Espirituialidades e Sociedade


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07/02/2018

 

por Djair de Souza Ribeiro
Fotos: Sandra Patrocínio

 

 

Seminário “Vida e Plenitude” com Divaldo Franco

 

 

Tarde e noite de 3/2/2018.

Dando continuidade à conferência do Seminário Vida e Plenitude, Divaldo inicia a abordagem do tema narrando os episódios envolvendo o mestre grego-armênio George Ivanovich Gurdjieff (1866-1949) e a psicologia muito especial conhecida como o 4º Caminho com a filosofia do autoconhecimento profundo através da lembrança de Si. Esses ensinamentos foram transmitidos para o Ocidente pelo matemático e filósofo Piotr Demianovitch Ouspensky (1878-1947) que editou as obras “Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido - Em Busca do Milagroso” onde expõe as ideias de Gurdjieff.

Pela mesma época surge o psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Gustav Jung (1875-1961) pai da Psicologia Analítica através da qual propôs os conceitos: Consciente Coletivo e Pessoal, o Self, os Arquétipos, os Complexos, Sincronicidade e os tipos psicológicos (Tipo Pensamento; Tipo Sentimento; Tipo Sensação e Tipo Intuição e dirigindo as esses 4 tipos há a tendência predominante do movimento da libido: Extroversão ou Introversão.

Do ponto de vista psicológico o ser humano é constituído de cinco (5) características:
1. Personalidade: É a “máscara” que afivelamos à face projetando como desejamos ser conhecido e que tem como objetivo evitar que os outros penetrem em nossa intimidade. Divaldo cita o livro “Porque Tenho Medo de lhe Dizer Quem Sou?” de autoria de John Powell cuja abordagem é: Eu não direi quem sou, porque você não me receberia.

“Em permanente representação dos conteúdos mentais, e dominada pela imposição das leis e costumes de cada época e cultura, a personalidade representa a aparência para ser conhecida, não raro, em distonia com o eu profundo e real, gerador de conflitos”. Joanna de Ângelis, O Ser Consciente

2. Conhecimento: São as aquisições intelectivas e formada pelas lições de aprendizagem podendo ser Cognitivas (Erro e acerto) ou Intuitivas (insight).

3. Identificação: São as sintonias daquilo com o que temos afinidade e melhor nos identificamos. “A identificação assinala o estágio de evolução de cada pessoa, fadada à elevação, que, para conseguir, deve liberar-se daqueles valores, desidentificando-se de hábitos milenários, fixados, alguns, atavicamente, aos painéis do ser, gerando falsas necessidades, que se tornam fundamentais, portanto responsáveis pelo sofrimento nas suas várias facetas”. Joanna de Ângelis, O Ser Consciente.

4. Consciência: Jung definiu a consciência como sendo a relação dos conteúdos psíquicos com o ego, na medida em que essa relação é percebida como tal pelo ego. “A consciência adquirida — a perfeita identificação do conhecimento e do fazer, do saber e do amar — faculta a ampliação das próprias possibilidades para penetrar em dimensões metafísicas, onde outras realidades são bases do ser pessoal”. Joanna de Ângelis, O Ser Consciente.
A Consciência, atuando com o Conhecimento, forma a base do discernimento.

5. Individualidade: A característica que o Ego procura defender a todo custo. “Somatório de todas as experiências, a individualidade é o ser pleno e potente, que alcançou a auto-realização. Imperecível, a individualidade é o Espírito em si mesmo, que reúne as demais dimensões e sabe conscientemente o que fazer, quando fazê-lo e como realizá-lo, para ser a pessoa integral, ideal. Enquanto a filosofia informava que a pessoa não é o indivíduo, na visão da psicologia profunda, este, que superou os condicionamentos e comportamentos pessoais de consciência livre, é o ser total, pessoa transitória, individualidade eterna”. Joanna de Ângelis, O Ser Consciente.

Posteriormente Divaldo cita a comovente história de Ananda relatada - em toda sua emoção e detalhes – no livro de Dominique Lapierre (1931), “Muito Além do Amor”.
Ananda, jovem hindu Pária (classe social inferior), que aos 13 anos foi expulsa de casa por manifestar a Hanseníase. Abandonada foi sequestrada violentada sexualmente e colocada em um prostibulo até o momento em que as feridas da Lepra tornaram-se evidentes resultando na sua expulsão daquele antro.

Uma vez mais abandonada e quase morta de fome foi acolhida por Madre Teresa de Calcutá que não só lhe salvou a vida física tratando-a da moléstia e alimentando-a como também, e principalmente, devolvendo-lhe a dignidade e a vontade de ser útil a seu próximo e inundada de felicidade adotou o Cristianismo passando a integrar a congregação religiosa das Missionárias da Caridade, ordem fundada por Madre Teresa.

Eclodia em todas as partes do Mundo o surto de AIDS fazendo-se acompanhar de terrível preconceito em virtude da ausência de tratamento e cura, o que relegava os aidéticos ao mais completo abandono.

Madre Teresa, fazendo-se acompanhar de outras 10 irmãs da Ordem – incluindo Ananda – que iniciaram, em Nova York, a assistência aos desvalidos, incluindo alguns prisioneiros homicidas e condenados à pena de morte

Um dos condenados afeiçoou-se por Ananda e ela esquivou-se. Um dia ele disse-lhe que era rejeitado por ser aidético. Ela lhe respondeu, tranquila, que não se tratava disso, mas porque era casada com Jesus, e afirmou:
— Perco a vida, mas não trairei Jesus.
O criminoso, tomado de um ódio covarde aplicou em Ananda , quando ela estava atendendo outro paciente, sangue retirado do próprio corpo que iria contaminá-la.
Ela sorriu para ele e afirmou sem medo, nem ódio ou raiva:
— Seja feita á vontade de Jesus - e seguiu naturalmente com as suas tarefas.
O condenado morreu poucas semanas depois. Ananda prosseguiu sua missão e nunca desenvolveu a doença.

A AIDS eclodiu na Humanidade na esteira da inversão de valores morais que vem ocorrendo desde os finais dos anos 1950 gerando como consequência a licenciosidade sexual, e o banimento de Deus e da religiosidade.
A humanidade empanturrada de tecnologia experimenta, porém, sofrimentos emocionais e morais a se refletir nas imensas multidões de depressivos.
Mas o comportamento pendular da sociedade humana desloca-se uma vez mais e tem início a volta dos cientistas e da ciência para Deus minimizando as crises passadas.

Fazendo contraponto ao ilusório império materialista-ateísta Divaldo cita o Químico americano e Presidente da Academia de Ciência de Nova York o Dr. Abraham Cressy Morrison (1864 – 1951) que publicou um artigo na imprensa americana intitulada “Sete Razões que um Cientista Acredita em Deus” (Seven Reasons a Scientist Believes in God).

Nesse artigo o Dr. Morrison – baseado na lógica das descobertas científicas – enumera as razões que comprovam cientificamente a existência de Deus.

Utilizando-se do conhecimento da velocidade de rotação da Terra, da distância da Terra em relação ao Sol, da espessura da camada da atmosfera que circunda a Terra, do ângulo de inclinação do eixo vertical da Terra, da existência da Lua etc, o Dr. Morrison conclui que tudo foi cuidadosamente pensado e construído para que a vida na Terra fosse possível e, dessa maneira, ALGUÉM se preocupou com isso e cuidou de todos os detalhes. Se não foi Deus – pergunta o cientista – quem teria sido?

Deus retorna a pauta das considerações científicas e o homem deixa de ser apenas um amontoado de átomos, moléculas e células fadado ao túmulo após uma breve existência para se transformar em herdeiro do Universo.
Mas para sentirmos a presença de Deus é necessária uma condição: amar.
Amar, como nos convidou Jesus - o tipo mais perfeito que Deus deu aos homens para lhes servir de Modelo e Guia – e anotada pelo evangelista Marcos no capítulo 12:29 e 30: Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

A tecnologia e a ciência auxiliam, mas somente o amor edifica permanentemente.
Divaldo Franco, conclui sua palestra emocionando a todos os presentes com a narrativa da página de autoria de Felício Terra em torno da vida de Leland Stanford Senior, sua esposa Jane Stanford e do filho Leland Stanford Junior (1868-1884) cuja morte – por tifo - durante uma viagem pela Europa, despertou nos pais a motivação para as preocupações transcendentais da vida.

Tocada pelos exemplos de amor do filho Leland pelas crianças desassistidas e excluídas de um orfanato que um dia visitara junto com a mãe, o casal Stanford passou a considerar a ideia de fazer das crianças da California as crianças da família Stanford.
Com essa motivação o casal fundou a Universidade Stanford (oficialmente o nome é Leland Stanford Junior University).

Nessa emocionante história vemos retratado, uma vez mais, a aplicação das recomendações do Mestre Jesus o amor incondicional a Deus, ao próximo e a nós próprios e as do Evangelista João: “Amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. 1 João 4:7 e 8

Divaldo encerrou a conferência luarizando a todos com poema da gratidão. Gratidão a Deus por tudo que temos e somos.

 

Fonte: http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/FEVEREIRO/06-02-2018.htm

 

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