Espiritualidade e Sociedade





Pedro Paulo Amorim


>   As tensões no campo espírita brasileiro em Tempos de Afirmação (Primeira Metade do século XX)

Artigos, teses e publicações

Pedro Paulo Amorim
>   As tensões no campo espírita brasileiro em Tempos de Afirmação (Primeira Metade do século XX)

 

 

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo analisar o projeto homogeneizante da FEB em busca da pretendida hegemonia no interior do Campo Espírita Brasileiro, através de minuciosa pesquisa em fontes institucionais na busca da tentativa de construção da identidade espírita, tendo em vista a relação entre a cultura letrada e o Espiritismo, através dos principais periódicos espíritas: Reformador, Mundo Espírita, O Clarim, Revista Internacional de Espiritismo, Revista Espírita do Brasil e o Almenara.

A partir da análise dessas fontes pudemos destacar a atuação de quatro entre os principais intelectuais espiritas: Carlos Imbassahy, Leopoldo Machado, Deolindo Amorim e Herculano Pires. Todos responsáveis pela construção de algumas redes de sociabilidades criadas no interiordo Campo Espírita Brasileiro, cuja análise nos permitiu identificar os principais interesses que moviam a economia de forças reveladas pelo Espiritismo Brasileiro.

 

 

Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da
Universidade Federal de Santa Catarina como requisito final para
obtenção do Grau de Doutor em História Cultural.
Orientador: Prof. Dr. Artur Cesar Isaia
Florianópolis
2017

 

 

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INTRODUÇÃO

Em 2011, ao apresentarmos nossa dissertação de mestrado, atestávamos o crescimento vertiginoso dos estudos acadêmicos sobre temas diretamente ligados às religiões ou religiosidades, tendo como base o grande sucesso dos três primeiros encontros do Grupo de Trabalho Nacional de História das Religiões e das Religiosidades – (ANPUH), responsáveis pela consolidação definitiva das referidas temáticas no cenário acadêmico e no calendário dos eventos culturais brasileiro, nos quais, em outubro de 2010, foram apresentados 230 trabalhos em três dias de encontro em Florianópolis (SC). Hoje constatamos definitivamente a materialização do GT devido às exitosas realizações dos quarto e quinto encontros nacionais ocorridos, respectivamente, nas cidades de São Leopoldo (RS), em 2012, e na cidade de Salvador (BA), em novembro de 2014. Se não bastasse o grande sucesso dos encontros nacionais, podemos destacar ainda os encontros regionais e estaduais dos GTs de História das Religiões e das Religiosidades espalhados pelo país em que agregam cada vez mais pesquisadores em torno da temática, além dos encontros promovidos pela Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR). Outro termômetro desse sucesso é a consolidação no cenário nacional da Revista Brasileira de História das Religiões (RBHR), que atingiu rapidamente o índice B1 do “Qualis”, em 2012.

Assim, em razão direta da natureza dinâmica desses temas, concluímos ser necessário o desenvolvimento de muitos outros estudos, a fim de ampliarmos o nosso entendimento acerca dos temas em questão. Em virtude dessa necessidade, apresentamos aqui nossa
contribuição para as reflexões ligadas a tais assuntos; mais especificamente relacionados ao Espiritismo.

 

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SUMÁRIO
Introdução............................................................................................. 19
Capítulo 1 – Espiritismo e letramento.................................................. 33
1.1 – O livro e identidade espírita......................................................... 33
1.2 – As fontes institucionais espíritas – Os periódicos espíritas......... 62
1.2.1 – Os periódicos, os intelectuais e as redes – Uma primeira
aproximação.................................................................................... 74
1.2.1.1 – Reformador...................................................................... 75
1.2.1.2 – O Clarim.............................................................................. 75
1.2.1.3 – Revista Internacional de Espiritismo.................................. 76
1.2.1.4 – Revista Espírita do Brasil...................................................... 76
1.2.1.5 – Mundo Espírita...................................................................... 76
1.2.1.6 – Almenara .............................................................................. 77
1.3 – As Gerações da FEB.................................................................... 77
1.3.1 – 1ª Geração – Fundadores......................................................... 79
1.3.2 – 2ª Geração – A Liga.................................................................. 96
1.3.3 – 3ª Geração – O Pacto............................................................. 100
1.3.4 – 4ª Geração – Internacionalização............................................. 101
Capítulo 2 – O projeto homogeneizante da FEB e a imprensa
espírita............................................................................................... 105
2.1 – Periódicos Espíritas..................................................................... 105
2.1.1 – Reformador............................................................................... 105
2.1.2 – Mundo Espírita......................................................................... 113
2.1.3 – Revista Espírita do Brasil......................................................... 122
2.1.4 – O Clarim................................................................................... 126
2.1.5 – Revista Internacional do Espiritismo........................................ 131
2.1.6 – Almenara............................................................................ 137
2.2 – A FEB, o Pacto Áureo e as lutas intestinas na imprensa espírita 141
2.2.1 – FEB – Surgimento e Constituição....................................... 141
2.2.2 – Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho..................... 188
2.2.3 – Rumo ao Pacto Áureo............................................................... 198
Capítulo 3 – Intelectuais e redes...................................................... 227
3.1 – Intelectuais espíritas.............................................................. 227
3.1.1 – Carlos Imbassahy................................................................ 231
3.1.2 – Leopoldo Machado............................................................... 240
3.1.3 – Deolindo Amorim............................................................... 250
3.1.4 – Herculano Pires.................................................................... 261
3.2 – As Redes de sociabilidade e seus locais.................................... 285
3.2.1 – As relações de amizade entre os quatro intelectuais............... 287
3.2.2 – Escola de Niterói................................................................. 288
3.2.3 – A Cidade do Rio de Janeiro................................................... 289
3.2.4 – As redes nos jornais e revistas espíritas................................... 294
Considerações Finais............................................................................ 339
Referências Bibliográficas.................................................................... 344
Fontes.................................................................................................... 350
Índice Onomástico................................................................................ 363
Anexo A – Lançamento de Periódicos Espíritas até 1960.................... 409
Anexo B – Países Afiliados a CEI........................................................ 419
Anexo C – Instruções de Allan Kardec aos Espíritas do Brasil........... 422
Anexo D – Ata do Pacto Áureo............................................................ 430
Anexo E – Quadros Resumos das Atuações dos Quatro Intelectuais.. 433
Anexo F – Cronologia.......................................................................... 445
Anexo G – Organograma do Movimento Espírita Federado (FEB)..... 458

 



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