A questão sobre a concepção
do corpo de Jesus por Maria ainda virgem divide opiniões
no meio espírita. Enquanto boa parte dos espíritas
acredita que Jesus foi concebido de modo natural, isto é,
através de relação sexual entre Maria e José,
outros consideram que Jesus tenha sido um agênere,
isto é, tenha tido um corpo fluidicamente tornado visível
e tangível. Nesse último caso, Jesus não teria
tido um corpo físico como todos os encarnados. A questão
parece ter despertado o interesse de Kardec pois ele menciona em
A Gênese que iria tratar posteriormente do assunto
chamando-o de “mistério da encarnação”.
Em função de sua desencarnação, não
foi possível saber o que ele pensava a respeito. Neste artigo,
apresento uma solução alternativa e cientificamente
fundamentada para o “mistério da encarnação”
de um Espírito através de uma mulher virgem, isto
é, que não tenha tido relações sexuais
ou não tenha passado por inseminação artificial.
Essa solução é apresentada com base em conceitos
sólidos da Ciência e do Espiritismo, e demonstra a
possibilidade, ainda que apenas teórica, de um ser humano
de “carne e osso” ser concebido no ventre de
uma mulher virgem. Conceitos do processo de fecundação
da Biologia e dos fenômenos de materialização
do Espiritismo são utilizados na composição
da solução aqui apresentada. Não se defende
que essa solução seja definitiva pois não há
como demonstrar cientificamente a verdade factual sobre a concepção
de Jesus. Porém, além de mostrar a excelência
da Doutrina Espírita como teoria científica e filosófica
capaz de explicar a possibilidade de fenômenos tão
complexos como esse, o presente estudo mostra que a teoria do
corpo fluídico de Jesus não é mais a única
a explicar a concepção e nascimento de Jesus pela
virgem Maria. Dizendo de outra maneira, e talvez mais importante,
essa alternativa, ainda que teórica, reforça e sustenta
o corpo material de Jesus independentemente de Maria tê-lo
concebido virgem ou não.

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