
o que justificou a sua institucionalização como tal. Tanto
isso é verdade que o Poder Público, através dos
seus órgãos institucionais, já de há muito
tempo o reconhece como uma religião; e contra isso não
adianta protestar, pois, como se diz popularmente, “caiu na boca
do povo”. Isso não há como mudar! Além disso,
é um fato, e não há como negar ou mudar sua conotação
de religião, pois o próprio IBGE – Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística, assim o trata, incluindo-o como uma
das opções de confissão religiosa, quando da realização
periódica do censo demográfico.
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