Mensagem recebida em 14/06/20007, por Maria Luzia Leitão
do Nascimento, médium do Templo A Caminho da Paz - Cantinho
de Pai Cipriano - RJ dirigente da 2ª filial - Cantinho de Pai
Firmino - PE
Por ser atributo do ser espiritual a
mediunidade é faculdade que o acompanhará onde quer que
este se encontre. O médium não só o é nos
dias e instantes que antecedem o fenômeno durante as sessões
de um terreiro – essa condição se faz presente vida
a fora, dia-a-dia.
Muitos filhos se esquecem dessa particularidade e quando saem do terreiro
não se lembram dos ensinamentos repassados pelas entidades.
Se um médium é dócil,
gentil, educado, fraterno em suas atitudes não o deixará
de ser após as sessões; da mesma forma que se a hostilidade
lhe molda a personalidade em seu cotidiano, essa característica
apresentar-se-á na sua conduta como médium, muito embora
conte com toda amorosidade, disciplina e seriedade de sua Banda.
É comum vermos na lida diária
a despreocupação dos médiuns em cultivar a serenidade,
a paz interior e a gentileza natural.
E aí o que acontece?
Acontece que muitas entidades que lhe
seguiram os passos após a sessão precisando de seus exemplos
no bem a fim de entenderem o significado da palavra caridade de forma
materializada, verão ruir por terra toda aquela aparência
de bom moço e então na próxima sessão o
médium chegará ao terreiro não se sentindo bem
e normalmente alegará que está com algum "encosto"
a lhe perturbar e que precisa de ajuda da corrente, pois na última
semana nada em sua vida deu certo.
Também pudera! Esqueceu que seu
compromisso não é só no terreiro e se permitiu
envolver com energias densas em ambientes não tão saudáveis
a sua manutenção de bem-estar.
E o que é pior: ainda fala que a culpa foi de seu Exu ou de sua
Pombagira que não o protegeu!
Como coisa que sejamos babás de plantão e não tenhamos
serviços a executar.
Há ainda alguns que dizem: "mais
eu faço tudo certinho tomo meus banhos, acendo minhas velas,
firmo minha Banda e só vivo atrapalhado!"
E cá de minha parte vou dizer que assim esse médium continuará
até que perceba que a Umbanda faz caridade e não milagres!
Que a Umbanda mostra o roteiro, porém quem tem que trilhar são
os filhos.
Que nela não há facilitações muito embora
não existam impossibilidades – desde que se queira melhorar
– afinal de contas por que vocês médiuns estão
na Terra em um corpo físico? Já pararam para pensar nisso?
Não pensem vocês que estou
querendo colocá-los numa postura de santidade.
De forma alguma! Pois lugar de Santo é no Céu e lá
a lotação já está pra lá de esgotada
ou então em oratório.
Só estou querendo mostrar que nada passa despercebido à
lei do Todo Poderoso e que não adianta colocar máscara
de bonzinho porque com o tempo essas se desfazem.
Não passem a culpa de seus mal-estares
às entidades.
Não coloquem vossas responsabilidades em nossos ombros e façam
a vossa parte, porque a nossa já o fazemos.
Ou vocês duvidam disso?
Saravá aos filhos dessa
Banda! Laroiê Exu! Exu é Mojibá!
Saravá Tranca Rua das Almas! Saravá Maria Molambo das
7 Saias!
Maria Padilha das 7 Encruzilhadas!
Fonte: Mensagem
recebida em 14/06/20007, por Maria Luzia Leitão do Nascimento,
médium do Templo A Caminho da Paz - Cantinho de Pai
Cipriano - RJ dirigente da 2ª filial - Cantinho de Pai Firmino
- PE