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IV ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA
- ANPUH-BA
HISTÓRIA: SUJEITOS, SABERES E PRÁTICAS.
29 de Julho a 1° de Agosto de 2008.
Vitória da Conquista - BA.
Introdução
Analisamos nesse artigo o trabalho realizado
pelos presbiterianos progressistas em Feira de Santana em duas entidades
que atuaram em prol dos mendigos e migrantes, a Associação
Feirense de Assistência Social (AFAS) e o Serviço de
Integração de Migrantes (SIM), respectivamente. Investigamos
como foi realizado o método de escolarização
(disciplinarização, controle do tempo e capacitação),
do migrante e sua introdução no mundo e no tempo capitalista/protestante,
ou seja, o momento em que a aprendizagem técnica profissional
foi desenvolvida no SIM. De que forma a ética protestante dos
presbiterianos entremeava e influenciava nos trabalhos de integração
do mendigo e do migrante na comunidade feirense. O período
em questão são os anos qu e vão de 1970 a 1990.
A escolha do recorte justifica-se pelas mudanças que vinha
m acontecendo no cenário nacional e feirense a partir da segunda
metade do século XX , quer seja no meio econômico, como
no político e no social. Transformações na sociedade
e no universo teológico.
(...)
Protestantes
ecumênicos transformam mendigos e migrantes em operários
Nas atividades realizadas pelos protestantes
ecumênicos, tanto na AFAS, quanto no SIM, percebemos que a conduta
racional baseada na “centralidade do trabalho como vocação,
realizado para a glória de Deus” (SILVA, 2007, p. 135),
bem como o ascetismo influenciou a moralização da nova
força de trabalho industrial feirense. Toda a obra desenvolvida
pelos líderes ecumênicos de Feira de Santana, tinha o
trabalho como finalidade última. As representações
que foram inculcadas na mentalidade dos trabalhadores, através
da ação pedagógica, ligadas a ética do
trabalho em que há um atrelamento do princípio da vocação
onde “o trabalho constitui [...] a própria finalidade
da vida” e “a falta de vontade de trabalhar é um
sintoma da ausência do estado de graça”, foram
fundamentais na capacitação e moralização
do profissional que era conduzido ao mercado de trabalho nascente
(WEBER, 1967, p. 113).
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HISTÓRIA: SUJEITOS, SABERES E PRÁTICAS.
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