Materialização de espíritos
em Ponte D’Uchoa (Recife) na residência do Dr. Rômulo
Cahú
- Quatro depoimentos importantes -
por Paulo Roberto Martins*

Estação do trem Maxambomba
em Ponte D'Uchoa vendo-se ao fundo a fachada da residência de
Dr. Rômulo e Dona Conceição Cahú
Extraordinária Intervenção
Em novembro de 1972, o notável "médium",
Severino Paz de Lyra, presidente do Grupo Espírita Manoel Quintão,
de São Lourenço da Mata - Pernambuco, foi submetido
a uma complicadíssima operação.
A intervenção cirúrgica foi presenciada, entre
outros, pelos Drs. Luiz Carlos e Sebastião Coelho, este último
Coronel Médico do Exército, irmão do Deputado
Felipe Coelho e primo do Ex-Governador Dr. Nilo Coelho.
Também presentes inúmeras figuras da nossa sociedade.
O Coronel Sebastião Coelho foi crivado por diversas perguntas
que foram gravadas para o Museu Espírita de Pernambuco (RAXID
MAITA), Museu Espírita da Guanabara (Antonio Lucena) e José
Travassos.
Além da presença de vários oficiais do Exército,
Médicos, Advogados, Jornalista Nilton Santos e outras figuras
do Comércio e da Indústria, todos em um casarão
localizado no bairro da Jaqueira.
Foi uma experiência nunca vista.
O médium forneceu o ectoplasma para a sua própria cirurgia.
O Espírito operador - Dr. Yany, foram instrumentistas os Drs.
(Espíritos) Zwatra Kearlan e Camerino: Todos estavam materializados;
a cromoterapia (aparelho especial) foi usada como radioscopia.
Fonte: Jornal - O Revelador, outubro de 1973.
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Quando se ausculta um fantasma
Apenas de quando em vez, um temperamento varonil expõe-se
e depõe, positivando a sobrevivência em termos de tangibilidade
e que não se importa com o que os outros possam pensar ou dizer
a seu respeito. O brigadeiro Adil de Oliveira, personalidade
famosa em nossa história, por ter presidido o célebre
inquérito do Galeão, trouxe-nos o seu valioso e judicioso
depoimento que a imprensa divulgou. No Recife, juntamente com outras
altas patentes militares, ele assistiu a trabalhos de materialização
com o médium Waldemar Golvin.
Materializou-se, então, o espírito de falecido médico,
Dr. Kempler, de maneira tão perfeita, que o ilustre militar
patrício não pôde furtar-se a dar o seu depoimento
entusiasta: "O que vi foi o Dr. Kempler. O Dr. Kempler que vi
manipular remédios, que vi dá-los a três senhoras,
que ainda me chamou, que me apertou a mão, que falou comigo,
que me ofereceu um bastão como lembrança e tal entidade
materializada só se diferenciariam de um médico terreno
pelo fato de ter aparecido insolitamente e, insolitamente desaparecido.
No mais, tudo exatamente normal: roupa, porte, aspecto, voz, olhar,
aperto de mão". Considerando como tal fenômeno tão
espetacular se realizou dentro da maior simplicidade, ele obtemperou:
"Nada de rezas, mistérios, auras, trompas e anjos esvoaçantes".
A convite do Brigadeiro Ivo Borges, aos ditos trabalhos
de materialização, compareceu o Dr. Eliezer Magalhães,
irmão de Juracy Magalhães, que prestou o seu depoimento
valioso: "Ao assistir deslumbrado a materialização
de um ser havido como sendo o Dr. Kempler tive a oportunidade de examinar-lhe
o pulso e os batimentos cardíacos, achando-os totalmente diversos
dos do médium". O médico, então, estabelece
a diferença que encontrou entre o médium e o espírito
materializado: O médium tinha batimentos claros, enquanto que
o Espírito era taquicardíaco, com bulhas pouco "audíveis".
E, por fim, aquela prova de que tanto necessitamos: "Tive oportunidade,
diz o dr. Eliezer Magalhães, de verificar bem de perto o médium
Golvin em estado cataléptico e, ao lado, o ente materializado
chamado Dr. Kempler." Como se vê, os chamados fantasmas,
também curam, testemunhando amor missionário e sem fronteiras
e, se o homem duvida, se deixam auscultar para que tenhamos confiança
nas Leis maiores.
Alexander Aksakof, que se notabilizou neste gênero de pesquisas,
conta-nos que, no primeiro contato que teve com o Espírito
materializado de Katie King, uma jovem de outro mundo, esta lhe ofereceu
de presente um púcaro de doce. Também o Brigadeiro
Adil de Oliveira recebeu do Espírito do Dr. Kempler
um bastão com um perfume da sua predileção! Eu,
em minha casa, conservo um disco que uma entidade chamada Atanásio
me deu, fazendo dele um canudo, à minha frente, como nenhum
ente encarnado poderia fazê-lo, talvez por que eu gostasse de
música. Eles, os chamados fantasmas, nos guardam afeto e os
trabalhos que realizam, neste terreno, são verdadeiramente
sacrificais. Um médico que se materializava; na cidade de Ribeirão
Preto, cuja identidade agora não me ocorre, confessava-nos
que aquele trabalho era-lhe penosíssimo, mas lhe fora indicado
para curar-lhe o Espírito da vaidade e cupidez, que era o seu
apanágio na Terra, quando viveu na roupagem de médico
ávido de dinheiro e sem nenhum escrúpulo profissional
para possuí-lo.
Mário B. Tamassia*, "Os mortos acordam
os vivos", pág. 82 a 85, São Paulo (1988), Ed.
EDICEL.
* Dr. Mário Boari Tamassia (1916 –
1993), Doutor em Ciências Econômicas, Assessor e Perito
Judicial, Tributarista e Analista de Balanços. Foi Presidente
da Academia Campineira de Letras; Secretário e fundador do
Conselho Carcerário; Membro da Associação de
Imprensa de Campinas; Inspetor Chefe da Sociedade Protetora dos
Animais; e Presidente e fundador do Centro de Estudos Tributários,
da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (SP) e da
Lareira Assistencial Hermínia. Escritor profícuo,
deixou quinze livros preciosos de conteúdo espiritualista.
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Agindo como Arigó
Há ainda o caso de um médium do Recife, divulgado por
um relatório mimeografado do brigadeiro Adil de Oliveira. O
médium age como Arigó, e a entidade manifestante dá
o nome de Dr. Kempler, dizendo ter falecido na primeira guerra mundial
e ser alemão, exatamente como o Dr. Fritz.
J. Herculano Pires*, "Arigó (um caso
de fenomenologia paranormal)", pág. 16, São Paulo
(1963), Ed. Livraria Francisco Alves.
* Professor José Herculano Pires (1914
– 1979), Graduado em Filosofia pela Universidade de São
Paulo (USP), foi repórter, redator, secretário, cronista,
parlamentar, e crítico literário dos Diários
Associados por 30 anos. De suas 71 obras publicadas, cerca de quarenta
livros foram de Filosofia, Ensaios, História, Psicologia,
Parapsicologia e Espiritismo, vários de parceria com Chico
Xavier.
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Golpe no destino
Relembrei as sessões de materialização, na residência
do Dr. Rômulo Cahú, em Ponte D’Uchoa, em frente
ao Colégio das Damas Cristãs. Sua casa era muito bem
situada, rodeada de árvores frutíferas, mangueiras,
cajueiros, abacateiros e coqueiros, espalhadas por um terreno que
terminava próximo ao Rio Capibaribe. Em frente da mansão,
havia um grande jardim dividido ao meio por uma passarela de nuvens
que imitavam um pequeno muro contornando os canteiros, repletos de
rosas, dálias e margaridas, todas muito bem cuidadas. A passarela
nos levava a uma escada e ao primeiro andar da casa. Seu interior
era muito bem mobiliado, com móveis e vários objetos
antigos, quadros, vasos, estátuas e lustres, todos belíssimos,
parecendo um verdadeiro antiquário. Os freqüentadores
habituais e os convidados eram sempre muito bem recebidas pelo anfitrião.
O Dr. Rômulo Cahú era brincalhão por natureza,
fumava um cigarro atrás do outro. Sofria de enfisema pulmonar
e sua voz parecia um trovão rouco e cavernoso. Sua esposa Da.
Conceição, era afável, simpática e com
a sua determinação coordenava as reuniões de
materialização.
Todas as terças-feiras e com alguma freqüência
também às sextas-feiras, exatamente às dezenove
e trinta horas, nos reuníamos, fazíamos uma prece e,
depois, dirigíamo-nos para uma construção que
se acoplava à casa em sua parte lateral, ao lado do pomar.
A sala de reuniões era espaçosa, com duas janelas de
vasculante, altas, a cerca de um metro e meio do piso. Comportava
cerca de mais de quarenta cadeiras, arrumadas como um auditório
e uma pequena mesa redonda, onde sempre repousava um vaso de flores,
um pequeno serviço de som e um reostato, que controlava a intensidade
da luz vermelha. Num dos cantos da sala, havia uma cadeira de madeira
com o encosto reclinado, onde o médium sentava-se confortavelmente,
quase deitado, até entrar em transe. Uma cortina de fazenda
azulada e, às vezes, estampada, amarrada por cadarços,
deixava o médium isolado em sua concentração.
Entre a cortina e o pequeno auditório, havia um espaço
bem razoável, por onde os espíritos podiam caminhar
e por onde nós mesmos poderíamos ajustar o reostato,
ou mesmo substituir os discos, ou iniciar as músicas, manipulando
assim o serviço de som.
Há cerca de oito meses aproximadamente, eu
freqüentava as reuniões, as quais, apesar de serem bastante
concorridas, as pessoas convidadas ou interessadas em assistir a elas
necessitavam de uma aprovação prévia pelos espíritos
protetores e principalmente do aval de Da. Conceição
Cahú, médicos, engenheiros, advogados, químicos,
professores, militares e os seus familiares, todos muito bem relacionados
no Recife, geralmente lotavam o auditório, principalmente às
terças-feiras. No início das reuniões, o ambiente
era iluminado por uma lâmpada comum de sessenta velas e, somente
quando a materialização ia concretizar-se, acendia-se
a luz vermelha.
Geralmente, ouvíamos, no início, a
Ave Maria de Shubert, seguida de inúmeras outras músicas
sacras. Ficávamos conversando naturalmente, sem nenhuma concentração
e, somente após as palavras de um espírito incorporado
no médium, sabíamos de iria haver ou não os fenômenos
de materialização propriamente dita. Golvim, o médium
de efeito físico, era um homem de estatura média, magro,
com cerca de quarenta e cinco anos de idade. Sua fisionomia era austera
e falava sempre muito alto. Puxava pela perna direita, seqüela
de um acidente automobilístico. Seu andar era cambaleante,
facilmente reconhecido, pois tinha uma perna mais curta que a outra,
e isso o obrigava a um caminhar característico, remexendo,
balançando e compensando, com seu quadril, sua perna defeituosa.
Quando tínhamos absoluta certeza de que a
materialização ia realizar-se, a luz vermelha era acionada
e em apenas alguns minutos, estávamos todos inteiramente acostumados
à nova iluminação. O ambiente ficava completamente
claro aos nossos olhos. O reostato era acionado por nós e,
em muitas ocasiões, os próprios espíritos se
encarregavam de faze-lo, com o intuito de clarear ou escurecer o ambiente.
De repente, sem nenhum aviso prévio, uma névoa
brilhante se condensava e saía para fora e por baixo da cortina,
indo às vezes até o meio da sala. O ectoplasma escorria
pelo cimento do piso, se concentrava cada vez mais, elevava-se a uma
altura de aproximadamente um metro e oitenta. O médium eliminava
o ectoplasma pela sua boca, pelo nariz e, algumas vezes, também
pelos seus ouvidos. Pouco a pouco, formava-se uma figura humana, que
gradativamente se tornava mais condensada e mais nítida. Todos
nós víamos e acompanhávamos a nitidez gradativa
da aparição. A entidade materializada mexia-se como
se tentasse ou quisesse se desvencilhar do ectoplasma e caminhava
como se flutuasse. Deslizava pelo piso, passava por entre nós,
entre as cadeiras, e sentíamos apenas um roçar leve
nas nossas pernas. A cortina sempre aberta para que todos pudessem
ver o médium Golvim e o espírito materializado ao mesmo
tempo. Geralmente se materializava um médico alemão,
Dr. Kempler, que, segundo constava, era um médico-cirurgião,
que morrera na Primeira Guerra Mundial, quando na retaguarda do campo
de batalha, seu hospital de campanha, fora totalmente destruído
por uma bomba inimiga. Diziam que morreu operando um soldado gravemente
ferido. Na sessão de materialização, o brigadeiro
Adil de Oliveira fotografou, usando infravermelho, as materializações
e chegou mesmo a publicar um livreto sobre as aparições
do espírito do Dr. Kempler.
Numa daquelas reuniões, eu cheguei a examinar
ao mesmo tempo, Golvim e o espírito materializado de Kempler.
Fui chamado pelo próprio espírito, que se dirigiu a
mim num espanhol carregado e obtive sua permissão para examina-lo,
como também para examinar o médium. Observei que Golvim,
parecia estar em choque hipovolêmico, frio e com uma sudorese
fina, pegajosa e persistente. Enquanto o materializado, vestido com
uma bata branca, alva, como se houvesse luz tênue por trás
dela e que descia até os seus joelhos, apresentava um pulso
forte, a sua ausculta cardíaca parecia de uma pessoa de certa
idade, pois havia clângor na segunda bulha aórtica, como
se já exibisse sinais de arteriosclerose. A pressão
arterial de Golvim, em transe, era baixa, em torno de 90X50, enquanto
a da aparição situava-se em torno de 160X90. Esse meu
exame foi presenciado por outros médicos e por todos os que
estavam naquela reunião.
Noutras ocasiões, materializava-se mais de
um espírito. O ectoplasma escorria no piso e dividia-se em
três blocos, os quais gradativamente se concentravam para tornarem-se
visíveis as três entidades materializadas. Numa dessas
sessões, Carminha (minha esposa) estava presente e ela pode
verificar a veracidade do fenômeno, quando os três espíritos
foram se condensando, se formando, se materializando a poucos centímetros
de onde nós estávamos com uma visibilidade e nitidez
impressionantes.
Carminha fazia uma verdadeira barreira às
minhas idas às reuniões e, com mamãe, criticava-me,
chegando mesmo a levar ao ridículo minha crença espiritualista.
Consegui, com algum esforço e muito trabalho, que ela um dia
pudesse presenciar todo o fenômeno. Aquela noite parecia que
tinha sido proposital e providencial. Carminha assistiu a todo o desenrolar
da reunião e, mesmo apavorada, segurando forte as minhas mãos,
teve de confirmar a veracidade transcendental dos fatos. Não
deixou de ser católica praticante, mas, sua fé foi abalada,
começando a respeitar e mesmo entender as teorias iniciais
espiritualistas. Daquela data em diante, pude assistir às reuniões
de materialização e freqüenta-las com tranqüilidade
e continuar com as minhas idéias espiritualistas.
Cresceram meus laços de amizade com o Dr.
Rômulo Cahú e com sua admirável esposa, Da. Conceição,
como também com os freqüentadores habituais e particularmente
com Golvim. Era convidado para assistir a qualquer reunião
extraordinária, principalmente àquelas em que o espírito
materializado de Kempler realizava operações e consultas.
O Dr. Pedro Correia de Andrade, velho médico,
já com quase oitenta anos de idade e com seus mais de cem quilos,
freqüentava com certa regularidade essas sessões de cura.
Com seu exagerado peso, ele era acomodado numa cadeira especial de
madeira maciça. A cadeira era pesadíssima e com seu
ocupante ainda muito mais. Algumas vezes um espírito materializado
de um caboclo carregava por trás a cadeira com o Dr. Pedro
sentado e andava por toda a sala, com os protestos dele e de todos
nós, pois procurávamos evitar uma queda desastrosa.
Era inteiramente impossível que alguém pudesse ter aquela
força descomunal, a ponto de carregar uma cadeira pesada por
si só e ainda com mais de cem quilos em cima dela. No recinto
não existia tal Hércules. Esse mesmo espírito
vinha junto a mim e permanecia admirando o meu relógio de ponteiros
luminosos. Às vezes parecia uma criança, brincando e
dando cascudos nas pessoas. Sua fisionomia não era muito nítida,
porém, víamos perfeitamente um cocar de penas em sua
cabeça e em seu peito uma medalha redonda, presa por uma corda
fina marrom, talvez de couro.
O Dr. Pedro era portador de uma insuficiência
circulatória nos membros inferiores e recebia aplicações
de luz vermelha de várias tonalidades de cor, que o espírito
de Kempler materializava na hora, como uma bola brilhante que flutuava
em suas mãos. Numa dessas aplicações, quando
a aparição ajoelhou-se ao meu lado e do Dr. Pedro, eu,
já preparado para isso, realizei a seguinte experiência:
Levava de casa um tubo de ensaio e uma tesoura pequena de unhas. Quando
o espírito se aproximou e ajoelhou-se ao nosso lado, cortei
um pedaço de sua vestimenta e coloquei-a dentro do tubo. Tive
a impressão, esfregando o fragmento com os meus dois dedos,
de que o tecido era suave como se fosse um veludo e, ao mesmo tempo,
macio como uma seda. No fim da reunião, quando a luz normal
foi acesa, observei com todos os presentes que o tubo de ensaio nada
continha. Estava completamente vazio. O ectoplasma esvaiu-se, evaporou-se
totalmente. "Como?" – perguntávamos.
Segundo Enstein, "matéria é energia
condensada" e segundo Leon Denis, "o fluido universal ou
o fluido cósmico etéreo representa o estado mais simples
da matéria, e sua sutileza é tal, que escapa a toda
análise. É entretanto desse fluido, que procedem, mediante
condensações graduais, todos os corpos sólidos
e pesados que constituem a base da matéria terrestre".
Leon Denis continua explicando: "Percorrendo sucessivos graus
de sua rarefação, a matéria passa do sólido
ao líquido, depois ao estado gasoso e, finalmente ao estado
fluido. Os corpos mais duros podem assim voltar ao estado etéreo
e invisível. Em sentido inverso, o fluido mais sutil se pode
gradualmente se converter em um corpo tangível e opaco".
Leon Denis finalmente conclui: "À medida que se rarefaz
e se torna mais sutil, a matéria adquire novas propriedades
potenciais de intensidade progressiva. Disso nos fornecem exemplos
os explosivos, as radiações de certas substancias, o
poder de penetração dos raios catódicos, a ação
a grande distancia das ondas hertzianas. Por eles, somos levados a
considerar o éter cósmico o meio em que a matéria
e a energia se confundem, o grande foco das atividades dinâmicas,
a fonte das inesgotáveis forças que a vontade divina
impulsiona e donde se expandem, em ondas incessantes, as harmonias
da vida e do pensamento eterno". William Crookes, descobridor
da ampola de Crookes dos raios X, no seu livro "Fatos Espíritas",
publicado em 1874, afirma, quando discorre sobre os fenômenos
de materialização: "Não digo que isso é
possível; digo: Isso é real!". Anos depois falecia
Dr. Rômulo Cahú, com um infarto fulminante. O fato nos
entristeceu. Golvim sofreu novo acidente automobilístico, vindo
também a falecer, e finalmente, Da. Conceição
Cahú, alguns anos após, desencarnou, rodeada de seus
amigos e protegida pelos irmãos do além. Dizia Allan
Kardec: "A primeira condição para se granjear a
benevolência dos bons espíritos é a humildade,
a abnegação e o mais absoluto desinteresse moral e material".
Gustavo Trindade Henriques*, "Saudade não
tem passado", pág. 280 a 288, Recife (1997), Ed. da Universidade
de Pernambuco (UPE). Apresentação de Arnaldo Assunção
Filho**.
* Professor Dr. Gustavo Antônio Trindade
Meira Henriques (1933 - ), Graduado em Medicina (1958) pela Faculdade
de Medicina da Universidade do Recife, atual Universidade Federal
de Pernambuco (UFPE); Ex-Chefe de Clínica Médica do
Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Bancários
(IAPB); Ex-Preceptor de Residência Médica no Hospital
Barão de Lucena; foi Professor-Assistente da disciplina Terapêutica
Geral na Faculdade de Medicina da UFPE e posteriormente Professor-Adjunto
da mesma disciplina na Faculdade de Ciências Médicas
da Fundação de Ensino Superior de Pernambuco –
FESP (atual Universidade de Pernambuco – UPE); Ex Vice-Reitor
da UPE e Ex-Superintendente dos Serviços Médicos e
Hospitalares da UPE. Agraciado com a medalha do Mérito Médico
Maciel Monteiro e pela Ordem do Mérito dos Guararapes, Grau
Oficial pelo Governo Estadual de Pernambuco. É membro da
Academia de Médicos Escritores de Pernambuco.
** Professor Dr. Arnaldo Assunção
Filho é médico psiquiatra, professor da disciplina
de psiquiatria na Universidade de Pernambuco (UPE) e na Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE) para os cursos de graduação
em medicina e psicologia.