Não te deixes
sucumbir sob as injunções das doenças.
Através da mente sã reconquistarás o equilíbrio
da situação
— Joanna de Ângelis —
Como parte das propostas terapêuticas
do Método de Autocura, que há mais de 20 anos compartilhamos
no grupo terapêutico “Viver em Plenitude”, está
a sugestão de que aquele que se engaja no processo de conquistar
a própria saúde tenha um caderno, que pode ser encarado
como uma caixa de primeiros socorros.
Como funciona?
É simples.
Uma vez estando ligados nos nossos registros íntimos de bem
ou de mal-estar, iremos identificando mudanças positivas de
tais registros e no que os propicia e passamos a anotar em um caderno.
Esse será nosso diário de bordo da viagem da doença
para a saúde, da tristeza para a alegria, do abandono de si
mesmo ao autocuidado.
As anotações a serem feitas podem ser de uma frase que
alguém falou, de um trecho de uma leitura, de uma imagem que
nos sensibilizou positivamente, de uma cena de filme, enfim... qualquer
mensagem de bem-estar, de encorajamento, de alegria de viver, de pacificação,
que tenha efetivamente mudado para melhor nosso estado espiritual,
emocional ou físico.
Uma vez feitos os registros, ficamos com um reservatório de
analgésicos, curativos ou fortificantes para enfrentar as lutas
do dia a dia, diminuindo as dores, cicatrizando feridas, fortalecidos
para os indispensáveis embates.
A título de ilustração, resolvi compartilhar
com os leitores da revista alguns dos remédios da minha caixa
de primeiros socorros, anotações feitas ao longo de
muitos anos e diante de muitos desafios, e que têm me ajudado
sempre que a eles recorro em momentos de dificuldade.
A ideia é que você se dê esse cuidado e faça
seus próprios registros. Mas pode acontecer de meus remédios
também servirem para quem passar por aqui angustiado, triste,
desmotivado, ou simplesmente querendo encontrar elementos de encorajamento
a melhorar cada vez mais.
Pensando em qual seria o movimento de alma mais necessário
a quem quiser aderir a essa proposta, selecionei uma anotação
do livro Episódios Diários, sobre as doenças,
e que coloquei em Epígrafe:
Não te deixes sucumbir sob as injunções
das doenças.
Através da mente sã reconquistarás o equilíbrio
da situação.
Essa é uma revelação e um convite.
E qual é a revelação?
Perceba: não aceitar sucumbir às injunções
das doenças significa que temos escolha!
Não parece nada demais quando estamos saudáveis, mas,
ao surgir uma doença, é comum que nos desequilibremos,
nos deprimamos, nos sintamos incapazes de vivenciar a situação
em outro clima emocional que não seja o da tristeza, do medo,
da angústia.
Assumindo que não é obrigatório o sofrimento,
e que é possível uma experiência com a doença
em clima de tranquilidade e aprendizado, saímos do lugar de
vítimas do acaso, da lamentação, e consequente
passividade, para o lugar de agentes eficazes da própria cura
e manutenção do estado de bem-estar.
Não é obrigatório que a doença
do corpo se complique com a doença da mente, seja
ansiedade ou depressão, ou ambas, que repercutem negativamente
no sistema imunológico, comprometem o sono e a alimentação
fundamentais ao restabelecimento da saúde e deterioram as relações
sociais que nos servem de apoio.
Ao recebermos uma ordem como essa, que nos é dada por Joanna
de Ângelis, se a acolhemos em nosso espírito, ela nos
dará uma injeção de ânimo, de esperança
ativa, que não fica simplesmente esperando, mas movimenta os
recursos da alma com vistas ao objetivo a ser alcançado.
Então, sentiu que fez efeito para você essa frase?
Guarde esse remédio contra desânimo e tristeza em sua
caixa de primeiros socorros para que, em todos os momentos em que
se vir invadido por essas emoções destrutivas, motivadas
pelo surgimento ou agravamento de uma doença, ele renove sua
energia até o ponto em que a afirmativa final de Joanna de
Ângelis se consolide em seu espirito.
“A doença faz parte do processo
normal da vida
como parcela integrante do fenômeno da saúde.”