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>   Na mira da pesquisa, as cartas psicografadas por Chico Xavier - Ademir Xavier realiza pesquisa estatística das cartas psicografadas por Chico



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14/04/2017

 

Escrito por Eliana Haddad
Correio Fraterno

Durante mais de duas décadas, Chico Xavier escreveu em sessões públicas de psicografia cartas que consolaram famílias, revelando que a vida realmente continuava para os entes queridos que partiam. Frequentemente destinados aos pais, maridos e esposas abalados com a perda, muitos desses textos estão registrados em vários livros de editoras espíritas, que documentam inclusive as evidências de personalidade dos autores espirituais, identificadas através de detalhes particulares, segredos, gírias, apelidos, citações etc.

Desde 2010 o pesquisador Ademir Xavier está desenvolvendo um trabalho de compilação de parte desse material publicado, analisando através de métodos estatísticos 159 cartas particulares psicografadas pelo médium mineiro.

 

 

A análise é efetuada com base em algumas medidas extraídas de cada texto, tais como: o número de palavras, a causa mortis e a idade do comunicante, a data da mensagem e de falecimento, o 'anfitrião' que recebeu o comunicante após sua desencarnação e número de citações.

"A ideia é permitir que várias correlações sejam investigadas, o que fornecerá um quadro da riqueza de informação contida nas comunicações privadas psicografadas pelo médium na divulgação do espiritismo", explica Ademir.

O objetivo principal do estudo é extrair e catalogar atributos do maior número possível de cartas psicografadas, ressaltando o conteúdo de citações e informações, dividindo-as em várias classes. Com a tabulação do conteúdo desses textos, será possível fornecer, segundo o pesquisador, um índice e arquivo correspondente para as cartas, cuja base poderá ser disponibilizada para outros interessados.

"Poderemos, por exemplo, compreender melhor, a partir do estudo, os processos envolvidos em mediunidade psicográfica", ressalta Ademir.


 

Chico dizia que o telefone tocava de lá pra cá. Muitas vezes, sem saber quem era o espírito que dele se aproximava e queria se comunicar, perguntava à pessoa interessada que receberia o 'recado' do telefone: "Sabe quem é fulano de tal?" Tinha muito cuidado, afinal, de não endossar qualquer conversa. As cartas de Chico aliviaram muitos lutos familiares e acabaram por encaminhar muita gente ao espiritismo, tornando-se, inclusive, referência na assistência social, fundando muitas casas espíritas, como ocorreu com dona Yolanda César, que desencarnou em agosto passado, e que, por várias vezes, confessou ter sido devolvida à vida depois de 39 anos de luto, quando começou a receber através de Chico as cartas de seu filho Augusto César.

Como é fato comum nas cartas ter a citação de nomes de vários parentes, além de seus apelidos, inclusive desencarnados, algo para o que os céticos torcem o nariz, argumentando em torno da possibilidade de o médium ter tido acesso a essas informações por meio de parentes próximos, que, em algumas ocasiões, com ele conversavam antes das sessões, a pesquisa de Ademir Xavier em termos estatísticos revela dados bem diferentes, que fazem refletir.

"Ainda que seja possível que uma ou outra informação tenha sido proferida por algum parente em determinadas ocasiões, é absolutamente impossível que isso tenha se verificado em todas elas e no mesmo grau", conclui o pesquisador, cujo objetivo está sendo justamente mostrar que a quantidade de informação contida nas cartas adquire uma dimensão imensurável quando o conteúdo frequentemente despercebido pelos céticos é levado em consideração.

"Com isso, é muito difícil imaginar como esse tipo de informação pode ter sido transmitido de uma fonte qualquer que não o comunicante", afirma.



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Outra questão considerada é a existência de frases sintéticas que só podem ser corretamente decodificadas pelos parentes, a presença de intenção claramente demonstrada em inúmeras cartas, que também exige um processo de 'decodificação', algo mais complexa por parte de parentes muito próximos e a referência a situações que só foram descobertas depois do falecimento do comunicante, ou que eram conhecidas apenas por poucos familiares.

"Tudo, em conjunto com o número de citações, inclusive de apelidos de falecidos, torna o fenômeno das cartas particulares por Chico Xavier de uma riqueza inestimável para a literatura espiritualista e para o apoio à tese da sobrevivência", assinala.

 


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Ele esclarece que a pesquisa só está começando e que o objetivo do trabalho não é simplesmente teorizar sobre o processo de comunicação mediúnica, mas que este estudo pode prover subsídios para uma melhor compreensão dos mecanismos desse processo tal como ele se apresenta a partir dos dados disponíveis, demonstrando o caráter científico da pesquisa da sobrevivência.

Com a palavra, o pesquisador

 

Por que você resolveu fazer essa pesquisa?

Ademir Xavier – A existência das comunicações particulares coloca um problema sério para os céticos, que contestam a possibilidade das comunicações. É que, por conterem elementos facilmente comprováveis, em um sentido específico do conteúdo da mensagem e no contexto em que são produzidas, elas são, no nosso entender, uma das mais graves anomalias presentes para o status quo científico que simplesmente despreza sua existência. Existem muitos textos que falam de possíveis aberrações na psicologia de médiuns ou teses de fraude, mas são escassas as tentativas de se estudar o fenômeno mediúnico tal como ele ocorre, de fato. Como poderemos desenvolver e aplicar um fenômeno ao se partir de sua explicação equivocada? Então, decidimos criar uma abordagem sistematizada para tentar investigar os fatos tais como eles nos apresentam, dando valor a esses dados. Em conversas com Alexandre Caroli Rocha acabamos desenvolvendo o tema dessa pesquisa. Sou agradecido também a Elizabeth Freire (Universidade de Aberdeen, Escócia) que nos indicou um caminho para o tratamento sistemático dos dados. Faz bastante tempo que nos interessamos pelas cartas em si, e a possibilidade de fazer um trabalho com elas desde 2010, com o conhecimento adquirido no tratamento de dados, somente aumentou nossa expectativa em direção a sua realização de fato. (Veja também o texto em inglês)

Qual a importância do resultado dessa pesquisa para o espiritismo e para a ciência?

A literatura mediúnica pode ser dividida em duas grandes classes: a de textos produzidos por autores espirituais versando sobre temas próprios ao redor de princípios doutrinários, na forma de dissertações dirigidas ou romances, histórias e estudos etc, e outra grande classe, a das mensagens particulares. Kardec (em Céu e inferno, nota de rodapé do Cap. I, "O Passamento" na Parte II) nos fala que o primeiro caso corresponde aos ensinos das grandes autoridades do Plano Espiritual, enquanto que a segunda se refere às "pessoas comuns", "gente como a gente" que viveu muitas vezes uma vida obscura ou totalmente ligada a um grupo familiar restrito. Se a primeira classe traz a teoria, da outra vem a prática. Aprendemos muito com os grandes mestres de além-túmulo, mas é através da narrativa de Espíritos que tiveram uma vida parecida com a nossa é que podemos compreender, de fato, o processo da desencarnação e o estado de felicidade ou infortúnio em que nos encontraremos depois desta vida. É nesse tipo de narrativa onde achamos a validação dos princípios e leis espirituais que governam o destino dos seres além-túmulo.

Por outro lado, como já dissemos anteriormente, acreditamos que o estudo das cartas também é de grande importância, não tanto para o movimento espírita que já está convencido de sua realidade e real origem, mas para aqueles que consideram a sobrevivência uma possibilidade real. Mas, uma considerável parcela da sociedade simplesmente desconhece a montanha de informações e dados que se pode obter por meio do uso correto da mediunidade. Então, que essas informações sejam catalogadas, analisadas e disponibilizadas de forma sistemática é o primeiro passo que podemos fazer para que outros, no futuro, consigam desenvolver e aprimorar ainda mais as técnicas de intercâmbio com os desencarnados e para que o interesse popular seja crescente em torno do tema.

E mais ainda, mesmo hoje, podemos encarar a necessidade de se desenvolver novos métodos para o estudo da mediunidade. Então, ao se propor uma linha de pesquisa na área de análise das cartas, estamos sistematizando e adaptando procedimentos e métodos já consagrados em apoio a uma área onde muito ainda resta para ser feito. Acho que essa segunda razão é, talvez, a mais importante, uma vez que a pesquisa iniciada por Allan Kardec ainda não está finalizada.

Como as pessoas (espíritas ou não) podem colaborar com você?

O trabalho consiste na catalogação de diversos dados e sua posterior análise. Isso não pode ser feito sem ajuda de computadores, uma vez que esses são dispositivos criados principalmente para tratar dados. Por outro lado, nem todas as mensagens estão, de fato, publicadas. Então, após a fase de catalogação, a disponibilização dos dados dos autores (informação como data de nascimento, parentesco, causa mortis etc), pode motivar as pessoas a ajudarem na busca de dados faltantes. Isso porque, muita coisa foi perdida no processo de registro em papel das cartas e não iremos ter, no final, um banco de dados absolutamente completo e sem falhas. Além disso, no caso das comunicações particulares de Chico Xavier, as histórias anteriores estão 'se perdendo' paulatinamente com o tempo, à medida que os personagens envolvidos tomam outros rumos, parentes falecem etc. Acho essa uma grande oportunidade de interação com o grande público que tem certa afinidade com as histórias reais e os dramas subjacentes às cartas. Espero poder contar com esse tipo de ajuda.

Por que só as cartas psicografadas por Chico?

Com certeza, este médium é o que dispõe do maior acervo de cartas publicadas. O trabalho consiste no registro sistemático de grande número de dados, e a existência de um bom acervo aumenta ainda mais a chance de colher informações dificilmente explicáveis de outra maneira que não seja pela influência do autor da mensagem (o Espírito comunicante) sobre o médium. Ainda assim, o montante de cartas que foram, de fato, psicografadas é muito maior do que o que está publicado, talvez menos de 10% do total disperso com as famílias que as receberam. Imagine agora poder fazer isso com todas as cartas, de todos os médiuns que transmitiram conteúdo particular, é uma quantidade grande de informação que não pode ser feito em pouco tempo e que exige certa quantidade de recursos. Mas, uma vez testado o procedimento com as cartas de Chico Xavier, nada impedirá que ele seja aplicado com as produções de outros médiuns. Isso significa que não temos intenção de tornar o método apenas aplicável às cartas por ele psicografadas.

Qual o papel da pesquisa para o espiritismo?

Pesquisar significa aplicar, de uma forma sistemática, o conhecimento presente sobre um tema para gerar mais conhecimento sobre esse tema. Dado o caráter progressivo do espiritismo, ele, naturalmente, deve incorporar a pesquisa em suas práticas. Dito isso, há que se distinguir entre pesquisar os diversos temas espíritas no âmbito de seu paradigma próprio e tentar validar esse paradigma de acordo com métodos e procedimentos de pesquisa que não estão de acordo com ele. Isso significa que o caráter progressivo da Doutrina Espírita não se restringe apenas à ampliação de seu corpo de conhecimento, mas também à criação de novos métodos, dada a natureza altamente especial de seu objeto de estudo, que é o espírito. O que Kardec fez na codificação foi um trabalho de pesquisa tão genuíno quanto qualquer outro, porém, ele estava bem consciente dessa diferença. Hoje em dia, ainda há quem confunda isso frequentemente, propondo misturar, por exemplo, a física quântica como o espiritismo. Ora, não há nada no nosso conhecimento em física que nos autorize a relacionar física quântica com espiritismo. Não há nada no nosso conhecimento espírita que clame pelo uso da física quântica. Nenhum dos teoremas ou princípios da física quântica foi capaz de tornar os físicos da atualidade espiritualistas convictos ou convencê-los sequer da realidade dos fatos psíquicos. Com base em semelhanças de superfície na sua fenomenologia, duas ordens totalmente diversas de fenômenos têm sido relacionadas. Portanto, é bem provável que os esforços de se juntar a física quântica e a espiritualidade não darão em nada além da retórica que se costuma ler em suas proposições. Com isso fica claro que devemos cuidar, antes, para empreender o tipo correto de pesquisa dentro do espiritismo.

Como você vê o desenvolvimento da pesquisa espírita na atualidade?

Acredito que as perspectivas são muito boas. Passamos da 'fase das contestações' que não levam a nada ou das exigências meramente empiricistas das teorias parapsicológicas, embora ainda estejamos escorregando um pouco nas extrapolações e no entusiasmo com as possibilidades de aproximação das teses espíritas com outras disciplinas como física quântica ou teorias da física ainda mais esotéricas. Vemos na atualidade uma grande quantidade de jovens que ingressam universidades com ideias de realização de teses em torno da temática espírita (um bom exemplo é o banco de teses disponibilizado pelo Tiago Paz Albuquerque da UERJ). Embora muitas dessas teses não versem sobre o 'núcleo rígido' do espiritismo, elas demonstram crescente interesse pelos temas espíritas. Há planos muito interessantes de estudo, como o exemplo do pianista Érico Bomfim da UFRJ, que se interessou em estudar mediunidade musical em peças produzidas pela médium inglesa Rosemary Brown. Há trabalhos sobre mediunidade sendo realizados pelo NUPEs (em Espiritualidade e saúde) na UFJF. Isso sem falar nos encontros anuais promovidos pela LIHPE em São Paulo, que é, certamente, um dos grupos mais avançados de estudos em espiritismo nas áreas de ciências humanas.

Creio que, cada vez mais, o tema da comunicabilidade e reencarnação poderá ser estudado sem preconceitos, uma vez que a ciência moderna, em que pese todos os milagres que ela conseguiu fazer com suas descobertas, está em uma encruzilhada com relação ao seu futuro. Esgotaram-se as possibilidades de desenvolvimentos teóricos nos paradigmas presentes, boa parte do desenvolvimento científico atual (leia 'recursos financeiros') está voltada para aplicações tecnológicas onde o risco é menor e os retornos são garantidos. Então, na grande área de fronteira da ciência com a filosofia, a consciência e a possibilidade da sobrevivência surgem como temas naturais frequentemente desprezados, que contam com grande apoio popular. Os casos de 'experiências de quase morte' são temas recorrentes exibidos pelas grandes mídias. Além disso, não podemos nos esquecer de que a imensa maioria da população mundial acredita na sobrevivência (por influência das diversas religiões) então, por que não estudar esse tema, que talvez, no dizer do eminente psicólogo americano William James, seja o que há de mais importante para a raça humana?

Por que o espiritismo tem que entrar para academia?

A palavra 'espiritismo' está se tornando cada vez mais um termo com vários significados. Desde a época de Kardec até hoje, esse termo foi usado para designar seja a filosofia por ele codificada até o movimento espírita local de alguma cidade. Assim, convém fazer referência ao sentido que usamos quando nos referimos à possibilidade de o espiritismo entrar para a academia. Acredito que é possível a grupos de espíritas, conscientes da contribuição que a doutrina pode dar ao conhecimento humano, por meio de métodos e procedimentos usados academicamente (ou seja, dispondo esse grupo desse conhecimento específico, o que leva anos para ser adquirido), propor e realizar estudos, relacionando certos temas de dentro da doutrina com outros de interesse geral. Um exemplo disso são os estudos comparativos entre informações obtidas mediunicamente sobre eventos passados e o próprio conhecimento histórico disponível por outros meios sobre esses eventos. Afinal, serão os próprios personagens que viveram na época que melhor poderão esclarecer quanto a tais ocorrências. Outro exemplo de aplicação bem prática para o conhecimento espírita é na área da polícia científica, onde já podemos contar com auxílio de médiuns na elucidação de crimes, isso sem falar do impacto do conhecimento espírita para o conhecimento em psicologia humana. Uma parte da popularização do espiritismo se deve ao seu caráter religioso. Outra será relacionada às suas aplicações práticas como essas que acabamos de citar. Então, podemos dizer que ele atrairá mais interesse através dessas aplicações práticas, o que justifica que esses estudos sejam feitos. Isso é bem diferente de acreditar que a autoridade espírita deva se dar de forma acadêmica (ou seja, que seja necessário aprovação acadêmica para ela) ou, o que seria pior, que as teses espíritas devam ser validadas academicamente. Há que se distinguir fortemente entre duas frentes de atuação: uma, a de desenvolvimento do paradigma espírita com seus métodos e procedimentos próprios e, outra, o do uso do conhecimento espírita no desenvolvimento e elucidação de temas de interesse geral e relacionados ao uso de informação gerada pelos espíritos. No primeiro caso, o do desenvolvimento do paradigma espírita, apenas e somente os espíritas estão encarregados de fazer isso e, se eles não o fizerem, corremos o risco de ter seu desenvolvimento paralisado.

Como você analisa, de um modo geral, as teses espíritas? Aumentaram? Diminuíram? São poucas? Temas recorrentes?

O leitor poderá ter uma ideia dos temas tratados em temática espírita ou tangenciais a ele consultando o acervo de teses disponibilizadas pelo Tiago P. Albuquerque. Como dissemos, o interesse pela temática espírita tem crescido bastante, basta consultar as estatísticas feitas nesse estudo.

Com relação às teses voltadas para o desenvolvimento da doutrina, o que envolve a realização de pesquisa, ainda estamos as voltas com debates sobre o que se entende por 'ciência espírita' ou 'pesquisar espiritismo'. Como dissemos, considerável força atratora de interesse no espiritismo vem de seu aspecto religioso. Seria um equívoco removê-la à força do movimento espírita como pretendem alguns grupos 'laicos'. Na verdade, precisamos da conciliação e de foco na produção de trabalhos de qualidade, partindo do legado que Kardec nos deixou. Acredito que os espíritas hoje têm condições plenas de realizar esse desenvolvimento. Mas, se será a geração presente que irá, de fato, fazê-lo, temos que aguardar o tempo. Como afirmamos anteriormente, presenciamos um crescente interesse de jovens, o que confirma as predições feitas por autores espirituais quanto a valorização crescente do tema espiritismo no ambiente acadêmico. Refletindo um pouco mais, vemos que isso deverá ocorrer inexoravelmente, o que aguarda uma quantidade crítica de interessados dispostos, de fato, a assumir a tese da sobrevivência, da reencarnação e da comunicabilidade a fim de que ela se torne uma realidade plena nos desenvolvimentos científicos de agora ou do futuro.

 

Saiba mais e participe desse projeto:

Estatísticas das cartas psicografadas

Pragmática e intenção nas psicografias de Chico - 1, 2 e 3

Fonte: http://www.correiofraterno.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1336:-na-mira-da-pesquisa-as-cartas-psicografadas-por-chico-xavier&catid=103:especial&Itemid=2

 

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