Espirituialidades e Sociedade



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Desencarnou mais um grande vulto do movimento espírita: Romeu Grisi

 

 

 

29/09/2014

Desencarnou mais um grande vulto do movimento espírita:
Romeu Grisi. Votuporanga, SP

Repassamos a informação enviada por Valdir e Iara Monteiro, noticiando a desencarnação do Sr. Romeu Grisi:

“Informamos aos caros companheiros de São José do Rio Preto e região, o desencarne do companheiro de movimento espírita, sr. Romeu Grisi, ocorrido hoje, 7 de setembro de 2014, na cidade de Votuporanga (SP).

No dia 8 de setembro o corpo será transferido para São José do Rio Preto, por volta de 8 horas da manhã estando a disposição daqueles que queiram visita-lo, no cemitério da Vila Ercília.

O sepultamento, segundo a família, será realizado naquele mesmo cemitério, as 13 horas.

Abraços a todos.
Valdir F. Monteiro e Iara A. P. Monteiro (São José do Rio Preto-SP)”

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Mensagem de Ismael Gobbo:

Externamos a todos os familiares do Sr. Romeu Grisi, e aos amigos de Votuporanga e região, os nossos profundos sentimentos pela sentida perda, entre nós, os encarnados. Conhecemos o Sr. Romeu quando estivemos em Votuporanga no mês de maio de 2000, realizando uma entrevista por ocasião da comemoração do cinqüentenário do Centro Espírita Emmanuel, que abaixo reproduzimos. Foi uma experiência maravilhosa. Não muito tempo depois ele adoeceu e passava ao longo dos anos por rigoroso tratamento. Quando lhe telefonávamos ele falava da sua enfermidade e do tratamento, mas sempre com pensamento positivo, se esforçando para recuperar a saúde, sempre entusiasmado. Uma pessoa maravilhosa. Agora recebemos a noticia de seu retorno à Pátria Espiritual. Vai se encontrar com parentes e amigos que o antecederam na viagem. Ao querido Romeu Grisi o nosso abraço e o ósculo no coração com saudades. (Ismael Gobbo)

Entrevista com Romeu Grisi em maio/2000 para Folha Espírita, SP.

VOTUPORANGA: CENTRO ESPÍRITA EMMANUEL
- JUBILEU DE OURO

 

No último dia 1º de maio, em Votuporanga-SP, foi comemorado o cinqüentenário do C.E. Emmanuel, um prestigioso núcleo espírita que, ao longo de cinco décadas, tem prestado os mais relevantes serviços no campo doutrinário e assistencial, engrandecendo o movimento espírita e toda a comunidade votuporanguense.

Tudo começou a partir das reuniões domésticas realizadas na residência do casal Sr. Romeu Grisi e Dona Hilda Sestini Grisi, entre os anos de 1948 e 1949.

Os estatutos foram elaborados por João Batista Schiavon, Dr. Orlando Van Erven Filho, Nelson Siqueira de Oliveira, Nelson de Paula Silveira.e José de Morais.

Dentre os personagens ilustres que laboraram na instituição, ninguém se esquece de festejar Dona Ciana, Maria Feliciana de Almeida Teixeira, que, desencarnando com mais de um século de vida, dedicou toda sua existência à prática da caridade e vivência do amor ao próximo, convertendo-se em esplendorosa referência para todos aqueles que a conheceram ou dela ouvem falar.

O atual presidente do C.E. Emmanuel é o médico pediatra Dr. Carlos Alberto Tellis.

O Sr. Romeu Grisi, um dos fundadores e presidente da casa por várias vezes, faz-nos um resumo dos comemorados cinqüenta anos

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FE - Quais as reminiscências daqueles primeiros dias do C.E. Emmanuel?
RG - Não poderia deixar de lembrar a figura do Sr. José de Morais, um dos fundadores. Ele, que era amigo de Cairbar Schutel, vindo de Ibirá, realizou o primeiro Culto do Evangelho no Lar em sua residência, uma casa de pau-a-pique na zona rural de Votuporanga. Também ele participou, em 18 de agosto de 1940, da fundação do Centro Espírita "Caminho de Damasco", o primeiro da cidade. Quando cheguei a Votuporanga, em junho de 1945, freqüentei o "Caminho de Damasco" por dois anos. Entre 1948 e 1949, eu e vários companheiros passamos a realizar reuniões em minha casa. Com a cidade crescendo, sentimos a necessidade do surgimento de mais um centro espírita e, assim, no dia 1º de maio de 1950, foi fundado o C. E. Emmanuel. Daquela época, remanescem minha esposa Hilda e os laboriosos companheiros Nelson Siqueira de Oliveira e sua esposa D. Laurita da Silva Oliveira.

FE - Como a obra foi se desenvolvendo ao longo dos anos?
RG - O centro começou em prédio próprio na rua Mato Grosso, 760. Naquela época, os freqüentadores que vinham de longe se utilizavam de cavalos, carroças ou charretes, e as crianças, enquanto os pais assistiam aos trabalhos, ficavam dormindo em pelegos, numa saleta. Em 1975, foi inaugurada uma sede maior, que permanece até hoje, na Rua Tietê, 759. Do núcleo inicial, foram surgindo outras obras. Em 1954, aparece a Sociedade Beneficente "Irmã Elvira", da qual nasce a creche "Lar Irmã Mariana", inaugurada em 1958, e contando com vários departamentos. Hoje, é presidida pela Professora Clarice Benini. Em 1972, surge o Departamento Assistencial "Bezerra de Menezes", na Vila São João, desmembrado em 1978, com todo o seu patrimônio, para ser dirigido por abnegados companheiros com os quais mantemos fortes vínculos de afetividade. Aquele núcleo, que passou a ser denominado Centro Espírita "Bezerra de Menezes", hoje dirigido pelo companheiro Constantino Santoro, tem crescido muito e presta relevantes serviços doutrinários e assistenciais das mais variadas formas. Em 1984, aparece o Departamento Assistencial do C.E. Emmanuel, no bairro Paineiras, onde atendemos a comunidade carente através de sopa e diversas atividades de promoção humana, ensino profissionalizante como bordado, confecções e artes culinárias.

FE - Como se distribuem hoje as atividades do C.E. Emmanuel e o "Lar Irmã Mariana", que funciona anexo?
RG - No Centro Espírita Emmanuel, desenvolvemos atividades diversas a semana toda. Temos reuniões públicas com explanação e passes na quarta-feira, às 20h, e aos domingos pela manhã, às 8h 30min. Aos domingos, temos Evangelização Infantil e reuniões de estudo da Mocidade. Nas quintas-feiras, às 16h 30min, aplicação de passes para crianças e o Grupo Meimei, que faz vibrações para os doentes. Temos curso das Obras Básicas nas segunda e terça-feiras, às 20 h e contamos com três trabalhos de desobsessão. O "Lar Irmã Mariana" acolhe oitenta crianças, de 0 a 7 anos, de ambos os sexos, que nela permanecem das 7h às 17h. Elas recebem quatro refeições e dispõem de tratamento médico, odontológico e laboratorial. Recebem as orientações pedagógicas da faixa etária respectiva e aulas de ética e moral, sem nenhum proselitismo religioso.

FE - Como é mantida a instituição?
RG - Podemos dizer que ela sobrevive graças à ajuda da comunidade, visto que os destaques de verbas do Poder Público só ocorrem de forma muito eventual.

FE - Fale-nos um pouco dos seus pais, que gozaram de grande prestígio no movimento espírita da Araraquarense.
RG - Papai, Carmelo Grisi, foi um italiano que imigrou para o Brasil em 1911, passando a residir em São José do Rio Preto. Em 1917, casou-se com Elvira Brigato Grisi, minha mãe. Freqüentaram as primeiras reuniões espíritas em Cedral, onde surgiu o primeiro centro espírita da região. Minha mãe passava por problemas obsessivos, foi atendida no núcleo de Cedral e converteram-se ao Espiritismo em 1918. Foram dois grandes trabalhadores. Papai foi muito amigo de Chico Xavier, o medianeiro que psicografou muitas mensagens de companheiros nossos, que ensejaram o surgimento de três livros que contam muito do nosso movimento, das casas e dos trabalhadores com os quais convivemos.

SUGERIMOS A LEITURA DAS TRÊS OBRAS CITADAS POR ROMEU GRISI:

CARMELO GRISI, Ele Mesmo- Francisco Cândido Xavier/Carmelo Grisi - GEEM
VIAJORES DA LUZ, Francisco Cândido Xavier/ Espíritos Diversos - GEEM.
VIDA NO ALÉM, Francisco Cândido Xavier/Espíritos Diversos- GEEM



Publicada originalmente na Folha Espírita, São Paulo, SP


Sr. Romeu Grisi. Foto no Lar Irmã Mariana, Votuporanga, SP, maio/2000. Foto Ismael Gobbo

 

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