Espiritualidade e Sociedade



José Reis Chaves

>   O cristão Kardec não adulterou a Bíblia e menos ainda fez outra

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José Reis Chaves
>   O cristão Kardec não adulterou a Bíblia e menos ainda fez outra


 

Para os judeus, os sacrifícios de sangue eram agradáveis a Deus, pois eles pensavam que os espíritos amigos deles e que gostavam desses sacrifícios fossem o Espírito do próprio Deus! Mas Jesus disse: “Misericórdia quero, e não sacrifícios” (Mateus 9: 13).

Como os apóstolos, os discípulos de Jesus e os primeiros cristãos eram também judeus, inclusive Jesus, essas ideias de sacrifícios dos judeus passaram para o Novo Testamento. Paulo foi quem mais recebeu essa influência. E como suas cartas são os primeiros escritos do Novo Testamento, elas influenciaram os seus outros autores.

E não deu outra, pois os teólogos cristãos embarcaram também nessa canoa furada! Outro erro deles é o de que os autores bíblicos foram inspirados diretamente por Deus, quando o foram indiretamente por espíritos que agem em nome de Deus. “Não são todos eles espíritos ministradores enviados para serviço, a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hebreus 1: 14).

E outro erro dos teólogos foi exagerar as coisas. Por exemplo, pelo fato de Deus ser todo-poderoso, mas também amor, eles deveriam ensinar para nós tranquilidade diante de Deus. Mas o que eles mais nos ensinaram foi justamente termos medo de Deus, como se Ele pudesse nos aniquilar a qualquer momento, mandando-nos para o tal do inferno mitológico (“hades”), que, apesar de ser também figurado, foi sempre interpretado literalmente. Que contradição! “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8: 31).

Realmente, se Deus é Pai e Mãe de todos nós, jamais deveríamos ter medo Dele, o que seria um contrassenso. Kardec, magistralmente e bem inspirado, disse que a fé deve ser raciocinada!

É sabido que todo livro tem suas partes melhores. E Kardec escolheu as mais importantes do evangelho para a nossa vivência da moral que o excelso Mestre trouxe para nós. Kardec percebeu que o evangelho de Jesus é o melhor código de moral existente no mundo. Por isso, e de acordo com a orientação de espíritos superiores, adotou-o para o espiritismo. E foi assim que ele escreveu “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que nada mais é do que uma coletânea dos textos evangélicos mais importantes e mais apropriados para nós pormos em prática na nossa vida diária com o objetivo de nós podermos acelerar a nossa evolução espiritual e moral. E essas passagens evangélicas escolhidas por Kardec são, pois, rigorosamente as mesmas, “ipsis litteris”, encontradas nos evangelhos, extraídas da tradução da Editora Sacy francesa da época de Kardec. Realmente, pois o codificador da doutrina dos espíritos não adulterou nada da Bíblia nessa sua fantástica obra evangélica. E digo isso com consciência, pois estudei para padre redentorista, além de ser também tradutor dessa monumental obra para a Ed. Chico Xavier. Ela é ricamente comentada por Kardec e vários espíritos de alto nível de evolução moral e espiritual, entre eles os espíritos de santo Agostinho e de alguns dos próprios autores da Bíblia, os quais se manifestaram com uma uniformidade de ideias por meio de um grande número de médiuns de vários países!

E conheço padres e pastores que a têm como um livro de cabeceira e que até estudam seus textos preparando-se para seus sermões e prédicas. Assim, pois, é uma ignorância ou má fé a afirmação de que “O Evangelho Segundo o Espiritismo” é adulteração da Bíblia!

 

José Reis Chaves é teósofo e biblista

 

 

Fonte: https://www.otempo.com.br/opiniao/jose-reis-chaves/o-cristao-kardec-nao-adulterou-a-biblia-e-menos-ainda-fez-outra-1.1076387

 

 


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