Albino
A. C. de Novaes
> Jesus, o homem - parte 2 - Flagelação -
Crucificação - O Mito da Ressurreição
FLAGELAÇÃO – CRUCIFICAÇÃO
– O MITO DA RESSURREIÇÃO
Ano 3790 do calendário hebraico.
Período próximo à Páscoa dos Judeus.
Um dia como outro qualquer, a massa humana nas ruas movimentando-se
de volta às suas aldeias, lugarejos, cidades e países
– fato comum após as festividades. Os camponeses retornando
às atividades normais de trabalho; coletores de impostos percorrendo
as propriedades e casas para garantir a arrecadação nos
valores exigidos para dar azo à ganância dos dominadores
romanos; sacerdotes envolvidos com os assuntos do Templo de Jerusalém;
os soldados romanos fazendo patrulha em grupo ora espancando algum desavisado
que se põe no caminho, ora açoitando com a bainha da espada,
pobres pedintes; mercadores oferecendo suas especiarias preocupados
com os pesados tributos; prostitutas, pescadores e visitantes que aproveitaram
o dia para comprar alguma coisa antes do retorno para seus lares, completavam
o quadro vivo de uma nação dominada pela força
imperialista romana. Cada qual entregue à sua atividade mundana.
Provavelmente, algumas pessoas recorrendo à pouca movimentação
das vielas e becos, evitando a soldadesca ou os olhares e ouvidos de
cidadãos de pouca confiança, outras optaram por uma segurança
maior, a ocultação em meio às plantações
do campo ou o abrigo de prédios antigos em ruína, todas
com um único objetivo: comentar os últimos acontecimentos
que culminaram com um tumulto desmedido, com a flagelação,
humilhação e crucificação de um judeu apresentado
como perturbador da ordem, uma ameaça à “paz”
entre romanos e judeus. Um judeu conhecido como Yeshua ou Jesus para
o nosso tempo foi aprisionado, levado e julgado de forma facciosa, condenado
à morte por ter desafiado com suas pregações, tanto
o poder romano como os orgulhosos sacerdotes do Templo de Jerusalém.
"A data era ideal para aquele que quisesse chamar a atenção
de multidões para as suas idéias” segundo afirma
Richard Horsley, professor de Ciência da Religião na Universidade
de Massachusetts. “A festa tinha um forte conteúdo
político, já que comemorava a libertação
dos hebreus do Egito, que agora estavam sob o domínio dos romanos”.
Ali estavam concentrados, num mesmo lugar, os ingredientes suficientes
para uma revolta popular em grande escala. O poder romano sabia disso,
conhecia os riscos que a festa representava e diante da impossibilidade
de impedi-la – afinal era conveniente manter uma política
de dominação mais pacifica possível – reforçava
consideravelmente o contingente de soldados orientados para pronta intervenção
em caso de qualquer ameaça de distúrbio de que natureza
fosse e pronta dissolução de qualquer grupo em atitude
suspeita; a presença ostensiva das forças militares desencorajava
qualquer tentativa de manobra da massa humana. O resultado era, quase
sempre, um exercício de poder que culminava com desmedida violência
desferida muitas vezes contra inocentes.
Tácito, historiador romano – ano 55 d.C. a 111
d.C.
Narra a história infame de Nero,
o imperador romano de 54 a 68 da Era Cristã, acusando-o de ter
provocado os grandes incêndios de Roma.
“Para desviar as suspeitas procurou
achar culpados, e castigou com as penas mais horrorosas a certos homens
que, já dantes odiados por seus crimes, o vulgo chamava cristãos.
O autor deste seu nome foi Christus, condenado ao último suplício
no governo de Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos.
Sua perniciosa superstição, que até ali tinha
estado reprimida, já tornava de novo a grassar não só
por toda a Judéia, estado reprimido e origem deste mal, mas
até dentro de Roma, onde todas as atrocidades do universo,
e tudo quanto de mais vergonhoso vem enfim acumular-se e sempre acha
acolhimento”.
Outro relato importante é o de Flavio
Josefo que serve para atestar que um homem judeu chamado Jesus, de fato
viveu e constituiu problema tanto para o poder romano como para as autoridades
religiosas do Templo de Jerusalém. Ele menciona Jesus de Nazaré
em meio a uma lista de problemas que perturbavam as relações
entre judeus e romanos quando Pilatos era governador – aproximadamente
entre os anos 26 e 36. Uma observação atribuída
a ele diz que “Pilatos, vendo que Jesus era acusado pelos
nossos homens mais eminentes, condenou-o a ser crucificado. Esse relato
de Josefo é confirmado pelos seguidores de Jesus. O Evangelho
de Marcos, provavelmente a mais antiga narrativa do Novo Testamento
– provavelmente no período de 70 a 80 – conta como
Jesus, traído por Judas Iscariote certa noite no Jardim das Oliveiras,
conhecido como Jardim de Getsêmani, Horto das Oliveiras ou Bosque
das Oliveiras – era um pequeno estabelecimento agrícola,
onde se faziam plantações de variados tipos de flores
e vegetais para consumo caseiro com o aproveitamento da umidade e fertilidade
do solo local; suas encostas eram cobertas de um pequeno bosque de árvores
agradáveis, muitas delas frutíferas provavelmente, onde
nascia o vale de Cedron. Do alto do Jardim, podia-se ver o rio Jordão
cortando o solo para repousar no Mar Morto emoldurado pelas colinas
da Galiléia - foi preso por soldados romanos enquanto seus discípulos
fugiram." Sobre Jesus pesava a acusação de sedição
e por este motivo ele foi condenado à morte. Crucificado, Jesus
viveu ainda por algumas horas até que deixou escapar um grande
grito vindo a morrer em seguida, segundo o relato de Marcos.
O relato apresentado por João é mais completo e historicamente
plausível entre todos que podemos considerar dos que se apresentam
nos evangelhos canônicos. Diz ele que o aumento da popularidade
de Jesus fizeram com que os chefes dos sacerdotes se reunissem em conselho
no Sinédrio para discutirem os perigos de uma rebelião.
Alguns dentre o povo já aclamavam Jesus como Messias (João
11:45-53) – o rei “ungido”
que eles esperavam iria libertar Israel do imperialismo estrangeiro
e restaurar o estado judaico. Mas intensamente, durante a Páscoa,
quando muitos milhares de judeus afluíam a Jerusalém para
as celebrações, esse ímpeto poderia inflamar sentimentos
de nacionalismo hebreu, já latentes na cidade, e transformá-los
numa revolta aberta. Ao Conselho cabia a responsabilidade de manter
a paz entre a população judaica e o exército romano
de ocupação – uma paz tão frágil que,
cinco anos depois, quando um soldado romano de guarda durante a Páscoa
manifestou seu desprezo expondo-se de forma indecente no pátio
do templo, seu gesto provocou uma revolta em que, diz-se, 30.000 pessoas
perderam a vida. Josefo conta essa história e acrescenta: “Assim
a festa terminou em desgraça e desespero para toda a nação,
e em cada lar houve perda de vida”.
João restabelece a discussão do Conselho sobre Jesus:
“Que faremos? Se o deixarmos assim?”
“O povo manifestar-se-á em favor desse suposto novo
rei judeu. E os romanos virão, destruindo nosso lugar santo e
a nação. Caifás, o sumo sacerdote, propôs
que se prendesse imediatamente um homem em vez de se colocar em risco
toda a população”. Até João reconheceu
a argúcia política desse raciocínio: seu evangelho
foi escrito não muito tempo depois da insurreição
de 66-70 contra Roma – que terminou no desastre completo que segundo
ele, fora previsto por Caifás, com a destruição
total do templo e da cidade de Jerusalém.
Nossa intenção é demonstrar com notas históricas
produzidas com base nos documentos examinados e aceitos por pesquisadores
especializados em História da Religião, a barbárie
praticada no ato da crucificação de Jesus, tal como aconteceu
com outros judeus antes e depois dele. No documento "A
Guerra dos Judeus", p.2306 a 2308, encontramos uma outra
anotação digna de ser mencionada: “Muitos cidadãos
pacíficos foram presos e trazidos diante de FLORO, que primeiro
mandou açoitá-los e, em seguida, crucificá-los..."
Floro ousou fazer naquele dia, o que ninguém tinha feito antes,
ou seja, açoitar diante do seu tribunal e pregar na cruz homens
de posto eqüestre; homens que, embora judeus por nascimento, dispunham
pelo menos daquela dignidade romana. Mais uma referência, entre
tantas outras, podemos citar como comprobatória de que a crucificação
era uma prática romana adotada contra os judeus que incomodavam
sua política de dominação. Ainda na mesma obra
“Guerra dos Judeus” nas páginas
5446 a 5451: “Eles foram devidamente açoitados e submetidos
a torturas de todo o tipo, antes de serem mortos, e, em seguida crucificados
em frente às muralhas... quinhentos ou, algumas vezes mais, sendo
capturados cada dia... os soldados furiosos e com ódio extremo,
divertiam-se pregando seus prisioneiros em diferentes posições;
tão grande era o número deles que não se podia
achar espaço para cruzes, nem cruzes para os corpos.”
A tortura, o açoitamento e extrema humilhação eram
atos que antecediam a crucificação romana, o requinte
de perversidade e desprezo pela vida do judeu, revelava sadismo e crueldade
postos a serviço da intimidação pública.
Jesus foi um entre muitos outros judeus crucificados e não se
livrou da flagelação que dilacerou sua carne, expondo
pedaços separados do corpo pela violência sem limite dos
açoites. A violência perpetrada contra Jesus era uma mistura
de ódio à raça com o desprezo pelas tradições
religiosas do dominado; a injustificada ferocidade contava ainda com
um acréscimo em potencial: a suspeita de que Jesus pretendia
o trono de Jerusalém, afinal durante as interpelações
do julgamento a turba ensandecida vociferava: “Crucifiquem!...
Crucifiquem o rei dos judeus!”. O açoitamento ou flagelação
era, como vimos, uma prática que fazia parte do processo de crucificação
– brutal prelúdio da execução que se seguia
à ofensa, ao escárnio imposto publicamente.
Nesses últimos dois mil anos, filósofos, teólogos,
pintores, escultores, poetas, historiadores e agora mais modernamente
alguns cineastas, fizeram relatos da vida de Jesus uma espécie
de espelho a refletir um pouco da própria imagem; uma inequívoca
contaminação dos fatos por vetores do conhecimento subjetivo
que tem transformado a dramática flagelação em
ato de poesia banal. Ao apresentarmos os fatos históricos que
atestam uma visão realista do que aconteceu com Jesus, provocamos
um conflito inevitável que pode culminar com o cisalhamento ou
ruptura de um mito que reduz Deus à condição humílima
e antropomórfica. Afinal Jesus não é Deus, sentiu
na carne toda a ignomínia, todo o ódio, a violência
perpetrada mais intensa; sentiu o calor do sangue a jorrar por todas
as chagas abertas pelo chicote cortante, pela lança a dor calou
o grito... Ele sofreu!
No mesmo período, os romanos crucificaram 10000 pessoas...
Por que Jesus não poderia ser flagelado, se o condenaram ao suplício
mais feroz e infamante, como morte na cruz? Os castigos corporais eram,
como vimos, de hábito comum entre os romanos; o chicote, um símbolo
do seu poderio sobre os povos vencidos, e a flagelação,
embora fosse um método bárbaro, consistia num corretivo
tão comum entre os próprios cidadãos de um mesmo
país, como o velho regime da chibata na época da escravidão
no Brasil. Por acaso alguém desconhece a crucificação
de um infeliz, após intensa flagelação, em uma
favela do Rio de Janeiro não há muito tempo? Aos romanos
pouco lhes importava a distinção entre prisioneiros vencidos
ou escravos, pois não lhes minorava a pena e o tratamento o fato
de serem pobres, ricos ou cultos, mas qualquer reação
ao poder dominante punia-se pelo primeiro capataz ou soldado que se
sentisse irado ou ofendido por qualquer resistência alheia. Diante
disso, porque os que têm assistido as cenas de violência
retratadas nas telas dos cinemas, no filme de Mel Gibson “O
Julgamento de Jesus”, manifestam tanta revolta e horror,
se no cotidiano podem estar acontecendo no mesmo momento? Pensam estar
sendo violada a imagem de Deus?
O fato é que ocorreram cenas degradantes contra Jesus no pátio
da prisão romana em todo o percurso até o local da crucificação,
que não se ajustam à descrição melodramática
dos evangelhos. Os Soldados romanos, como prepostos de Pôncio
Pilatos, eram produtos da férrea disciplina de anos de preparo
e de trabalho consecutivo como guerreiro a serviço da pátria
romana, o que exigia destemor, coragem, altivez e uma dose acentuada
de crueldade. No entanto, jamais desciam ao espetáculo circense
de cuspir e esbofetear os prisioneiros, pois mantinham certo decoro
nos seus atos e tudo faziam para não mancharem sua reputação
de “homens superiores”.
O MITO DA RESSURREIÇÃO
Dra. Elaine Pagels – catedrática do Departamento de Religião
do Barnard College da Universidade de Columbia:
“Jesus Cristo ressuscitou”.
Com essa proclamação nasceu
a igreja cristã.
“Esse talvez seja o elemento
fundamental da fé cristã; por certo é o mais
radical. Outras religiões celebram ciclos de nascimento e morte:
o cristianismo insiste que, num dado momento histórico único
e singular, o ciclo se inverteu e um homem morto voltou à vida!
Para os seguidores de Jesus, esse foi o ponto crítico da história
do mundo e o sinal de que seu fim estar por vir. Desde então,
os cristãos que se atêm à ortodoxia têm
confessado em seu credo que Jesus de Nazaré, “crucificado,
morto e sepultado”, ressuscitou “no terceiro
dia”. Hoje muitos receitam esse credo sem pensar no
que estão dizendo, alguns ministros, teólogos e estudiosos
começaram a contestar essa leitura literal da ressurreição;
e, para justificar tal doutrina, ressalta a atração
psicológica que ela exerce sobre nossas esperanças e
nossos medos mais profundos; para explicá-la, oferecem interpretações
simbólicas.”
Mas boa parte da tradição
primitiva insiste literalmente que um homem – Jesus – voltou
à vida. O que torna esses relatos cristãos tão
extraordinários não é o fato de os amigos de Jesus
o terem “visto após sua morte" –
histórias de fantasmas, alucinações, e visões
eram ainda mais comuns naquela época do que nos dias de hoje–
e sim o de terem visto um ser humano de verdade. Segundo Lucas, a princípio
os próprios discípulos, estupefatos e aterrorizados diante
do aparecimento de Jesus em meio a eles, imediatamente supuseram estar
diante do seu espírito. Mas Jesus insistiu: “Apalpem-me
e entendam, pois um espírito não tem carne e ossos, como
podem ver que tenho”. Como permanecessem incrédulos,
ele pediu algo para comer; e, enquanto observavam-no maravilhados, Jesus
comeu um pedaço de peixe assado. A mensagem é clara: nenhum
espírito ou fantasma seria capaz disso.
Se houvessem dito que o espírito de Jesus continuava vivo, que
ele havia sobrevivido à corrupção do corpo, seus
contemporâneos talvez achassem que tais histórias fizessem
sentido. Quinhentos anos antes, os discípulos de Sócrates
haviam afirmado que a alma de seu mestre era imortal. Mas o que os cristãos
declaravam era diferente e, em termos usuais, totalmente implausível.
O caráter definitivo da morte que sempre fora parte da experiência
humana, estava sendo transformado. Pedro contrasta o rei David, que
morreu e foi enterrado, e cujo túmulo era bem conhecido, com
Jesus, que, apesar de morto, ressuscitara do seu túmulo, “pois
não era possível que ele fosse retido em poder da morte”.
Lucas afirma que Pedro exclui interpretações metafóricas
para o acontecimento que disse haver testemunhado: “Nos comemos
e bebemos com ele após sua ressurreição entre os
mortos”.
Prossegue Pagels em um outro trecho de sua explanação
dizendo: “No entanto, alguns cristãos – aqueles que
ele chama hereges – discordam. Sem negarem a ressurreição,
eles rejeitam uma interpretação literal; alguns consideram
tal interpretação ‘extremamente repulsiva
e impossível’.“ Conforme podemos perceber,
algumas facções cristãs interpretam a ressurreição
de diversas maneiras. Alguns afirmam que a pessoa volta à vida;
antes se encontra Cristo num plano espiritual. Isso pode ocorrer em
sonhos, êxtases, em visões ou em momentos de iluminação
espiritual. Precisamos prestar atenção também no
que diz Lucas e Marcos onde os vemos contar que Jesus apareceu “em
outra forma” não a sua forma terrena anterior, a dois
discípulos que caminhavam na estrada para Emaús. Lucas
diz que esses dois discípulos, profundamente perturbados pela
morte de Jesus, conversaram com um forasteiro, aparentemente durante
várias horas, e o convidaram para jantar. Só quando o
estranho sentou-se em sua companhia para abençoar o pão
é que subitamente o reconheceram como sendo Jesus. Nesse momento,
porém, “ele ficou invisível diante deles”.
Imediatamente antes da passagem sobre a incredulidade de Tomé,
João inclui outro episódio muito diferente: Maria Madalena,
chorando por Jesus perto do sepulcro, vê um homem que ela confunde
com o jardineiro. Quando ela a chama pelo nome, Maria subitamente reconhece
a presença de Jesus – mas ele a ordena que não o
toque.
O próprio Paulo não aceitava a ressurreição
de Jesus como um dado histórico, mas apenas uma exigência
de fé, posta em dúvida por muitos de seus seguidores.
Toda a evidência que possuímos demonstra que não
havia qualquer pensamento de ressurreição nas mentes dos
discípulos, e que eram homens desesperançados na noite
da primeira Sexta-Feira após a crucificação de
Jesus. A manifestação de Jesus aos discípulos após
a morte e sepultamento, constitui um problema que o conhecimento espírita
pode explicar e que certamente contraria o pensamento da Ressurreição.
Como vimos o problema da Ressurreição é muito grave
do ponto de vista teológico, tão grave quanto a possibilidade
de Jesus não ter sido batizado por João nas águas
do rio Jordão como querem fazer supor alguns historiadores –
João teria sido decapitado cerca de duas semanas antes de seu
encontro com Jesus ter acontecido. Sem esses dois pressupostos toda
a doutrina cristã se esfacela.
BIBLIOGRAFIA:
F. Strauss – A Nova Vida de Jesus – 2 vols. Tradução
da versão francesa de Nefftzer e Dollfus – de Helidoro
Salgado – Ed. Lello – Porto – 1907
M. C. Hermínio – Cristianismo: a mensagem esquecida –
Casa Editora O Clarim – 1ª edição – 1988
P. Elaine – Os Evangelhos Gnósticos – Editora Cultrix
-10ª edição – 1979
Revista Época – nº 304 – edição
de 15 de março de 2004
Super Interessante – Edição 183 – dezembro
de 2002.
Dri. Rubem – A Utopia de Jesus – Fé e Política
– Editora Ícone.
M. C. Miranda – O Evangelho de Tomé – Texto e Contexto
– Arte e Cultura -1991
C. D. John – Quem Matou Jesus – as raízes do anti-semitismo
na história evangélica da morte de Jesus – Editora
Imago – 1995
H. C. James – Jesus dentro do Judaísmo – novas revelações
a partir de estimulantes descobertas arqueológicas – Editora
Imago – 1995