“O amor, profundo como o mar,
infinito como o céu, abrasa todos os seres. Deus é
o seu foco. Como o Sol se levanta indiferentemente sobre todas as
coisas e aquece a Natureza inteira, o amor divino vivifica todas
as almas: seus raios, penetrando através das trevas do nosso
egoísmo, vão iluminar com luzes trêmulas o fundo
de cada coração humano.
Todos os seres foram criados para amar...”
— Léon Denis —
Quantas instruções,
quantas palavras, quantas vidas dadas em sacrifício, para ensinar
à humanidade, pela palavra e pelo exemplo, o significado de
AMAR?
Repetir sempre essas lições anotadas em todos os livros
sagrados e reproduzir listas intermináveis de nomes venerados
seria redundante. Todos conhecemos.
Refletir mais uma vez sobre uma dessas lições... talvez
não seja demais nem supérfluo, uma vez que todos estamos
sequiosos de paz, de bem estar, de saúde do corpo e da alma,
de sentido existencial, de algo que nos proteja da tristeza, do desânimo,
da falta de esperança ...
Façamos isso juntos, então, queridos leitores, mais
uma vez no aconchego da nossa revista, um estudo bem prático
de um pequeno (em extensão) trecho do capítulo O Amor,
de Léon Denis, no livro Depois da Morte, de nosso patrono.
O amor, profundo como o mar, infinito como o céu, abrasa
todos os seres ~ desconhecemos essa profundidade e essa amplitude.
Porque esse sentimento que há em nós está muitas
vezes constrangido a se voltar para uma única pessoa ou objeto
qualquer, recusado muitas vezes ao ser humano que somos, portador
da centelha divina. E essa divindade que somos, como um diamante preso
à pedra bruta, na profundidade da mina, jaz sufocada por sentimentos
egoístas. O amor puro e brilhante permanece poluído
por pensamentos fantasiosos, de posse, de controle, de orgulho ...
Deus é o seu foco... sua origem, sua fonte inesgotável
e, se somos centelhas divinas, a possibilidade de amar está
na nossa natureza mais íntima e, por mais que o livre arbítrio
nos permita desviá-lo de seus propósitos, ele jamais
cessará de jorrar do fundo de nosso ser, pronto a revivificar
a alma e transformar suas experiências em nada menos que plenitude.
O amor divino vai em busca das luzes trêmulas que já
somos capazes de fazer brilhar e aumenta-lhes a intensidade, o que
se traduz por saúde espiritual, mental e física, dando
ao espirito e ao corpo energias desconhecidas e, em tantos casos,
surpreendentes. Assim como cura o indivíduo, cura as coletividades
onde se expressa, sejam famílias, grupos de trabalho, populações
de bairros, cidades e países. O amor salvará o mundo.
Então, queridos, se estamos vivendo momentos de tristeza, amar
nos devolverá a alegria,. Amar colocando-nos no caminho do
bem. Amar ensinando. Amar aprendendo. Amar compartilhando, alegrando,
transformando, Amar embelezando, elevando, sublimando.
Se estamos vivendo momentos de solidão, amar vai trazer-nos
a exata medida do quanto estamos conectados a toda a Criação,
interagindo com um cachorrinho, ou gato abrigado numa instituição,
cuidando de uma horta, fazendo um bolo para doar, buscando grupos
que cantam, que dançam, que brincam para alegrar doentes internados
em hospitais... Amar visitando lares, idosos, crianças, pessoas
necessitadas de qualquer atenção ou cuidado.
Se estamos vivendo momentos de medo, ansiedade ou angústia,
o amor nos fará sentir paz e serenidade, se buscarmos Deus
na prece, individual ou coletiva, na contemplação da
Natureza.
Amar é a finalidade da nossa existência, nos diz Denis.
Fomos criados por amor e PARA amar.
Por que relutar em abrir as comportas da alma e deixar o amor fluir?
Por fim, se somos espíritas, temos a exortação
do Espírito de Verdade anotada por Kardec, que dilui todas
as dúvidas e derruba todas as resistências: “Espíritas!,
Amai-vos, eis o primeiro ensinamento. Instruí-vos,
eis o segundo.