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14/11/2015

 

I Encontro Global em Espiritualidade e Saúde Mental e a Associação Mundial de Psiquiatria recomendam considerar a religião no estudo da psiquiatra

 

por Élcio Braga / O Globo


A Associação Mundial de Psiquiatria publicou uma declaração para se considerar a religiosidade e a espiritualidade na pesquisa, prática clínica e no ensino da psiquiatria.

 

A informação — divulgada no fim do mês passado — foi comemorada no Núcleo de Espiritualidade (Nupes), na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que pesquisa, entre outros temas, relatos de pacientes que teriam passado supostamente por experiências post mortem.

O tema ganhou maior dimensão durante o I Encontro Global em Espiritualidade e Saúde Mental, que ocorreu dentro da programação do Congresso Brasileiro de Psiquiatria, entre os dias 5 a 7, em Florianópolis.

— O que se espera é que com esta declaração da Associação Mundial de Psiquiatria seja levado mais em conta a dimensão espiritual do paciente para uma compreensão mais humana e mais completa dos pacientes — observa Alexander Moreira-Almeida, coordenador do Nupes.

O documento da associação informa que “nas últimas décadas, tem havido um aumento da consciência pública e acadêmica sobre a importância da espiritualidade e da religião nos problemas da saúde”. Revisões sistemáticas da literatura acadêmica, diz o texto, identificaram mais de 3 mil estudos empíricos, demonstrando a relação entre religião, espiritualidade e saúde.

— O resultado desse movimento, de modo geral, são melhores níveis de saúde física e mental, melhor qualidade de vida, mas certos níveis de envolvimento religioso também podem gerar maiores níveis de depressão, de pior qualidade de vida, por exemplo — explica Alexander.

Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/documento-recomenda-considerar-religiao-no-estudo-da-psiquiatra-18042701

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Vejam reportagem da Gazeta online


por Katilaine Chagas


Estudos foram mostrados em Congresso Brasileiro de Psiquiatria


Você pode até não seguir nenhuma religião, mas pesquisas feitas no Brasil e no mundo confirmam que ter fé ajuda na recuperação de problemas psiquiátricos, como depressão, que em casos extremos pode levar ao suicídio.

Isso não significa que é preciso seguir alguma religião.

“Não é necessário ter crença na religião para que acreditar no poder dessa crença em nossos pacientes”, diz o psiquiatra Wagner Gattaz.

“É possível ter espiritualidade sem religião”, acrescenta o professor de Psiquiatria Alexander Moreira de Almeida.

Com espiritualidade ou religiosidades, estudos não faltam para confirmar isso. Uma pesquisa feita com 1500 idosos de regiões carentes de São Paulo mostrou que aqueles que frequentavam alguma atividade religiosa tinham metade do nível de depressão dos que não frequentavam.

Outro levantamento, feito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com 168 pacientes bipolares apontou também que quem praticava alguma religião tinha menos frequência de casos de depressão.

Esses estudos foram apresentados pelo professor Alexander Moreira de Almeida, do Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde da Faculdade de Medicina da UFJF, em Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que acontece em Florianópolis (SC).

Só que nem tudo é positividade no tratamento quando se fala em fé. Dependendo da relação do paciente com a espiritualidade, em vez de trazer mais conforto e esperança, a ansiedade e sintomas de depressão podem tomar conta do paciente.

Esse é o caso de pacientes em algum tipo de conflito interno com sua religiosidade.

“É o caso de pessoas que se sentem abandonadas por Deus. Elas têm mais chances de desenvolver depressão e até morrer”, segundo o americano Ken Pargament, professor da Bowling Green State University e especialista em psicologia da religião.


E como ficam os ateus nessa história?

“Como qualquer grupo, eles são bem heterogêneos. E também têm seus recursos espirituais não deístas (que crê na criação por um ser superior)”, diz o professor.


Pessoa que professa alguma religião tem menos risco de depressão, avaliam estudos

 

 

Fonte: http://agazeta.redegazeta.com.br/_conteudo/2015/11/noticias/cidades/3913822-fe-ajuda-a-tratar-a-depressao-dizem-pesquisas.html

 

 

 

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