Marcos Moreira Marques
Doutor em História, UNIRIO (Universidade Federal do Estado
do Rio de Janeiro). Membro do Laboratório de Estudos de
Política e Ideologia – LEPIDE, e do NUESHE (Núcleo
Estudos de História do Espiritismo) da UNIVERSO (Universidade
Salgado de Oliveira), ambos cadastrados no CNPq.
Tese apresentada ao Programa de Pós
Graduação em História da Universidade Federal
do Estado do Rio de Janeiro como requisito parcial para obtenção
do título de Doutor em História
Orientador: Profº Drº Anderson José Machado de
Oliveira
RESUMO
O espiritismo começou a ser estudado e praticado no Rio de
Janeiro a partir da década de 1860 por um pequeno grupo de
intelectuais franceses que residiam na Corte. Até o final
da Primeira República, espalhou-se por todos as cidades do
país, constituindo grupos, entidades, federações
e associações. Nesse percurso, sofreu ataques da Igreja,
foi criminalizado em suas práticas de cura e viu diversos
de seus seguidores processados e presos. Isso não impediu
que se aproximasse de vasta parcela da população,
tanto ávidas por respostas aos seus problemas de saúde,
fome, loucura e misérias, quanto em busca de respostas para
questionamentos que a milênios são propostos: De onde
viemos, quem somos, para onde vamos.
Esta pesquisa
procurou entender como as práticas de cura e caridade influenciaram
decisivamente na expansão do espiritismo no Rio de Janeiro
até o final da Primeira República e como o uso dessas
ações transformou uma doutrina que se apresentava
como ciência, em uma prática religiosa que se expandiu,
se fragmentou e ocupou lugar privilegiado em diversas esferas da
sociedade.