Espirituialidades e Sociedade


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16/05/2016

 

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Dominique Cheron e José Manuel Gomes

 

 

 

Paris, 05 de maio de 2016


Na última terça-feira, 05 de maio, o médium e orador espírita Divaldo Franco iniciou o seu roteiro de divulgação do Espiritismo na Europa.

Na capital francesa, Paris, foi realizada a conferência “A Conquista da Plenitude”, que contou com a participação de 220 pessoas, no auditório da FIAP Jean Monnet, o qual ficou lotado.
Na ocasião, o Conselho Espírita Internacional, representado pelo seu presidente, o Senhor Richard Buono, ofereceu uma placa de reconhecimento ao médium, pelos seus relevantes trabalhos de divulgação da Doutrina Espírita na França. Como de hábito, Divaldo agradeceu profundamente a deferência e o carinho representados naquele gesto, transferindo a homenagem, no entanto, a todos os trabalhadores espíritas, conhecidos e anônimos, daquela nação.

Evocando o discurso feito por Ernest Renan em sua aula inaugural no Collège de France, em 22 de fevereiro de 1862, Divaldo abriu a conferência com o destaque para o pensamento desse emérito historiador e escritor francês que afirmara que Jesus foi um homem incomparável, demitizando, assim, a figura do Jesus-Deus. Posteriormente, escrevera ter sido o Nazareno tão grandioso que não coube na História da Humanidade, dividindo-a em antes e depois d’Ele.

Ainda no campo do conhecimento científico, foram apresentadas as considerações da Dra. Hanna Wolff, renomada psicanalista alemã, acerca da excelência da mensagem de Jesus no tratamento das problemáticas psicológicas. Em seu livro “Jesus Psicoterapeuta”, ela falaria d’Ele como o maior psicoterapeuta da Humanidade em todos os tempos, capaz de penetrar nos conflitos mais profundos dos indivíduos, oferecendo os recursos precisos para a libertação das consciências.

Avançando na questão da saúde humana, do ponto de vista integral, Divaldo referiu-se à colocação da Organização Mundial da Saúde a dizer que, em realidade, não há doentes, mas sim doenças; e estas seriam o resultado de determinadas emoções desarmônicas. No mesmo sentido, Eckhart Tolle teria afirmado que as doenças começariam no sentimento desajustado da criatura humana, o qual abriria campo para a manifestação do estado patológico.

Demonstrando a coerência e a sintonia entre os diversos ramos da Ciência, mereceu análise, também, a descoberta dos Drs. David Bohm e Stewart Wolf, físicos quânticos, a provar que os pensamentos e as ações repercutem diretamente sobre o nosso sistema imunológico, positiva ou negativamente, dependendo dos conteúdos expressos pela mente. A ação positiva geraria partículas equivalentes a fótons, a gerar equilíbrio, harmonia. A ação negativa liberaria elétrons no organismo e, então, teria o efeito oposto sobre ele. Dessa maneira, amar promoveria a saúde integral e seria uma forma de fruir felicidade.

Com base nesses apontamentos, fora explicado que amar é bom para quem experiencia esse sentimento, sendo absolutamente indiferente, do ponto de vista da saúde do indivíduo, que exista a reciprocidade. Por isso, o caminho para a plenitude física, psicológica e psíquica seria exatamente a vivência do amor. E essa teria sido a mesma conclusão a que chegaram os psicanalistas Carl Gustav Jung e Viktor Frankl, isto é, amar seria o mais excelente sentido psicológico na vida de qualquer ser humano, capaz de preencher o vazio existencial e gerar a alegria de viver.

Para o aprofundamento dos estudos sobre a plenitude do ser, Divaldo discorreu sobre as conclusões do matemático, físico e filósofo do século XVII, Blaise Pascal. Para ele, a Humanidade de sua época vivia num momento de grandes dificuldades, como que numa encruzilhada. De um lado, houvera desenvolvido-se no aspecto intelectual, científico, o que ele denominava de “espírito de geometria”, mas sem o equivalente desenvolvimento ético-moral, por ele denominado de “espírito da gentileza”, ou “de finesse”. Esse desequilíbrio, marcado pela escassez do “espírito de finesse”, levaria os indivíduos a se entredevorarem. Em contrapartida, o equilíbrio entre esses dois aspectos do desenvolvimento das sociedades geraria o “espírito do coração”, a plenitude.

Conforme ressaltado, o pensamento de Pascal alcançaria o mundo contemporâneo com ares de perfeita atualidade e isso seria demonstrado pela observação do psicólogo americano Rollo May, que afirmara que o ser humano vive hoje o grande drama do vazio existencial, em virtude dos comportamentos tipificados pelo individualismo, pela sexolatria e pelo consumismo. O vazio existencial conduziria o indivíduo à depressão e esta, ao suicídio. Nesse contexto, as estatísticas da OMS mostrar-se-iam estarrecedoras: até o ano 2025, a primeira causa de mortes no mundo seria o suicídio.

A inabilidade para lidar com os seus conflitos íntimos levaria o ser a buscar compensações para suas frustrações e infelicidade no mundo exterior: a ilusória necessidade da posse, a projeção de suas mágoas e inseguranças na sociedade, de modo a responsabilizá-la pelos seus insucessos etc.

Relacionando o conhecimento científico com o Espiritismo, Divaldo demonstrou a razão pela qual Jesus é o modelo e guia para toda a Humanidade, conforme previsto na obra O Livro dos Espíritos. Isso porque, sem criar nenhuma religião dogmática, nenhum movimento sectarista, ofereceu, por seus exemplos, vivências e ensinamentos, uma proposta de religiosidade universal, pautada no autoconhecimento e na autoiluminação, por meio do exercício do amor e da superação das nossas más inclinações morais, capaz de promover o reequilíbrio da criatura humana e, por via de consequência, a sua saúde integral (física, psicológica e espiritual). A mensagem cristã, deturpada ao longo dos séculos, estaria sendo revivida na Doutrina Espírita, em toda a sua pureza, provando a imortalidade da alma, a reencarnação, a lei de causa e efeito e a perfeita justiça das aflições humanas, e oferecendo, assim, todos os instrumentos úteis para que o ser humano possa viver em harmonia.

No encerramento da conferência, Divaldo repetiu a lição de Jesus expressada na sentença “O Reino de Deus está dentro de vós”, deixando claro que a conquista da plenitude diz respeito à conquista do Self, ou, ainda do ser imortal que somos.

 

 

 

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Dublin, Irlanda

O médium e orador espírita Divaldo Franco realizou na tarde de sábado, 07 de maio, uma palestra na cidade de Dublin, Irlanda.

O evento foi realizado no auditório do Carlton Hotel Dublin, com a presença de um público de 320 pessoas.

Para tratar sobre o tema “Esquizofrenia e Obsessões”, foi abordado o conceito de saúde da Organização Mundial da Saúde, que estabelece ser ele o perfeito bem-estar físico, psicológico e social. Conforme esclarecido, estudiosos teriam, recentemente, adicionado mais um elemento determinante do estado de saúde, o bem-estar espiritual.

Por isso, o indivíduo valeria por aquilo que é e nunca por aquilo que possui ou, ainda, por sua personalidade, pelas aparências. As condições decisivas para a saúde somente seriam alcançadas mediante a autorrealização.

Nesse sentido, ressaltou Divaldo, o psiquiatra Carl Gustav Jung afirmaria que é imprescindível à criatura humana eleger uma meta psicológica profunda para sua vida e vivê-la, de maneira a evitar a queda no vazio existencial. Esse sentido profundo conduziria o ser a um estado de plenitude. Para o médico suíço, o modelo ideal para encontrar-se a plenitude seria Jesus, sobretudo por causa de sua mensagem psicoterapêutica em torno do amor, portanto, em caráter perfeitamente concorde com o que fora apontado pelos Espíritos superiores na resposta à questão de número 625 de O Livro dos Espíritos.

Foi ensinado que a Ciência Espírita, que estuda a origem, a natureza e o destino dos Espíritos e as relações existentes entre o mundo físico e o espiritual, estabeleceu verdadeira ponte entre as doutrinas Materialista e Determinista. Com os postulados da imortalidade da alma, da reencarnação e da lei de causa e efeito, o Espiritismo fez luz sobre os pontos obscuros, inexplicados do Determinismo, fazendo-nos compreender que somos, hoje, o resultado de todas as nossas experiências reencarnatórias. Ademais, as provas das comunicações dos Espíritos demoliu o fundamento do Materialismo, demonstrando que a vida nunca cessa.

A mente - ou o Espírito-, seria a causa a comandar as funções do corpo espiritual e, por via de consequência, do corpo físico, o qual apresentaria em si os efeitos do pensamento. Sendo estes de teor negativo, o períspirito desajustar-se-ia, passando a atuar desordenadamente sobre o cérebro humano, cujas funções, notadamente no campo das neurocomunicações, ficariam prejudicadas, abrindo espaço para a instalação de transtornos psiquiátricos.

Os transtornos psiquiátricos e psicológicos teriam, dessa forma, uma compreensão muito mais ampla e profunda se o ser humano fosse considerado no seu tríplice aspecto: Espírito imortal, períspirito e corpo físico, perfeitamente integrados.

Recordando que a esquizofrenia, até o ano de 1792, era considerada uma punição divina ou manifestação demoníaca, Divaldo esclareceu que, sob a ótica espírita, Deus não pune. Ele teria criado leis perfeitas de equilíbrio que, quando defraudadas, gerariam, como reação, desarmonias espirituais, psicológicas e, por fim, físicas naquele que desrespeitou os códigos divinos. Foi, ainda, elucidado que por manifestação demoníaca deveríamos entender a ação persistente e negativa de Espíritos inferiores sobre os encarnados.

Com base nesse conhecimento espírita, fora explicado que a esquizofrenia, assim como a depressão, o autismo e outros transtornos, teriam sua causa, quase que invariavelmente, em reencarnações anteriores. As ações negativas do passado, correspondendo a infrações às leis divinas, gerariam desequilíbrios espirituais, psicológicos e perispirituais no ser, que, ao se reencarnar, imprimiria em seu corpo físico as matrizes do transtorno psiquiátrico, abrindo campo de ação dos Espíritos inferiores sobre si, nos processos obsessivos.

Na atualidade, a esquizofrenia não seria mais uma doença incurável, do ponto de vista médico, conforme asseverou o palestrante, necessitando de tratamento de ampla abordagem, psiquiátrica, psicológica e espiritual, uma vez que, além das causas endógenas (hereditariedade, doenças infectocontagiosas etc) e exógenas (eventos da vida, conflitos da infância, conflitos sexuais, narcisismo etc), haveria as causas espirituais.

Divaldo apresentou vários casos de pacientes esquizofrênicos e depressivos que, apesar da brilhante inteligência e dos talentos que possuíam, tiveram de enfrentar o sofrimento lhes imposto pelos transtornos psiquiátricos, tais como Padre William Doyle, Johann W. Goethe, Franz Liszt e outros.

Afirmou, ainda, que até o início do século XX, os métodos de tratamento da esquizofrenia eram cruéis. Com o progresso da Ciência, novas terapêuticas teriam surgido, como a convulsoterapia com uso de metrazol, depois de insulina, desenvolvida pelo Dr. Manfred Sakel; ou a terapia do eletrochoque, proposta pelos Drs. Bini, Cerlletti e Kalinowski.

Além dos métodos físicos, começariam a ser utilizadas abordagens psicoterápicas para os tratamentos desses pacientes; e, na sequência, substâncias químicas desenvolvidas em laboratórios (os chamados barbitúricos) seriam usadas nos esquizofrênicos, para suprir as deficiências dos neurocomunicadores naturais.

No encerramento da conferência, fora narrado o episódio do Evangelho de Marcos, no qual Jesus, após curar um homem que sofria de um processo obsessivo por subjugação, vai falar aos gadarenos para oferecer-lhes a sua mensagem de libertação, de paz e de amor, sendo, contudo, por eles expulso de sua região. Divaldo, então, enfatizou que Jesus tem algo muito melhor a nos oferecer de tudo o que a Terra poderia nos dar (poder, posse, prazer); Ele nos teria a ofertar a própria paz, que nos faria sentir a verdadeira felicidade. Mas temos, repetidamente, expulsado Jesus de nossas vidas, sendo este o momento decisivo para todos nós, de vincularmo-nos à proposta do Cristo, reabilitando-nos perante a nossa própria consciência para, enfim, viver em plenitude.

 

 

 

Fonte: http://www.noticiasespiritas.com.br/2016/MAIO/10-05-2016.htm

 

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Luxemburgo

Luxemburgo, 11 de maio de 2016

No dia 11 de maio, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade e Condado de Luxemburgo, com o tema “A Psicologia da Gratidão”.

O evento foi realizado no auditório do Hotel Meliá e recebeu um público de 200 pessoas.

“A vida é um poema de gratidão”. Assim foi iniciado o tema da noite. De acordo com o exposto, a criatura humana necessita de ser um observador mais atento a respeito de tudo o que lhe diz respeito. Ao darmo-nos conta das nossas possibilidades de experiências e progresso intelecto-moral-espiritual, surge em cada um de nós o dever e a necessidade de agradecer a Deus a oportunidade de viver. Isso porque a vida- afirmou o expositor-, é de manifestação divina; o Criador, desde os primórdios, estabeleceu um sentido de plenitude para ela, pelo comando do “faça-se a Luz!”. Somos, portanto, a luz que necessita de brilhar.

Discorrendo sobre o desenvolvimento antropossociopsicológico, com base nos estudos de John B. Watson, psicólogo americano, foi afirmado que as primeiras emoções que surgiram nos seres humanos foram: o medo, a ira e, por último, o amor. Essa última emoção que surgiu em nós é a que nos possibilita a plenitude.

E o que, então, dificultaria a conquista da plenitude pelo ser humano? A maior problemática, nesse sentido, seria a própria criatura humana, isto é, os conflitos que nela existem. E, a fim de possibilitar-se uma compreensão mais profunda a respeito do assunto, foram analisadas as 5 características essenciais do ser humano, segundo a proposta do médico psiquiatra e psicólogo cubano Emilio Mira y López: personalidade, conhecimento, identificação, consciência e individualidade.

De acordo com esse estudo, todos teríamos máscaras (personas) que utilizamos para a convivência social, que seriam o nosso ego e que se distinguiriam da nossa realidade profunda, aquilo que somos na essência (Self). Esse paradoxo entre o ser e o parecer representaria um dos grandes conflitos existenciais a serem vencidos pelo ser humano.

Além disso, os indivíduos teriam sempre o conhecimento, em maior ou menor quantidade e/ou profundidade. O reconhecimento da própria ignorância já seria uma forma de conhecimento.

Fo explicado que de acordo com nossas tendências, nossos pensamentos e atos, geramos processos de identificação com as demais criaturas. Surgem, então, as simpatias e antipatias.

Para o entendimento das enormes diferenças entre os indivíduos e suas maneiras de pensar e agir, Divaldo discorreu sobre os 4 principais níveis de consciência do ser, dentro da classificação do psicólogo russo Piotr D. Ouspensky: consciência de sono, consciência de sonho, consciência de si e consciência cósmica. As aspirações de cada um, os seus objetivos de vida, são os fatores que determinam em que nível cada pessoa se encontra.

Seguindo na análise da consciência, foi esclarecido que, ao atingirmos o nível de consciência de si, a máquina humana funcionaria executando 7 funções principais: intelectiva, emocional, instintiva, motora, sexual, emocional superior (moral) e intelectiva superior ou coletiva. Fácil, portanto, de se depreender que a educação do Espírito, por meio do desenvolvimento de hábitos saudáveis e nobres, seria o caminho para se atingir patamares mais elevados de consciência.

A última característica do ser humano apresentada foi a individualidade, a qual seria a representação junguiana do Self, ou seja, do ser espiritual profundo em perfeita identificação com Deus.

Ao atingirmos esses níveis superiores de consciência, nasceria em nós a psicologia da gratidão, esse sentido de integração com a divindade e com todos os seres do Universo e de reconhecimento e gratidão pela vida. O ato de agradecer seria um gesto de amor.

Esse reconhecimento não seria apenas pelas ocorrências felizes da vida, senão pelas dificuldades também, vez que elas representariam convites à reflexão e ao aperfeiçoamento do próprio caráter.

Para ilustrar a força do amor, manifestado pela gratidão à vida, dentro da proposta do Evangelho de Jesus, foi narrada uma história extraída do livro Perdão Radical, de Brian Zahnd, que reporta-se ao genocídio armênio, provocado pelos turcos, no ano de 1915, ocasião em que a família de uma jovem foi brutalmente assassinada: pais e irmãs. Ela foi tornada escrava sexual do comandante da tropa, conseguindo, posteriormente, fugir e refugiar-se na Turquia, onde se formou em enfermagem e foi reconhecida como uma das melhores enfermeiras da região. O ponto alto da narrativa foi o reencontro da vítima com o algoz. O ex-comandante, envelhecido, vitimado por estranha enfermidade que lhe devorava a existência, foi levado ao hospital, inconsciente, e passou a ser atendido por aquela enfermeira, que se lhe dedicou incondicionalmente, salvando-lhe a vida. Lúcido e curado, o algoz a questionou sobre o porquê de não o ter assassinado, quando teve a chance. A resposta: Porque sou cristã e Jesus nos ensinou a perdoar sempre. A gratidão por ter sobrevivido, por ter tornado-se enfermeira, por ter conseguido superar o trauma sofrido, era imensamente superior ao mal que aquele homem lhe houvera causado. Em seu íntimo, não havia espaço para o ressentimento, apenas para o amor.

Divaldo também narrou “A Lenda da Gratidão”, de autoria de Selma Lagerlöf, da qual podemos extrair a lição do reconhecimento da causalidade primeira da vida no Universo, Deus, o grande autor de tudo o que existe, surgindo, assim, em nós, esse sentimento terno de gratidão ao Criador.

O encontro foi encerrado com a mensagem de que todos estamos na busca da realização da fraternidade universal, neste intercâmbio incessante entre os dois planos da vida, físico e espiritual, em nossa ascese para Deus, para a plenitude.

 

 

Fonte: http://www.noticiasespiritas.com.br/2016/MAIO/16-05-2016.htm

 

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Zurique, Suiça

Há 30 anos, Divaldo foi convidado por Andre Studer, fundador da Fundação G19 em Zurique, para proferir um seminário sobre o tema reencarnação. Com o êxito alcançado, Divaldo passou a comparecer na cidade, anualmente, em pentecostes, a convite da Fundação. Depois de alguns anos suas palestras foram levadas também aos Grupos Espíritas fundados na Suíça.

Em 2010, com a intenção de levar a mensagem espírita a um maior público suíço, em local neutro, fora dos centros espíritas, o médium baiano foi convidado para proferir uma palestra no Centro de Convenções e Eventos “Volkshaus”, em Zurique. A cooperação entre Valdemir Hass e a Associação Espiritualista “Lichtall”, com mais de mil associados, possibilitou atrair um grande número de suíços às palestras de Divaldo.

A cooperação solidificou-se e o trabalho tem crescido ano a ano.

No último dia 13 de maio, Divaldo proferiu sua quinta palestra naquele local, com o tema “A Imortalidade da Vida e a Busca da Felicidade”. O evento recebeu um público de mais de 450 pessoas, sendo grande parte de suíços, com expressivo interesse dos presentes pelos livros espíritas em alemão.

O tema foi introduzido com uma viagem ao início do Universo e da vida na Terra. Desde o fenômeno do Big Bang, há cerca de 14 bilhões de anos, ao início da vida na Terra, na intimidade dos oceanos, a interrogação dos cientistas sempre apontou para o início de tudo, a causa inicial de todas as coisas. Antes do Big Bang, o que teria existido? Para os niilistas, seria o nada, mas para outra corrente científica, seria impossível admitir que o Universo inteligente seria resultado do acaso. Ademais, na atualidade, admitir-se-ia a existência de outro universo antes deste hoje conhecido. Com relação à vida física na Terra, as explicações sobre o seu começo e o seu desenvolvimento estariam presentes na Teoria da Origem e Evolução das Espécies, de Charles Darwin. Entretanto, prosseguiria a dúvida quanto ao antes e ao depois da vida física. E a própria observação do corpo humano, a sua formação e a sua fisiologia, levaria-nos ao questionamento a respeito de como uma máquina tão sofisticada e perfeita poderia formar-se e funcionar apenas por força do acaso. Esses questionamentos sempre interessaram à Filosofia, desde o período Pré-Socrático.

Conforme asseverado, somos seres imortais; nossa vida original e natural é a espiritual; do mundo espiritual viemos e para lá retornaremos após a existência física.
Sócrates, filósofo grego, teria referido-se à vida imortal, chegando mesmo a afirmar que era habitualmente orientado pelo seu “daimon”, isto é, pelo seu Espírito guia. Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, que teve oportunidade de observar os fenômenos mediúnicos, elaborou a teoria dos arquétipos e do inconsciente coletivo, demonstrando a imperecibilidade do ser e a memória ancestral, ou seja, de existências anteriores. E a própria mensagem de Jesus, expressa naquilo que disse e em suas vivências, constituiria sério convite ao despertamento do ser com relação à sobrevivência da alma e às consequências “post-mortem” de suas condutas na Terra.

Por essa razão, segundo foi explicado, a doutrina do Cristo exorta-nos ao exercício do Amor em todas as suas expressões, sendo ele a lei maior e central de todo o código moral divino. Esse sentimento libertar-nos-ia de nossos conflitos e culpas, promovendo em nós o estado de saúde integral (físico, psicológico e espiritual).

Nesse sentido, o Espiritismo convidaria a todos para eleger a imortalidade como meta psicológica profunda da existência, nesta perspectiva da sobrevivência da alma e dos efeitos de nossa conduta na Terra no mundo espiritual, de maneira a vivermos no corpo de tal maneira a garantir uma posição de equilíbrio e feliz no além.

Divaldo recordou que para demonstrar cientificamente a continuidade da vida após o decesso, a Doutrina Espírita utilizou-se do processo de intercâmbio entre os dois planos da vida (físico e espiritual), a mediunidade, a fim de que fosse possível aos próprios “mortos” retornarem para expressar-nos suas experiências, alegrias, angústias, conquistas e fracassos, alertando-nos sobre o que está a nos aguardar no mundo invisível, a depender do que fazemos de nossa existência física.

A mensagem imortalista é de otimismo, esperança, alegria e amor, pois que dá-nos a certeza de que todos os nossos esforços de aperfeiçoamento intelecto-moral não são em vão, nunca se perderão no nada, e de que nossos laços afetivos nunca se rompem, unindo as almas para a eternidade.

Vivermos cada dia com a experiência que ele nos traz, no trabalho constante de autoconhecimento e de autoiluminação, com a certeza de nossa imperecibilidade espiritual, da continuidade da vida além da morte, das oportunidades infinitas de recomeço e burilamento por meio das reencarnações, sem, portanto, a necessidade de criarmos angústias e ansiedades, seria experimentar conscientemente o Amor e a Misericórdia de Deus por todos nós, vivendo a felicidade desde agora, ainda que atravessando os momentos difíceis da atualidade.

A conferência foi encerrada com uma exortação à alegria de viver, para que todos os que sofremos nunca nos esqueçamos da transitoriedade da existência física, de que todos os sofrimentos são passageiros e encerram em si um aprendizado para o Espírito e de que além das paisagens lúgubres das dores na Terra há beleza por toda parte, se tivermos olhos de ver, dependendo de nós prepararmos a nossa vida futura , após a desencarnação, amando aqui e agora, o quanto pudermos.

 

Fonte: http://www.noticiasespiritas.com.br/2016/MAIO/18-05-2016.htm

 

Zurique, 14 e 15 de maio de 2016

Nos dias 14 e 15 de maio, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou um seminário na cidade de Zurique, Suíça, com o tema “Libertação do Sofrimento”.

O evento foi realizado no auditório do G19 Stiftung e contou com a participação de cerca de 150 pessoas em cada dia. A Fundação G19, na pessoa de Andre Studer, foi a responsável por convidar Divaldo a falar sobre o Espiritismo na Suíça por primeira vez.

Para a realização desse encontro, colaboraram a Sociedade Espírita Maria de Magdala, de Zurique, o CEEAK, de Winterthur e o CEEJA, também de Zurique.

Tomando por base a obra "O Cavaleiro da Armadura Enferrujada", de autoria de Robert Fisher, Divaldo propôs uma análise junguiana e espírita da problemática do ego e sua relação com a origem dos sofrimentos, assim como da necessidade de a criatura humana alterar a sua conduta moral para melhor, como forma de libertar-se das dores que a afligem.

Para que fosse possível realizar essa viagem de estudo sobre o autodescobrimento e a autoiluminação mais facilmente, foram abordados os conceitos de ser humano, nos seus aspectos biológico, psicológico e social, assim como a visão espírita dele, que o apresenta como ser tríplice (corpo físico, perispírito e Espírito), demonstrando-se que somos, em essência, uma energia pensante que sobrevive ao decesso físico e realiza o seu processo evolutivo por meio das reencarnações. Também foram apresentados alguns conceitos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, tais como o consciente, o inconsciente coletivo e o individual, os arquétipos, o ego, o Self, a sombra.

Em seguida, o orador passou à análise específica da estória contida no livro referido.

Tratava-se de um cavaleiro que, ao longo de muitos anos, habituou-se a manter-se vestido com sua armadura de ferro, a qual acabou por se enferrujar. Ele era casado e tinha um filho, mas o seu relacionamento com a família era muito distante e difícil. Após uma discussão com a esposa, aborrecido, decidiu o cavaleiro afastar-se do domicílio e realizar uma viagem. Nesta viagem, ele passou a ter contato com alguns outros personagens, com os quais se relacionou e que o ajudaram a refletir sobre a própria existência. Por fim, o cavaleiro considerou que deveria retirar a armadura, o que não conseguiu de imediato, uma vez que ela já se encontrava muito enferrujada. Um dos personagens disse-lhe que seria necessário atravessar uma determinada trilha, onde encontraria três castelos: o do silêncio, o do conhecimento e o da vontade e ousadia. Ser-lhe-ia necessário permanecer um certo tempo em cada um deles, para se lhes aprender as lições, a fim de que ele pudesse seguir para o seguinte. Nesse processo, passando por cada castelo, o cavaleiro foi introjetando os diferentes ensinamentos, refletindo sobre a própria vida, conhecendo mais de si mesmo, ao tempo em que ele passou a mudar de pensamentos, de comportamentos, e , com isso, a armadura, de parte em parte, começou a cair de seu corpo, até que ele viu-se totalmente liberado dela.

Divaldo esclareceu que a viagem do cavaleiro pela trilha, visitando cada um daqueles castelos, é bem a viagem de autodescobrimento e de autoiluminação de todos nós, que trazemos as nossas máscaras, as personas a que se referia Carl Gustav Jung.

Ao longo de nossa jornada evolutiva, criamos em nós condicionamentos negativos, que tornaram-se uma segunda natureza em nós, passamos a usar máscaras que compõem a nossa personalidade, que utilizamos para agradar as convenções sociais. E assim, perdemos o contato com o nosso ser profundo, a nossa realidade espiritual (Self). Esses condicionamentos negativos, as nossas más inclinações, seriam a causa de nossos sofrimentos.

Conforme afirmou o orador, é necessário que façamos a viagem interior, em busca do conhecimento da Verdade, dessas leis divinas que estão escritas em nós, para que tomemos consciência de que somos Espíritos imortais e de que a nossa meta psicológica profunda deve ser amar, vencendo os nossos medos e dúvidas, eliminando as nossas imperfeições morais e estabelecendo-se, assim, a conexão entre o ego e o Self.

O sofrimento poderia ser superado, portanto, por um estado emocional saudável, através da vivência do amor, que propiciaria ao indivíduo o equilíbrio psicológico e espiritual. E, quando necessário, naturalmente que as terapêuticas orgânicas deveriam ser utilizadas.

Foi apresentada a visão espírita do sofrimento, que considera a questão sob um prisma otimista e saudável. A dor, então, seria “uma bênção que Deus envia aos seus eleitos”. Isso porque, com a compreensão da lei de causa e efeito, damo-nos conta de que somos os artífices de nosso destino e de que as causas de nossas aflições residem em nós mesmos. Os sofrimentos de hoje seriam resultados de nossas más condutas do passado e a reencarnação seria o meio pelo qual expungimos esses desequilíbrios, que se nos apresentam como dores, físicas ou morais. Assim agiria a misericórdia de Deus, que nos faculta a oportunidade de libertação de nossas aflições.

Em seguida, Divaldo propôs uma reflexão acerca dos 4 compromissos da filosofia tolteca como uma técnica para libertarmo-nos dos sofrimentos e evitarmos criar novos para nós mesmos: seja impecável com a sua palavra; não leve nada para o lado pessoal; não tire conclusões; sempre dê o melhor de si.

Conforme elucidado, seria necessário que fizéssemos o esforço para transitarmos do sofrimento para a alegria, evitando comportamentos masoquistas, processos de auto-vitimização, estabelecendo a ponte entre o ego e o Self e entre o Self e a Divindade, nesse processo de individuação e integração com o Todo, de maneira que as dores fossem diluídas.

Na fase final do seminário, Divaldo narrou a bela história de Ananda, contida no livro “Muito Além do Amor”, de autoria de Dominique Lapierre; uma jovem que enfrentou os sofrimentos físicos e morais mais cruéis em sua infância e juventude, para encontrar a libertação de suas dores na entrega total de sua vida ao Cristo, amando a todos os seres incondicionalmente e dedicando-se integralmente ao alívio dos sofrimentos de seus irmãos em Humanidade.

Divaldo encerrou o seminário afirmando que o amor - a si mesmo e aos outros-, é a única solução para a libertação de nossos sofrimentos e que, ao expandirmos a nossa visão espiritual, por meio dos processos de autoconhecimento e autoiluminação, passaremos a perceber o mundo maravilhoso em que vivemos e todas as bênçãos divinas de que somos beneficiários, de modo que as nossas queixas diminuirão e um profundo sentimento de gratidão à vida e a Deus extravasará de nossos corações.

Fonte: http://www.noticiasespiritas.com.br/2016/MAIO/19-05-2016.htm

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Viena, 17 de maio de 2016

Na terça-feira passada, 17, o médium e orador espírita Divaldo franco proferiu uma conferência na cidade de Viena, Áustria, com o tema “Libertação do Egoísmo”.

O evento foi realizado na sede da Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec de Viena e contou com a participação de mais de 110 pessoas.

Como introdução para o assunto escolhido, foi narrado o registro histórico do século VI a.C., referente à vida do rei Creso, da Lídia. Conforme narrado, Creso vivia na capital de seu reino, Sardes, com seus dois filhos. Acreditava-se plenamente feliz, pois que era o homem mais rico do planeta. Certa feita, o rei convidou o grande filósofo Sólon para visitar seu palácio. Após mostrar-lhe a sua imensa fortuna, falar da grandeza de seu reino e de seu poder, perguntou-lhe se conhecia alguém mais feliz do que ele, recebendo uma resposta afirmativa. Contrariado, reformulou a questão, indagando a respeito de quem seria, então, a segunda pessoa mais feliz do mundo. Novamente, seu nome não foi indicado pelo filósofo, o que lhe causou profunda revolta. Sólon aproveitou a oportunidade para oferecer-lhe uma grande reflexão, afirmando que somente seria possível verificar-se se uma pessoa realmente foi feliz após a sua morte, já que antes disso muitos fatores poderiam, de um minuto para outro, alterar a sorte de uma vida. O ensinamento recebido foi profético. Creso houvera, oportunamente, requisitado de seus ministros que procurassem os médiuns, pitonisas, videntes, mais importantes de diversas regiões, a fim de testar a autenticidade dos fenômenos ditos paranormais. Após todos retornarem a Sardes para apresentarem ao rei as informações colhidas, constatou-se que a médium de Delfos era, de fato, autêntica.

De lá, chegaram os avisos para Creso de que ele não teria sucessores legítimos no trono, uma vez que o filho surdo-mudo estaria naturalmente impedido de assumir a função e o outro desencarnaria tragicamente, e de que um grande império estaria para ruir. E assim ocorreu. O filho sem limitações físicas morreu em um trágico acidente. O rei, acreditando, equivocadamente, que a referência sobre o império a ruir seria do persa, decidiu guerrear contra ele, caindo, porém, derrotado. Mas algo inusitado acontecera nesse episódio. Após perder a batalha, Creso retornou para seu palácio e , ali, em uma sacada, contemplando as terras destruídas, não percebeu que um soldado inimigo houvera adentrado o local; quando este preparava-se para arremessar uma lança, o outro filho do rei da Lídia, que era surdo-mudo, numa reação surpreendente, deu um grito, pedindo que não matassem o pai. O soldado titubeou e ao fazer o arremesso, errou o alvo. O rei foi preso com a família, mas quando estavam para ser mortos, ele pronunciou em voz alta o nome de Sólon e repetiu a frase que lhe houvera sito dita. Naquele dado instante, Ciro, o rei dos persas, passava por ali e ouviu a menção ao filósofo, de quem era profundo admirador. Ao saber daquele encontro entre Creso e Sólon, o comandante dos persas decidiu libertar o rei derrotado e sua família, solicitando de seu servo que anotasse que na História, Ciro houvera sido misericordioso, poupando a vida de um inimigo vencido, para que, no dia em que eventualmente fosse também derrotado, tivessem igualmente misericórdia para com ele. Após esse gesto, Creso, que era todo egoísmo, curvara-se diante do vencedor e oferecera a si e sua família para se lhe tornarem servos dedicados e leais.

Esse fato, narrado pelo historiador grego Heródoto de Halicarnasso e que traz as comprovações históricas da paranormalidade/mediunidade, bem descreve a impermanência da existência física, a sua fragilidade, a ilusão das conquistas mundanas e as alternâncias das situações da vida material, demonstrando que o egoísmo, a maior chaga da Humanidade e filho do ego, é elemento impeditivo da felicidade e da paz.

O egoísmo, segundo explicado, pode ser considerado sob diversos aspectos, recebendo diferentes designações: egoísmo, egotismo, egolatria, egocentrismo etc. No entanto, sob qualquer ângulo que seja abordado ou estudado, encontrar-se-á sempre o ego como gênese desses comportamentos.

A conduta egoísta, inevitavelmente, levaria a criatura a desviar-se da solidariedade humana. A consequência disso seria o isolamento, os tormentos da solidão, a infelicidade, a depressão, com o risco do suicídio.
Foi ressaltado que essa questão sempre mereceu a preocupação dos filósofos, desde a Antiguidade Clássica. A Filosofia Socrática teria oferecido elementos substanciais para o melhor entendimento da criatura humana e de seu relacionamento consigo e com os outros seres. Os princípios da imortalidade da alma, da comunicabilidade dos Espíritos- nesse intercâmbio constante entre os dois planos da vida-, da reencarnação, da vida moral saudável, foram as bases do pensamento de Sócrates, de modo que se constituiu verdadeiro precursor da Filosofia Espírita. Esse conjunto de conhecimentos seria fundamental para o trabalho de autoconhecimento e autoiluminação que, em outras palavras, significaria a superação do egoísmo ou, ainda, na linguagem analítica junguiana, a união do ego com o Self.

Seguindo nesse raciocínio, foi explanado que, 400 anos após Sócrates, surgiria Jesus no cenário terrestre, aprofundando e desdobrando o pensamento socrático e centralizando toda a sua mensagem na Lei de Amor. Ninguém teria falado sobre o Amor e vivido-o como ele, em toda a História. Dois milênios após a sua passagem pela Terra, a Ciência, em diversos ramos e sobretudo nas especificidades da Psicologia e Psiquiatria, reconheceria sua mensagem como a mais profunda e excelente psicoterapia para o ser humano, capaz de conduzir o indivíduo ao estado de saúde integral, de plenitude. O convite ao autoencontro e autoiluminação estaria presente na sua orientação: “O Reino dos Céus está dentro de vós”.

Demonstrando a tese, foi apresentado o estudo do psiquiatra austríaco Viktor Frankl, que afirmara que todos nós necessitamos de estabelecer um sentido psicológico profundo em nossas vidas e de vivê-lo; de outra forma, o ser entraria em depressão e o suicídio poderia ocorrer. Segundo o médico austríaco, o amor seria a mais excelente e positiva meta psicológica para todos. Mas, além dele, Carl G. Jung, outro psiquiatra, este suíço, afirmaria a mesma coisa, elegendo o amor como o sentido mais elevado para a vida, gerador da plenitude, da completitude, do estado numinoso.

Divaldo narrou a história do grande escritor russo Leo Tolstoy, que abandonou a sua posição e título de nobreza, como Conde, para viver no interior, no campo, servindo aos seus semelhantes, especialmente aos pobres e simples. Ele teria escrito ao czar da Rússia, Nicolau II, que era o protótipo do homem egoísta, e dito em sua carta, em tom admoestatório, que “aqueles que são egoístas têm a tendência de sofrer a tragédia de si mesmos”. Mais tarde, o czar seria levado com sua família para a Sibéria, ondem foram fuzilados.

Por essa razão, afirmou o conferencista, é que surgiu, no século XIX, o Espiritismo, como a ciência que estuda a origem, a natureza e o destino dos Espíritos e as relações existentes entre o mundo físico e espiritual, dando-nos a conhecer o que somos, de onde viemos e a nossa destinação, tanto quanto as causas de nosso sofrimento e as chave para que deles nos libertemos. A geratriz principal de todas as nossas mazelas seria o egoísmo e, em vista disso, Allan Kardec estabelecera que a nossa salvação, isto é, a libertação de nossos sofrimentos, somente seria possível por meio da diluição do egoísmo, com a vivência do Amor, na prática da caridade pura. Concluindo, afirmou: viver, usufruindo de todos os recursos que Deus nos oferece na Terra, mas sem a eles nos apegar, transformando o egoísmo no prazer de se fazer o bem; sendo isso o grande testemunho da saúde integral.

 

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Viena, 18 de maio de 2016

Na última quarta-feira, 18, o médium e orador espírita Divaldo franco, visitou, a convite, a Sociedade de Estudos Espiritas Joanna de Angelis, sediada na cidade de Viena, Áustria.

Nesse encontro informal, de fraternidade, aproveitou a oportunidade para deixar aos confrades uma mensagem de estímulo, de coragem, de solidariedade, de amor e paz.

Divaldo recordou que Allan Kardec houvera profetizado que, no futuro, cada lar seria um verdadeiro centro espírita, onde viver-se-ia a mensagem pura do Espiritismo Cristão e a simplicidade da fé.
Foi evocado o nascimento de Jesus e o seu retorno ao mundo espiritual. Com a sua chegada numa manjedoura, ensinou-nos humildade; e despedindo-se da Terra numa cruz, falou-nos de libertação. A cruz lembraria um sabre cravado na terra, com a trave horizontal a abraçar toda a Humanidade e a vertical, apontando o caminho para Deus.

Mencionando as 7 maravilhas da Terra, Divaldo ressaltou que as coisas materiais e as glórias terrestres são efêmeras e que o que nos deve importar é a imortalidade. Conforme dito, o pensamento simples e puro de Jesus segue repercutindo em todos os séculos no coração da criatura humana; seu templo era a natureza, seu altar, o coração humano e a sua mensagem era o amor.

A figura de Francisco de Assis foi lembrada nessa reunião, exaltando-nos ao Amor puro, à renúncia a nós mesmos, para sermos fiéis servidores do Cristo de Deus, na vivência do Santo Evangelho.

Concluindo suas palavras de estímulo e orientação, Divaldo afirmou que o Espiritismo veio restaurar a mensagem de simpleza, de naturalidade no cumprimento da Lei Divina, que vivemos dias mui difíceis e que ninguém está livre de carregar uma cruz na Terra, mas que cumpre-nos saber enfrentar os desafios da vida com uma resignação dinâmica, isto é, aceitando as dores que representam os efeitos de nossos equívocos pretéritos, mas realizando o trabalho de construção de nosso futuro de plenitude, na ação pura da caridade, pregando a mensagem santa não apenas por palavras senão e principalmente pelos exemplos. E exortou: “Que cada um de nós, à semelhança de uma semente em solo fértil, germine e transforme-se em 10, 100, ou 1000, para que a fome de amor desapareça do coração humano.”

 

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Bratislava, 19 de maio de 2016

Na última quinta-feira, 19, o médium e orador espírita Divaldo Franco proferiu uma conferência na cidade de Bratislava, capital da Eslováquia, com o tema “O Caminho Para a Paz Interior”.

O evento foi realizado na Casa de Cultura Ružinov, com a presença de mais de mais de 70 pessoas.

Como introdução ao tema, foi narrada a história contida no livro “A Sinfonia Pastoral”, de autoria do escritor francês André Gide, que foi inspirada na 6a. Sinfonia de Ludwig van Beethoven. A obra literária conta a história de uma menina cega que foi abandonada pela família e descoberta por um pastor, que adotou-a e educou-a. Anos depois, já vivendo em Paris, a menina foi submetida a uma cirurgia experimental que lhe restituiu a visão. Indagada sobre o que gostaria de ver, ela disse que queria visitar o Bosque de Bologne, para contemplar a Natureza. Após ver o esplendor das plantas, flores, animais, a harmonia da Natureza, perguntou ao seu tutor qual a razão de as pessoas serem tão tristes, se havia tanta beleza no mundo. A resposta: porque os seres humanos raciocinam, criam para si mesmos muitos conflitos e, por isso, sofrem e tornam-se infelizes. A menina notara que inclusive o seu tutor tinha sempre o semblante infeliz. Certa feita, o filho daquele senhor visitou-os em Paris. Era mais ou menos da mesma idade da menina, agora já jovem. Desde o primeiro contato entre os jovens, surgiu um terno encantamento entre eles. O pastor notou que o filho estava apaixonado pela moça. E isso lhe amargurou, vez que, intimamente, sentia por ela um carinho e uma atração além da ternura paternal. Diante desse terrível conflito, enviou uma carta ao filho, narrando-lhe o drama e dizendo que deixaria o caminho livre para que ele (o filho) e a moça pudessem vivenciar o amor entre eles sem nenhuma barreira ou constrangimento. E suicidou-se. O filho, desesperado pelo conteúdo da carta e o desfecho da situação, fez um quadro de culpa e, consequentemente, de depressão. Escreveu à moça, descrevendo o que houvera ocorrido e afirmando que diante daquilo, nunca poderia ser feliz ao seu lado, embora amasse-a e desejasse-a. E suicidou-se também. A jovem, em choque, seguiu sem entender realmente por que as pessoas eram tão infelizes; e, naquela experiência, por que tanta tragédia, se, afinal, o que todos sentiam era amor.

Na sequência, foi estudada a proposta do psiquiatra cubano Emilio Mira y Lopez a respeito do que ele denominou os 4 gigantes da alma: rotina, ansiedade, medo e amor. Esses elementos, presentes na vida de quase todos nós, comprometeriam o nosso equilíbrio integral (físico, psicológico e espiritual), impedindo-nos de alcançar o estado de paz e felicidade. A falta de metas psicológicas profundas em nossa existência, de motivação, vivendo-se para o atendimento de nossos instintos básicos (comer, repousar e praticar sexo), em permanente estado de ansiedade, sem confiança em nós mesmos e na providência divina, sem controle de nossos medos e de nossa libido, comporiam o quadro ideal para a perturbação íntima.

Segundo Divaldo, deveríamos realizar o esforço para transformar aqueles 4 gigantes da alma em 4 caminhos alternativos e positivos. Em vez da rotina, termos uma vida dinâmica, variando nossas atividades, experimentando novas coisas; em vez de cedermos aos nossos medos, enfrentá-los, com o uso da audácia, da coragem; substituirmos a ansiedade pela confiança em nós mesmos e na perfeita justiça divina e em sua misericórdia, que tudo nos provê; e, por fim, educar nossa libido, para que vivenciemos o amor mais puro, livre de conflitos e desequilíbrios perturbadores.

Foi ressaltado que seria fundamental que, em vez apenas reclamarmos de nossos sofrimentos, tivéssemos a coragem de questionar e reflexionar acerca das reais causas de nossas dores e dificuldades. O que sou? De onde venho? Para onde vou após a morte física? O exercício do autoconhecimento facilitar-nos-ia a identificação da geratriz de nossos sofrimentos e, portanto, também das formas como eliminá-los.

Divaldo, então, narrou nova história, propondo uma reflexão de seu conteúdo com base nos 4 gigantes da alma. Tratava-se de um lenhador, que vivia à beira de uma densa floresta. Certo dia, um ancião, sábio, bateu à porta do lenhador, pedindo-lhe um pouco de alimento, água e que pudesse repousar por alguns instantes, no que foi atendido. Ao despedir-se do lenhador, disse-lhe: “Homem, entra na floresta”. O lenhador deu-se conta de que nunca houvera penetrado o interior da floresta. E resolveu fazê-lo, descobrindo lá uma reserva de árvores de madeira muito nobre. Com a extração e venda daquela madeira, tornou-se rico e mudou-se para a cidade. Anos depois, lembrou-se do ancião e de sua frase. Nunca mais tinha voltado e entrar na floresta. Decidiu que agora iria mais dentro da propriedade. Foi quando encontrou importante mina de cobre. Tornou-se mais rico. Dez anos mais tarde, começou a ter problemas em suas empresas, certas dificuldades, e buscando respostas e soluções, pareceu ouvir novamente a admoestação do sábio: entra na floresta. Achou que, se havia tido sorte das outras vezes, por que não tentar mais uma vez? Fez um voo de helicóptero sobre a área, alcançando locais antes inacessíveis da floresta. Foi identificada uma mina de diamantes, cuja exploração lhe propiciou resolver os problemas em suas empresas. Quando atingiu os 60 anos, percebeu que havia ainda mais problemas, medos, ansiedades; notara que sua vida afetiva não era saudável, que sob vários aspectos cultivava conflitos, culpas, tormentos, desequilíbrios. Afinal de contas, como descobrir a causa desses sofrimentos? Como adquirir a paz real? E ser feliz? Meditou muito. Ouviu, novamente, na acústica da alma, a voz do velho sábio: “homem, entra na floresta”. E, finalmente, compreendeu que não se tratava de uma exploração na floresta física, mas de uma incursão no seu mundo interior, na floresta de seus conflitos, de seus medos e tormentos. Descobriu, assim, que a felicidade não dependia das coisas externas, das posses materiais, que são efêmeras, que atendiam às necessidades do ego, mas não preenchiam o vazio interior. Entendeu que a grande sabedoria é a vitória sobre as próprias paixões, sobre as más inclinações.

A sabedoria estaria na filosofia socrática que apregoava o desenvolvimento dos valores do ser, orientação que também faria parte da proposta psicoterapêutica de Jesus, que afirmara que o “reino dos céus” estaria dentro de cada um de nós. O Espiritismo, por sua vez, traria as demonstrações da imortalidade da alma, para falar-nos de que a nossa meta psicológica deve ser o viver dentro de padrões morais saudáveis, amando sempre, sem aguardar sermos amados, superando os nossos conflitos, as nossas culpas, as nossas más inclinações, para experimentarmos em nosso mundo íntimo a paz e a felicidade e garantirmos uma posição melhor no mundo dos Espíritos, em estado de plenitude.

 

 

 

Fonte: http://www.noticiasespiritas.com.br/2016/MAIO/24-05-2016.htm

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Viena, 22 de maio de 2016

No último domingo, 22, o médium e orador espírita Divaldo Franco proferiu um seminário na cidade de Viena, Áustria, com o tema “O Caminho Para a Paz Interior: Uma Viagem Terapêutica”.

O evento foi realizado na “Lateinamerika-Institut”, com a presença de mais de 115 pessoas.

O grande enigma da criatura humana é ela mesma.” Esse colocação deu início às reflexões em torno do tema proposto. A Filosofia, mãe de todas as Ciências, teria surgido exatamente para colaborar com entendimento sobre o ser. No entanto, por muitos séculos, ela deparou-se com uma incógnita: a morte. O que haveria depois desse fenômeno? O pensamento oriental resolveria a dúvida por meio da revelação espiritual, enquanto no Ocidente, os pensadores dividiam-se em correntes ideológicas, entre os materialistas e espiritualistas.

Para a demonstração de nossa natureza imortal e tríplice (corpo físico, corpo espiritual e Espírito), como seres que vivemos numa realidade interdimensional, perfeitamente integrados no todo, Divaldo apresentou o pensamento filosófico e científico desde o século IV a. C., nas áreas da Química e da Física, a propósito dos átomos e das propriedades radiantes da matéria, com Leucipo e Demócrito, passando por Epicuro, Aristóteles, René Descartes, Isaac Newton, John Dalton, Sir William Crookes, Eugen Goldstein, Sir Joseph Thomson, Wilhelm Röntgen, Marie Curie, Peter Higgs, Albert Einstein; e, ainda, na área da Astrofísica, com V. A. Firsoff e James Jeans, a respeito do Universo, sua formação, expansão e contração; também no campo das Neurociências e da Psicologia, abordando-se o ser profundo, o inconsciente, a realidade transpessoal.

Esse preâmbulo, com base eminentemente científica e filosófica, ofereceu a comprovação de que somos, em essência, uma energia pensante, que vincula-se à matéria, nos seus diferentes estados, para realizar o seu processo evolutivo, até a perfeita identificação com a Energia Criadora, denominada de a Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas, ou Deus. A experiência física (reencarnação) ofereceria-nos a possibilidade de superação de nossas más inclinações e de intelectualização da matéria, isto é, de sutilização dessa energia densa por meio de nosso poder mental, de modo que o envoltório do Espírito permitisse-lhe experiências cada vez mais transcendentes.

No campo da Psicologia, Divaldo apresentou o pensamento de Piotr Ouspenski, psicólogo russo, sobre os 4 principais níveis de consciência do ser: consciência de sono, consciência de sonho, consciência de si e consciência cósmica. As aspirações de cada um, os seus objetivos de vida, seriam os fatores a determinar em que nível cada pessoa se encontra. Também foram analisadas as 5 características essenciais do ser humano, segundo o psiquiatra e psicólogo cubano Emilio Mira y López: personalidade, conhecimento, identificação, consciência e individualidade.

De acordo com esse estudo, todos teríamos máscaras (personas) que utilizamos para a convivência social, que seriam o nosso ego e que se distinguiriam da nossa realidade profunda, aquilo que somos na essência (Self). Esse paradoxo entre o ser e o parecer representaria um dos grandes conflitos existenciais a serem vencidos pelo ser humano.

Seguindo na análise da consciência, foi esclarecido que, ao atingirmos o nível de consciência de si, a máquina humana funcionaria executando 7 funções principais: intelectiva, emocional, instintiva, motora, sexual, emocional superior (moral) e intelectiva superior ou coletiva. Fácil, portanto, de se depreender que a educação do Espírito, por meio do desenvolvimento de hábitos saudáveis e nobres, seria o caminho para se atingir patamares mais elevados de consciência e, por via de consequência, a paz interior.

A última característica do ser humano apresentada foi a individualidade, a qual seria a representação junguiana do Self, ou seja, do ser espiritual profundo em perfeita identificação com Deus. Foi explicado que no processo evolutivo biológico, nosso corpo desenvolveu-se de maneira a oferecer, etapa a etapa, os recursos e equipamentos necessários para que o Espírito pudesse manifestar os poderes da mente. Assim é que do cérebro reptiliano, alcançamos o límbico e, mais recentemente, o neocórtex, o qual segue em desenvolvimento frontal, a fim de que as capacidades cerebrais atendam às exigências do Espírito já mais evoluído, para o uso da intuição. Seria o período, então, do Homem Noético, controlando, com o poder mental, todas as energias que compõem o Universo, derivadas do Fluido Cósmico Universal.

Entretanto, explicou o orador, para que pudéssemos educar os poderes da mente e avançar em nossa jornada evolutiva, de modo a alcançar aquela qualificação noética, seria indispensável vencer o ego, o maior impeditivo ao nosso progresso. Tomando por base a obra "O Cavaleiro da Armadura Enferrujada", de autoria de Robert Fisher, foi proposta uma análise junguiana e espírita da problemática do ego e sua relação com a origem dos sofrimentos, assim como da necessidade de a criatura humana alterar a sua conduta moral para melhor, como forma de encontrar a paz interior.

O enredo do livro descreve a saga de um cavaleiro que, ao longo de muitos anos, habituou-se a manter-se vestido com sua armadura de ferro, a qual acabou por se enferrujar. Ele era casado e tinha um filho, mas o seu relacionamento com a família era muito distante e difícil. Após uma discussão com a esposa, aborrecido, decidiu o cavaleiro afastar-se do domicílio e realizar uma viagem. Nesta viagem, ele passou a ter contato com alguns outros personagens, com os quais se relacionou e que o ajudaram a refletir sobre a própria existência. Por fim, o cavaleiro considerou que deveria retirar a armadura, o que não conseguiu de imediato, uma vez que ela já se encontrava muito enferrujada. Um dos personagens disse-lhe que seria necessário atravessar uma determinada trilha, onde encontraria três castelos: o do silêncio, o do conhecimento e o da vontade e ousadia. Ser-lhe-ia necessário permanecer um certo tempo em cada um deles, para se lhes aprender as lições, a fim de que ele pudesse seguir para o seguinte. Nesse processo, passando por cada castelo, o cavaleiro foi introjetando os diferentes ensinamentos, refletindo sobre a própria vida, conhecendo mais de si mesmo, ao tempo em que ele passou a mudar de pensamentos, de comportamentos, e , com isso, a armadura, de parte em parte, começou a cair de seu corpo, até que ele viu-se totalmente liberado dela.

Divaldo esclareceu que a viagem do cavaleiro pela trilha, visitando cada um daqueles castelos, é bem a viagem de autodescobrimento e de autoiluminação de todos nós, que trazemos as nossas máscaras, as personas a que se referia Carl Gustav Jung.

Recordando a vida e obra de Franz Kafka, marcadas sobretudo pelo extremo pessimismo, o Existencialismo de Jean Paul Sartre e de Albert Camus, o orador alertou para os riscos do vazio existencial, que levaria à depressão e aos problemas dela decorrentes, especialmente o suicídio. Foi narrada brevemente a estória de Mersault, contida na obra “O Estrangeiro”, de autoria de Albert Camus. Ali estaria representado o dilema entre o existencialismo, a pregar o gozo do aqui e agora, atendendo às exigências do ego, e o espiritualismo, a falar-nos de uma vida futura, espiritual, sobrevivente à morte física, e cujo bem-estar resultaria de uma conduta digna, saudável na Terra.

Na fase final do seminário, Divaldo discorreu sobre a psicologia de Viktor Frankl, que estabelecera que todos nós deveríamos estabelecer como meta psicológica de profundidade para a nossa vida o amor, única capaz de dar um sentido real e superior à nossa existência, em perfeita concordância com a mensagem psicoterapêutica de Jesus. Foi, também, analisado o “Decálogo Logoterapêutico”, de Elizabeth Lukas, discípula do Dr. Frankl, o qual inicia-se com o item que diz que deveríamos manter sempre contato com a transcendência, falando, ainda, da importância de dialogarmos com a nossa consciência, de mantermos valores nobres, vivenciando o amor, de mantermos os vínculos familiares, e encerrando o seu roteiro com o item que faz um apelo para que os indivíduos realizem o esforço para a sua transformação moral para melhor. Divaldo encerrou a sua dissertação, afirmando que, com a ajuda desse decálogo, o Self, saído da armadura do ego, experimentaria a paz e uma doce emoção tomaria conta de sua vida.

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Mannheim, 24 de maio de 2016

 

Na última terça-feira, 24, o médium e orador espírita Divaldo Franco proferiu uma conferência na cidade de Mannheim, Alemanha, com o tema “Renovação, Valores Ético-Morais”.
O evento foi realizado na “Trafohaus”, com a presença de mais de 140 pessoas, e teve tradução consecutiva de Edith Burkhard.

A conferência foi iniciada com a evocação de um brado em forma de questionamento, contido no livro “Estes Dias Tumultuosos”, de autoria de Pierre van Paassen. O jovem convocado para a guerra, em pleno front, escrevia uma carta a seu pai quando foi atingido pelos inimigos e morto. Na carta, ficou registrado o seu questionamento em forma de desabafo: por que temos de matar a quem nem conhecemos? Por que tenho de matar a outros jovens como eu, que também não têm culpa pela guerra? Por que assassinar outros seres humanos?

Foi recordado que, de acordo com a teoria da evolução das espécies e da seleção natural, os mais fortes e resistentes sobrevivem. No entanto, ao longo da História, os pensadores teriam sempre buscado encontrar uma ética que os seres humanos pudessem seguir, a fim de que sociedade funcionasse em regime de paz e harmonia. Assim, surgiria o primeiro tratado de ética , elaborado por Aristóteles. Mas antes dele, Moisés, o grande profeta, já teria elaborado um código com os 10 mandamentos da Lei Divina, de modo a organizar a sociedade em torno de deveres e normas de conduta. E, mais tarde, Jesus sintetizaria todas as leis divinas e todos os ensinamentos dos profetas em um único mandamento, o Amor.

Tais regras de conduta teriam razão de ser em função de a criatura humana ainda não ter superado as suas paixões, as suas más inclinações, agindo de modo a gerar perturbações em si e no meio em que vive.

Conforme explicado, Sigismund Freud estabelecera que o ser humano, em seu comportamento, transitava entre Eros (o amor-libido) e Tânato (morte), numa constante busca da realização de um prazer epicurista. Por sua vez, Carl Gustav Jung, quem melhor mostrou as necessidades humanas, por meio da teoria dos arquétipos, conciliando as propostas materialista e espiritualista, teria asseverado ser imperioso à criatura humana eleger para si uma meta psicológica profunda, vivendo-a em sua existência, sendo o amor o mais excelente e terapêutico de todos os objetivos existenciais.

Fácil seria de se concluir que a chave para uma vida harmônica, plena e feliz, do ponto de vista do indivíduo, mas também da sociedade, seria a educação do ser, realizada a partir da formação em si de caracteres positivos, de valores ético-morais de profundidade. Dentro da concepção espírita, seria o esforço realizado pelo homem para a sua transformação moral para melhor, evitando ser arrastado por suas más inclinações; e, sob a ótica da Psicologia Junguiana, seria a conciliação entre o ego e o Self.

Divaldo recordou que Jesus deixara uma regra de ouro como orientação segura para uma conduta ética: não fazer a outrem aquilo que não gostaria que lhe fizessem.

Foram apresentados relevantes exemplos de vidas pautadas numa conduta profundamente ética, a partir de valores morais superiores, como a do escritor russo Liev Tolstói, que, após ler o texto dos Evangelhos em grego, portanto, do original, compreendeu que ali estava contida uma nova ética para a Humanidade, dentro de padrões divinos, e abdicou de seu título nobiliárquico, escreveu um livro sobre a mensagem de Jesus e passou a viver de maneira simples, a fim de melhor alcançar os corações sofridos, chegando, ainda, a escrever ao czar Nicolau II para lhe advertir dos abusos cometidos e da necessidade de se viver segundo valores morais superiores. Mohandas K. Gandhi, depois de ler o livro de Tolstói, comoveu-se e decidiu realizar algo em favor da Humanidade, dando a sua vida em holocausto, em prol da liberdade e da pacificação do mundo. Albert Schweitzer, outro missionário, teria abandonado a sua confortável vida e a fama para servir aos seus semelhantes que viviam miseravelmente na África. E Martin Luther King Jr., que sofrendo a opressão e a discriminação social, erguera sua voz para declarar que ele tinha um sonho de liberdade, de paz, de fraternidade entre as ditas raças, de solidariedade entre os seres, de amor, compaixão e perdão. Seriam quatro vidas baseadas na ética do Amor, que elegeram para si, como objetivo existencial de profundidade, o próprio Amor, libertando-se do ego para viver a plenitude do Self.

O orador apresentou algumas estatísticas atuais e disse que todo o avanço científico-tecnológico logrado por nossa sociedade não evitou os mais de 400 milhões de depressivos no mundo, hoje, e os suicídios que ocorrem na razão de 1 a cada minuto no planeta, inclusive de jovens e crianças.

Onde, então, poderíamos encontrar uma saída para esse panorama aterrador? Segundo asseverado, teríamos a instrumentalidade para resolvermos esses magnos problemas da Humanidade numa doutrina científica, de consequências filosóficas e baseada numa ética superior, surgida no século XIX: o Espiritismo. Demonstrando os seus postulados por meio de provas e da lógica, a Doutrina Espírita explicaria sobre a imortalidade da alma, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação. Com isso, teríamos a perfeita compreensão da justiça divina com relação às aflições humanas; pela lei de causa e efeito, seríamos os artífices de nosso destino, criando em nós o equilíbrio ou a perturbação, a depender de nosso comportamento e de nossos pensamentos, e traríamos em nós mesmos a solução para os problemas que nos afligem. A ética do Amor, então, seria, antes de tudo, uma proposta psicoterapêutica de saúde integral, convidando-nos a viver em equilíbrio, em plenitude, a partir do exercício da caridade legítima, descobrindo-se os infortúnios ocultos, os nossos irmãos “invisíveis” aos olhos da sociedade, que enfrentam sofrimentos os mais diversos e que aguardam mãos generosas que lhe possam aliviar as angústias do coração ou as penúrias da matéria.

 

Fonte: http://www.noticiasespiritas.com.br/2016/MAIO/30-05-2016.htm

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Frankfurt, 25 de maio de 2016

Na última quarta-feira, 25, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade de Frankfurt am Main, Alemanha, com o tema “Cura e Autocura”. O evento foi realizado na “DJH Jugendherberge Frankfurt”, com a presença de mais de 190 pessoas.

A dissertação foi iniciada com a evocação do pensamento de Protágoras, filósofo do século V a.C., que afirmara que “o homem é a medida de todas as coisas”, estabelecendo, assim, o princípio da relatividade da observação da realidade pelos seres humanos. Nesse mesmo sentido, 23 séculos depois do filósofo grego, Immanuel Kant falaria que a percepção da realidade varia de acordo com o estado mental de cada observador e de seus conteúdos interiores.

Por isso, cada indivíduo teria uma relação muito particular com a realidade, percebendo os fenômenos exteriores e com eles interagindo de maneiras variadas. A Psicologia moderna, então, concluiria que somos o resultado de nossas emoções.

Essa introdução seria para esclarecer-nos que os estados de saúde e de doença e os processos de cura e autocura dependem diretamente de como percebemos a realidade (interna e exterior) e com ela interagimos.

Foi citado um trecho da mensagem “A Paciência”, do capítulo 9 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, que diz que “a dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos”. A colocação, conquanto aparentemente estranha, adquire um sentido profundo, positivo e lógico à luz da reencarnação. Reconhecendo que já passamos por diversas experiências corpóreas e que cometemos equívocos que geraram-nos desarmonias psicológicas e energéticas, ficaria fácil compreender as aflições atuais como efeitos de nossos atos negativos do passado. Na atual reencarnação, teríamos a oportunidade de expungir as desarmonias espirituais e energéticas, reajustando as nossas emoções e eliminando as nossas culpas. A dor, dessarte, seria uma bênção na medida em que representaria a misericórdia de Deus a facultar-nos a chance de recomeço a nós outros que somos equivocados reincidentes.

O estado natural da criatura humana seria o de saúde, de equilíbrio. Mas, por causa de nosso raciocínio ainda mal orientado, de nossas emoções inferiores e do extravasar de nossas paixões, optando por prazeres negativos, resultado do ego, geraríamos em nós estados de desarmonia, de desequilíbrio.

A divindade teria criado um código de leis naturais perfeitas a manter o equilíbrio universal. Toda vez que infringimos essas leis, quebramos a harmonia e estabelecemos em nós o desequilíbrio, resultando no estado de doença.

A recuperação desse estado, conforme explicado, poderia ser facilmente alcançada por meio do exercício do Amor. Os resgastes de nossos atos infelizes não precisariam ser, necessariamente, pelo sofrimento. Jesus afirmaria que “o amor cobre a multidão de pecados”, deixando claro que a cura de nossos desequilíbrios e patologias pode ser obtida pelo amor, evitando-se o prolongamento de nossas dores. A Lei de Amor seria a base de toda a proposta filosófica e psicoterapêutica do Evangelho de Jesus.

Ainda sobre o amor, ele fora apresentado como a força mais poderosa do Universo. Albert Einstein teria assim afirmado, em uma carta à sua filha, dizendo-lhe que o amor seria uma força muitíssimo mais poderosa que a gravidade, o eletromagnetismo, a força quântica forte e a força quântica fraca.

Divaldo discorreu sobre a abordagem a respeito da saúde feita pelo médico cirurgião e cancerologista estadunidense Dr. Bernie Siegel, que teria asseverado que deveríamos desenvolver 4 tipos de fé como base para a nossa saúde: a fé em Deus, no médico, no tratamento e em si mesmo. Nessa mesma linha de pensamento, a respeito da cura e autocura pelo poder da mente e equilíbrio de nossas emoções, a Organização Mundial de Saúde teria proposto que cada indivíduo fosse o seu próprio médico e que sempre consultasse a própria consciência, para a eliminação de más inclinações e culpas e melhor condução de sua vida.

Foi apresentadas, também, as experiências e descobertas dos neurocientistas Dr. Michael Persinger e Vilayanur Ramachandran. A partir de imagens obtidas com tomografias com emissão de pósitrons, verificou-se que determinada região do cérebro humano produziria uma reação luminescente toda vez que a pessoa ouvia o nome de Deus, em qualquer idioma, sob qualquer designação. Essa área cerebral teria sido chamada de “o ponto de Deus”, demonstrando que somos seres que trazemos a divindade em nós, conforme afirmado por Jesus e confirmado pela Doutrina Espírita. A partir dessa descoberta, a Dra. Danah Zohar, física, iniciou estudos nesse campo e concluiu que o ser humano teria um terceiro tipo de inteligência, muito mais importante do que a intelectual e a emocional. Seria a inteligência espiritual, que diria respeito à forma como o indivíduo conecta-se com a transcendência e a sua realidade profunda (espiritual).

Na conclusão das reflexões acerca do binômio saúde-doença e da cura e autocura, Divaldo afirmou que temos de ter a consciência de que somos Espíritos imortais, construtores de nossa saúde ou do estado patológico em nós, mediante as ações, os pensamentos e as emoções que cultivamos, em perfeita obediência à lei de ação e reação. Dessa forma, seria ideal que procurássemos sorrir mais, fazer mais o bem, amar mais, sendo gentis e gratos, e , fazendo a viagem interior, eliminássemos os nossos conflitos, procurando superar as nossas más inclinações, tornando a nossa existência numa permanente primavera de amor, paz, esperança e sonhos.

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Stuttgart, 26 de maio de 2016

Na quinta-feira passada, 26, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade de Stuttgart, Alemanha, com o tema “Violência e Paz”, que foi traduzida ao alemão pela intérprete Edith Burkhard.

O evento foi realizado na sede do “Gruppe SEELE” e contou com a presença de mais de 150 pessoas.

A abordagem do tema teve como ponto de partida as reflexões convergentes dos filósofos Protágoras, do século V a.C., e Immanuel Kant, do século XVIII. O primeiro afirmara que “o homem é a medida de todas as coisas”. O foco do processo cognitivo passava do objeto observado para o observador, o ser humano. A compreensão da realidade seria algo variável, de acordo com a capacidade de cada observador. Kant concordaria, nesse sentido, afirmando que a percepção da realidade variaria de acordo com o estado mental de cada observador e de seus conteúdos interiores.

Numa percepção mais ampla e profunda da realidade, poder-se-ia dizer que a violência não seriam apenas os atos de agressividade, mas também toda e qualquer infringência às leis divinas ou naturais. Ao violá-las, a pessoa criaria um estado de desarmonia em si, maculando o seu equilíbrio, a sua paz e a sua saúde, e irradiando essas perturbações ao ambiente onde vive.

Foi recordado que no ano 2000, a UNESCO realizou o "Manifesto 2000". Aquela organização internacional elaborou um estudo profundo com especialistas a respeito de como poderia ser alcançada a paz no mundo. A conclusão foi a de que esse desiderato poderia ser conquistado sem grandes dificuldades, desde que os governos de todas as nações comprometessem-se a seguir os itens incluídos no manifesto. Curiosamente, todos os seus itens, de alguma forma, derivavam de ensinamentos ou recomendações das diversas religiões do planeta, versando sobre a ternura, a afetividade, o amor, a compreensão, a tolerância. Os seis itens seriam: preservar a paz, onde quer que ela se encontre; rejeitar a violência; ser generoso e tolerante; procurar ouvir para compreender; respeitar a natureza; e, finalmente, redescobrir a solidariedade. Divaldo recordou também que no mesmo ano 2000, na cidade de Nova Iorque, nos EUA, foi realizado o Primeiro Encontro Mundial de Líderes Religiosos, promovido pela Organização das Nações Unidas.

Divaldo asseverou que, fazendo-se uma radiografia das guerras, constatar-se-ia que ao longo da História a maior parte delas no mundo foi promovida pelas religiões. Mas, acrescentou, além das guerras externas, haveria as guerras interiores, quase que permanente na maioria dos seres humanos, e decorrentes dos conflitos íntimos pela falta de conexão do ego com o Self.

Essa fusão entre o ego e o Self seria realizada pelo Amor. O antídoto para a violência, então, seria amar; amar inclusive os que nos fazem o mal, de maneira a diluir o ódio com aquele sentimento que é de não-violência. A História oferecer-nos-ia exemplos notáveis de seres humanos que conseguiram neutralizar o ódio de milhares de criaturas pela força do amor, como Martin Luther King Jr., Nelson Mandela, Mohandas K. Gandhi.
Divaldo esclareceu que a violência deve ser entendida também como toda ação nossa que é negativa para o próximo.

E afirmou, ainda, que a nossa paz depende de uma ação efetiva de nossa parte. Não basta evitar a violência. Temos de agir, positivamente, com comportamentos de não-violência. Essa ação de não-violência geraria um ambiente social de paz. Isso significa que, para conseguirmos agir como pacificadores, esparzindo a energia da paz pelo mundo, teríamos, antes, de estarmos interiormente pacificados.

E quais seriam os recursos necessários para atingirmos a paz interior? O Espiritismo, conforme assertiva, dar-nos-ia tudo o que pode tornar-nos plenos e pacificados. Com os seus postulados da imortalidade da alma, da reencarnação, da comunicabilidade dos Espíritos, da reencarnação, e o código de ética que se constitui a mensagem psicoterapêutica do Evangelho de Jesus, qualquer indivíduo poderia realizar a viagem interior do autodescobrimento e da autoiluminação, para a superação das más inclinações, a solução dos conflitos íntimos e a conquista da plenitude.

Como mensagem final, Divaldo ressaltou que mesmo quando sintamos que perdemos quase tudo, devemos manter a esperança, que sempre sustenta-nos na vida, e cultivar sonhos que nos impulsionem a seguir adiante, amando e perdoando sempre, aos nossos irmãos e a nós mesmos.

 

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