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Deise Cravo
> O conhecimento da imortalidade da alma faz diferença
na sua vida?
A imortalidade da
alma é um dos princípios básicos da Doutrina
Espírita. Ela afirma este princípio por meio da comunicação
com os espíritos desencarnados, que contam como se encontram
no mundo espiritual, e também com as pesquisas feitas por diversos
cientistas – como Willian Crookes, que fazia experiências
com o Espírito de Kate King, que se deixava tocar, fotografar
etc. –, que comprovam a sobrevivência da alma após
a morte e a necessidade de outras existências, para que consigam
realizar todo o progresso da alma para chegar à perfeição.
Dessa forma, a sobrevivência da alma e a pluralidade das vidas
sucessivas confirmam a imortalidade da alma.
Sabemos que essa crença é antiga. Os Fariseus e os Essênios
acreditavam (Evangelho segundo o Espiritismo,
Introdução III); Sócrates ensinava a juventude
sobre essa verdade (E.S.E., Introdução
IV); os egípcios, gauleses, bem como os orientais também
possuíam esse conhecimento. Também sabemos que essa
ideia foi mal-interpretada ao longo do tempo pelo Cristianismo e desprezada
pela ciência, como Léon Denis nos esclarece nos livros
Depois da morte e Cristianismo e Espiritismo; e,
por isso, temos hoje graves consequências que se refletem nas
dificuldades que temos em enfrentar os desafios da vida.
Então vamos refletir? De que forma os esclarecimentos que temos
hoje a esse respeito fazem diferença no nosso comportamento
diante das provas da vida?
Léon Denis diz que “... a fé na imortalidade é
fraquíssima em muitos dos que se inculcam (manifestam) discípulos
do Cristo; por vezes, as suas esperanças vacilam...”
(Cristianismo e Espiritismo, Cap. VIII).
Nos capítulos II e V de O Evangelho segundo o Espiritismo,
Kardec nos faz refletir sobre a vida futura, que Jesus apresentava
em seus ensinos “como a meta a que tende a humanidade e
como devendo ser o objeto das principais preocupações
do homem sobre a Terra”; nos mostra que a “simples
dúvida que possua sobre a vida futura, o homem dirige todos
os seus pensamentos para a vida terrena”, e que essa incerteza
traz o desgosto, o descontentamento e dificulta a compreensão
da justiça da Lei de Deus e a utilidade dos desafios e das
dores para a conquista da felicidade.
A falta dessa compreensão leva às doenças físicas
e emocionais, à desistência da luta, ao sentimento de
impotência e à ideia de que não há mais
nada a fazer.
A Doutrina Espírita vem nos mostrar a importância de
observarmos esse aspecto ao dizer que, com a imortalidade da alma,
“o Espiritismo reaviva a fé no futuro, levanta os
ânimos abatidos, faz suportar com resignação as
vicissitudes da vida.” (O Livro
dos Espíritos, Conclusão III).
Precisamos conquistar essa certeza na imortalidade e avaliar qual
o efeito em nossa vida. Ela nos ajuda: a perceber que a dor terá
pouca duração, pois esta vida é somente um ponto
do nosso percurso; a compreender que as lutas são oportunidades
de crescimento; a entender melhor os processos de resignação,
paciência; e a encorajar na busca da solução,
nas escolhas e decisões, de acordo com a vontade de Deus.
O Espírito de Verdade nos diz: “... aprendei com
a preciosa doutrina que acaba com o erro das revoltas, e que vos demonstra
o objetivo sublime da prova humana. (...) preparai-vos, (...), para
um dia vos lançardes, livres e felizes, no seio daquele que
vos criou frágeis, para vos tornar perfectíveis, e deseja
que modeleis, vós mesmos, a vossa própria argila, a
fim de serdes os artesãos da vossa imortalidade”.
(O Evangelho segundo o Espiritismo,
Cap. VI, Item 6).
E, concluindo, Léon Denis nos diz: “Sim, o homem
é grande (...) porque com o próprio esforço,
cria sua futura personalidade; porque todas as aquisições
da sua inteligência, da sua razão e do seu coração,
as deve ele ao seu trabalho e experiência (...). Com mais segurança
há de ele saborear as suas alegrias, porque sentirá
que a vida se lhe tornou estável com a imortalidade.”
(Espiritismo e Cristianismo, A Reencarnação
e Médium, J. D).
Referência bibliográfica:
DENIS, Léon. Espiritismo e Cristianismo.
Rio de Janeiro: Celd.
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: Celd,
2010.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2002.
Fonte: Revista
CELD de Estudos Espíritas
> https://celd.xyz/wp-content/uploads/06-Revista_CELD_Junho-2020.pdf
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