Aproveita o teu dia e
vai semeando au-
xílios, esparzindo bondade de que esteja
rica a tua vida, e provarás o licor da alegria
na taça da felicidade de servir.
— Joanna de Ângelis —
Por enquanto, ainda estamos
precisando ser ensinados a fazer aquilo que é o mais elementar
procedimento de saúde espiritual, do mesmo modo que ainda temos
que ser ensinados a adotar alimentação saudável,
ter atividade física, meditar, respirar adequadamente, para
termos saúde física.
Vamos pensar juntos sobre isso...
Quais auxílios posso distribuir semeando amor nos corações?
De que manifestações de bondade já sou capaz
de esparzir como água refrescante sobre o jardim ressecado?
De que riquezas desfruto em minha vida e que me cabe compartilhar?
Será que já penso no ato do compartilhamento como uma
condição de saúde?
Vamos então aproveitar juntos essa leitura para que ela possa
nos despertar nos motivar, a sermos mais proativos no ato saudável
de compartilhar.
Nós sempre podemos ensinar o que sabemos, com humildade e paciência.
Nós sempre podemos elogiar ao invés de criticar.
Nós sempre podemos dedicar tempo, ouvido, mãos que ajudem
em alguma tarefa.
Nós sempre podemos olhar e sorrir, ao invés de olhar
com indiferença. Podemos indicar um livro, um serviço,
um trabalho, um espaço, um passeio, uma oportunidade de renovação
de vidas.
Podemos sempre calar a notícia ou a palavra que alguém
atirou sobre nós, nos causando mal estar. Por que levar isso
adiante?
O idoso quer contar suas histórias repetidas, a criança
quer atenção para suas habilidades, o jovem quer reconhecimento
de seus talentos. Por que negar alegando falta de tempo ou de paciência?

Ás vezes, basta um e-mail de agradecimento pelo esforço
que fazem e aquele que estivesse talvez a ponto de desistir, recupera
o ânimo.
Todas as virtudes são moedas valiosas no banco do AMOR: coragem,
esperança, tolerância, acolhimento, fé, disponibilidade,
compaixão, alegria de viver. Se estamos em débito, aprendamos
a capitalizar o que a Espiritualidade Superior distribui a mancheias,
a quem tem ouvidos de ouvir e olhos de ver. Mas se nosso saldo é
minimamente positivo cabe-nos compartilhar, fazer depósitos
nas contas daqueles que se acham em estado de falência, sem
julgamento e sem cobranças.
A proposta de Joanna de Ângelis, na frase em epígrafe,
é que façamos isso DIARIAMENTE.
De que dons minha vida está rica?
E como posso semear e esparzir esses dons no tempo e no espaço
que me couber viver?
Afinal, quem não quer provar o licor da alegria, na taça
da felicidade de servir?
