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José Márcio de Almeida
> Tudo posso, mas nem tudo me convém
Todas as coisas me são
lícitas, mas nem todas as coisas convêm.
(1)
Todas as coisas me
são lícitas, mas eu não me deixarei dominar
por nenhuma.(2)
1 - Cor 6:12 [1ª parte]
2 - 1Cor 6:12 [2ª parte]
Em sua primeira Carta à comunidade
cristã de Corinto, o Apóstolo Paulo revelou-nos, de
forma consciente, a direta, perfeita e equilibrada relação
existente entre livre-arbítrio e lei de causa e efeito: “Todas
as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm.
(...)”
(1Cor 6:12[1a parte]).
“(...) Todas as coisas me são lícitas, mas eu
não me deixarei dominar por nenhuma.” (1Cor 6:12 [2a
parte]).
Verdadeiramente, admirável!...
Chegados ao reino hominal, reino este caracterizado pela predominância
da razão (pensamento contínuo e estruturado), estamos
todos nós em condições de discernir entre o certo
e o errado, entre o que nos convém e o que não nos convém:
não nos faltam informações. Notemos que o alerta
que nos faz o convertido de Damasco – de que tudo posso, mas
nem tudo me convém – é alicerçado no exemplo
e na vivência do próprio Paulo.
No uso e gozo de nossa faculdade de pensar e agir, tudo podemos fazer,
entretanto, valioso nos será ponderar, medir e refletir sobre
as repercussões de nossas escolhas e de nossos atos.
É ético? É moral? São perguntas que devemos
nos fazer ante a constatação de que tudo nos é
lícito e possível.
A vinculação desequilibrada reclamará desvinculação!
A inobservância da lei exigirá reparação!
Os efeitos dos atos praticados no hoje, potencializados pelo conhecimento
da lei, ensejarão, no amanhã, medidas, às vezes
duras e enérgicas para o tratamento de suas causas!
Não nos deixemos dominar pelas coisas que, embora lícitas,
atrasam-nos a marcha e nos fazem devedores da lei, conforme nos fala
Paulo.
Recorramos àquele que é o médico de nossas almas
e o amigo de todas as horas: Jesus! Saibamos resistir às “tentações”
que, embora lícitas, afastam-nos da rota e nos conduzem à
porta larga. Aproveitemos todas as oportunidades que nos são
concedidas, a cada dia, pela Providência Divina.
Ouçamos Pedro quando nos diz para sermos sóbrios, vigiarmos
em oração e termos ardente amor uns com os outros, porque
o amor cobrirá a multidão de pecados.
Fonte: Revista
CELD de Estudos Espíritas
> https://celd.xyz/wp-content/uploads/02-Revista_CELD_Fevereiro-2020.pdf
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