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Encontro Nacional da Liga de Pesquisadores do Espiritismo

>     Mesa de debates - A Gênese

14º Encontro Nacional da Liga de Pesquisadores do Espiritismo - ENLIHPE 2018

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14º Encontro Nacional da Liga de Pesquisadores do Espiritismo -


A décima quarta edição do ENLIHPE – 14º ENLIHPE - ocorreu no ano de 2018, no auditório principal da Sede Federativa da UEM (União Espírita Mineira), situada na Av. Olegário Maciel, em frente ao Diamond Mall – e teve como tema central “Sobrevivência da alma” trazendo pesquisas e abordagens de temas que lhe são correlatos. Foram apresentados 13 trabalhos: conferências, palestras, alguns estudos, e uma mesa que tratou de uma importante obra espírita: “A Gênese“

 

Mesa de debates - A Gênese - com a participação de Jáder Sampaio, Marco Milani e Samuel Magalhães

 

A partir de 15h30, foi desenvolvida uma Mesa de Debates sobre “A Gênese“, contando com a participação de Jáder Sampaio, Marco Milani e Samuel Magalhães. A publicação do livro “O legado de Allan Kaderc“, por Simoni Privato Goidanich, sobre “a Gênese, trouxe uma discussão antiga nos meios espíritas. É possível se observar que o Movimento Espírita se debruça muito pouco sobre essa obra. Samuel Magalhães, aponta, em relação a evolução histórica do texto desse livro, que qualquer alteração profunda nessa obra, é evidente que outras mudanças em outros livros deveria acontecer. O que é perceptível é que Allan Kardec fazia modificações em seu texto, até porque seu método de trabalho, como pesquisador, permite melhoras em relação a clareza do texto.


A obra da escritora traz elementos históricos que precisam ser pesquisados, analisados e melhor compreendidos. Há também muitos acontecimentos históricos havidos na França da época que permitiram o decréscimo do espiritismo. Fato é que as mudanças havidas no livro “A gênese” foram feitas por Allan Kardec, e, em nada, desmerecem a obra como um todo. A obra de Simoni Privato Goidanich foi publicada para circular em países de língua espanhola e não exatamente no Brasil. O Conselho Espírita Internacional tomou conhecimento da publicação e, aqui no Brasil, diversos Espíritas também tomaram conhecimento sobre o conteúdo da obra.

Em contraponto, Marco Milani aponta que: até a quarta edição do livro “A Gênese”, não existiu qualquer alteração da obra, portanto, não há evidência que tenha sido Allan Kardec que tenha promovido as alterações apontadas. Outro argumento é que não existe documento algum de Allan Kardec de que ele estivesse promovendo qualquer alteração no texto de “A Gênese”. Outro argumento apontado é que a interpretação de que elementos que justificam algumas abordagem de Kardec podem ficar prejudicados em seu conteúdo, se não bem compreendido, de forma que dizer que Kardec teria aprimorado o texto com as alterações, isso é falso. Um exemplo é o texto relacionado com o desaparecimento do corpo de Jesus discutido no item 64 a 68.

Outro item tem relação a quantidade de alterações. Henri Sausse que, após 12 anos tomou conhecimento das alterações do texto de “A Gênese”, encontrou mais de 100 alterações e as denunciou no jornal “Le Espiritisme“. Entretanto, Leymarie teria afirmado que Allan Kardec teria realizado a revisão. A pesquisa que embasou a obra em análise descredencia a versão apresentada por Leymarie, à época da denúncia de Henri Sausse, que só se manifestou sobre as alterações após o desencarne de Amélie Boudet (esposa de Allan Kardec). Argumenta-se que Amelie Boudet poderia ter impedido a publicação da 5ª ed. com as alterações, se elas não tivessem sido feitas por ele. Mas temos evidências sobre a dificuldade que a Amelie tinha para se posicionar dentro do Movimento Espírita francês e nele ter qualquer influência.

Há dúvidas também em relação a alterações feitas pessoalmente por Kardec, nas 4ª, 5ª e 6ªs edições de “A Gênese”. Naquela época, para a publicação de qualquer obra havia a necessidade de depositar uma versão da obra na Biblioteca Nacional, para ser aprovada e depois poder haver a comercialização. E Allan Kardec depositou a 4ª, mas não há depósito da 5ª Edição dessa obra. E, é por conta disso que a USE/SP após análise de vários pesquisadores, e um estudo profundo, recomendou a utilização da 4ª Edição. Também recomendou analisar a 5ª Edição francesa e promover-se encontros para estudos e análises sobre as alterações.

Retomou a palavra Samuel Magalhães, e afirmou que alguns pontos devem ser retocados. Há necessidade também de se pontuar que há menção expressa no texto de que as alterações apenas textuais. E, Henri Sausse levou muito tempo para denunciar qualquer alteração. Há alguns questionamentos históricos que precisam ser feitos em relação aos fatos, com seu equilíbrio, para não ser simplesmente um termo acusatório. Retomou a palavra Marco Milani para esclarecer alguns dos pontos levantados pelo antecessor. Especialmente apontando o “Catálogo Racional“. Ao final, concluiu que o objetivo é o estudo, e não, um termo acusatório contra Leymarie. A seguir, abriu-se espaço para perguntas e respostas.


Vídeo:

- para assistir no Youtube em melhor resolução: https://youtu.be/TXz3W5bNAAQ

 

 

 

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Informações:
Sobre a LIGA - acesse www.lihpe.net

 


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