Espiritualidade e Sociedade





Deise Cravo

>   Trabalhar pela própria iluminação

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Deise Cravo
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Emmanuel, no livro O Consolador, nos diz: “
O trabalho de iluminação pertence a cada um
”.

Possuímos o germe de todas as virtudes e, em cada etapa de nossas existências, recebemos oportunidades para desenvolvê-las.

Vamos, então, acompanhar o processo de crescimento que já percorremos?

André Luiz, no livro No Mundo Maior nos diz: O princípio espiritual por longos milênios teve a possibilidade de “aprender, procriar, alimentar-se, escolher, lembrar e sentir.” Dessa forma desenvolveu sensação e o instinto. Também fornece alguns exemplos deste desenvolvimento: O cristal a rolar na corrente do rio está em processo liberatório; as árvores suportando os golpes das estações estão conquistando a memória; a fêmea do tigre lambendo o filhote está aprendendo os rudimentos do amor; o símio guinchando está organizando a faculdade da palavra.

Emmanuel explica que o mineral desenvolve a atração, o vegetal, a sensação, o animal, o Instinto (O Consolador, questão 79). Chegando à condição hominal, o Espírito alcança sua individualidade e inicia essa nova fase com o instinto, aperfeiçoa a sensação e a sensibilidade, desenvolve sentimentos, até chegar à perfeição. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XI, item 8).

Começa, então, para o Espírito o trabalho de autoiluminação.

O que é iluminar-se? Será que é vestir uma roupa brilhante?

Joanna De Ângelis, no livro Anotações Espíritas, nos esclarece dizendo que a autoiluminação é “preenchermos os requisitos de virtudes exigidas”.

Como podemos preencher esses requisitos? Primeiro, precisamos nos conhecer. Conhecer nossas limitações, nossos gostos e nossas possibilidades. Devemos conhecer em que aspecto precisamos melhorar, pois este será o ponto de partida.

Walter de Oliveira Alves, no livro Educação do Espírito, nos diz que para alcançarmos um potencial futuro é necessário compreender a si mesmo; compreender o mundo que nos cerca, corrigir os erros cometidos e superar os próprios defeitos.


De que forma vamos fazer isso?

No livro Vinha de Luz, lição 11, Emmanuel nos diz que “O Criador oferece à semente, o sol e a chuva, o clima e o campo, a defesa e o adubo, o cuidado dos lavradores e a bênção das estações, mas a semente terá que germinar por si mesma, elevando-se para a luz solar.” A semente é o Evangelho de Jesus e, nele, encontraremos todos os recursos de que necessitamos para conquistar as virtudes.

Recebemos o convite para participarmos desse grande banquete em que as lições do Evangelho são servidas fartamente, através da Doutrina Espírita, que nos apresenta de forma simples e clara os meios de desenvolver a pureza de coração e a forma de colocar em prática o que temos aprendido.

E qual é a forma de colocar em prática o que temos aprendido?

No grande banquete, estamos em companhia de diversos irmãos de caminhada. É com o próximo, que, como nós, também passou por todos os processos de desenvolvimento, que temos a oportunidade de avaliar o que aprendemos e o que temos de aprender. São eles que irão apontar o que devemos corrigir e as virtudes que ainda precisamos adquirir. São instrumentos divinos que nos sinalizam “o roteiro que devemos traçar e seguir para alcançarmos os objetivos nobres” (livro Anotações Espíritas).

Os Espíritos nos dizem que todos os seres humanos possuem em si mesmos o impulso para o progresso, desenvolvem-se por si mesmos, mas não progridem todos ao mesmo tempo e da mesma forma... (L.E. questão 779).

Vamos, então, aprender a conviver com nossos irmãos e prestar atenção às nossas relações, pois, assim, desenvolvemos as virtudes e nos auxiliamos mutuamente.

Vamos valorizar as oportunidades que Deus nos oferece e trabalhar pela nossa autoiluminação.

 

Fonte: Revista CELD de Estudos Espíritas
https://celd.xyz/wp-content/uploads/01-Revista_CELD_Janeiro-2020.pdf

 

 

 

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