Espirituialidades e Sociedade



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Divaldo Franco - viagem de conferências e palestras pela Europa

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21/06/2011

 

Apresentamos abaixo um resumo da viagem de Divaldo Franco pela Europa. Este relato começa em Stuttgart dia 18 de maio até Zurique dia 09 junho. A Jornada completa de Divaldo Franco iniciou dia 09 de maio em Dublin/Irlanda e terminou dia 11 de junho em Winterthur/Suíça.

Texto completo escrito por Paulo Salerno encontra-se no site http://www.oconsolador.com.br




Divaldo Franco inicia novo périplo pela Alemanha

As atividades do conhecido orador tiveram início no dia 18 de maio na cidade de Stuttgart, na sede da Federação Espírita Alemã


Divaldo e o Cônsul Geral em Frankfurt

O Arauto do Evangelho e conferencista internacional Divaldo Pereira Franco iniciou numa quarta-feira, dia 18 de maio (fotos), a sua mais recente excursão de natureza doutrinária por diversas cidades da Alemanha. A primeira atividade foi na cidade de Stuttgart, na sede da Federação Espírita Alemã e do Studienkreis Allan Kardec e V.

Divaldo, neste périplo pela Europa e Países Baixos, encontra-se acompanhado de seu primo Nilson de Souza Pereira.

A reunião teve início com as palavras de acolhimento proferidas por Mary Gekeler, presidente da Federação Espírita Alemã e do Grupo Espírita. De imediato, um belo momento musical preparou o ambiente. A harmonia, a vibração e a emoção experimentada naquele momento foram prenúncios, que se concretizaram, de grande proveito para todas as pessoas que superlotaram as dependências.



 Autógrafos em Bonn
Divaldo Franco, com o apoio de Edith Burkhard, sua tradutora para a língua alemã, apresentou o tema Libertação do Sofrimento. Trouxe para embasamento do assunto o pensamento de alguns filósofos e psicólogos sobre a felicidade, o objetivo ou o sentido da vida, sobre o possuir ou não possuir bens materiais, a felicidade relativa. 

A falta de um objetivo para viver leva a criatura ao sofrimento. Ilustrando esse ponto, Divaldo apresentou, de forma sucinta, a história de Sidarta Gautama – o Buda –, que foi quem melhor definiu o sofrimento, antes de Jesus. Buda afirmava que as quatro grandes verdades são: o sofrimento, a causa do sofrimento, como se libertar do sofrimento e os meios para se libertar do sofrimento.

Pensar, falar e agir corretamente; perdoar totalmente; servir sempre; fazer o bem a todo o instante; não incentivar o mal; e viver em totalidade, eis a libertação do sofrimento de acordo com o pensamento filosófico de Buda. Jesus, seiscentos anos depois, com sua luz incomum, preconizou como solução para todos os problemas o amor. Amar de tal forma que possa dar-se ao próximo em totalidade.


Público em Bonn
Jesus reformulou a história da humanidade. Até Ele, o vitorioso era aquele que vencia os outros. Depois Dele, o vitorioso é aquele que vence as suas próprias paixões. É muito fácil vencer os outros utilizando-se da calúnia, da traição, do punhal, do revólver. Vence-se qualquer um utilizando-se da calúnia. Mas, para vencer-se, vencer as paixões, é necessário grande esforço moral, com a utilização de um objetivo psicológico, afirmou Divaldo Franco.

Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, sintetizou o pensamento de Buda e de Jesus dizendo que cada criatura é aquilo que ela faz de si mesma, que a vida tem um sentido psicológico, sendo o homem um semeador que colhe o que semeia. Quando a criatura humana tem problemas, eles são frutos dos equívocos passados. Para modificar-se é necessário realizar ações nobres para colher os frutos depois. Amar para não ter problemas, essa é a ação enobrecedora da criatura humana, porque todo o bem que possa ser feito elimina o mal que foi realizado, sintetizou o incansável conferencista.



Divaldo e a tradutora em Essen

A Lei do Universo é a Lei do amor. A busca da autorrealização é o objetivo essencial da existência, de acordo com Carl Gustav Jung. É fácil encontrar o significado psicológico da vida, basta ser melhor em todos os aspectos, amando mais, reclamando menos. Finalizando, Divaldo Franco, recitou o Poema de Gratidão, de Amélia Rodrigues, como oração final. Os aplausos irromperam espontâneos e vigorosos. Foi um preito de gratidão daqueles que se dispuseram a investir visando libertarem-se dos sofrimentos.

Após o evento Divaldo Franco foi entrevistado por Ligia Braz, do Brasiversum Her(t)z Show. (www.freies-radio.de)



A etapa seguinte foi Frankfurt


Público em Frankfurt

Em Frankfurt, no dia 19 de maio, Divaldo Franco foi recebido pelo Freundskreis Allan Kardec e. V. – Círculo de Amigos Allan Kardec. Norma Buss e Liana Schmidt, presidente e vice-presidente do Círculo, respectivamente, recepcionaram com brilhantismo os participantes da conferência. Estava presente o Cônsul-geral do Brasil, em Frankfurt, Cézar Amaral, ativo participante do evento.

Divaldo desenvolveu a conferência Conflitos Existenciais, analisando de forma judiciosa a resposta para a questão do perdão das ofensas. Dar o direito ao ofensor a ser como é, inclusive o de manter-se no mesmo estágio de compreensão e atitudes. Apresentou o pensamento, de forma sintética, de vários pesquisadores da psique humana e em várias épocas da humanidade, sempre em busca da compreensão das atitudes psicológicas do homem.

Na base dos conflitos existenciais estão presentes a ansiedade, a solidão e o medo. Cada uma dessas emoções foi dissecada pelo nobre conferencista brasileiro que, como sempre faz, apresentou a solução para trabalhar a intimidade do ser, sendo o amor, conforme esclareceu, a grande solução.

Ao criar os seus próprios conflitos, o homem infelicita-se, informou Divaldo. Os fatores ilusão e narcisismo; os sentimentos de inferioridade, de incapacidade e de culpa; a origem dos conflitos existenciais, tudo isso foi muito bem elucidado, tanto quanto foram apresentadas as soluções para eliminar ou, ao menos, diminuir a incidência dos conflitos na vida da criatura humana, tanto os de origem patológica, quanto os de natureza espiritual.

Após pequena pausa foi iniciada a fase das perguntas, e pelo conteúdo de cada uma delas foi possível avaliar o grau de interesse e o desejo de aprofundamento de questões pontuais. A todas, Divaldo respondeu com clareza e simplicidade, ampliando o entendimento com vistas a oferecer variáveis para se alcançar a plenitude. Os aplausos que se sucederam foram o carinho e o reconhecimento que o público ofereceu, em gratidão, a Divaldo Franco.

Essen foi a cidade a seguir visitada


Público em Essen

Recebido com fidalguia por Kay Kreutzfeldt, Divaldo Franco realizou mais um brilhante trabalho doutrinário em terras alemãs. Foi a primeira vez que o nobre conferencista brasileiro visitou Essen, mais precisamente o encantador distrito de Bottrop. O encontro com os espíritas e vários psicoterapeutas foi promovido pelo Präventionszentrum Bottrop – Cento de Prevenção Bottrop.

A conferência de Divaldo, proferida no dia 20 de maio, foi centrada na pandemia da atualidade que, segundo a Organização Mundial de Saúde, é a depressão. Ele apresentou as diversas conclusões e possíveis soluções que vários pesquisadores ofereceram sobre o assunto ao longo dos séculos.

Medo, solidão e ansiedade são os fatores predisponentes à depressão. Discorreu de forma magnífica sobre cada uma dessas emoções, permitindo que cada um aprofundasse o conhecimento sobre si mesmo. Divaldo enfatizou que as emoções necessitam ser exteriorizadas, ouvindo a consciência que, de forma clara, aconselha a criatura a fazer o melhor para si e para o próximo.

Medo, solidão e ansiedade são os fatores predisponentes à depressão. Discorreu de forma magnífica sobre cada uma dessas emoções, permitindo que cada um aprofundasse o conhecimento sobre si mesmo. Divaldo enfatizou que as emoções necessitam ser exteriorizadas, ouvindo a consciência que, de forma clara, aconselha a criatura a fazer o melhor para si e para o próximo.

Outros aspectos abordados foram os transtornos obsessivos compulsivos, as obsessões e possessões, informando que a Ciência e o Espiritismo estão totalmente de acordo, quanto a isso, com a psicologia e a psiquiatria. Nos transtornos psiquiátricos ou psicológicos, aconselhou Divaldo, deve-se procurar, de imediato, o recurso oferecido pela medicina, buscar Jesus e procurar identificar as causas das dificuldades vivenciadas.

A solução? O amor. “Quem ama não adoece”, ensinou o intrépido orador. Seja aquele que ama. Quem ama não pratica nenhum mal. A felicidade não é ter dinheiro, mas saber administrar a vida. Para ser feliz, exerça a filantropia. Encontre o sentido para a vida.

Pelo nível das perguntas que se seguiram percebeu-se o grau de interesse que o assunto despertou. Isso ensejou a Divaldo a oportunidade de aprofundar alguns conceitos, enriquecendo o entendimento de todos que se encontravam no Centro de Prevenção Brottop. Finalizada a atividade, os aplausos de carinho e agradecimento irromperam fortes e demorados.

A quarta etapa foi a cidade de Bonn


Encerramento em Bonn

O Allan Kardec Studien und Arbeitsgruppe (Grupo de Estudos e Trabalho Allan Kardec) promoveu nos dias 21 e 22 de maio de 2011 o Seminário que fora amplamente divulgado. O evento, realizado na Academia Andreas Hermes, teve por tema: Devemos amar ao próximo como a nós mesmos – Qual a importância do amor próprio?

Após excelente momento musical com o pianista Flávio Benedito, Divaldo Franco, o semeador de estrelas, disse que o amor é a alma de Deus e Deus é a alma do amor. Com esta assertiva foram desenvolvidas as atividades programadas para o dia 21 de maio. Elucidando o tema, foi apresentado o pensamento de Mahatma Gandhi, de Sidarta Gautama – o Buda e de Jesus. Acrescentou que, se pudéssemos reduzir tudo o que sabemos em uma única palavra, essa palavra seria o amor.

O amor encerra a sabedoria que é composta por dois fatores: o conhecimento e o sentimento. A moderna ciência médica, disse Divaldo, assevera que quem ama não adoece. Afirmou que o ser humano está na Terra essencialmente para amar-se e amar. É necessário evitar os pequenos vícios para que não se tornem grandes. Segundo Buda, a criatura humana é vítima da ilusão e, assim, foge da realidade para viver iludido.

A proposta do amor é um desafio psicológico; mesmo que a criatura não se ache muito digna, deve amar-se e amar.

“Ame, mas não expresse por palavras o seu amor a qualquer pessoa para não ser mal compreendido; use atitudes ou gestos”, propôs Divaldo.

O homem ainda não aprendeu a amar, por isso sofre. Quando aprender a amar-se e amar, alcançará a plenitude. Amar é ter compaixão do outro, ser solidário, fraterno.

No domingo, 22 de maio, o seminário teve prosseguimento. Harmonizado o ambiente com uma excelente apresentação musical pelos cantores Warren Richardson e Maurício Virgem, em dueto, Divaldo destacou o trabalho realizado pelo professor Leo Buscaglia, em Nova York, que ensinava seus alunos a amar.

O amor é um sentimento espontâneo, foi a terceira emoção básica da vida animal, mas é necessário saber desenvolvê-lo e aplicá-lo diariamente, disse Divaldo. O arauto do Evangelho e conferencista internacional afirmou que a solidão devora a sociedade e que existe solidão a um só, a dois e na multidão. Ela é uma má conselheira. Buscar o estado solitário uma vez ou outra é saudável, mas quando habitual é um estado patológico.

Os homens, continuou Divaldo, são animais gregários, têm necessidade de relacionar-se com os outros, têm necessidade de calor humano uns dos outros, evitando, porém, asfixiar um ao outro.

Nesta fase do seminário, Divaldo deteve-se, com maior intensidade, nas relações familiares, especialmente entre os casais.

O amor dá a vida, é tão benéfico que enriquece. O amor não pode ser feito de piedade, mas de solidariedade. Ser otimista, amar-se e amar incondicionalmente. Os gestos de amor são infinitos e nunca se sabe sobre os seus efeitos, porque se estendem no tempo, alcançando as criaturas, construindo a vida. O amor é terapêutico, pois aquele que ama enche a mente de ternura e já não há mais espaço para sofrimentos, tristezas. Quem ama possui dignidade.

O amor nunca exige, nunca se impõe. Você seria capaz de amar assim? Então comece a treinar.

Com todos esses enunciados, Divaldo Pereira Franco trabalhou as diversas expressões do amor. Lições de vida, exemplos diversos foram apresentados, tornando a compreensão mais fácil. Como agradecimento, o público, heterogêneo em nacionalidades e línguas, mas unido pelo sentimento do amor, aplaudiu entusiasticamente o conferencista. Foi um gesto mínimo diante da grandeza do trabalho apresentado.

Estavam presentes delegações de França, Luxemburgo, Suíça, Bélgica, Áustria, Espanha, Portugal, Brasil, Holanda e, naturalmente da Alemanha.


Público em Mannheim

As fotos que ilustram esta reportagem são de autoria de Jorge Moehlecke.

Divaldo Franco vai a Auschwitz e fala ali pela primeira vez

Varsóvia e Cracóvia, na Polônia, e outras localidades da Áustria e da República Tcheca foram também visitadas pelo orador brasileiro

Em Varsóvia, a capital da Polônia, Divaldo falou no dia 29 de maio. A Sociedade Polonesa de Estudos Espíritas promoveu a participação de Divaldo Franco no encerramento do Fórum de debates inter-religioso sobre a reencarnação.


Varsóvia - Público

O evento foi realizado nas dependências da Federacja Stowarzyszen Naukowo-Technicznych Not, desde o início da manhã, com a participação de diversos expositores representando várias linhas do pensamento filosófico e religioso. Konrad Jerzak, líder e dirigente espírita polonês, foi o intérprete, traduzindo a palestra de Divaldo.

A hospitalidade e afabilidade com que os companheiros espíritas receberam Divaldo e Nilson de Souza Pereira e mais os sete integrantes da Equipe do Livro Divaldo Franco, voluntários da Mansão do Caminho, oriundos do Rio Grande do Sul, e que tem participado das atividades doutrinárias na Europa desde o dia 18 de maio, permitiram que todos se sentissem à vontade.

Proveniente de Copenhague/Dinamarca, Divaldo Franco proferiu palestra sob o título, O Sentido de Viver. Apresentou o pensamento dos filósofos da corrente idealista e as do atomismo grego, que mais tarde foi denominada materialismo, todos envolvidos na busca de uma definição do significado da felicidade para a criatura humana. Teceu comentários sobre as várias escolas de pensamento da Grécia, tais as dos filósofos Epicuro, Diógenes e Zenon, todas procurando definir e estabelecer parâmetros para a felicidade.

A verdadeira felicidade, disse Divaldo, é o resultado de uma conduta reta, de um coração tranquilo e de uma mente harmoniosa. Jesus, o maior psicoterapeuta da humanidade, trouxe à Terra a mais revolucionária proposta filosófica, a proposta do amor. Divaldo continuou a apresentar vários pensamentos filosóficos, todos em busca de uma definição para a felicidade.

Para alcançar a plenitude, ou o estado numinoso, é necessário ter um objetivo na vida. Porém, a mais notável de todas é a proposta de Allan Kardec, codificador da Doutrina Espírita. Apresentou e comentou os conceitos encontrados nas obras doutrinárias e os fundamentos da Doutrina Espírita. Jesus, o homem mais notável, propôs a filosofia do amor. O amor a si mesmo é o desenvolvimento intelecto-moral da criatura humana, os cuidados que deve ter para com o corpo, para com as emoções.

Divaldo Franco, o incansável conferencista, apresentou os conceitos sobre a depressão, o sentido psicológico da vida, a lei de causa e efeito, as propostas espíritas que abrem as possibilidades para o infinito. A verdadeira felicidade é fazer o bem, perdoar. Ser solidário é ter um sentido psicológico para a vida.

Inúmeras perguntas foram realizadas, oferecendo oportunidade para a ampliação de conceitos e aclaramentos de outros pontos que foram aprofundados. Os participantes plenamente envolvidos pelo carisma de Divaldo Franco aplaudiram-no de forma vibrante e demoradamente.


A reencarnação foi o tema da conferência realizada em Cracóvia


Cracóvia - Público

A Sociedade Polonesa de Estudos Espíritas, dando continuidade à programação estabelecida, promoveu, no dia 30 de maio, o primeiro trabalho doutrinário de Divaldo Franco na cidade de Cracóvia/Polônia. O tema abordado foi a Reencarnação. Konrad Jerzack, dirigente da entidade promotora e intérprete de Divaldo, recepcionou a todos com fidalguia e simpatia.

A reencarnação é uma das mais antigas doutrinas filosóficas do mundo. Na história do Oriente ela era base da evolução filosófica. No Ocidente, graças às propostas gregas, a reencarnação experimentou várias alterações. Platão, após estudar no Egito, difundiu em Atenas a proposta reencarnacionista. Mais tarde Jesus, em outras palavras, falou sobre a reencarnação. Na atualidade a reencarnação tem sido estudada por várias doutrinas, a ciência da parapsicologia, a psicotrônica, a psicobiofísica e é estudada especialmente através da ciência espírita, disse o conferencista.

Divaldo citou o parapsicólogo indiano Hamendra Nath Banerjee, e Ian Stevenson, neuropsiquiatra, informando que na atualidade há dois mil casos de investigação científica no Departamento de Psicologia da Universidade de Virginia/EUA. Segundo o Dr. Banerjee há quatro posturas para classificar aqueles que não estão familiarizados com a reencarnação.

No primeiro grupo estão os que afirmam que não creem na reencarnação; no segundo, os que dizem que a sua religião nega a reencarnação; o terceiro grupo é constituído pelos que afirmam crer na reencarnação; e o quarto, formado de pessoas lógicas que preferem investigar, são os denominados pelo Dr. Banerjee de cientistas.

Divaldo explanou as peculiaridades de cada uma dessas posturas, permitindo que se compreendesse o ponto de vista que as criaturas, em geral, possuem sobre a reencarnação. Analisou o diálogo entre Nicodemos e Jesus, registrado por João, comentando e esclarecendo as várias facetas desse diálogo notável, oportunizando um entendimento maior sobre a reencarnação naqueles tempos.

Ilustrando a crença na reencarnação, Divaldo citou os autores: Orígenes, que no Século II escreveu o livro A Doutrina dos Princípios; Tertuliano, autor da Apologética; e Santo Agostinho, que escreveu As Confissões. Comentou sobre a crença na reencarnação que era aceita no Cristianismo e que no ano 552, quando foi realizado o 2º Concilio Ecumênico de Constantinopla, pelo Imperador Justiniano, tornou-se uma doutrina herética, passando os reencarnacionistas a serem perseguidos.

Quando Allan Kardec publicou O Livro dos Espíritos estabeleceu os seis fundamentos dessa ciência filosófica. São eles: a crença em Deus, a imortalidade da alma, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação, a pluralidade dos mundos habitados e a crença no Evangelho de Jesus, conforme Ele e seus primeiros discípulos viveram. Não foi o Espiritismo que descobriu a reencarnação, utilizou-se da reencarnação que faz parte da cultura oriental, disse Divaldo.

No Século XX eminentes pesquisadores foram estudar a reencarnação. Foram vários casos comprovados. Divaldo apresentou os estudos e narrou os fatos investigados sobre a reencarnação realizados por eminentes cientistas, cada qual aprofundando a sonda da investigação na memória cerebral e extra-cerebral da criatura humana. Os casos de reencarnações investigados são inúmeros, com comprovação apresentada por cientistas de renome internacional, conceituados em estabelecimentos universitários, autores de obras portentosas, como o caso do livro Muitos Mestres, Muitas Vidas, de Brian Weiss.

Como explicar os casos de crianças portadoras de conhecimentos altamente complexos, como explicar os gênios musicais, os grandes matemáticos, sem os conceitos da reencarnação? A reencarnação é uma doutrina comprovada, na atualidade, em vários laboratórios. Allan Kardec, o codificador do Espiritismo diz que todo efeito provém de uma causa, isto é uma Lei da Física, logo tudo aquilo que acontece para a criatura humana tem uma causa anterior.

O homem esta na Terra para resgatar e para evoluir, não para sofrer. A Terra não é um vale de lágrimas, não é um inferno. É uma escola que, de acordo com os alunos, pode ser avançada ou atrasada. Só através da reencarnação é que o homem pode entender a Justiça Divina, afirmou o nobre conferencista.

Seguiu-se de imediato o período das perguntas. Foram muito bem elaboradas e permitiram aprofundar alguns pontos específicos, tais a felicidade, as experiências de regressão de memória, as hipnoses, entre outros. Divaldo Franco, finalizando sua abordagem, disse valer a pena amar, não guardar ódio na mente, nem ciúme, ressentimentos, pois quem carrega lixo mental fica doente, mas quem carrega amor torna-se muito feliz. Os aplausos irromperam de imediato, fortes, demorados. Dessa forma Cracóvia agradeceu o trabalho realizado por Divaldo Pereira Franco, por primeira vez.

 

Vida Feliz foi o tema da conferência em Auschwitz, dia 31 de maio


Auschwitz - Palestra

Pela parte da manhã, Divaldo Franco, acompanhado por Nilson de Souza Pereira e de um grupo de amigos, visitou pela primeira vez o Campo de Concentração de Auschwitz. Ambiente pesado, tudo ali evoca dor, sofrimento, barbárie. Hoje transformado em um museu, guarda as marcas daqueles dias de horror. Por não ser objetivo deste texto, descrever o que lá foi observado é disseminar a dor. Em respeito à vida, e guardando na memória as cenas tétricas, horripilantes, evocamos a presença dos Benfeitores para que vítimas e algozes possam perdoar-se mutuamente, construindo a paz em suas mentes. Que Jesus abençoe todos os que sofrem, na qualidade de vítima ou de facínora.

Ao entardecer Divaldo Franco compareceu ao Centro de Cultura da cidade de Oswiecim – Auschwitz no idioma alemão - para proferir uma conferência sobre o tema Vida Feliz. O evento, que se realizou no dia 31 de maio, foi promovido pela Sociedade Polonesa de Estudos Espíritas. Seu líder é Konrad Jerzack, polonês, fluente em português do Brasil, atuou também como intérprete.

A busca filosófica da criatura humana está reduzida ao encontro da felicidade. Ser feliz tem sido a meta de todas as existências, no entanto a felicidade é tão difícil de ser encontrada. O que é felicidade para uns, não é para outros. Essas foram as palavras iniciais da primeira conferência proferida por Divaldo Franco em Auschwitz.

O grande psiquiatra austríaco Viktor Frankel, que sobreviveu ao holocausto, estabeleceu que a felicidade é de natureza psicológica, que toda a criatura humana deve ter um ideal, porém um ideal que dignifique o ser e a sociedade. Se esse ideal não tiver a força de sobreviver, a vida da criatura é somente um desejo de natureza sensorial.

Divaldo Franco narrou o encontro do Rabino mais importante do Século XX, Meir Lau, com o Papa João Paulo II. Karol Wojtyla, quando exercia a função de padre na Polônia, orientou a uma mãe católica que ficara responsável por um menino, durante a II Guerra Mundial, a atender a promessa que havia feito à mãe do menino – enviá-lo, após o término da guerra, para Israel a fim de ser educado no judaísmo. Assim, cinquenta e poucos anos depois, ali se encontrava o outrora menino, agora Rabino, agradecendo o estoicismo moral do Papa.

Jesus estabeleceu a mais notável diretriz de felicidade para o ser humano. A felicidade é emocional. Viktor Frankel propõe que se dê um sentido para a vida, um significado psicológico. Não perder a esperança, conservar os ideais, sintetizou o orador entusiasmado.

Quando Viktor Frankel estava prisioneiro em Auschwitz, no Campo de Birkenau, perto das câmaras de gás, dizia: Vou sobreviver aos nazistas. Não darei a eles o prazer de odiá-los, é isso que eles querem. Tenho que denunciar esse crime à humanidade. Por duas vezes Viktor Frankel teve seu nome na lista para ser enviado às câmaras de gás. Consegui libertar-se. Cumpriu sua promessa, denunciou os crimes perpetrados contra a humanidade. Ele tinha um objetivo, sua vida tinha um sentido.


Auschwitz - Entrada do Campo

A felicidade só é possível quando se ama. O amor dá forças, impulsiona para frente. Muitos vivem tristes, amargurados, por que não tem um sentido, não tem uma meta. Amar não é um negócio. Tal qual a flor que perfuma e nada pede de volta em retribuição, o ser humano deve amar sem aguardar que alguém lhe retribua. O amor é bom para quem ama e não para quem é amado, comentou o arauto do amor, Divaldo Franco.

Exemplificando o poder do amor, Divaldo narrou uma história. Os participantes habitavam Varsóvia/Polônia. Eram dois homens. Um, Rabino Ortodoxo, o outro, um jovem alemão que cultivava a terra, este de nome Müller. A insistência do Rabino em cumprimentar o jovem alemão fez com que este, após algum tempo, também respondesse os cumprimentos.

Tiveram oportunidade de se reencontrarem durante a II Guerra Mundial. O Rabino sendo enviado a um campo de concentração e o jovem Müller, um soldado da SS nazista, que selecionava quem sobreviveria aos fornos crematórios. Na fila de seleção estava o Rabino. Quando chegou sua vez, o Rabino cumprimentou o soldado alemão. Este levantou os olhos, cumprimentou-o também e com um gesto, indicou o lado dos que sobreviveriam.

Mais tarde, terminada a guerra, um novo reencontro aconteceu. O soldado estava sendo julgado. O Rabino era a testemunha. Respondendo aos juízes, o Rabino disse que aquele soldado não tinha cometido os crimes que lhe eram imputados, mas sim o modelo, a cultura, a filosofia que o soldado passou a adotar e a representar. O Rabino, como sempre fizera, cumprimentou o soldado alemão, este lhe retribuiu o cumprimento, agradecendo-lhe. Foi uma cena comovedora. O soldado Müller, da SS, foi sentenciado à morte.

Quem ama sobrevive ao mal, vale a pena amar e como disse Madre Teresa de Calcutá, deve se amar até doer. Desejou muita paz, bênçãos de alegria e felicidades. Assim finalizou Divaldo Franco a sua primeira atividade doutrinária em Auschwitz. O público, sempre muito participativo, aplaudiu-o vivamente e de pé, o que é raríssimo na cultura polonesa.

A conferência proferida por Divaldo Franco se constituiu em uma aula aos alunos da Universidade da Terceira Idade de Auschwitz. Divaldo assinou o livro de presenças, como professor, validando dessa forma, a participação dos alunos em uma atividade acadêmica.

Em Praga, o assunto da conferência foi Mediunidade


Praga - Público

A Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec, de Viena/Áustria e o recém-fundado Grupo de Estudos Allan Kardec de Praga/República Tcheca, promoveram a conferência espírita com Divaldo Pereira Franco, que completa vinte e um anos de trabalho doutrinário neste país. O tema da conferência, proferida no dia 1º de junho, foi Mediunidade: Nosso contato consciente ou inconsciente com o mundo espiritual. O intérprete Josef Jackulak fez a apresentação inicial, recepcionando todos os participantes, destacando a presença de uma delegação da Suíça, de Nilson de Souza Pereira que tem acompanhado Divaldo na divulgação doutrinária pela Europa e de um grupo de brasileiros, dentre outros. Josef Jackulak, tcheco de nascimento, fala com extraordinária desenvoltura o idioma português do Brasil.

Divaldo Franco iniciou a conferência discorrendo sobre a mediunidade na história da humanidade, afirmando que a melhor maneira de se estudar um tema é ler o que a História escreve a seu respeito. Fez uma narrativa sobre exercício da mediunidade, presente em todos os tempos e em diversos lugares. No Século I d.C., em Éfeso, Apolônio de Tiana, filósofo respeitado e profeta, descreveu, através da mediunidade, o assassinato do Imperador Tito Lívio Domiciano, em Roma, como se estivesse acontecendo sob o seu olhar direto.

As experiências mediúnicas vivenciadas por várias personalidades, dentre elas, a do Papa Pio V que descreveu a vitória dos exércitos católicos sobre os turcos, conhecida como a batalha naval de Lepanto; a de Emanuel Swedenborg, descrevendo, a partir de Gotemburgo, onde se encontrava, o incêndio que consumia Copenhague.

Divaldo continuou sua narrativa, agora sobre as informações prestadas por Dante Alighieri, logo após sua morte, ao seu filho Jacopo, informando que a obra Divina Comédia, já publicada, não estava completa. Dante informava onde havia guardado os 13 cantos finais da entrada do Céu. Outro fato notável foi o ocorrido com o Cardeal Eugênio Pacelli, que enquanto orava percebeu chegar o Papa Pio X, que havia morrido, informando-o que brevemente seria o novo Papa.

Esses fatos, disse Divaldo, tem apenas um significado, mostrar que eles acontecem na História com todas as pessoas. Durante muito tempo não eram compreendidos. Eram tidos como milagres, como carismas ou outras significações variadas. Em todas as épocas da História, desde as mais antigas, os mortos se comunicaram com os vivos. Quando veio Jesus, Ele demonstrou que não se tratava de nenhum milagre, mas de um fenômeno perfeitamente natural. Sua chegada foi anunciada por seres espirituais.

Qual a finalidade dessa comunicabilidade com os Espíritos? Todos os seres humanos têm perguntas, dúvidas, alguns descreem, outros possuem formação materialista, lógica, dialética, adeptos do materialismo histórico, mecanicista, e se perguntam: Será que a vida termina com a morte? As religiões dizem que não. O Espiritismo prova que a vida continua, que os mortos voltam, comunicam-se com os encarnados e que se reencontram depois da morte do corpo físico. A vida física é o resultado do congelamento da energia e a vida espiritual é a desagregação da forma, voltando à energia, segundo a tese de Albert Einstein que dizia que energia é matéria desagregada e que energia se condensava em matéria.

A vida tem um sentido. Viktor Frankel, notável psiquiatra austríaco que sobreviveu ao campo de extermínio de Auschwitz, estabeleceu que a vida do ser humano tem um sentido psicológico e propôs a logoterapia, ou terapia dos sentidos. Stanislav Grof, psiquiatra, transferindo-se para os Estados Unidos da América, criou com um grupo de cientistas em psicologia e psiquiatria a psicologia transpessoal, cujas bases científicas são: imortalidade da alma, comunicabilidade da alma, reencarnação, transtornos psicológicos e transtornos obsessivos.

O amor enriquece a vida, dá ideais, ajuda a lutar e, sobretudo, torna o ser humano feliz. O amor é a alma da vida e feliz é aquele que ama, não importa o tipo de amor. O amor é como uma circunferência. Tem um epicentro e vários raios. Amor fraterno, filial, conjugal, de abnegação, etc. Sem amor, a vida não tem sentido. Os Espíritos nobres dizem que o sentido psicológico da vida é amar. O ser humano viaja na direção de Deus e como Deus é amor, já traz na sua intimidade. Graças à mediunidade sabe-se que a vida prossegue e que aqueles que se amam vivem juntos. Assim, Divaldo concluiu mais uma brilhante conferência, recebendo os aplausos vibrantes que lhe ofereceram em gratidão.

De imediato, foi oferecida a oportunidade de se formular perguntas. Essa prática ensejou a Divaldo a possibilidade de aprofundar algumas questões, adindo dados que enriqueceram o entendimento.

O Coordenador do recém-fundado Grupo de Estudos Allan Kardec de Praga/República Tcheca, Auzier Cosenza Junior, dirigiu-se ao público historiando a fundação do Grupo, cujos objetivos são os de estudar e divulgar a Doutrina Espírita. Agradeceu o apoio do Conselho Espírita Internacional e da Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec, de Viena/Áustria e a presença participativa de cada um nesses momentos enriquecedores. Agradeceu a Divaldo e a Nilson Pereira pela forma carinhosa e amiga com que aceitaram o convite para desenvolverem esse trabalho. Informou que o método de estudo é participativo, interativo e que está aberto aos que desejarem conhecer, com mais propriedade, o Espiritismo.


Transição Planetária foi o tema da conferência em Brno


Brno - Palestra

Retornando pela 10ª vez à Brno/República Tcheca, Divaldo Franco foi recepcionado por Josef Jackulak, da Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec, de Viena/Áustria, promotora desse evento. É uma frente de trabalho que Divaldo Franco, insistentemente vem implantando nesta cidade, visando consolar os corações e esclarecer as mentes daquelas criaturas que lá residem. Após as boas-vindas e agradecimentos, Josef Jackulak nominou os integrantes das delegações da Áustria, Suíça e Brasil. Agradeceu a participação dos Tchecos, que se sensibilizaram com o convite, destacando a presença de Nilson de Souza Pereira.

A conferência foi realizada no dia 2 de junho e o tema, Transição Planetária, apropriado e judiciosamente escolhido pelos organizadores, tendo em vista as diversas fases pelas quais passou, nos últimos tempos, a República Tcheca e seu povo. Disse que era um grande prazer poder conviver com as pessoas da República Tcheca. É natural que as pessoas indaguem por que um brasileiro está em Brno, com que finalidade realiza esta viagem com vários amigos. Explicou que é espírita brasileiro e que tem um grande carinho por esse país.

Disse que o codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, em encarnação anterior, no Século XV, fora Jan Hus, ou João Huss, como é mais conhecido, o grande missionário assassinado em Constança no ano de 1415, traído pelo seu Imperador Sigismundo e considerado um honrado orador sacro. Jan Hus é um marco histórico da humanidade. Suas ideias de liberdade e o seu amor à pátria Tcheca tornaram-no um extraordinário pensador que desejou libertar as consciências perdidas na ignorância medieval.

As estatísticas modernas realizadas na Europa afirmam que até o ano de 2020 o ateísmo tomará conta do continente e que a República Tcheca apresenta o maior número de materialistas da Europa. Apesar dos avanços científicos e tecnológicos, a sociedade vivencia grandes sofrimentos, disse Divaldo.

Allan Kardec quando apresentou o Espiritismo procurou demonstrar que a vida tem um sentido psicológico. As sensações não são suficientes. As sensações básicas de comer, dormir, fazer sexo, reduz o ser humano a uma qualidade de quase animal, porém quando tem ideais psicológicos passa a experimentar emoções. A emoção da amizade, do afeto, da gratidão, por que não são sensações físicas, são emoções transpessoais. A proposta Espírita tem dupla finalidade – superar as paixões -, que levam a criatura ao egoísmo e, - desenvolver as emoções -, que levam ao altruísmo.

No tocante à transição planetária, Divaldo traçou um paralelo entre a cultura da idade média e da moderna. São dois mundos muito diferentes, especialmente do ponto de vista tecnológico, porém o homem não logrou evoluir moralmente. O homem vive na atualidade o momento do medo. Há, também, em contrapartida, milhares de organizações que estão trabalhando para a implantação do bem.

A Terra é um planeta muito jovem dentro da cosmologia, possui somente quatro bilhões de anos e a vida na Terra tem dois bilhões e duzentos milhões de anos. Do ponto de vista do cosmo a Terra vai ser destruída, tendo em vista que o Planeta vive período de transformações. É natural que tudo esteja mudando constantemente.

A vida na Terra depende do sol, além do oxigênio, do hidrogênio. Qualquer fenômeno que ocorra no sol afeta a vida na Terra. Os astrônomos notaram que no dia 05 de outubro de 2005 as manchas solares, ou erupções solares, foram tão grandes que eram maiores do que a Terra e que partículas caíram sobre o Planeta, partículas de fótons, de tal forma que deram lugar ao terrível fenômeno do furacão Katrina que destruiu várias cidades dos Estados Unidos da América. Logo depois do dia 20 de outubro, novos fenômenos solares modificaram a temperatura terrestre. Os tsunamis, desde o ano de 2002, no oceano índico, no Haiti, Chile e agora no Japão, mudaram o eixo da Terra, diminuindo a sua inclinação, levando-o para uma postura de verticalidade. Isto, naturalmente afeta o clima, o comportamento e a vida da criatura humana.

Além destes fenômenos naturais, há aqueles provocados pela poluição, de toda espécie, produzida pelo homem. Tudo isto tem um objetivo, contribuir para que a criatura humana mude de comportamento, para melhor, afirmou Divaldo. Destacou outra questão fundamental, a poluição mental, geradora de grandes desastres.

Divaldo salientou a mensagem de Jesus, - Deus tem o seu endereço no coração da criatura humana. Nas palavras de Ernest Renan, filósofo francês, Jesus foi um homem tão notável que seu nascimento dividiu a História. A mensagem de Jesus, explicou Divaldo, é a do amor. Durante vários séculos o amor foi uma proposta religiosa. A partir de Freud, o amor tornou-se um fenômeno sexual.

Na atualidade, o amor é uma proposta terapêutica. Os melhores psicoterapeutas e psiquiatras do mundo afirmam que a pessoa que ama consegue imunizar-se contra várias doenças contagiosas. A pessoa que sorri e tem as emoções superiores também produz, na saliva, uma substância química chamada imunoglobulina, que ajuda na digestão e sustenta o sistema imunológico.

A grande filosofia de Jesus é o amor. Para os espíritas isso é fundamental, por que ensina ao ser humano aproximar-se do próximo. O Espiritismo completa a proposta de Jesus estabelecendo a solidariedade e o sentimento da caridade, disse Divaldo.

Divaldo, o Paulo de Tarso de nossos dias, informou que, além do trabalho grandioso executado na Mansão do Caminho, no Brasil, tem viajado entre 38 e 40 dias, todos os anos, à Europa. Nessa tarefa de divulgação, Divaldo visita 28 cidades de 14 países. Faz isso por amor e por acreditar em um mundo melhor. Criou instituições espíritas em 62 países, para que a caridade e o amor possam ser divulgados e para que a esperança não morra dentro do ser humano.

Neste momento em que a sociedade parece ter enlouquecido pelo prazer, contempla-se o fim de uma época e o amanhecer de outra. Quando o egoísmo ceder lugar ao altruísmo não haverá miséria. A proposta é muito simples, explicou Divaldo. Seja você aquele que faz algo, um pouco de bem, sendo mais amigo dos pais, dos filhos, dos parceiros, que a vida não transcorra na Terra apenas no egoísmo. Aplaudido com entusiasmo, Divaldo respondeu, ainda, algumas perguntas, aprofundando os dados apresentados durante a exposição.


Em Villach/Áustria Divaldo falou sobre a transformação do planeta


Villach - Público

A atividade desenvolvida no dia 3 de junho por Divaldo Franco em Villach/Áustria teve por título, Transformação do Planeta Terra e as Consequências para a Humanidade. O evento foi uma iniciativa de um grupo de amigos que se reúnem para estudar o Espiritismo. Não há, ainda, um grupo espírita formado, estruturado. Constitui esse núcleo de estudos, Beatriz Grundener, a líder; Dagmar Neffe; Wald Neffe; Ingrid Augsburger; e Sabine Kohl Weis. São lâmpadas celestes, irradiando luzes de esclarecimento e amparo.

Beatriz Grundener fez a abertura do evento, proferindo palavras de acolhimento. Josef Jackulak deu as boas-vindas nominando a presença de Nilson de Souza Pereira e aqueles provenientes do Rio Grande do Sul/Brasil, dos que vieram de outras cidades, inclusive de Mannheim/Alemanha, entre outros. Apresentou a intérprete, Edith Burkhard e a Divaldo Franco.

Há vinte anos visitando a Áustria, Divaldo disse que a humanidade vive um momento muito grave no contexto da sociedade contemporânea. As grandes conquistas da ciência e da tecnologia não conseguiram resolver a grande problemática da criatura humana e o homem moderno apresenta as mesmas aflições de seus antepassados. Foi possível penetrar nas micropartículas e no macrocosmo, mas não foi possível penetrar no âmago dos sentimentos. Vive-se momento muito grave na história da cultura, nunca houve tanto conhecimento e tanta solidão.

Explicou que a criatura vive a solidão de apenas uma pessoa, a dois nos relacionamentos e a solidão no grupo social. Os estudiosos do comportamento afirmam que o homem moderno perdeu a confiança no homem moderno. O teólogo e psicólogo americano Rollo May afirmou, com tranquilidade, que o ser humano tem medo de amar. Normalmente o indivíduo quer ser amado e quando diz que ama, ele projeta os seus conflitos, desejando dominar o outro. Quando o outro não consegue atender aos seus caprichos, o indivíduo diz que não é amado. Isso é o efeito natural dos dias que vive a humanidade.

Os psicólogos, continuou Divaldo, apontam ainda um terceiro problema. É a ansiedade. O indivíduo vive ansioso pelo que vai acontecer. Vive insatisfeito onde está, desejando estar onde não se encontra. Dizem os estudiosos do comportamento que esses três fatores psicossociais, o medo, a ansiedade e a solidão são responsáveis por um dos maiores problemas da atualidade, a depressão. E, ao lado da depressão, a síndrome do pânico.

A evolução tecnológica não correspondeu a evolução moral. Disse Divaldo que quando se refere a evolução moral não é dentro da questão religiosa, mas no sentido ético. Desapareceram os valores éticos da sociedade. A ganância do poder, o egoísmo, os interesses imediatistas, levam o ser contemporâneo aos piores crimes, à traição, às guerras, ao terrorismo.

Os que estudam a astronomia informam que a vida na Terra depende muito do sol. Ele é constituído de uma massa plástica sempre em ebulição e como consequência geram as manchas solares. São uma espécie de erupção no centro do sol e que ameaçam o clima da Terra. No dia 05 de outubro de 2005 houve uma dessas erupções, as labaredas eram maiores do que a dimensão da Terra. No dia 20 do mesmo mês aconteceu algo pior, a dimensão era a do planeta Júpiter. Isso foi responsável pelo grande tornado Katrina, que destruiu New Orleans e grande parte do sul dos Estados Unidos da América.

Divaldo lembrou que a ocorrência do maremoto que gerou o tsunami no oceano índico, em 26 de dezembro de 2004, mudou o eixo da Terra, tal era sua magnitude. Os terremotos no Haiti, no Chile e, recentemente no Japão deram sua contribuição para a mudança do eixo. No Japão a questão se tornou mais grave. Afetando a usina nuclear de Fukushima houve uma contaminação de consequências imprevisíveis.

O planeta Terra passa por uma transição, e sendo um planeta jovem, com suas placas em movimento constante, causam desastres, erupções vulcânicas, terremotos e maremotos, mudança de clima, agravados pela poluição provocada pelo ser humano. O impressionante, destacou Divaldo, é que a pior poluição não é abordada nos diversos periódicos. É a poluição mental. A mente é responsável por tudo o que acontece. Tudo começa no pensamento e, se o pensamento não é saudável as ocorrências são desastrosas.

Que fazer? Uma mudança de comportamento pessoal. Foi Jesus quem propôs essa mudança no sermão profético, registrado no Evangelho de Marcos.

É curioso notar, disse Divaldo, que isso foi dito há mais de dois mil anos. O Templo de Jerusalém era o mais notável daquela época e, nos anos 70, Tito, o filho do Imperador Vespasiano, destruiu totalmente a cidade de Jerusalém e não ficou uma pedra sobre outra pedra no Templo. Foi uma visão profética extraordinária, acrescentou Divaldo. Filhos entregando pais, pais entregando os filhos foi observado durante o período nazista. Auschwitz e outros campos de concentração são a provas das palavras de Jesus.

Jesus fez uma profecia mais grave, informou Divaldo. Aconteceriam terremotos e haveria uma escuridão tão grande na Terra que, quem estivesse no telhado não teria tempo de descer, quem estivesse em casa não teria tempo de sair. O que seria isto? Foram as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Em um décimo de segundo morreram 180.000 pessoas. Isto feito pelo ser humano. O poder bélico atual, as chamadas armas inteligentes podem destruir o planeta cem vezes. Até onde irão a presunção e a vaidade do homem?

A humanidade e o planeta Terra passam por uma transição e há, na atualidade, uma união de muitos segmentos da sociedade em favor do planeta, preocupados em melhorar a vida, preservando a natureza. O nosso sistema solar gravita em torno de Alcione, uma estrela de 3ª grandeza que se encontra a 440 anos-luz distante da Terra. O sistema solar gira em torno de Alcione durante o período de 26.000 anos. A cada 12.000 anos o sistema solar aproxima-se dessa estrela grandiosa, circundada por uma imensa camada de fótons. Penetrando essa camada, aí se demora por um período de 2.000 anos.

Acreditam os estudiosos que a partir do ano de 1972 o sistema solar vem se adentrando neste envoltório de fótons, e a partir de 1978 a Terra começou a penetrar nessa camada de energia que produz certa luminosidade, resultado da excitação molecular que não tem calor, nem proporciona sombra. É muito curiosa esta informação, disse Divaldo. Todos sabem que o sistema gravita em torno de uma estrela mais poderosa, mas o detalhe de que entraria em uma camada de fótons é muito especial, ainda mais que esses fótons não têm calor e produzem uma energia benéfica, o que naturalmente irá beneficiar, não somente o sistema solar, mas também a Terra.

A vida na Terra tem um sentido psicológico. Todos acreditam que o objetivo da vida na Terra é a felicidade, mas a felicidade é muito relativa. O que é para uns, não é para outros. Qual é o sentido da vida? Viktor Frankel, psiquiatra austríaco, disse que a finalidade da vida é um sentido psicológico, a pessoa ter um ideal, lutar por ele, especialmente se for um ideal que promova a criatura humana. Viktor Frankel criou uma das mais belas propostas terapêuticas, a logoterapia.

Na atualidade a discípula de Viktor Frankel, a psiquiatra alemã Dra. Elisabeth Lukas, criando o decálogo da logoterapia, diz o seguinte: se você deseja ter saúde, saúde integral, pense na transcendência da vida, pense que um dia vai morrer, pense na realidade do ser transpessoal. Sugere também: seja otimista, cultive as ideias superiores. Nesse decálogo ela apresenta as melhores lições da vida.

Divaldo disse acreditar que o mundo vai ser melhor. Este é o século da arte, da beleza, e que todas as técnicas e ciências serão aplicadas para o bem, para o amor, para a promoção da criatura humana, é o que o Evangelho fala a respeito da nova Jerusalém. Alguns dos Espíritos habitantes na Constelação das Plêiades irão se reencarnar na Terra para criar um mundo melhor. Os grandes filósofos, os mártires, os heróis da fraternidade, da caridade, os grandes gênios da Renascença já estão reencarnando-se na Terra, construindo uma sociedade melhor.

Observando-se a nova geração infantil, compreende-se que é uma geração diferente e para melhor. As crianças já nascem com uma grande capacidade mental e moral, que em um passado recente não existia. Alguns psicólogos americanos e europeus chamam-nas de crianças índigo, e crianças cristal, por que são possuidores de uma capacidade acima da média comum.

Há uma nova geração. Uma geração para criar um mundo melhor. Este é um momento de transição. Quais são as consequência para a sociedade? Mudanças éticas, emocionais. As criaturas estão cansadas do prazer, da droga, do sexo, do álcool e do tabaco. Procuram dar um sentido novo para a vida, o sentido do amor. Quando o ser humano ama, é feliz. Até então, o amor que o homem desenvolveu é um tanto quanto egoísta. Está em marcha para desenvolver o amor altruísta.

A Terra está melhorando. Há mais amor na atualidade do que ódio, assim finalizou o grande orador brasileiro de Feira de Santana/Bahia. As perguntas que se sucederam, ensejaram momentos dilatados para reflexões e ponderações. Como agradecimento, o público retribuiu o magnífico trabalho realizado em Villach/Áustria com um vigoro aplauso, recebendo muitos cumprimentos.

Segundo Beatriz Grundener há algumas resistências às ideias espíritas, porém, através de diálogos esclarecedores, as pessoas com quem tem contatado, e ao saberem da proposta espírita, mostram-se interessadas em conhecer um pouco mais sobre a Doutrina Espírita. Assim, Beatriz e seu grupo de amigos estabelecem uma base de divulgação do Espiritismo em Villach/Áustria.


As fotos que ilustram esta reportagem são de autoria de Jorge Moehlecke.

Divaldo Franco encerra em Zurique o périplo iniciado em maio


Viena, Bratislava e Zurique, localidades situadas em três diferentes nações, foram os locais das conferências finais proferidas pelo orador brasileiro


Dirigentes em Viena

No domingo, dia 5 de junho, das 10h às 17h, Divaldo Franco coordenou o seminário, Transição Planetária e suas Consequências para a Humanidade. Os participantes foram recebidos com simpatia e carinho pelos organizadores. O evento foi promovido pela Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec, de Viena/Áustria. Seus dirigentes, Rejane Planer e Josef Jackulak desdobraram-se para que todos os detalhes estivessem prontos e a disposição do público. A equipe de trabalho, dedicadíssima, esmerou-se em organizar o ambiente e bem atender.

Josef Jackulak e Rejane Planer apresentaram as boas-vindas, agradecendo a participação de todos. Além de Divaldo, destacaram a participação de Nilson de Souza Pereira, de Edith Burkhard, a intérprete, da Equipe do Livro Divaldo Franco, de Porto Alegre/Brasil, entre outros.

Divaldo Franco, o Paulo de Tarso da atualidade, iniciou sua abordagem dizendo que o grande problema da criatura humana é a própria criatura humana. Onde ela estiver aí estarão seus problemas. Visitando, ao longo de trinta anos, 64 países nos cinco continentes e mais de três mil cidades, constatou que a criatura humana é a mesma, varia mudando de nome e de lugar, mas os problemas são os mesmos, disse.

Como poder entender a criatura humana? A tarefa inicial foi da filosofia. Os orientais resolveram o problema através da inspiração. A filosofia oriental é religiosa, pelo menos nos clássicos. O ocidente optou pela lógica e pela razão. A filosofia grega tornou-se a parte básica do pensamento da humanidade. No entanto, os filósofos encontraram um problema: o que é a vida? Essa interrogação originou o surgimento de duas correntes. A idealista, ou espiritualismo e a corrente atomista, ou materialista.

Antes dos gregos, Buda afirmou que a vida tinha um papel fundamental. Jesus disse que a finalidade da vida era encontrar o reino dos céus. Esse reino dos céus não está fora, está dentro da criatura humana, sendo necessária uma viagem interior. Toda viagem interior é muito difícil. Viajar para dentro é um desafio. Exige educar a mente e mergulhar no abismo que é o ser humano para melhor entender-se e, então, iluminar-se.

Divaldo discorreu sobre a escola filosófica de Epicuro - o hedonismo -, dizendo que essa proposta não é a felicidade, mas o prazer. O prazer é sensorial, a felicidade é emocional. A felicidade é a busca de um sentido psicológico, é saber o que é importante na vida. Carl Gustav Jung estabeleceu uma diferença entre prazer, bem-estar e sentido psicológico. Todos os seres humanos possuem o prazer, mas é sempre rápido, passageiro. O objetivo da vida não é a busca da felicidade, é encontrar uma harmonia íntima de tal forma que nada consiga perturbar.

O ser humano vive sob a ação de três inimigos emocionais, o medo, a ansiedade e a solidão. O medo, a primeira emoção que o homem desenvolveu, é a manifestação do instinto de preservação da vida, todos possuem medo. Várias denominações do medo são experimentadas pelas criaturas, porém, o pior medo é o de amar, frisou Divaldo.

O Dr. Rollo May disse: ame-se, cuide de você, zele pela sua vida, embeleze-se. Afirmou Divaldo que se a criatura humana não se ama, não amará a ninguém. Se a pessoa que se conhece não se ama, como irá amar aquela que não conhece? O amor é fundamental. O medo do amor deve ceder lugar para a abertura do amor. O medo de amar é o inimigo da alegria, o objetivo da vida é encontrar a harmonia, sentenciou Divaldo.

A ciência conseguiu equacionar vários problemas médicos, porém, outros vieram para substituí-los. Um grande número de pessoas vive a depressão, outros o distúrbio do pânico, o câncer, a síndrome de Alzheimer, o Parkinson, as doenças cardíacas. Viva intensamente agora, não espere para depois, coloque em execução os planos, não adie.

Sobre o calendário Maia, que tanto desperta o interesse das pessoas, informou que os maias possuíam vários calendários. Aquele que preconiza o fim do Planeta Terra em 12 de dezembro de 2012 é um calendário lunar, diferente do nosso atual, que é solar, portanto não há coincidências de dias, meses e anos com o nosso atual calendário. O planeta não vai se extinguir exatamente como comentam. É natural que os planetas nasçam, envelheçam e morram. O sol, por exemplo, que é a fonte de calor e vida para o Planeta, pode responsabilizar-se por muitos desastres ecológicos na Terra.

As manchas solares são episódios vulcânicos. No dia 05 de outubro de 2005 houve uma dessas erupções, as labaredas eram maiores do que a dimensão da Terra. No dia 20 do mesmo mês houve outra, maior que a dimensão do Planeta Júpiter. Essa atividade do dia 20 foi responsável pelo grande tornado Katrina que destruiu grande parte do sul dos Estados Unidos da América.

Diariamente o sol irradia para a Terra uma quantidade enorme de fótons, em um dado momento pode ocorrer uma irradiação de tal magnitude que torne a vida insuportável, como houve no período glacial ou, outro desastre como, por exemplo, a queda de um meteoro sobre a superfície terrestre, tal qual ocorreu na época dos dinossauros. Em assim sendo, disse Divaldo que, do ponto de vista astronômico, isso pode acontecer, mas dentro de um período de onze bilhões de anos, segundo cálculos dos especialistas.

Há duas citações sobre essas questões nos Evangelhos. Os evangelistas anotaram que Jesus se referiu ao fim do mundo, bem como no Apocalipse de João. O apóstolo Marcos, no Cap. XIII, Vv 1 a 23, já se referia a esse acontecimento. O notável nesta profecia é a exatidão dos dados, disse Divaldo. Tudo o que Jesus falou aconteceu. O Templo de Jerusalém era o mais belo edifício da época. No ano setenta, Tito, filho do Imperador Vespasiano, depois de sitiar Jerusalém, destruiu a cidade e o Templo, não ficando pedra sobre pedra. Restaram apenas partes dos alicerces que, hoje, se constituem no Muro das Lamentações.

Jesus afirmou que pais denunciariam filhos e filhos denunciariam pais. Parece absurdo, porém, aconteceu durante o período nazista, quando vários pais encaminharam às câmaras de gás seus filhos deficientes, em nome de uma pureza racial, disse o ínclito divulgador da Doutrina Espírita. Visitando o campo de concentração de Auschwitz, Divaldo disse se perguntar: Como a criatura humana pode ser tão cruel? Em Auschwitz foram assassinadas um milhão e cem mil pessoas em um período de apenas cinco anos.

Além das ações provocadas pelos fenômenos naturais que assolam regiões inteiras do planeta, modificando sua estrutura, há aquelas praticadas pelo homem, com destaque para a poluição. A poluição mais grave é a mental, informou Divaldo. As criaturas humanas adquirem raiva uma das outras, ou são totalmente indiferentes. Como é possível o homem ser tão incivilizado? Questionou.

Continuando com a interpretação das lições de Jesus, Divaldo disse serem fascinantes as previsões. Em determinado momento, Jesus sentenciou que aqueles que estiverem no campo não chegarão a casa, os que estiverem no telhado não terão tempo de descer, os que estiverem em casa não levarão seus objetos. Por ocasião dos episódios das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki aconteceu exatamente como previsto por Jesus. Morreram cento e oitenta mil pessoas em 3 minutos. Uma chuva tóxica caiu logo depois, contaminando as pessoas, que morreriam mais tarde, tendo como causa diversos tipos de cânceres. As mulheres que estavam grávidas geraram filhos contaminados, as que amamentavam, transmitiram a contaminação aos seus filhos, tal qual a previsão de Jesus.

Jesus disse: Não se turbe o vosso coração, crede em Deus, crede também em mim, na casa de meu Pai há muitas moradas. Esta proposta de Jesus é de grande atualidade. Apresentando dados contidos em mensagem de Joanna de Ângelis, Divaldo destacou que astrônomos conceituados afirmam que o Sistema Solar gravita em torno de Alcíone, uma estrela de terceira grandeza que se encontra a 440 anos-luz da Terra.

O Sistema Solar gira em torno de Alcíone durante o período de 26.000 anos. A cada 12.000 anos o sistema solar se aproxima dessa estrela grandiosa que é circundada por uma imensa camada de fótons, penetrando-a e aí se demorando por um período de 2.000 anos. Acreditam os estudiosos que a partir do ano de 1972 o Sistema Solar vem se adentrando nesse envoltório de fótons, e que a partir de 1978 a Terra começou a penetrar nessa camada de energia que produz certa luminosidade, resultado da excitação molecular que não tem calor, nem proporciona sombra.

O Planeta Terra está em transição de mundo de provas, de dores e de expiações para um mundo de regeneração. Divaldo afirmou que os espíritas sabem que a Terra será um verdadeiro paraíso. Não é utopia. Apesar dos aspectos negativos experimentados no passado e atualmente, nunca houve tanto amor no mundo como na atualidade. Há mais solidariedade, atenção para com as criaturas de Deus, para com o Planeta.

A humanidade do Planeta Terra vive, atualmente, o clímax dessa transição. Os maus não reencarnarão mais na Terra. Aqueles que na Terra trabalham para o mal serão excluídos do Planeta e se reencarnarão Espíritos bons, os nobres cientistas e filósofos do passado e muitos habitantes de Alcíone, colaborando no progresso moral dos habitantes do Planeta Terra.

O Espiritismo é uma ciência que está ao lado da ciência acadêmica. Aceita as conclusões do academicismo científico e vai além. Divaldo ressaltou os textos publicados por Allan Kardec em A Gênese – Cap. XVIII, itens 14, 27, 28 e 34. Foram escritos no ano de 1868 e os vemos acontecer exatamente agora, disse o nobre e incansável conferencista.

As consequências para a sociedade, nessa grande transição, são de um mundo melhor. A lei moral é a base ética para uma futura sociedade. Quando Jesus recomendou o amor, não estabeleceu limites. A Humanidade atingirá um grau de amor que será generalizado, modificando a sociedade. Todos tem uma missão na Terra. A cada um Deus deu uma missão, porém, a todos disse o mesmo, ame! Ame até doer, como dizia Madre Tereza de Calcutá, concluiu Divaldo Franco.

É possível ter uma saúde integral. Viktor Frankel, no decálogo da logoterapia, informa que há dez itens que podem levar ao estado perfeito de harmonia. São eles: 1. Manterás a relação com a transcendência. 2. Conservarás tua receptividade aos valores do bem. 3. Periodicamente recolher-te-ás para dialogar com a tua consciência. 4. Perdoarás aos teus pais os erros que cometeram contra ti. 5. Afirmarás incondicionalmente o sentido da vida. 6. Consentirás que a tua satisfação seja o efeito secundário de um ato de amor. 7. Só tomarás para ti e assumirás o que te for destinado. 8. Não multiplicarás o sofrimento entre as pessoas no mundo. 9. Respeitarás e preservarás a unidade da família. 10. Não aspirarás a ter, mas a ser.

Um número expressivo de perguntas foi dirigido ao incomparável conferencista. Ensejaram momentos de maior reflexão e aprofundamento de alguns pontos sobre o tema. Divaldo agradeceu o trabalho e a dedicação dos organizadores e executores do evento, a participação de cada um, desejando felicidades e conquistas pelo exercício do amor. Em retribuição mínima, o público dirigiu-lhe caloroso e demorado aplauso.


Na cidade eslovaca de Bratislava o tema da conferência foi Libertação dos Sofrimentos


Momento de autógrafos em Bratislava

O Grupo de Estudos Espíritas Amigos de Allan Kardec, de Bratislava/República Eslovaca e a Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec, de Viena/Áustria, promoveram o trabalho realizado no dia 6 de junho por Divaldo Franco em Bratislava, onde há vinte anos vem realizando encontros de esclarecimento, fortificando conceitos e amparando corações. Josef Jackulak, além de apresentar as boas-vindas a Divaldo Franco, a Nilson de Souza Pereira, a Rejane Planer, a Edith Burkhard, a delegação de brasileiros, aos austríacos, aos espíritas de Bratislava e aos demais participantes, foi o intérprete para o eslovaco, fazendo a apresentação do orador neste idioma.

Divaldo Franco, vivamente recepcionado, abordou o tema: Libertação dos Sofrimentos. O evento foi realizado nas dependências do Centro de Cultura de Bratislava. Disse Divaldo que o tema é de muita atualidade. O sofrimento faz parte da vida. Em todas as épocas da humanidade a criatura humana procurou libertar-se do sofrimento. Para encontrar a melhor solução, nasceu a filosofia que através do pensamento racional procurou explicar o que é a criatura humana, qual é a razão de sua vida na Terra e para que está aqui.


Público em Bratislava

O Ocidente, naturalmente racional, encontrou duas correntes de pensamento. O pensamento materialista, através do qual a vida se consome com a morte, e o pensamento espiritualista, que demonstra a sobrevivência da alma. O Oriente teve mais facilidade. Centralizou suas ideias na imortalidade da alma, revelada através dos Espíritos. Várias obras representativas do pensamento espiritualista afirmam que o túmulo é uma porta que se abre para a vida, confirmando a imortalidade da alma através das comunicações espirituais.

Nada obstante, com o desenvolvimento da cultura greco-romana, a mitologia tomou conta da humanidade. A partir de Sigmund Freud, no Século XIX, a mitologia passou a ser interpretada como um fenômeno psicológico. Carl Gustav Jung afirmava que se trata de arquétipos, heranças ancestrais que a criatura humana traz no inconsciente profundo, concluindo que esses mitos fazem parte da personalidade e do processo da evolução.

Em cada época surgiram teorias para tentar explicar o sofrimento. Divaldo apresentou a experiência do Príncipe Sidarta Gautama, nascido 580 anos antes de Jesus. Seus pais preocupados em evitar que o príncipe sofresse, isolaram-no em um grande castelo, de forma a que não tivesse contato com o mundo exterior. Cercaram-no de todas as oportunidades para satisfazer os prazeres, para ser feliz. Cresceu no luxo e na alegria. Casou-se muito jovem, tornou-se pai muito cedo e o prazer fazia parte de sua vida, vivia as ilusões.

Certo dia meditou e viajou para dentro de si mesmo. Na medida em que mergulhava no abismo de si mesmo, ele se iluminou. Tornou-se Buda. Descobriu que a vida não deve ser uma luta, deve ser um esforço de felicidade, que não se deve lutar contra coisa nenhuma e que não deve se deixar arrastar por todas as coisas, nem um extremo, nem outro, tomar o caminho do meio, primeiro refletir para depois tomar a decisão. O rosto de Sidarta, agora Buda, ficou iluminado. As pessoas olhavam para ele e sentiam-se magneticamente atraídas.

Cerca de quinhentos anos depois veio Jesus, a personalidade mais notável da história da Humanidade. Jesus foi tão extraordinário que o seu nascimento dividiu a História e todos os fatos históricos foram contados em antes e depois Dele. Esse Homem especial mudou a filosofia do mundo. Seu pensamento filosófico pode ser sintetizado em duas frases. A primeira: Amar a Deus acima todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. E a segunda: Não fazer a outrem o que não desejar que outrem lhe faça. É uma proposta extraordinária, frisou o nobre conferencista.

Toda a vida de Jesus foi uma vivência do amor. Não tinha preconceitos contra os ricos, os poderosos, nem contra os pobres e miseráveis. Ele os amava, todos, com o mesmo carinho. A moderna psicologia, analisando a frase de Jesus, inverte a ordem das palavras e estabelece: É necessário o autoamor, amar-se a si mesmo. Com esse sentimento torna-se fácil amar ao próximo. Como consequência amar a Deus.

A proposta de Jesus, na atualidade, é psicoterapêutica. As pessoas que não amam entram em depressão com mais facilidade do que aquelas que amam. As pessoas que não amam têm surtos esquizofrênicos em maior quantidade do que aquelas que amam. As pessoas que amam sorriem por que são felizes e adoecem menos do que as pessoas que guardam mágoas.

Os psicoterapeutas recomendam, como primeiro passo, antes da doença, desenvolver o amor. Através do exercício do amor o sofrimento não se instala. A criatura humana pode ter dores, problemas, mas terá uma satisfação interior tão grande que ajuda a superar as circunstâncias.

O processo de libertação do sofrimento começa na autoconsciência. O Espiritismo, surgido no Século XIX, explica a razão do sofrimento. O Espiritismo é uma ciência especial que confirma todas as religiões. Todas as religiões proclamam que a alma é imortal, o Espiritismo comprova. Na hora em que a criatura humana vencer o egoísmo deixará de sofrer. Quando pensar no seu próximo, o sofrimento não encontrará campo para se instalar, destacou Divaldo Franco.

O Espiritismo preconiza a imortalidade da alma, prova que a criatura humana continua a viver, a morte não dá os céus aos que são perversos, nem oferece o inferno aos que são bons. Cada um desperta além da morte com seus próprios valores, conforme adormeceu.

Seguiu-se um período de perguntas bastante instigadoras e que foram prontamente respondidas, aclarando pontos da palestra e, por ser o público constituído de algumas pessoas desprovidas de maiores conhecimentos espíritas, Divaldo atendeu aquelas que não se enquadravam, na totalidade, com o perfil do assunto abordado.

Divaldo agradeceu a acolhida e a hospitalidade das pessoas que o receberam em Bratislava, bondade de todos que foram ouvi-lo, desejando-lhes muitas felicidades. O agradecimento do público foi externado por aplausos fortes e demorados. Muitas pessoas se acercaram do médium baiano para conversas rápidas, perguntas particulares em busca de consolo e, naturalmente, felicitá-lo pelo trabalho.


Em Viena, Divaldo lembrou a missão do Brasil de restaurar o Evangelho na sua pureza primitiva


Público em Viena

Atendendo a programação, Divaldo Franco, o arauto do Evangelho e do amor, realizou no dia 7 de junho uma palestra na Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec de Viena/Áustria. Josef Jackulak e Rejane Planer, dirigentes da instituição, apresentaram as boas-vindas, agradecendo pelo momento enriquecedor que já se anunciava e pela presença massiva de seus colaboradores. Preparando o ambiente, Nilson de Souza Pereira, fiel e dedicado amigo de Divaldo, proferiu sentida prece.

Recebido pelos seus dirigentes e demais integrantes, Divaldo agradeceu a oportunidade, informando que após trinta e um dias de viagem pela Europa, desejava agradecer a tantos quantos o tem auxiliado nestes 67 anos de vida pública. Disse o incansável propagador do Espiritismo:

A nossa gratidão se explica por uma razão muito simples. Quando eu comecei a viajar, faz muitos anos, em 1947, os desafios eram muito grandes, as dificuldades operacionais, as mudanças de um para outro lugar, a mentalidade, a cultura no Brasil, especialmente em torno dos objetivos religiosos. Lentamente fomos abrindo clareiras na mata das concepções fechadas, e em breve, porque o labor exigia, na medida do possível, Nilson passou a acompanhar-me e lentamente, sem que nos déssemos conta, os amigos espirituais providenciaram o apoio de corações afetuosos, porque a tarefa se nos tornou ainda mais pesada e mais desafiadora, como é compreensível.

Em relação aos espíritas, principalmente aos espíritas brasileiros, Divaldo assim se expressou:

Como é do conhecimento da maioria dos espíritas, graças à revelação por intermédio de Chico Xavier, o Brasil é, sem dúvida, a Pátria do Evangelho, o Coração do Mundo. Não se trata de uma nova Israel, de um povo privilegiado, mas de um povo que está assinalado com a missão de restaurar o Evangelho na sua pureza primitiva que foi deturpada nos diferentes países da Terra.

Deu-nos, Divaldo, uma panorâmica do movimento espírita no Exterior, registrando em outras palavras:

Confesso que depois de visitar 64 países nos cinco continentes, encontro esses trabalhadores distribuídos, hoje, pelo mundo, para um grande gáudio e grande surpresa. Cada um deles, que tem a fé espírita, está preocupado em criar um núcleo, em abrir uma célula no próprio lar, em estudar o Evangelho, em propiciar à família uma visão otimista do mundo, sem desprezo pelas demais nacionalidades, porque o amor de Deus é o mesmo para todos.

Ao Brasil, cabe no momento, ao lado do seu desenvolvimento tecnológico, científico e econômico, a tarefa de apresentar ao mundo uma nova visão de cristianismo, uma visão de solidariedade. Estamos no 3º milênio e as previsões espirituais são de calamidades, de calamidades apocalípticas, como as presenciadas atualmente, afirmou o nobre conferencista.

As perspectivas são sombrias porque a mente humana está voltada para o vício, para o crime, para o hedonismo, gerando uma psicosfera negativa, até o momento em que a mente humana volte-se para outros valores. Disse que os Venerandos Guias da Humanidade informam que este é o Século da arte, da beleza, do amor, da fé religiosa. O Século XX foi da ciência e da tecnologia, o Século XXI será da sua aplicação amorosa e não bélica.

O Espiritismo, afirmou Divaldo, vem hoje repetir a façanha de Jesus. Trabalhar uma sociedade que tem rejeitado sistematicamente o bem, que tem abandonado os seus deveres, pelo tremendo ódio à severidade, à austeridade moral, que entrou em uma situação mais constrangedora pela prática do egoísmo. O Espiritismo afirma que a vida não se encerra na tumba, pelo contrário, ela dilata-se. A tumba é o portal para a vida real, demonstrando, como fez Jesus ressuscitado, retornando. O Espiritismo traz os seres queridos que a morte não consumiu.

Sobre o sentido da vida, Divaldo apresentou o entendimento do psiquiatra vienense Viktor Frankel. Disse o psiquiatra que a vida tem três objetivos, o amor indiscriminado, o trabalho do ideal e a capacidade de transformar desgraças em vitórias. Divaldo frisou que esta proposta partiu de um psiquiatra materialista e, ao criar uma nova terapia, ou a doutrina do sentido da vida, ele propôs a busca da transcendência, da imortalidade.

Propagando seu alento natural, Divaldo disse que tudo passa e todos sabem disso. Passam as dores, os sofrimentos. Só não passa a consciência reta, quando se tem a convicção de que fez o melhor ao seu alcance, quando tem a tranquilidade de que cumpriu com o seu dever. Poderá, assim, suportar calúnias, desaforos, ofensas, agressividade. A criatura humana deve se conscientizar de que o Senhor da Vida, que a criou e que a ama, conta com ela, pois, embora tenha contado com Ele, ainda não se deu conta de que é instrumento da Sua vontade.

A existência terrestre não é uma viagem ao país da ilusão, não é uma temporada na ilha da fantasia, é uma caminhada, uma escola de iluminação interior. E quando vierem quaisquer testemunhos, sejam quais forem, na área da saúde, do relacionamento, da economia, na área existencial, que possa dizer, estou sendo lembrado por Jesus, afirmou em tom amoroso.

Vivamente emocionados, e tocados em seus sentimentos, os presentes agradeceram, com aplausos e cumprimentos, as palavras de esclarecimento e acolhida que Divaldo proferiu nesta noite que foi denominada de Noite da Gratidão. Com desejos de reencontros no ano vindouro, aqueles que lá estavam, no silencio de seus corações, oraram a Jesus por novas oportunidades de convívio afável e amoroso, envolvendo Divaldo e Nilson em vibrações de saúde e harmonia.


Público numeroso assistiu em Zurique à conferência que encerrou o périplo iniciado em maio


Divaldo, Beatrice, Edith e Valdemir em Zurique

Vitória da Vida Sobre a Morte, este foi o tema que Divaldo Pereira Franco abordou em Zurique/Suíça. O evento foi realizado no dia 9 de junho na instituição denominada Volkshaus, mais precisamente no Salão Branco que teve suas instalações totalmente tomadas pelo público. Beatrice Wiesli e Valdemir Hass coordenaram, apresentaram as boas-vindas e realizaram a apresentação do conferencista. Edith Burkhard foi a intérprete fiel e dedicada, vertendo para o idioma alemão as palavras de Divaldo. A alegria e o bom ânimo a todos contagiavam.

Preparando o público para o tema a ser abordado, Divaldo, o embaixador da paz por excelência, narrou uma lenda oriental sobre a ação da morte e sua fatalidade sobre a criatura humana, de autoria de William Somerset Maugham, escritor inglês. O autor estabelece que a morte é uma fatalidade.

A morte é realmente cruel, disse Divaldo, sempre arrebata os jovens e deixa os mais velhos. É uma fatalidade curiosa. Mas o que é a morte? Para poder interpretar o enigma da morte e os desafios humanos, surgiu a filosofia. O Oriente resolveu muito bem o problema através da revelação, afirmando que a morte é uma passagem para a vida, e todos os livros sagrados da filosofia oriental falam sobre a sobrevivência. O Ocidente, mais racional, através da filosofia grega apresentou duas correntes. Sócrates, Platão e Aristóteles afirmaram que a vida não morre com a morte. Os três são os pais do espiritualismo, ou do idealismo.

Na mesma época viveram Leucipo, Lucrécio e Demócrito que estabeleceram que a vida humana é resultado de três fatores. Os átomos, o movimento e o vácuo. Segundo eles, quando acontecia qualquer desequilíbrio em um desses elementos sobrevinha a morte. Esta doutrina do atomismo viajaria, ao lado do idealismo, através da história.

Aproximadamente trezentos anos depois apareceu a figura incomparável de Jesus Cristo. Ele revolucionou a cultura estabelecendo novos paradigmas para a vida. A Sua doutrina é simples, porque é toda fundamentada em uma Lei Natural, a Lei de Amor. Enquanto os filósofos estabeleciam correntes dialéticas, propostas sofistas e debates intermináveis, Jesus dizia, basta amar, amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo com a si mesmo. Este homem notável revolucionou o pensamento filosófico da humanidade.

Até o momento da chegada de Jesus, o forte era aquele que esmagava. O poderoso era aquele que ganhava. Depois que Ele veio mudou completamente a filosofia, estabelecendo que o forte é aquele que vence as próprias paixões e o poderoso é aquele que consegue amar. Estabeleceu que ninguém morre, que a vida é patrimônio de Deus, ela nunca se extingue. No corpo ou fora do corpo, a criatura está sempre na vida. A Sua Doutrina cresceu e experimentou as circunstancias do poder imperial de Roma. Durante a Idade Média, por quase mil anos a ignorância apresentava seus patrimônios na intolerância distante do amor, lecionou o conferencista.

A partir do Século XVII o atomismo grego ressurgiu como uma reação natural ao espiritualismo vigente e a intolerância religiosa. Nos séculos que se seguiram, continuou o Professor Divaldo, na medida em que a cultura se libertava e as academias se tornavam mais livres, o materialismo zombava do espiritualismo. As mais eminentes personalidades humanas afirmavam que a morte era o fim da vida. No Século XIX o materialismo se apresentava sob três aspectos, o materialismo histórico, o dialético e o mecanicista, e a ciência zombava totalmente da religião, abriu-se, então, um grande abismo e o materialismo parecia vencer.

Foi nesse período que surgiu outra doutrina revolucionária. Uma ciência afirmando que a vida não se extingue. É a ciência espírita, fundamentada na imortalidade da alma e que foi definida por Allan Kardec, o seu codificador, como sendo a ciência que estuda a origem, a natureza, o destino dos Espíritos e as relações que existem com o mundo material, uma ciência que nasceu no laboratório da mediunidade. A mediunidade, explicou, faz parte da própria história da humanidade. É de todos os tempos e culturas.

O Espiritismo veio confirmar os postulados de Jesus através de uma filosofia ético-moral, com base em seis pontos fundamentais. As crenças, em Deus, na imortalidade da alma, na comunicabilidade dos Espíritos, na reencarnação, na pluralidade dos mundos habitados e a crença em Jesus Cristo. Também está fundamentada no respeito por todas as profecias, pelas nobres propostas da filosofia e do esoterismo, pelas doutrinas do indianismo, do budismo, porque o essencial é o amor.

Na atualidade se pode constar o acerto do verbo amar, acentuou o notável conferencista. Durante muito tempo o amor fez parte da teologia, hoje é psicoterapêutico. Quem ama não adoece. Quem ama tem doenças, mas não é doente. Os modernos psicoterapeutas descobriram no Evangelho de Jesus os mais belos processos de renovação individual. A saúde integral é o resultado do muito amar.

Fazendo uma análise desse amor, perante a imortalidade, poderemos inverter a ordem da frase e estabelecer: aquele que se ama é capaz de amar o próximo e depois amar a Deus, explicou Divaldo. Quem não se ama não ama a ninguém. Quando a criatura se ama ilumina-se, desenvolve a inteligência e o sentimento, trabalha pelo desenvolvimento ético da humanidade, cultiva ideais de beleza, sabe superar as dificuldades. Compreendendo as próprias dificuldades, dá-se conta das dificuldades do outro, torna-se tolerante e aprende a amar e, naturalmente expande esse amor à natureza, aos animais, à vida e a Deus. Divaldo destacou a seguinte frase pronunciada por Jesus: Se vós não vos amais a quem vedes, como podereis amar a meu Pai que nunca vistes?

A vida não poderia ser elaborada para extinguir-se, não poderia terminar em nada, no caos. A morte é uma libertação para dar o ensejo de a criatura reencontrar seus amores. Por saber da continuidade da vida e por amar o próximo, Divaldo disse que dedica a sua vida para explicar que a vida continua, que vale a pena ter uma existência nobre para poder desencarnar bem. Os Espíritos Bons convidam as criaturas para a prática do amor, da caridade, para o culto do dever. A vida na Terra é muito curta considerando-se a extensão da eternidade. Por mais longa que seja uma existência, chega o momento em que ela para. O Ser deixa o corpo e continua a viver, naturalmente.

A vida tem um objetivo, este objetivo psicológico é amar, amar muito, construir o bem, não perder os ideais do amor, nem da beleza. O ser humano caminha para a perfeição, para a angelitude, podendo ser feliz desde hoje, vivendo integralmente cada momento. Finalizando, Divaldo desejou muita alegria de viver, muita paz e a certeza de que nunca se está abandonado, mesmo nas situações mais difíceis. Deus vela por todos e Jesus protege. Exortou a formar um pacto, um pacto de que nenhum mal nos fará mal, porque estaremos totalmente integrados no serviço do bem.

Após a fase dedicada as perguntas, que foram em numero expressivo, demonstrando o vivo interesse pela compreensão do assunto, Divaldo agradeceu a presença dos amigos da Áustria, da Itália, de Luxemburgo, da Bélgica e do Brasil, mais precisamente do Rio Grande do Sul, e que o têm acompanhado desde o dia 17 de maio. Aos suíços pela gentileza, pela paciência. A Edith pela tradução. Agradeceu profundamente emocionado a Beatrice Wiesli, e a todos que deram sua parcela de contribuição e ajuda.

O numeroso público, que lotava o salão, aplaudiu de pé o arauto do Evangelho, do amor e da paz. Divaldo Pereira Franco foi agraciado com um pequeno mimo por parte dos organizadores, ao tempo em que ofertou um ramalhete de flores a Beatrice Wiesli.


Público em Zurique


Nota do Autor:

Os gaúchos que acompanharam Divaldo Franco na jornada europeia, no período de 17 de maio a 9 de junho, são integrantes da Equipe do Livro Divaldo Franco, voluntários da Mansão do Caminho. São eles Jorge e Lúcia Moehlecke, Delcio e Carmem Carvalho, Paulo e Rosane Salerno e Jaqueline Medeiros. Com gratidão, o grupo formula votos de paz e harmonia aos leitores de O Consolador. (Paulo Salerno)


As fotos que ilustram esta reportagem são de autoria de Jorge Moehlecke.

 


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