Espirituialidades e Sociedade



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Preconceito e alunos "Sem Mães"

 

 


08/04/2012


O Professor Luiz Carlos Formiga nos solicitou a divulgação de palestra no Lar Anália Franco, aproveitando para enviar pequeno resumo da biografia dessa educadora exemplar

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PRECONCEITO E ALUNOS “SEM MÃES”

Após a “Lei do Ventre Livre” os nascituros de escravas estavam previamente destinados à "Roda" da Santa Casa de Misericórdia. Impróprios para o trabalho, os "negrinhos" expulsos das fazendas, perambulavam mendicantes pelas ruas. Não eram "negociáveis", com seus pais, e, por isso, os adquirentes davam preferência às escravas que não tinham filhos no ventre.

A professora Anália Franco Bastos apelou para as fazendeiras. Trocou o cargo na Capital de São Paulo por outro no Interior, a fim de socorrer necessitados. Conseguiu instalar uma escola. Uma fazendeira rica lhe cedeu uma de suas casas com uma condição: a ausência de relacionamento entre crianças brancas e negras. A imposição foi repelida junto com a gratuidade do uso da casa. A fazendeira guardou ressentimento, mas Anália, pagando aluguel, inaugurou a sua primeira "Casa Maternal".

Com prestígio político, do marido, vendo que a casa alugada se transformara num albergue de “negrinhos” resolveu acabar com aquele "escândalo". Promoveu diligências junto ao coronel e este conseguiu facilmente a remoção da professora.

Anália foi para a cidade. Achou uma casa velha. O aluguel era a metade do ordenado. Como o restante era insuficiente para a alimentação, resolveu pedir esmolas para suas crianças (*). Partiu de manhã, à pé, levando consigo o grupinho que ela chamava, em seus escritos, de "meus alunos sem mães".

Aquela mulher, que mendigava para filhos de escravas, tornou- se o escândalo do dia. Era perigosa. Seu afastamento da cidade passou a ser objeto de discussão em rodas políticas. A seu favor ficaram abolicionistas e republicanos, contra o imenso grupo de católicos, escravocratas e monarquistas.

Sua missão não era política. Sua prioridade era a criança desamparada, o que a levou a fundar a revista "Álbum das Meninas" em 30 de abril de 1898. O artigo de fundo recebeu o título "Às mães e Educadoras". Seu prestígio já era grande quando surgiram a abolição da escravatura e a República.

Tomou a deliberação de vir ao Rio de Janeiro fundar mais uma instituição, mas retornou à espiritualidade (**). Seu marido concretizou a sua vontade e hoje temos o “Lar Anália Franco”.

A sementeira de Anália fez surgir 71 Escolas, 2 albergues, 1 colônia regeneradora para mulheres, 23 asilos para crianças órfãs, 1 Banda Musical Feminina, 1 orquestra, 1 Grupo Dramático, além de oficinas para manufatura de chapéus, flores artificiais...em 24 cidades do Interior e da Capital

- saiba mais -

http://www.espirito.org.br/portal/biografias/analia-franco.html

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Nesta hora, como está o Lar diante do evolutivo ordenamento jurídico?

Faça-nos uma visita, através da WEB e conheça um pouco de nossa história até os dias de hoje.

http://www.laranaliafranco.org.br

Lembrando que “as meninas do Lar Anália Franco agradecem a sua presença amiga”, queremos deixar convite para visita-palestra.

Dia 29 de abril, domingo, 15 horas

Palestrante – Sonia Barboza Formiga

Tema – Trabalhadores da Última hora

Av. Marechal Rondon, 875. Rocha
Rio de Janeiro. RJ 20950-005
(21) 2281.1000

(*) Doações: Bradesco. Agencia 3249. Conta corrente 21296-2

(**)1o. de fevereiro de 1856, Rio de Janeiro/13 de janeiro de 1919, S. Paulo.

 

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