Introdução
Em palestras que proferimos, às
vezes, fazíamos questão de perguntar ao público
“Deus perdoa?”, só para ver como as pessoas reagiriam
diante de tão curioso questionamento. Invariavelmente a maioria
dizia sim; nós afirmávamos que não, esperando
um pouco para medir a reação (pura maldade, diria
um amigo, mas se for, era com muito amor. Rsrs), depois explicávamos
o porquê de nós pensarmos assim.
Só após um longo e um bom tempo é que chegamos
à conclusão de que Deus jamais perdoa, porquanto ele
é “inofendível”, servindo-nos dessa palavra,
ainda não dicionarizada, mas utilizada alhures por filósofos
e estudiosos bíblicos.
Realmente, para Deus se ofender, seria preciso que existisse um
ser que Lhe correspondesse em elevação e poder, o
que, certamente, sabemos não existir. Ademais Ele teria que
Se magoar com alguma coisa que Lhe fizéssemos; mas, obviamente,
que no vocabulário divino não há essa palavra,
que, aliás, não se coaduna com amor incondicional;
visto que “O amor de Deus é para sempre” (Salmo
136), afirmação que, repetidas vezes, é recitada
pelos hebreus, na grande ladainha de ação de graças
por ocasião da Páscoa.