Espiritualidade e Sociedade





Luzia Mathias

>   Abrindo minha caixa de primeiros socorros

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Luzia Mathias
>   Abrindo minha caixa de primeiros socorros

 

 

Não te deixes sucumbir sob as injunções das doenças.
Através da mente sã reconquistarás o equilíbrio da situação

— Joanna de Ângelis —

 

 

 

Como parte das propostas terapêuticas do Método de Autocura, que há mais de 20 anos compartilhamos no grupo terapêutico “Viver em Plenitude”, está a sugestão de que aquele que se engaja no processo de conquistar a própria saúde tenha um caderno, que pode ser encarado como uma caixa de primeiros socorros.

Como funciona?  

É simples.

Uma vez estando ligados nos nossos registros íntimos de bem ou de mal-estar, iremos identificando mudanças positivas de tais registros e no que os propicia e passamos a anotar em um caderno. Esse será nosso diário de bordo da viagem da doença para a saúde, da tristeza para a alegria, do abandono de si mesmo ao autocuidado.

As anotações a serem feitas podem ser de uma frase que alguém falou, de um trecho de uma leitura, de uma imagem que nos sensibilizou positivamente, de uma cena de filme, enfim... qualquer mensagem de bem-estar, de encorajamento, de alegria de viver, de pacificação, que tenha efetivamente mudado para melhor nosso estado espiritual, emocional ou físico.

Uma vez feitos os registros, ficamos com um reservatório de analgésicos, curativos ou fortificantes para enfrentar as lutas do dia a dia, diminuindo as dores, cicatrizando feridas, fortalecidos para os indispensáveis embates.

A título de ilustração, resolvi compartilhar com os leitores da revista alguns dos remédios da minha caixa de primeiros socorros, anotações feitas ao longo de muitos anos e diante de muitos desafios, e que têm me ajudado sempre que a eles recorro em momentos de dificuldade.

A ideia é que você se dê esse cuidado e faça seus próprios registros. Mas pode acontecer de meus remédios também servirem para quem passar por aqui angustiado, triste, desmotivado, ou simplesmente querendo encontrar elementos de encorajamento a melhorar cada vez mais.

Pensando em qual seria o movimento de alma mais necessário a quem quiser aderir a essa proposta, selecionei uma anotação do livro Episódios Diários, sobre as doenças, e que coloquei em Epígrafe:

Não te deixes sucumbir sob as injunções das doenças.
Através da mente sã reconquistarás o equilíbrio da situação.

Essa é uma revelação e um convite.

E qual é a revelação?

Perceba: não aceitar sucumbir às injunções das doenças significa que temos escolha!

Não parece nada demais quando estamos saudáveis, mas, ao surgir uma doença, é comum que nos desequilibremos, nos deprimamos, nos sintamos incapazes de vivenciar a situação em outro clima emocional que não seja o da tristeza, do medo, da angústia.

Assumindo que não é obrigatório o sofrimento, e que é possível uma experiência com a doença em clima de tranquilidade e aprendizado, saímos do lugar de vítimas do acaso, da lamentação, e consequente passividade, para o lugar de agentes eficazes da própria cura e manutenção do estado de bem-estar.

Não é obrigatório que a doença do corpo se complique com a doença da mente, seja ansiedade ou depressão, ou ambas, que repercutem negativamente no sistema imunológico, comprometem o sono e a alimentação fundamentais ao restabelecimento da saúde e deterioram as relações sociais que nos servem de apoio.

Ao recebermos uma ordem como essa, que nos é dada por Joanna de Ângelis, se a acolhemos em nosso espírito, ela nos dará uma injeção de ânimo, de esperança ativa, que não fica simplesmente esperando, mas movimenta os recursos da alma com vistas ao objetivo a ser alcançado.

Então, sentiu que fez efeito para você essa frase?

Guarde esse remédio contra desânimo e tristeza em sua caixa de primeiros socorros para que, em todos os momentos em que se vir invadido por essas emoções destrutivas, motivadas pelo surgimento ou agravamento de uma doença, ele renove sua energia até o ponto em que a afirmativa final de Joanna de Ângelis se consolide em seu espirito.

“A doença faz parte do processo normal da vida
como parcela integrante do fenômeno da saúde.”

 

 

Fonte: Revista CELD de Estudos Espíritas
> https://celd.xyz/wp-content/uploads/03-Revista_CELD_Marco-2020.pdf

 

 

 

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