Espiritualidade e Sociedade



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Noventa anos da Federação Espírita do Rio Grande do Sul



26/02/2011

 

Texto Paulo Salerno
Fotos Jorge Moehlecke

 


Em 19 de fevereiro de 2011, em noite engalanada, teve prosseguimento as atividades programadas para evidenciar o nonagésimo aniversário de fundação da Federação Espírita do Rio Grande do Sul - 17 de fevereiro de 1921 -, nesta oportunidade, com a realização de uma sessão comemorativa. A Presidente da Federação Espírita do Mato Grosso do Sul, Maria Túlia Bertoni foi a palestrante convidada para proferir a conferência Unificação, um projeto permanente.

A Presidente da Federação Espírita do Rio Grande do Sul – FERGS, Maria Elisabeth Barbieri, em seu pronunciamento, apresentou um pequeno histórico da Federação, enaltecendo, principalmente, os diversos Presidentes que administraram a FERGS até os dias atuais, e, em um preito de gratidão, nominou todos os vinte um Presidentes que lhe antecederam no cargo.

Maria Túlia Bertoni, recebendo a palavra, externou a sua alegria por estar presente neste ato comemorativo, bem como a sua gratidão ao povo gaúcho que desbravou as terras do Estado do Mato Grosso do Sul. A nobre expositora iniciou seu trabalho tecendo considerações sobre o prefácio do livro Dias Gloriosos, de Joanna de Ângelis – Espírito -, e psicografia de Divaldo Pereira Franco.

Para falar sobre os sinais dos tempos inspirou-se em A Gênese, Cap. XVIII, item 1, de Allan Kardec, citando: São chegados os tempos, dizem-nos todas as partes, (...), em que grandes acontecimentos se vão dar para a regeneração da Humanidade. Para situar a atual geração, a expositora comentou, com lucidez, o item 28, da mesma obra e capítulo, destacando que a época atual é de transição e que os indivíduos recalcitrantes, segundo Chico Xavier informou na década de 80, estão tendo as suas últimas oportunidades para se reajustarem à Lei Divina.

O livro Transição Planetária, psicografado por Divaldo Pereira Franco e autoria de Manoel Philomeno de Miranda – Espírito -, apresenta inúmeras informações sobre o processo de transição que a Terra experimenta, corroborando os comentários de Allan Kardec em A Gênese. Para falar sobre os falsos profetas, Maria Túlia buscou o apoio em Mateus Cap. 24, versículos 4 a 54. Elucidou que, neste sermão profético, estão as predições das calamidades, os fins dos tempos e seus sinais, a difusão do evangelho restaurado, o advento do reino do bem e o desânimo de muitos.

Retornando para as informações contidas em A Gênese, Cap. XVIII, item 25, a expositora mato-grossense-do-sul informou que o espiritismo é o mais apto a secundar o movimento de regeneração da Humanidade. De Obras Póstumas, de Allan Kardec, destacou: Os Espíritas do mundo todo terão princípios comuns, que os ligarão à grande família pelo sagrado laço da fraternidade, mas cujas aplicações variarão segundo as regiões, sem que, por isso, a unidade fundamental se rompa.

Dando seguimento em seu comentário, Maria Túlia destacou que, a união dos espíritas deve se dar, de forma fundamental, pelo acatamento dos princípios básicos da Doutrina Espírita. Ainda sobre unificação, a expositora comentou a mensagem de Francisco Spinelli, contida no livro Crestomatia da Imortalidade, no capítulo Unificação, psicografado por Divaldo Pereira Franco, onde o autor cita: Unificação Espírita é a reunião de valores para a melhor difusão e propagação do pensamento dos Espíritos (...).

Colheu e expôs, a digna palestrante, em Jesus e em Allan Kardec, os princípios unificadores. O objetivo principal de Jesus é o de anunciar o reino de Deus. O de Kardec é a transformação moral da Humanidade. De forma clara e objetiva apresentou alguns princípios unificadores, tais como: da união, do trabalho, da fraternidade, da liberdade e da responsabilidade.

Para discorrer sobre o princípio da união, Maria Túlia buscou inspiração em Mateus, Cap. 10, v.1. e Cap. 12, v. 2 a 5; na Revista Espírita, ano 5, de fevereiro de 1862, volume 2; e em O Livro dos Médiuns, Cap. XXXI, item 20.

Sobre o princípio do trabalho buscou as informações em Mateus, Cap. 10, v. 8; e em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XX, item 4 – Missão dos Espíritas, de Erasto. O princípio da fraternidade foi apresentado segundo informações colhidas em João, Cap. 13, v. 34 e 35; em Mateus, Cap. 5, v. 43 e 44; e em Obras Póstumas, item VI do capítulo Constituição do Espiritismo.

O princípio da liberdade foi alicerçado, pela expositora, em Marcos, Cap. 9, v. 40; em Mateus, Cap. 10, v. 14 e Cap. 19, v. 16 a 21; e no item Ligeira resposta aos detratores do Espiritismo, exarada em Obras Póstumas, de Allan Kardec. E, por fim, o princípio da responsabilidade foi comentado com apoio no Evangelho de Lucas, Cap. 6, v. 39 e 40; e em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V, item 6.

Finalizando sua brilhante conferência sobre Unificação, um projeto permanente, Maria Túlia Bertoni se utilizou de algumas mensagens ditadas por Bezerra de Menezes – Espírito -, que com sua lucidez peculiar, aborda de forma clara e insofismável a Unificação no Movimento Espírita.

Os aplausos que sucederam a brilhante conferência comemorativa dos 90 anos de fundação da FERGS demonstraram a acolhida e o carinho dos gaúchos à brilhante expositora, Presidente da Federação Espírita do Mato Grosso do Sul. Maria Elisabeth Barbieri encerrou a sessão comemorativa agradecendo a presença de todos e, em especial, a conferencista mato-grossense-do-sul.

 


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