Espiritualidade e Sociedade





Francisco Jomário Pereira


>   Transar pode, mas você não deveria - A representação da homossexualidade no discurso espírita de Divaldo Franco

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Francisco Jomário Pereira
>  Transar pode, mas você não deveria - A representação da homossexualidade no discurso espírita de Divaldo Franco

 

Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal da Paraíba, como requisito parcial para a obtenção do título de Doutro em Sociologia. Linha de Pesquisa: Teoria de Gênero e Estudos da Sexualidade.
Orientado pelo Profº. Dr. Adriano de Léon.

 


“Espíritas!, amai-vos, eis o primeiro ensinamento.
Instruí-vos, eis o segundo.
Todas as verdades são encontradas no Cristianismo; os erros que nele criaram raiz são de origem humana. E eis que, além do túmulo, em que acreditáveis o nada, vozes vêm clamar-vos: Irmãos! nada perece. Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade!”
– (Espírito de Verdade. Paris, 1860.)
Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo,
Cap. VI, item 5

 


Resumo

Esta tese objetiva analisar as representações do sexo e sexualidade construídas a partir da interpretação do espiritismo brasileiro. Nesse intento, fazemos uso da autoetnografia para demarcar o lugar de fala,
posição política e social do pesquisador.

Como recurso metodológico, fizemos uso da Análise do Discurso para analisar o corpus que inclui, o Pentateuco Espírita, obras literárias e discursos de Divaldo Pereira Franco, que hoje personifica o espiritismo no Brasil, bem como obras de Chico Xavier.

Para além das obras, realizamos entrevistas com homens gays espíritas, buscando compreender as representações e identidades construídas a partir da influência do espiritismo. Assim, amparado na Sociologia da Religião e na teoria foucaultiana, observamos que as representações construídas na literatura e nos discursos dos nossos interlocutores convergem com a perspectiva cristã, sendo reconfigurada a partir da apropriação do discurso científico, especificamente o psicológico de Carl Gustav Jung.

Constitui-se uma estratégia discursiva que atua de maneira como se autor / doutrina se (des) responsabilizasse do dizer punitivo que se constrói em torno do sexo, sexualidade e da homossexualidade, o que chamamos de pedagogização da (des) responsabilização.

Observamos que se institui um silenciamento disciplinar quanto aos temas sexualidade, sexo e homossexualidade. Cria-se assim, estratégias de pedagogização da sexualidade a partir da noção de sublimação das experiências sexuais, que seria parte do processo evolutivo espiritual, implicando na Lei da Ação e Reação inscrita na consciência do sujeito a partir da existência da Lei Divina, dando a sutil ideia de liberdade quanto a escolha da carreira sexual, onde o sujeito se torna o único responsável pelas escolhas no campo sexual, implicando em um processo de construção identitária único no universo cristão, tendo em vista que o espiritismo brasileiro reescreve a homossexualidade no discurso tradicional como natural, afastando a noção de pecado, bem como a lógica de tratamentos para combater essa orientação sexual.

 

* texto disponível em pdf - clique aqui para acessar

 

 

Biografia do Autor

Francisco Jomário Pereira, Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Professor Doutor em Sociologia na Universidade Estadual da Paraíba, Departamento de Ciências Sociais.

 

 

Fonte: https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/18599/1/FranciscoJom%C3%A1rioPereira_Tese.pdf

 

 

 



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