Espirituialidades e Sociedade



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Silvia Schober Gonçalves, da ABRARTE - fala sobre arte espírita

 

 

 

22/07/2012

‘A arte espírita é um instrumento transformador, um dos melhores meios para atingir a alma humana’

Silvia Schober Gonçalves é natural de Franca, mas reside em Campinas (SP). Formada em Matemática e Direito, é empresária no ramo de promoção cultural. Participa do Centro Espírita Allan Kardec (CEAK) de Campinas. É fundadora e integrante do grupo musical Vozes do Amanhã e também integrante do Grupo CantArte de música espírita, este com trabalho voltado para evangelização infantil. É associada à Abrarte desde maio de 2008, sendo atualmente membro suplente do Conselho Doutrinário.

 

1. Como você começou seu trabalho com arte espírita?

Comecei a frequentar o Centro Espírita Allan Kardec, aqui de Campinas, por volta de 1996, iniciando meu estudo doutrinário e minha vida no meio espírita. Na época, o coral da casa estava com inscrições abertas para novos integrantes. Me interessei e fui participar. Neste trabalho, conheci Luciana Marins. Juntamente com ela e com Triana Silva, que também se inscreveu no coral na mesma época que eu, formamos o Vozes do Amanhã. Daí em diante, selei meu compromisso na seara do Cristo e trabalho com a música espírita junto ao Vozes do Amanhã.

2. Como você define a arte espírita?

Tenho muito forte comigo de que a arte espírita é um instrumento transformador e um dos melhores meios para se atingir a alma humana e tocá-la com o que há de mais singelo, belo, inspirador, motivador, esclarecedor. Mas, falando-se assim, parece tão obvio, não é? Se arte em si é isso, creio que o diferencial da arte espírita é que ela traz em si a responsabilidade de seus artistas em trabalhá-la com a finalidade doutrinária espírita, pois não podemos esquecer a nossa responsabilidade como exemplos de espíritas quando estamos no palco. Diante dessa consciência, essencialmente espírita e cristã, evidencia-se que a arte espírita está trilhando o caminho certo e se firmará, muito em breve, como um forte agente social para o bem comum. Quer maior contribuição com o Cristo do que essa? Essa é nossa charrua! Façamos bom uso dela para que colhamos bons frutos no futuro. Isso me enche de alegria.

3. Poderia falar sobre o trabalho do Grupo Vozes do Amanhã? Como surgiu, como trabalha atualmente e quais os projetos futuros?

O Vozes do Amanhã surgiu durante um momento de descontração, numa tarde de domingo em casa. Eu, Luciana e Triana, após o almoço, montamos os apetrechos musicais e começamos a cantar canções espíritas que conhecíamos. Tínhamos a impressão de cantar para um público imenso e, de repente, a casa foi tomada por um cheiro de flores e percebemos que irmã Scheilla nos visitara naquele momento. Após esta visita amiga, entendemos que devíamos iniciar um trabalho com a música. E assim o fizemos. O nome Vozes do Amanhã nos veio também em inspiração, durante este momento sublime. Iniciamos nossas apresentações no CEAK, já como um grupo musical espírita e não paramos mais. Hoje, no Vozes do Amanhã, somos em sete integrantes, quatro vozes - eu, Laura, Vivien e Karla - e três instrumentistas: Ciro, no violão, André, no baixo, e Diego Barbosa, na percussão. Estamos trabalhando num projeto de oficinas de arte, baseados nas vivências que tivemos nos fóruns e encontros nacionais da Abrarte. Queremos contribuir com a Abrarte e sermos multiplicadores. Também nos arriscamos em compor, temos um projeto para um novo CD e um CD infantil, bem como palestras cantadas. Há muito trabalho a fazer.

4. Na sua visão, qual a importância da música na difusão da Doutrina Espírita?

A mesma que tenho para a arte espírita, mas com uma particularidade, a música atinge o emocional com mais facilidade, facilitando o trabalho doutrinário. A música ajuda a fixar conteúdo, ajuda na reflexão, nos conecta com mais facilidade ao plano espiritual. Para mim, trabalhar com música é bem delicado, pois somos o nosso repertório. Se cantamos alegremente, transmitimos alegria. Se cantamos amorosamente, transmitimos amor. E isso é sério demais! Lidamos com almas cheias de dores e anseios e esperança de melhorias. Se neste trabalho com a música somos um dos instrumentos transformadores, que sejamos responsáveis conosco e com todos que entrarem em contato com nosso trabalho.

5. Em 2009, aconteceu em Campinas a 1ª Mostra Abrarte Sul/Sudeste. Como foi a repercussão do evento na região?

Uau!! Que momentos vivemos naquele janeiro de 2009!! Três palcos montados no ginásio do Educandário Eurípedes, um para a música, um para o teatro e outro para a dança. Momentos de muito estudo e apresentações artísticas primorosas. Creio que tenha sido o primeiro evento desta grandeza que Campinas recebera. Surpreendo-me até hoje, pois encontro pessoas que estiveram na Mostra e elas falam com muita alegria da qualidade da arte e da seriedade dos estudos que presenciaram no evento. Apesar de toda a dificuldade de adesões na organização do evento, a espiritualidade me enviou dois anjos amados: Reginauro Sousa, de Fortaleza, e Humberto Costa, de Vitória. Ai, se não fossem eles (risos)! O evento foi inesquecível, perfeito. Não me intimido em fazer outro, outro, outro. E que venham muitos. Não é gostoso demais tudo isso?

6. Como está o movimento artístico espírita na região de Campinas?

Tímido e fragmentado, mas creio que vivendo um novo momento. Hoje sinto um pouco mais de interesse por parte de dirigentes das casas em relação a apresentações artísticas. Penso que tanto o cinema como as novelas ajudaram muito no despertar desse interesse, o que é bem positivo. Isso tudo certamente fará com que nós, artistas espíritas engajados com o movimento espírita nacional, unidos à Abrarte, pela Abrarte, e pela divulgação da doutrina espírita, nos preparemos com muita responsabilidade para o que está por vir. E já observamos isso nos nossos fóruns e encontros, o quanto o artista espírita está buscando fazer cada vez melhor o seu trabalho. Fantástico esse movimento. Fantástico. Até consegui ter o Vozes em peso no último Fórum em Fortaleza. Veja que progresso. Campinas é uma cidade excelente, terra de Carlos Gomes e tímida. Não tem espaço para timidez no movimento, não é? Criei um movimento que chamo de ‘O despertar do gigante adormecido’. Por onde vamos pergunto ao público: temos artistas aqui? E os convido a sair da plateia e se juntar ao nosso movimento artístico espírita. Sem qualquer pretensão, me sinto como uma andorinha que por onde passa fala sobre a arte espírita, buscando cultivar um pouco da curiosidade nas pessoas sobre ela. Creio estar fazendo algo bom. E, também estou trabalhando num projeto para erguer um Centro Cultural Espírita aqui. Chamar-se-á Centro Cultural Espírita Francisco Cândido Xavier. Me aguardem.

7. Nossa arte espírita precisa de mais divulgação? E como fazer para divulgá-la?

Sem dúvida. Precisamos conquistar espaços públicos. Precisamos nos mostrar. E para isso, nos preparar tanto tecnicamente como doutrinariamente, pois seremos exemplos de espíritas fora dos centros espíritas. Aí sim, mostraremos o nosso verdadeiro papel: exemplos de bons cristãos e trabalhadores espíritas em busca do amor fraternal que, com alegria e responsabilidade contribuem com o Cristo nesta seara de amor.

Fonte: Informativo virtual da Abrarte

Associação Brasileira de Artistas Espíritas

Fundada em 08/06/2007 - Site: www.abrarte.org.br / Portal Arte Espírita: www.arteespirita.com.br

 

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