“O Espiritismo nos solicita uma espécie
permanente de caridade
– a caridade da sua própria divulgação.”
— Emmanuel —
O benfeitor Emmanuel, através da psicografia
iluminada de Francisco Cândido Xavier, afirmou que “O
Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade
– a caridade da sua própria divulgação.”(1)
É um convite e um alerta para que possamos intensificar e ampliar
as formas de divulgar esta Doutrina, aproveitando os novos meios e
possibilidades para levar o Consolador Prometido a mais pessoas, sem
desmerecer alguns meios que, apesar de serem antigos, ainda são
extremamente importantes e necessários, como o livro impresso,
palestras presenciais e Congressos, e, é deste último
que quero falar um pouco mais.
- 1- Estude e Viva. Francisco Cândido
Xavier, Emmanuel.
Léon Denis foi um grande incentivador da
realização de Congressos na sua época; presidiu
vários, atuou como palestrante, defendeu o Espiritismo dos
ataques sofridos pela Igreja e pelos materialistas, enfrentou muitas
dificuldades, mas colheu resultados extremamente satisfatórios,
tornando-se conhecido e sendo respeitado não apenas pelo público
espírita, mas também por membros de outras religiões,
como o padre Rocca, que, após assistir Denis discursar no Congresso
Espiritualista Internacional de 1889, disse: “Devo destacar
as calorosas improvisações do Sr. Denis de Tours, que
usou a palavra por mais de 30 vezes, sempre com o mesmo entusiasmo
e o mesmo sucesso.” (2)
- 2 - Léon Denis, o Apóstolo
do Espiritismo, sua vida, sua obra. Gaston Luce.
É bom lembrar que, durante este
Congresso, Léon Denis foi incentivado a escrever aquele que
fora o seu primeiro grande livro, o Depois da Morte, cujos
benefícios são incalculáveis, já que enxugou
lágrimas e esclareceu inteligências de milhares de pessoas,
dentre elas Eurípedes Barsanulfo, em Sacramento-MG.
No Congresso Espiritualista de Liège, no ano de 1905, Léon
Denis destacou a importância destes encontros, ao afirmar:
“Os Congressos são úteis
no sentido de que representam uma afirmação de vitalidade
de nossos princípios e de nossas crenças.
Os Congressos são úteis porque contribuem para orientar
a marcha do Espiritismo.
Neles medimos os progressos realizados. Neles acertam-se as formas
de melhor organizar o trabalho de experimentação e de
propaganda para torná-lo metódico.
Neles se estreitam os laços de solidariedade que unem os espíritas
de diversas regiões, de diversas Federações.
E cada vez que aqueles que participaram desses Congressos retornam
à vida ativa, à luta pelas ideias, eles o fazem com
um novo ardor, com uma confiança bem maior.”
Quem já participou de algum Congresso, Fórum, Encontro,
ou outro evento de maior duração, seja no Centro Espírita
ou fora dele, sabe que Léon Denis estava certo. Os participantes
saem revigorados e fortalecidos para os desafios da vida em sociedade,
na família, no trabalho, e até mesmo para melhor atuar
no centro espírita que se está vinculado.
Muito se discute em torno do assunto, algumas discussões são
extremamente válidas e necessárias, mas, muitas vezes
são debates estéreis em torno de detalhes sem importância,
que visam apenas criticar sem nenhum propósito de ajudar. Sempre
haverá algo a melhorar, já que evento perfeito não
é deste mundo, resta-nos fazer o melhor que pudermos ou incentivar
quem, apesar das limitações e graças à
vontade de servir, faz algo em prol da divulgação do
Espiritismo, esta Doutrina que consola, esclarece e convida o ser
humano a melhorar a si mesmo. É disso que precisamos e é
disso que o mundo precisa.