(trecho inicial)
Vamos destacar dois casos de cura de obsessão ocorridos
em Marmande, que estão relatados na Revista Espírita.
O primeiro deles vamos encontrar na Revista Espírita
1864, mês de fevereiro, onde Allan Kardec
registra uma correspondência do Sr. Dombre, presidente da
Sociedade Espírita de Marmande, cuja mentora espiritual
era a Pequena Cárita. Transcrevemos o parágrafo
inicial dessa missiva:
(...)
Merece destaque o objetivo da
reunião: “evocar o Espírito, moralizá-lo,
orar pelo obsessor e pela vítima e exercer sobre esta uma
magnetização mental”. O interessante é
que encontramos em nosso meio confrades que são contra
a evocação de Espíritos, ainda que tenhamos
em vista moralizá-los.
Em nossa opinião a consulta aos guias espirituais, seja
o do médium ou os protetores espirituais da instituição,
sobre o que está acontecendo em casos semelhantes, tomados
os devidos cuidados para não se deixar envolver em uma
mistificação, pode, em muitas situações,
ser uma atitude recomendável.
E aqui cabe um alerta aos que se incumbem da tarefa de dialogar,
devese fazer com que suas palavras estejam calcadas em vibrações
de amor, não procurem agir como juiz e nem como carrasco
de ninguém. A magnetização mental é
feita quando não se pode dar o passe com a presença
do paciente, que, entendemos fazer parte do processo de cura.
(...)
A descrição de como
a jovem ficava a partir da influência obsessiva do Espírito
– “seu corpo se dobrava; a cabeça tendia a
se juntar aos calcanhares; seu peito se inchava” –,
nos leva a pensar que se trata de uma possessão.